História
de Vida
R.
Santana
O
meu amigo e confrade da Academia de Letras de Itabuna-ALITA, Wilson Caitano, de
quando vez, ele sugere: “... escreva sua história, o confrade escreve tantas
histórias!” Eu sei que sua fala é afetuosa, de amizade, não de admiração pelo aprendiz
de escritor, é que nos conhecemos num momento de conflito moral e intelectual:
ele, presidente da ALITA, teve que decidir entre a minha verdade e a menos
verdade dos meus adversários das letras de egos egoístas e afetados. De lá pra
cá, devo-lhe gratidão sempre.
Eu
gosto mais de escrever os feitos e o legado dos outros. Quando leio a História da Humanidade que
registra tantas histórias de vida, de feitos, e contribuição humanitária, de superação,
que me sinto o mais comum dos mortais, certamente, não deixarei nenhuma herança
nem legado para os meus semelhantes. Não deixarei o legado, por exemplo, de Alexander
Fleming, de Thomas Edson, de Albert Einstein ou o legado de Machado de Assis, de
Fernando Pessoa ou Carlos Drummond de Andrade. Deixarei para os meus filhos, apenas,
a certeza que andei no caminho da justiça, da lealdade, da ética, da
honestidade, do respeito e amor ao próximo.
Acredito
que existe uma energia que liga o lugar onde o umbigo foi enterrado e o homem.
O sujeito pode ter nascido em Icó, mas, leva essa energia no coração para
qualquer lugar do planeta Terra. Quando cheguei em Lagarto pela primeira vez, quis
visitar Telha, o lugar que vim ao mundo.
Fui
criado pelos meus avós no primeiro ano de vida. Quando conheci os meus pais
biológicos, eu já tinha 9 ou 10 anos de idade, foi um encontro frugal, diria
acidental, porque a minha verdadeira mãe, era minha tia, o verdadeiro pai, o
marido de minha tia. Com o tempo, passei chamar minha tia, de mãe Judite e, o
marido dela, pai Nozinho. Por isto, a sabedoria popular tem razão: “... pai ou
mãe, é quem cria”. Filhos abandonados não têm nenhum vínculo com os pais biológicos,
nenhum afeto, nenhuma consideração, nenhum traço psicológico de origem, o tempo
incube-se de torná-los estranhos, acredito que a recíproca é verdadeira. Pai e
mãe são seres sociais, criados pela sociedade, qualquer pessoa poderá assumir o
papel afetivo e material de pai e mãe sem herança biológica.
Eu
nasci no meado do Século XX em Lagarto (SE). Com um ano de idade fui trazido
para Itabuna por tia Judite. Ela voltava sempre para visitar seus pais, dessa
feita, encontrou-me entregue aos meus avós, depois de um tempo, acordaram que
minha tia Judite, que não tinha filho, se incumbiria de minha criação, pois
meus avós, também, estavam em idade avançada e, fisicamente, incapazes de tomar
conta de uma criança de fralda.
Minha
tia e o seu marido não tinham muitas condições, ele trabalhava numa olaria, ganhava
pela quantidade de tijolos produzidos. Ela trabalhava nos afazeres domésticos do
dia a dia, portanto, desde cedo, convivi com as necessidades de sobrevivência. Não
obstante sua separação com o marido, ela me criou até os 10 anos de vida, daí
em diante, fui criado por outros tios, mais tempo, fui criado com tio Pedro, que
o deixei em idade adulta.
Eu
sempre estudei em escola pública, desde tenra idade. As professoras que tive
nesse período, todas eram leigas, mas, se esforçavam para que não houvesse
prejuízo pedagógico. Fiz “Admissão” com a professora Nair Assis Menezes e os
exames na Escola Comercial de Itabuna, dirigida pelo prof. Nestor Passos, padre
de formação, onde fiz o meu primeiro ano de ginásio. Completei o ginásio e o
“científico” no Colégio Estadual de Itabuna – CEI.
