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1.31.2026

Dez chamamentos ao amigo - Hilda Hilst

Dez chamamentos ao amigo

Se te pareço noturna e imperfeita

Olha-me de novo. Porque esta noite

Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.

E era como se a água

Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio

E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo

Entendo que sou terra. Há tanto tempo

Espero

Que o teu corpo de água mais fraterno

Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.

E mais atento.

Hilda Hilst


Fonte: Pensador

Foto: Google

Tempo Para Mudanças Oportunas - Rick Boxx

 

Tempo Para Mudanças Oportunas

Por Rick Boxx

Certo dia, durante uma visita às suas instalações fabris, Kevin, CFO da companhia, compartilhou conosco sua opinião acerca dos relógios de ponto, adotados por muitas empresas para controlar o tempo que os trabalhadores passam no trabalho. Ele disse que em sua fábrica os relógios de ponto já não eram usados, porque, em sua opinião, “relógios de ponto podem tornar os administradores preguiçosos”. 


Ao invés de cronometrar a entrada e a saída de seus funcionários, a companhia de Kevin optou por mudar os procedimentos com o objetivo de enfatizar que as pessoas são mais importantes que os processos. Seus administradores se esforçam por estar atentos às oportunidades, prazos e desafios de seu pessoal, de modo a fazer com que os relógios de ponto não mais sejam necessários.  


Eles estavam dispostos a mudar a rotina estabelecida por um propósito maior: demonstrar um cuidado genuíno por cada membro de sua equipe. Como Provérbios 27:23 nos diz, “Esforce-se para saber bem como suas ovelhas estão, dê cuidadosa atenção aos seus rebanhos.” Assim como o bom pastor mantém uma vigilância atenta sobre seus rebanhos e se assegura de que suas necessidades sejam supridas, líderes e administradores sábios também devem se esforçar para lidar com as circunstâncias ímpares que seus empregados enfrentam. 


Você poderia pensar: “Mas não é assim que acontece nos negócios.  O relógio de ponto é o padrão tradicional para o registro de horas dos empregados e para assegurar que eles cheguem e partam na hora certa.” Isso pode ser verdadeiro, mas eu responderia que, às vezes, líderes corajosos devem se mostrar dispostos a desmontar rotinas e padrões em troca de uma causa maior. Aqui estão alguns outros princípios tirados da Bíblia: 

 

Por que não seguir as práticas usuais de negócios?  Ás vezes, líderes que colocam Deus e seu pessoal antes de tudo, precisam estar dispostos a escolher um curso de ação diferente – aquele que melhor supra as necessidades dos membros de sua equipe. “E não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos12:2). 

 

Os melhores líderes são também servos.  Liderança de servo não é apenas um ideal elevado, mas um meio prático e efetivo de liderar outras pessoas. Não podemos encontrar melhor exemplo do que Jesus Cristo, que disse: “Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos.” (Marcos 10:45). 


Demonstrar cuidado e preocupação genuínos.  O exame periódico de suas práticas usuais e a disposição de mudá-las ou adequá-las de modo a colocar os interesses das pessoas em primeiro lugar mostra aos seus funcionários como você os valoriza. “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.” (Filipenses 2:3-4). 

 

Sabedoria para reconhecer e reagir às mudanças.  Poderíamos dizer que as “últimas oito palavras” das organizações fracassadas são: “Mas nós sempre fizemos as coisas desta maneira!” Líderes que têm discernimento percebem o ambiente de mudanças e se adaptam a ele. Tal adaptabilidade é mencionada no Antigo Testamento em relação a um grupo conhecido como “os homens de Issacar”, um dos clãs israelitas: “Dos filhos de Issacar, destros (conhecedores) na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer...” (I Crônicas 12:32). Quando as circunstâncias mudam, às vezes, isso pede mudança também na estratégia ou na metodologia.

