Maná da Segunda - Fracassos Sem
Amargura
Por Rick Boxx
Quando
funciona bem, a sociedade nos negócios é produtiva, eficiente e agradável.
Quando, porém, fracassa, uma ou mais partes envolvidas sofre grande estresse
mental e emocional. Como qualquer outro fracasso no âmbito profissional pode
ter efeito devastador.
Exemplo
disso foi meu amigo Don. A relação com o sócio que já fora próspera e positiva,
começou a deteriorar-se por causa de diferenças de valores e princípios sobre
como conduzir o trato diário com clientes e fornecedores e a sociedade chegou
ao fim de forma lastimável. Don teve grandes perdas financeiras.
Além
do desapontamento pela perda de um relacionamento que fora tão promissor, o
impacto financeiro intensificou o sentimento de fracasso e frustração. A reação
comum e compreensível é o sentimento de amargura e traição. Entretanto, Don
escolheu adotar uma ação evasiva imediata.
Em
vez de permitir que uma “raiz de amargura” destruísse o que restara de
relacionamento com o ex-sócio, ele decidiu se empenhar por uma solução
pacífica. Ele não tomou essa decisão apenas por causa do ex-sócio, mas em seu
próprio benefício. Ele admitiu para mim: “Quando me sinto ofendido, sou levado
a me fechar para outras pessoas. Não quero que esta situação arruíne outros
relacionamentos.”
A
Bíblia fala desta realidade em Hebreus 12.14-15: “Esforcem-se para viver em paz
com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor. Cuidem que
ninguém se exclua da graça de Deus; que nenhuma raiz de amargura brote e cause
perturbação, contaminando muitos”.
Amargura
é destrutiva e age do mesmo modo que o câncer no corpo humano. Se a deixarmos
crescer sem controle, destruirá a nós mesmos e a todos que cruzarem nosso
caminho. É preciso lidar com ela da mesma maneira como extirpamos um tumor
canceroso, removendo-o antes que possa causar danos irreparáveis.
Jesus
ensinou como devemos reagir quando tratados injustamente: “Vocês ouviram o que
foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. Mas Eu lhes digo: Não resistam ao
perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. E se
alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa”
(Mateus 5.38-40).
Podemos
argumentar: Sim, mas depois de tudo o que fizeram comigo, não posso deixar de
reagir de alguma maneira. Jesus ensinou que este “de alguma maneira”, não deve
ser punir ou buscar vingança, mas perdoar, mesmo quando o perdão não é merecido
ou pedido. Perdoar e seguir em frente resulta mais em nosso próprio benefício
do que em benefício daqueles que nos causaram danos.
Sem
dúvida que negócios que acabam mal podem causam amargura. Mas pela graça de
Deus, e em nossa busca pela paz, a amargura não deve progredir.
Questões
Para Reflexão ou Discussão
1.
Você já fez sociedade nos negócios? Como foi sua experiência? Por que
sociedades que fracassam causam tanto sofrimento?
2.
O que você pensa do conceito de “raiz de amargura”? Você já o experimentou?
Qual o efeito sobre a outra pessoa e sobre você?
3.
A Escritura Sagrada afirma que devemos nos “esforçar para viver em paz com
todos”. Você acha que isso é sempre possível?
4.
Você acredita que o conceito de “dar a outra face” é praticável no ambiente de
trabalho?
Desejando
considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos:
Provérbios 4.14-15; 12.26; Eclesiastes
4.9-12; Mateus 6.14-15; 18.21-22.

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