Meu
desejo, naquela época, era ter feito Direito, mas, tio Pedro não tinha
condições para pagar as mensalidades da Faculdade de Direito de Ilhéus nem prover
as minhas despesas de transportes e livros, por isto, fui fazer Filosofia com
extensão em Matemática, na Faculdade de Filosofia de Itabuna-FAFI, com bolsa de
estudo concedida pelo prefeito Fernando Cordier e Secretária de Educação,
professora Helena Borborema.
Na
FAFI não fui um aluno brilhante, pela minha origem de vida e intelectual, porém,
sempre fui estudioso e aprovado acima da média. No curso de pós-graduação de
Psicopedagogia, que já era professor de Matemática há vários anos e idade
madura, os resultados orais e escritos foram ótimos – Monografia (TCC).
Da
idade adolescente à idade adulta, eu trabalhei no bar de tio Pedro, no São
Caetano. Era um bar de sinuca, dominós, carteado e balcão de fazer picolé. Funcionava
diuturnamente. Eu trabalhava pelo dia, e, à noite ia para o colégio, assim,
conclui o “científico”.
No
início dos anos 70, eu já estava na faculdade. Eduardo Fonseca (Fonsequinha),
era o candidato natural a vereador do São Caetano, porque já tinha sido
candidato duas vezes a vereador e derrotado. Nesse ano, por relapso ou
desinformação, ele não entregou em tempo, à Justiça Eleitoral, seus documentos
e ficou impedido de ser candidato. Dentre os jovens de minha época, eu me
destacava por ser estudante de curso superior, além de ser apelidado de “o homem
do livro”, aqui e acolá, eu estava com o livro na mão, os mais íntimos, chamava-me
“doutorzinho”.
Quando
Fonsequinha foi declarado impedido de ser candidato, os meus colegas e pessoas
mais antigas e prósperas do bairro, indicaram meu nome para ser o candidato. Não
possuía um “tostão furado” para fazer os “Santinhos”, naquela época, “marketing”
fundamental para divulgação da minha candidatura.
Porém,
“Quando Deus tarda, vem no meio do caminho”, um acontecimento foi fundamental
para minha eleição e vitória. Pedro Lemos era um radialista de programa sertanejo
da Rádio Clube, ouvido nos quatro cantos da cidade itabunense, além de ser
admirado e conhecido no Bairro da Conceição onde era morador antigo. Alguém lhe
enviou uma carta anônima denegrindo-me: “empregadinho de bar”, “analfabeto”, “tamborete
de cabaré”, etc., foi a gota d'água para o copo derramar, o bairro todo me defendeu,
eu fui o 3º. Vereador mais votado, depois de Plínio de Almeida e Sílvio
Sepúlveda. Na eleição da Mesa Diretora da Câmara Vereadores, eu fui eleito 1º. Secretário.
Eu
fui um bom vereador, cumpri com sucesso o meu papel de oposição ao governo Dr.
Simão Fitterman. Não me corrompi em nenhum momento, mesmo com toda minha
dificuldade financeira. Naquela época, havia aqui, o “Diário de Itabuna”, lembro-me
que escrevi, para esse jornal, um emblemático artigo que comparava a conduta
totalitária de Luís XIV ao incauto prefeito Itabunense, com o título: “L'État,
c'est moi”, “O Estado sou eu!”
Uma
história que deve ser lembrada, quando eu fui vereador, foi o artigo que
escrevi para o “Diário de Itabuna” sobre a “Colônia Nosso Lar”, que era uma instituição
para menores marginalizados e um arremedo de zoológico. Essa instituição tinha
sido fundada pelo empresário Fernando Dantas. Acredito que essa instituição
recebia verbas públicas para sua manutenção, em particular, do município de
Itabuna. Não me lembro do fato que gerou uma comissão de vereadores para visitar
a “Colônia Nosso Lar”.
Depois
dessa visita, o “Diário de Itabuna” publicou: “Colônia Nosso Lar - Obra de
Fachada”. No frescor da juventude, com a mente inquieta, esse artigo, fazia uma
crítica contundente do desvio de finalidade da instituição, que ao invés de
recolher menores abandonados, mantinha, também, um zoológico com jiboias e mais
uma centena de outros animais, numa área de 1 hectare. Fui salvo de um processo
de Fernando Dantas, por imunidade parlamentar. Pouco tempo depois, a “Colônia
Nosso Lar” fechou.