 

Questões Para Reflexão ou Discussão  

 

1. Sua empresa utiliza relógios de ponto – pelo menos para empregados que trabalham por hora? Alguém já questionou sua validade ou eficácia? Qual seria a reação caso fossem eliminados de repente? 

2. Você pode pensar em algum outro padrão comumente aceito nas práticas de negócios que pode ter se tornado obsoleto ou merece ser reavaliado quanto à sua eficiência?

3. “Relógios de ponto podem tornar os administradores preguiçosos” – o que você acha desta afirmação? O que o CFO quis dizer com ela?

4. Quais os prós e contras de se desenvolver práticas e procedimentos organizacionais que priorizem as necessidades e os desejos dos empregados?  

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Romanos 12:9-13; Gálatas 5:22-26; Efésios 5:15-16, 21; Colossenses 3:12; 1Pedro 3:8.  

1.30.2026

Frases de Raquel de Queiroz

Frases de Raquel de Queiroz

A vida é uma tarefa que não pode ser dividida com ninguém.

Rachel de Queiroz

A gente nasce e morre só. E talvez por isso mesmo é que se precisa tanto de viver acompanhado. Rachel de Queiroz

Gosto de palavras na cara. De frases que doem. De verdade ditas (benditas!). Sou prática em determinadas questões: ou você quer ou não. Rachel de Queiroz

Falam que o tempo apaga tudo. Tempo não apaga, tempo adormece. Rachel de Queiroz

Doer, dói sempre. Só não dói depois de morto. Porque a vida toda é um doer. Rachel de Queiroz

Ah... O mar... Espécie de céu líquido, também sem fim. Rachel de Queiroz

Cada coisa tem sua hora e cada hora o seu cuidado. Rachel de Queiroz

Fala-se muito na crueldade e na bruteza do homem medievo. Mas o homem moderno será melhor? Rachel de Queiroz

Quando se houverem acabado os soldados no mundo - quando reinar a paz absoluta - que fiquem pelo menos os fuzileiros como exemplo de tudo de belo e fascinante que eles foram! Rachel de Queiroz

Por que os doutores, tão ricos em remédios para o corpo ofendido, não arranjam algum remédio para um ferido coração? Rachel de Queiroz

Só sentia no coração fervor, convicção, desprendimento.  

Outra lição que se pode tirar destas considerações é que a vida sem sonhos é muitíssimo mais fácil. Sonhar custa caro. E não digo só em moeda corrente do País, mas daquilo que forma a própria substância dos sonhos, Rachel de Queiroz

A lembrança só dói quando fresca. Depois de curtida é um consolo. Raquel de Queiroz

...da inocência da infância até à velhice extrema, continuará exatamente assim, só atribuindo interesse e grandeza àquilo que está a serviço da sua pessoa e da sua importância. Rachel de Queiroz

"Cada coisa tem sua hora e cada hora o seu cuidado".

Fui tomar satisfação a meu pai sobre esses assuntos do céu: "O povo diz que o céu é la em cima e o inferno é lá embaixo. Mas se a Terra é redonda e tem céu em toda a volta, onde fica o inferno?". Meu pai, meio agnóstico, meio crente, me deu uma palmadinha carinhosa e se saiu: "O inferno é aqui mesmo. Vá brincar!" Rachel de Queiroz

"(...) E se não fosse uma raiz de mucunã arrancada aqui e além, ou alguma batata-branca que a seca ensina a comer, teriam ficado todos pelo caminho, nessas estradas de barro ruivo, semeado de pedras, por onde eles trotavam trôpegos se arrastando e gemendo”.

"A piedade supõe uma condição de superioridade e a gente só pode se compadecer de quem sofre mais do que nós".

