Biografia
Não
existem grandes certezas sobre a vida de São Roque, permanecendo a maior partes
dos seus dados biográficos envolvidos em mistério. Até o seu verdadeiro nome é
desconhecido, já que Roch (aportuguesado para Roque) seria o seu nome de
família e não o nome de batismo (está documentada a existência no século XII de
uma família com aquele apelido na cidade).
Embora
haja considerável variação nas datas apontadas para o seu nascimento e morte
(consoante os hagiógrafos, a data de nascimento varia de 1295 a 1350; a da
morte de 1327 a 1390), Roque teria nascido em Montpellier, França, por volta de
1350, e falecido na mesma cidade em 1379 (embora outra versão da sua biografia
o dê como morto naquele mesmo ano, mas na Lombardia). Sabe-se contudo que teria
falecido jovem.
Era
filho de um mercador rico, de nome João, que teria funções governativas na
cidade, e de sua mulher Libéria. Estava ligada a famílias importantes de
Montpellier, sendo herdeiro de considerável fortuna.
Diz
a lenda que Roque teria nascido com um sinal em forma de cruz avermelhada na
pele do peito, o que o predestinaria à santidade. Roque teria ficado órfão de
pai e mãe muito jovem, sendo a sua educação confiada a um tio. Teria estudado
medicina na sua cidade natal, não concluindo os estudos.
Levando desde muito cedo uma vida ascética e praticando a caridade para com os menos afortunados, ao atingir a maioridade, por volta dos 20 anos, resolveu distribuir todos os seus bens aos pobres, deixando uma pequena parte confiada ao tio, partindo de seguida em peregrinação a Roma.
No
decorrer da viagem, ao chegar à cidade de Acquapendente, próxima de Viterbo,
encontrou-a assediada pela peste (aparentemente a grande epidemia da Peste
Negra de 1348). De imediato ofereceu-se como voluntário na assistência aos
doentes, operando as primeiras curas milagrosas, usando apenas um bisturi e o
sinal da cruz. Em seguida visitou Cesena e outras cidades vizinhas, Mântua,
Modena, Parma, e muitas outras cidades e aldeias. Onde surgia um foco de peste,
lá estava Roque ajudando e curando os doentes, revelando-se cada vez mais como
místico e taumaturgo.
Depois
de visitar Roma (período que alguns biógrafos situam de 1368 a 1371), onde
rezava diariamente sobre o túmulo de São Pedro e onde também curou vítimas da
peste, na viagem de volta para Montpellier, ao chegar a Piacenza, foi ele
próprio contagiado pela doença, o que o impediu de prosseguir a sua obra de
assistência. Para não contagiar alguém, isolou-se na floresta próxima daquela
cidade, onde, diz a lenda, teria morrido de fome se um cão não lhe trouxesse
diariamente um pão e se da terra não tivesse nascido uma fonte de água com a
qual matava a sede. O cão pertenceria a um homem rico, de nome Gottardo
Palastrelli, que apercebendo-se miraculosamente da presença de Roque, o teria
ajudado, sendo por ele convertido a emendar a sua má vida.
Miraculosamente curado, regressou a Montpellier, mas logo foi preso e levado diante do governador, que alguns biógrafos afirmam seria um tio materno seu, que declarou não o conhecer. Roque foi considerado um espião e passou alguns anos numa prisão (alguns biógrafos dizem ter sido 5 anos) até morrer, abandonado e esquecido por todos, só sendo reconhecido depois de morto, pela cruz que tinha marcada no peito.
Uma versão alternativa situa o local da prisão em Angera, próximo do Lago Maggiore, afirmando que teria sido mandado prender pelo duque de Milão sob a acusação de ser espião a soldo do Papa. Não se podendo livrar da acusação de espionagem (ou de disseminar a peste), morreu prisioneiro naquela cidade (diz-se que em 1379).
Embora não haja consenso sobre o local do evento, parece certo que ele morreu na prisão, depois de um largo período de encarceramento.
Descoberta a cruz no peito, a fama da sua santidade rapidamente se espalhou por todo o sul de França e pelo norte da Itália, sendo-lhe atribuídos numerosos milagres. Passou a ser invocado em casos de epidemia, popularizando-se como o protector contra a peste e a pestilência. O primeiro milagre póstumo que lhe é atribuído foi a cura do seu carcereiro, que se chamaria Justino e coxeava. Ao tocar com a perna no corpo de Roque, para verificar se estaria realmente morto, a perna ficou milagrosamente curada.
Embora
sem provas que o consubstanciem, afirma-se que Roque teria pertencido à Ordem
Terceira de São Francisco.
Fonte: Wikipédia
Foto: Produção

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