Comecei
exercer o magistério na cidade vizinha de Itajuípe, “Colégio prof. Diógenes
Vizinhos”. Naquela época, eu era estudante da Faculdade de Filosofia de Itabuna
– FAFI. Eu soube que alguns professores saíam
daqui, à noite, iam para Itajuípe, ensinar Física e Matemática, principalmente.
Depois de oferecer meu serviço em Matemática para várias escolas daqui, sem
sucesso, alguém me sugeriu que fosse para Itajuípe, lá, haveria possibilidade
de trabalho.
Naquela
época, eu não conhecia Itajuípe, peguei um ônibus, num final de semana, pouco
tempo depois, cheguei ao meu destino. Fui orientado procurar Dr. Orlando
Pereira, juiz de Direito, diretor do “Colégio Diógenes Vinhaes”. Ele foi muito
educado, que havia disponibilidade de aula no curso “Científico” e no 4º. Ano
do curso de ginásio. Acordamos um contrato verbal de 20 horas /aula
por semana. Trabalhei lá 2 anos, eu saí quando prestei concurso para o estado
e, fui lotado no Colégio Estadual de Itabuna – CEI.
Entre
o IMEAM e CEI, trabalhei, 35 anos, notadamente, em sala de aula, exceto, 4 anos
de vice-diretor e diretor geral do CEI, algum tempo na coordenação de
Matemática e assistente administrativo na seção do IMEAM, Sementeira, Bairro de
Fátima.
Acho
que durante esse tempo de magistério, fui mais educador do que professor de
sala de aula. Eu segui à risca, a máxima: “a palavra voa, a escrita fica e o
exemplo permanece”. Sempre fui exemplo, exercia com dedicação minha atividade docente:
era assíduo, tinha o domínio do conteúdo, além de tudo, primava pela aprendizagem
e justiça. Preocupava-me em promover o aluno, não reprová-lo.
Faz
muitos anos que leio e produzo literatura, desde a época da máquina de escrever.
Eu gosto de todos os gêneros, porém, não
tenho aptidão para poesia nem trova. Li Machado de Assis, Mário de Andrade, Mário
Quintana, Euclides da Cunha, Jorge Amado, Adonias Filho, Cora Coralina, Carlos
Drummond de Andrade, etc. Dentre os estrangeiros, li Sidney Sheldon, Ágatha
Christi, Alexandre Dumas, Morris West, etc.
Eu
tenho material para 25 livros impressos, porém, por falta de recursos
financeiros e o momento tecnológico atual, eu preferi colocá-los em algumas
plataformas, a exemplo: “Domínio Público”, “amazon.com”, “Recanto das Letras” e
um site alugado: https://saberliterario.prosaeverso.net lá
o leitor encontrará mais ou menos 500 textos avulsos e 24 livros em E-books.
Não
entendia nada de computador, a máquina de escrever não publica, produzia literatura,
mas perdia-se ao longo do tempo, por isto, em 2004 quando me aposentei, comprei
um computador e instalei Internet e chamei um vizinho competente em informática,
para que me desse 5 horas/aula, não satisfeito com a minha aprendizagem, eu as
renovei por mais 5 horas/aula. Daí em diante, tornei-me um experto no mundo
virtual.
Não
havia WhatsApp, Redes Sociais... A tecnologia, nessa época, disponibilizou o
e-mail como principal meio de comunicação virtual e a principal fonte de
pesquisa o Google. Nesse período, eu consegui montar um caixa de e-mail no
Yahoo com 5000 contatos e comecei enviar por e-mail, as minhas produções
literárias. Nessa época, eu tinha publicado 2 romances: “O Empresário” e “Maria
Madalena” pela “Editora t+oito” no Rio de Janeiro (RJ).
DRAMA FAMILIAR
Eu e dona Vanda
Maria de Santana, nós tivemos 3 filhos: Anne Glace Batista de Santana, Paulo
Roberto Batista de Santana e Ana Paula Batista de Santana. No ano de 1992, nós estávamos com a vida do
dia a dia normal, até novembro. Nesse ano, desde o início, Ana Paula apresentou
sintomas estranhos de saúde. No início, os médicos diagnosticaram como anemia
profunda. Certo dia, estávamos fazendo feira no antigo mercado “Messias”, de
repente, ela desmaiou e a internamos no “Hospital COTEF”, enquanto procurávamos Dr. Antônio Mangabeira, naquela época, principal hematologista itabunense.