Porém recordo que como as folhas de verão, os bombeiros mudam e são substituídos pelas folhas novas. Rachel de Queiroz

Autora: Rachel de Queiróz

Fonte: Pensador

Ética: Ações Externas Baseadas em Motivos Internos - Por Sergio Fortes ​

Ética: Ações Externas Baseadas em Motivos Internos

Por Sergio Fortes

A ética sempre tem sido um desafio no mundo empresarial e profissional, e  apesar de tantos avanços e mudanças,  pode se tornar um desafio ainda maior no século XXI. A palavra “ética” deriva do antigo grego ethos, que significa “nosso lugar como seres humanos” ou “o lugar onde vivemos”. Neste sentido, ethos ou ética pode ser considerada como “nossa casa”. 


Isso me lembra de quando meu pai falava com a família reunida em torno da mesa após o jantar. Em relação a certas ações ou comportamentos que ele considerava inaceitáveis, ele dizia enfaticamente: “Aqui nesta casa isso não pode ser feito.” Basicamente ele estava nos informando quais eram as “regras da casa”, os padrões, práticas e tradições que ele esperava que nós sustentássemos. 


Obviamente, nossa casa ou lugar, como seres humanos, é o lar que habitamos, nosso casamento, o grupo social do qual participamos, a sociedade em que vivemos, nossa cidade, a vizinhança que nos cerca, a igreja onde prestamos culto juntamente com outros, e a companhia na qual ganhamos nosso sustento, o que a Bíblia chama de “pão nosso de cada dia”. Viver de acordo com um código de ética pessoal e profissional, na verdade, se traduz em ações que façam nós nos “sentirmos em casa”.


O filósofo e educador brasileiro Prof. Dr. Mario Sergio Cortella, apresentou um hábil conceito de ética: “Conjunto de princípios e valores que usamos para responder três das principais questões da vida humana: Eu quero? Devo fazer? Posso fazer? Há coisas que queremos, mas não devemos (adquirir). Há coisas que deveríamos fazer, mas não podemos. Há coisas que podemos fazer, mas não queremos.”


Dilemas como esses permeiam nossa vida diária, invadindo as profundezas de nossos relacionamentos de negócios e as origens internas invisíveis de nossas ações profissionais. 


O apóstolo Paulo ressalta que quando fazemos o que não queremos estamos sendo dominados por uma força ou impulso interior que ele chama de “pecado”: “Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim” (Romanos 7:20). 


Um dos conceitos de pecado que aprendi – não me recordo com quem – é que “pecar é acertar o alvo errado”. Sabemos o que devemos fazer, mas ao tentar fazê-lo, perdemos o alvo e acertamos em outra coisa. 


O antídoto divino para o pecado é o perdão. Quando admitimos nosso pecado e o confessamos, Deus nos ajuda a vencê-lo, provendo perdão, capacitando-nos a não querer o que não devemos e nos dando habilidade para fazer o que devemos: “Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1João 1:8-9). 


Entretanto, ter diretrizes éticas e exibir conduta ética apropriada – nossa casa – é mais do que ter a intenção de seguir boas práticas, valores e princípios. Requer mais do que um simples desejo ou vontade: demanda uma mudança interior, uma nova mentalidade. 


Em Romanos 12:2 afirma: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação de sua mente” . Ser “transformado” não é algo que possamos fazer sozinhos. Como a Bíblia diz repetidamente, somente Jesus pode fazer isso. Gálatas 2:20 assegura: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim (por Seu Espírito)”.

 

Questões Para Reflexão ou Discussão


1. Qual é o seu conceito de ética?

2. O que você acha do conceito original de ética como “o lugar onde vivemos”?

3. Em sua opinião, o que leva alguém a parar de fazer o que é certo e escolher fazer o oposto?

4. Você acha que a força que leva as pessoas a fazer o que realmente não desejam, e não fazer o que realmente desejam é o pecado? O que isso significa para você? 

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 4:23;  Eclesiastes 12:14;  Mateus 5:37;  7:9-12;  Marcos 12:17;  Filipenses 4:4-5.  


1.29.2026

Aninha e Suas Pedras - Cora Coralina

Aninha e Suas Pedras

Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.