Depois de vários exames, inclusive, um
feito na capital paulista, fechou-se o diagnóstico como plasia de medula
e, a única solução seria um transplante de medula óssea. Naquela época,
o país estava engatinhando, a medicina ainda não tinha avançado nessa área, só
em São Paulo havia centro de tratamento e transplante de medula óssea. Os
Estados Unidos estavam mais avançados nesse campo da medicina, mas, sem
recursos financeiros, providenciamos levá-la para capital paulista.
Foi uma maratona, pedimos socorro às
várias instituições itabunense em vão. O nosso plano de saúde do estado da
Bahia, não tinha competência nem vontade para assumir o tratamento de Ana Paula.
Com a interferência de Dr. Antônio Mangabeira (solicitou ajuda ao seu antigo
professor do Hospital das Clínicas, capital de São Paulo), a internamos lá, sem
muita dificuldade burocrática.
Ana Paula teve um tratamento completo.
O “Hospital das Clínicas” disponibilizou todos os recursos necessários,
remédios caríssimos, não lhe faltou o esforço e boa vontade dos médicos e
enfermeiros. Não houve transplante, porque não se encontrou uma medula óssea
compatível (a proporção de compatibilidade é de 1 para 100.000), foi 01(um) ano
de luta e sofrimento. Eu e sua mãe lhe demos todo apoio afetivo e psicológico,
sofremos com ela do primeiro ao seu último dia de vida. Ela faleceu 11 de dezembro
de 1993, com 16 anos de idade e terminando o curso de magistério no IMEAM.
*****
Naquela manhã (leitor amigo, não me lembro o
dia) do mês de abril de 2011, minha esposa recebeu um telefonema que me passou
depois: - Dr. Marcos Bandeira telefonou! - Quem? - O juiz! - Deseja o quê? – a
mulher apreensiva: - Acho... você... anda escrevendo essas bobagens...
No segundo telefonema, o objetivo foi
parcialmente esclarecido: o projeto de uma academia de letras em curso e o Juiz
de Direito itabunense gostaria de conversar comigo pessoalmente. Combinamos
dia, local (Fórum Ruy Barbosa de Itabuna) e hora.
Não conhecia pessoalmente dr. Marcos
Bandeira, conhecia-o através da mídia falada e escrita e an passant
sabia que tinha atuado na Comarca de Camacan como Juiz criminal, antes de
Itabuna.
Na data combinada, tirei a roupa do fundo
do baú, calcei o sapato mais novo, chamei minha filha Anne Glace para me
assessorar e fomos encontrá-lo no seu local de trabalho. Aproveitei e levei 2
romances (O empresário e Maria Madalena) de minha autoria para lhe presentear.
Eu pensei que ia encontrar um homem afetado pelo cargo com resquício de
autoritarismo, mas, encontrei um nordestino raiz de Bom Jesus da Lapa (BA),
dócil, educado que convencia pela força do argumento, não pela autoridade de
Juiz de Direito, um democrata.
Combinamos nos encontrar na FICC (Fundação
Itabunense de Cultura e Cidadania – FICC), situada na Praça Tiradentes s/n,
próximo a catedral São José. Palavra dada, palavra cumprida, naquele dia, lá na
FICC, eu encontrei: Marcos Bandeira, Antônio Laranjeira, Ary Quadros, Carlos
Eduardo Passos, Cyro de Mattos, Dinalva Melo, Gustavo Fernando Veloso, Lurdes
Bertol, Genny Xavier, Ruy Póvoas, Sione Porto, Sônia Maron, Marialda Jovita e
Maria Luiza Nora.
Em nossa primeira reunião (19 de abril de
2011), definimos o nome da academia, por aclamação Dr. Marcos Bandeira foi
eleito presidente junto com a diretoria (eu fui eleito 2º. Tesoureiro, com a
desistência de Gustavo Fernando Veloso, 1º. Tesoureiro, eu assumir seu lugar),
fechamos a manhã daquele dia com o “esqueleto” pronto da Academia de Letras de
Itabuna – ALITA.
Em reuniões vindouras, sob a batuta de Dr.
Marcos Bandeira, em 7 meses, redigimos o Estatuto, o Regimento, criamos a
revista “Guriatã”, desenhamos o fardão, os brasões “Litterae in Fraternitattis
2011” ou “Litteris Amplecti 2011” - O Hino da ALITA, veio depois, letra do
escritor Cyro de Mattos – no dia 05 de novembro de 2011, no auditório da FTC, o
escritor, cronista, Juiz de Direito e professor da UESC das disciplinas:
Direito Processual Penal, Direito da Criança e do Adolescente, dava posse aos
acadêmicos, em solenidade de gala. O acadêmico Ruy Póvoas discursou em
homenagem ao patrono da Academia, Adonias Filho, e, Cyro de Mattos ostentando
no peito suas medalhas lhe auferidas em tempos idos, discursou em nome dos
acadêmicos empossados e Aramis Ribeiro falou representando, como seu
presidente, a Academia de Letras da Bahia – ALB.
Faz-se necessário dizer, por desencargo de
consciência que, em todas as etapas de fundação da ALITA, o desempenho pela
experiência de outras academias de Ruy Póvoas e Cyro Pereira de Mattos, foi
significativo. Coube ao Dr. Marcos Antônio Santos Bandeira, primeiro presidente
da Academia de Letras de Itabuna - ALITA, à assessoria jurídica.
No período que Marcos Bandeira foi
presidente da Academia de Letras de Itabuna – ALITA, foi de paz e produtividade.
Ele não alimentava egos nem maledicências de ninguém. Eu fui eleito 2º.Tesoureiro,
com a desistência de Gustavo Fernandes Veloso, eu assumi a 1ª. Tesouraria.
Cuidamos com cuidado os parcos recursos da academia, prova que, na instalação
da ALITA e posse dos 40 acadêmicos e familiares, os recursos foram suficientes
para contratação de um “Buffet” com várias iguarias e bebidas caras.
Depois da saída de Dr. Marcos
Bandeira, foi eleita a nova presidente e nova diretoria, para o biênio 2014 /
2015, a saudosa Sônia Maron. Ela era uma pessoa sociável e humana. Foi reeleita
para outro biênio e promoveu várias ações que deram impulso para o crescimento e
afirmação da academia de letras de nossa cidade.
No primeiro mandato de Sônia Maron, participei
de uma desastrosa reunião que me prejudicou por muito tempo, face à
incompreensão de alguns acadêmicos e, a articulação maldosa de um dos seus
membros para que eu fosse expulso da academia com o argumento que, eu era “O Terrorista
Cultural” da entidade. Mas, o tempo incumbiu-se de mostrar a razão e fui reincorporado
em junho de 2023, na gestão do acadêmico Wilson Caitano.
Nunca corri atrás de reconhecimento,
porém, no ano de 2019, foi me concedido o “Mérito Educacional – FTC”, pela “Faculdade
de Tecnologia e Ciências – FTC”, “em reconhecimento aos relevantes serviços
prestados à Educação Grapiúna, Itabuna, 16 de outubro de 2019”. No dia 28 de julho, dia da cidade de Itabuna, por
meio da Resolução 16/90, Decreto Legislativo, nº. 046/2019, o vereador Edmilson
Cabral de Santana Júnior, concedeu-me, através da Câmara Municipal, o título de
“Cidadania de Itabuna”. O título de cidadão itabunense, sempre desejei, pois,
amo essa terra, hoje, sinto-me mais baiano do que sergipano.
Enfim, estimado confrade Wilson
Caitano, vós vedes que a minha trajetória de vida é de um homem comum, não
deixarei para humanidade nenhum legado relevante, só a lembrança na memória de
alguns, por algum tempo, a lembrança de ter existido. Rilvan Batista de
Santana, Itabuna, 04 de agosto de 2026.
Link: rilvanbatistadesantana.blogspot.com

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Estimular a leitura e a aprendizagem de jovens e adultos