Um dos poemas mais conhecidos de Cora é Aninha e Suas Pedras. Nele vemos um eu-lírico disposto a dar conselhos ao leitor, criando com a audiência um espaço de intimidade e partilha.

A linguagem informal e coloquial pode ser percebida no tom de oralidade da escrita. Os verbos no imperativo sugerem quase uma ordem (recria-remove-recomeça-faz), sublinhando a importância daquilo que se diz e a necessidade de se seguir em frente.

O poema aborda com frontalidade a questão da resiliência e a urgência de tentar outra vez quando o plano não deu certo, mesmo que pareça não haver mais forças.


Fonte: Pensador

Foto : Google

Trabalhar Duro, Pelos Motivos Corretos - Rick Boxx

 Trabalhar Duro, Pelos Motivos Corretos

Por Rick Boxx

 

Jeff era o novo CEO de uma cadeia de joalherias. Um de seus primeiros desafios era avaliar o desempenho de todas as filais nacionais da cadeia. Ao revisar os resultados de cada filial com sua equipe executiva, ele ficou intrigado com uma loja em particular. 


Ela já fora a loja de melhor desempenho da companhia, mas, de repente, tornara-se a pior! Quando Jeff perguntou à sua equipe por que isso ocorrera, recebeu uma resposta surpreendente: “Oh, essa é a loja do Tim. Ele era o nosso melhor operador até encontrar o Senhor.”  Jeff, ele próprio um seguidor de Jesus Cristo, ficou consternado ao ouvir isso e determinou-se investigar imediatamente a mudança catastrófica de desempenho. 

 

Ao se reunir com Tim, Jeff foi franco e inflexível: “Como cristão, eu espero que você trabalhe duro para se tornar nossa melhor loja, não a pior. Espero que você se dedique nada menos do que 100%, como se estivesse trabalhando para o Senhor, e não simplesmente para a nossa companhia.” Ele se referia a uma passagem bíblica que declara: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.”  (Colossenses 3:23-24). 


Há uma tendência – e uma tentação – de considerarmos que nós estamos trabalhando somente para o empreendimento que nos emprega e, por causa disso, algumas pessoas se contentam em fazer o mínimo que lhes permita escapar impunemente. Como embaixadores de Jesus Cristo, parte de nosso testemunho em favor Dele não se restringe às palavras que proferimos, mas também à qualidade e comprometimento para com o trabalho que é posto diante de nós.  Seguidores de Jesus Cristo devem ser conhecidos por se conduzirem  diligentemente no ambiente de trabalho. 


O apóstolo Paulo disse, ao escrever aos seguidores de Cristo na antiga cidade de Tessalônica: “...trabalhamos noite e dia para não sermos pesados a ninguém, enquanto lhes pregávamos o evangelho de Deus.”  (I Tessalonicenses 2:9). Ele tinha uma importante mensagem para comunicar – as Boas Novas de Jesus Cristo – mas Paulo jamais esqueceu as virtudes do trabalho árduo e de demonstrar o compromisso do crente com a excelência. Aqui estão alguns outros princípios bíblicos: 


Trabalhe o mais arduamente que puder, enquanto você pode.  Haverá um tempo em que não poderemos trabalhar, seja devido à aposentadoria, invalidez, ou, enfim, por deixarmos esta vida. Sendo assim, devemos considerar o trabalho que temos a fazer como um privilégio, não um fardo. “O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força, pois na sepultura, para onde você vai, não há atividade nem planejamento, não há conhecimento nem sabedoria.”  (Eclesiastes 9:10). 


Faça bem o trabalho que lhe é atribuído, seja ele qual for.  Olhando novamente para Colossenses 3:23, é útil ter consciência de que Paulo não escrevia para altos executivos ou para um pessoal de alto desempenho em vendas. Os destinatários de suas cartas, em sua maioria, cumpriam tarefas desinteressantes, mesmo desagradáveis, tais como lidar com esterco. Assim, quando ele os instruía “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração”, estava dizendo a eles: “Não importa o que tenham que fazer, se esforcem e façam o melhor que puderem.” 


O nosso trabalho é parte do divino propósito de Deus para nós.  O trabalho pode ser difícil, às vezes, desagradável, mas desde o início Deus planejou que servíssemos a Ele e aos outros por meio do nosso trabalho. “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.”  (Efésios 2:10).   

 

Questões Para Reflexão ou Discussão  

 

1. Você concorda que a qualidade do nosso trabalho deveria justamente ser percebida como um reflexo da fé que professamos? Por quê?

2. Quais as dificuldades vistas ou encontradas por você quando busca viver sua fé no ambiente de trabalho e sustentar os valores e princípios que a Bíblia ensina?

3. Como você reage quando se depara com uma tarefa ou projeto desagradável ou mesmo “aquém” de sua capacitação? Tenta terminar o mais rápido possível, usando atalhos se necessário,

ou realiza o que lhe foi atribuído com o mesmo nível de compromisso que teria para com um trabalho mais desafiador?

4. O que você pensa sobre o trabalho ser parte do divino propósito de Deus para nossa vida?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 10:7; 11:3; 12:11; 14:23; 21:5; 22:29; 2Coríntios 5:20; 2Timóteo 3:16-17.  

 

1.28.2026

Bilhete - Mário Quintana

 

Se tu me amas, ama-me baixinho  

Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

Um poema que fala sobre o amor na sua forma romântica e privada. Como uma troca de bilhetes, o amor é algo pessoal entre os apaixonados, não necessitando de grandes manifestações púbicas. Ainda, Mario Quintana lembra que deve ser respeitado o tempo de cada um, quando se trata de amor.


Fonte: Pensador

 Foto: Google

Equipado Para Boa Obra - Robert J. Tamasy

 

Equipado Para Boa Obra

Por Robert J. Tamasy

Quando as pessoas descobrem que eu sou um escritor, geralmente dizem: “Oh, eu jamais poderia fazer isso. Escrever é difícil demais para mim.” Isso me faz rir, porque sinto o mesmo em relação a praticamente todos os outros tipos de trabalho. Admiro artífices, tais como carpinteiros, encanadores, eletricistas ou homens e mulheres com múltiplas habilidades manuais. Não posso sequer imaginar como contadores e escriturários fazem o seu trabalho. Indivíduos que se destacam por saber falar em público me deixam maravilhado, e líderes talentosos que inspiram e mobilizam aqueles que se reportam a eles têm o maior respeito de minha parte. 

Somos todos diferentes, formados a partir de uma exclusiva “caixa de ferramentas” de talentos, habilidades e experiências. Por essa razão precisamos uns dos outros: trabalhando juntos, complementamos as habilidades uns dos outros. Mas você já pensou de onde vêm os nossos talentos, habilidades e preferências inatos?

Eu comecei a escrever bem cedo em minha vida. Embora não considerasse isso como uma possível carreira profissional até por volta do segundo ano da faculdade, escrever era uma parte bastante agradável de minha vida – algo pelo qual eu me sentia mais e mais apaixonado por fazer. O interessante é que nunca aconteceu de um dia  eu ter tomado a decisão: “Penso que vou seguir a carreira de escritor, ao invés de me tornar um mecânico, médico, advogado ou cientista.” Era como se escrever fizesse parte do meu “hardware”, isto é, fosse parte integrante daquilo que eu era – e sou ainda hoje.

Minha conclusão acerca de onde vêm nossas habilidades inatas é simples: Deus as confere a nós como acha adequado. Alguns indivíduos são vendedores inatos; outros, possuem habilidades gerenciais; outros ainda são equipados de forma única para se tornarem engenheiros, professores, enfermeiros ou arquitetos. 

almos 139:13-14 fala acerca de Deus: “Tu criaste o íntimo do meu ser...me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas. Digo isso com convicção.” Creio que isso inclui os talentos e dons especiais que às vezes se manifestam desde cedo, já na infância, como o prodígio musical ou o gênio matemático que pode resolver equações complexas bem antes que seus jovens colegas tenham aprendido sequer a ler. 

Mas essa equipagem especial do Senhor não cessa no ventre materno. Continua ao longo de toda a vida quando somos sensíveis à Sua direção e obedientes ao Seu chamado. Considere:

Usar nossos talentos cumpre a vontade de Deus.  A forma como usamos nossos talentos e habilidades exclusivos não tem o objetivo apenas de nos beneficiar, mas também cumprir a vontade de Deus para nossa vida – bem como Seus planos perfeitos e eternos. “...Que o Deus da paz lhes dê tudo de bom que vocês precisam para fazer a Sua vontade...” (Hebreus 13:20-21).

Nossas habilidades são parte do plano de Deus.  Nossa capacitação vocacional distinta nos é concedida dentro do contexto do propósito maior de Deus, possibilitando-nos servi-Lo e aos outros de modo mais eficaz. “Pois foi Deus que nos fez o que somos agora; em nossa união com Cristo Jesus, Ele nos criou para que fizéssemos as boas obras que Ele já havia preparado para nós.”  (Efésios 2:10). 

Nossas habilidades devem ser usadas de acordo com a Palavra de Deus.  O trabalho que fazemos e as habilidades que empregamos são melhor utilizados dentro do contexto das verdades e princípios que Deus proporciona por meio da Bíblia. “Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações.” (II Timóteo 3:16-17).  


Questões Para Reflexão ou Discussão   

1. Quando você decidiu seguir carreira no tipo de trabalho que faz atualmente?  Como isso aconteceu? Você o considera alinhado com a capacitação com que Deus o equipou?

2. Se pudesse escolher qualquer outro campo de trabalho, você continuaria a fazer o que faz agora? Por quê?

3. Quais são os seus dons, talentos e habilidades? Você concorda que eles lhe foram dados por Deus, mesmo que você tenha que se esforçar por desenvolvê-los e refiná-los? Explique sua resposta. 

4. Se você concorda que os traços e habilidades distintivos que temos originalmente vieram de Deus, que diferença isso faz quando desempenhamos nosso trabalho? 

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 14:23; 21:5; Eclesiastes 9:10; Romanos 12:11; Colossenses 3:17,23.  

HUMILHAÇÃO GLOBALISTA EM DAVOS - Maurício Galante

 HUMILHAÇÃO GLOBALISTA EM DAVOS

Maurício Galante

Trump entrou no covil dos leões em Davos e estripou toda a cabala globalista com a precisão fria e implacável de um predador que já cansou de brincar com a presa.

No palco deles. Sob as luzes deles. Transmitido pelas redes deles. Forçou cada um daqueles... arrogantes autoproclamados senhores... a ficar em silêncio enquanto ele cortava o império podre deles até o osso.

Ele não gritou. Nem precisava. Sua voz era baixa, firme, absoluta. Cada frase, um tiro fatal.

Ele expôs a farsa climática pelo que ela é: uma transferência de riqueza de trilhões de dólares. Chamou a agenda de fronteiras abertas de diluição deliberada das nações soberanas.

Denunciou as guerras cambiais, os esquemas de deslocalização, o colapso planejado da indústria ocidental... tudo orquestrado pelos mesmos parasitas que nos dão lição de “sustentabilidade” enquanto queimam querosene de aviação para levar suas frotas privadas até a Suíça passar uma semana de tapinhas nas costas e champanhe.

Isso não foi raiva. Foi execução.

Eles ficaram ali empoleirados na própria hipocrisia sob medida... suéteres de cashmere, ternos feitos à mão, rostos congelados naquela máscara ensaiada de preocupação esclarecida... enquanto o Presidente dos Estados Unidos os encarava nos olhos e acabava com a farsa deles.

Educadamente. Implacavelmente.

Ele informou, em linguagem clara, que os dias em que a América bancava as ilusões utópicas deles, os planos de substituição populacional, a grade de vigilância digital, as guerras sem fim pela “democracia”... tudo financiado pelo contribuinte americano... acabaram. Terminaram. Estão mortos.

Ele colocou toda a classe de Davos — os tecnocratas não eleitos, os vampiros de hedge funds, os vigaristas de ONGs, as cortesãs da mídia — em aviso explícito: o reinado da arrogância incontestada de vocês terminou. Nós vemos cada tentáculo da operação de vocês. Sabemos exatamente o que vocês são: uma elite parasitária que se alimentou da classe produtiva por décadas enquanto vendia o cadáver de volta para nós como “progresso”.

O que vocês diagnosticam como “distúrbio mental” é como a força sem filtro parece para covardes que passaram a vida rastejando diante do poder.

O que vocês chamam de “vergonhoso” é o som de um povo soberano finalmente se recusando a se ajoelhar.

O que vocês acham “perigoso” é o testemunhar do colapso total da visão de mundo de vocês em tempo real, ao vivo na televisão global, entregue por um homem que não pode ser comprado, intimidado nem subornado.

Ele não falou apenas para aquela sala. Ele falou além deles... diretamente para as centenas de milhões que foram saqueados, doutrinados e enganados por essas pessoas. Para cada operário de fábrica cujo emprego foi enviado para o exterior.

Para cada pai que vê a escola do filho virar um campo de doutrinação. Para cada cidadão cansado de ver as fronteiras do país serem apagadas enquanto bilionários constroem fossos ao redor de suas próprias fortalezas.

Aquele público de predadores acabou de testemunhar o início da própria obsolescência. Eles sentiram — a mudança no ar, a súbita percepção de que o esquema de proteção que comandaram por cinquenta anos agora tem um novo xerife, e ele não está mais pedindo por favor.

Eles sabem o que vem pela frente. Sentiram o chão tremer sob os pés. E estão apavorados.

Nós reconhecemos o som da história em rota de correção.


Fonte:

Imtiaz Mahmood, @ImtiazMadmood, no X

https://www.instagram.com/reel/DT85S6-juIv/?igsh=MXRzdGJqZmphbnJqag==

1.27.2026

Estratégias Não Convencionais - Rick Boxx

 

Estratégias Não Convencionais

Por Rick Boxx

Nos idos de 1880, o empresário Henry Crowell comprou um moinho de aveia para produzir ração para cavalos. Embora ele tivesse grandes expectativas quando iniciou, seu negócio passava por dificuldades e ele resolveu buscar a Deus em oração, esperando encontrar solução criativa que pusesse fim aos seus infortúnios. Ele já havia esgotado seu estoque de ideias para expandir seu negócio.

 

Em resposta, Deus levou Henry a envolver-se com um conceito que poucas pessoas poderiam sequer imaginar. Ele mudou o “mercado” para o seu produto, e passou a vender aveia para consumo humano, como  cereal para o café da manhã. Era uma estratégia pouco convencional, já que aveia era tradicionalmente vendida em barricas infestadas de insetos como comida para cavalos. Nenhum ser humano sensato desejaria comprar aveia infestada de insetos!  

 

Vender aveia para consumo humano parecia uma tolice, na melhor das hipóteses, uma loucura na pior delas. Os críticos de Crowell estavam dando boas gargalhadas às suas custas. Entretanto, novamente em resposta a suas orações, Deus lhe deu outra ideia: ele projetou uma caixa de papelão que deveria ser cheia com flocos de aveia e colocada na prateleira das mercearias. As caixas deveriam ser seladas, ficando impenetráveis para os insetos que quisessem fazer da aveia seu alimento. 

 

Atualmente, o empreendimento de Crowell destaca-se no mundo varejista de alimentos, amplamente conhecido como Aveia Quaker. A companhia hoje vende não apenas aveia ou farinha de aveia, mas uma variedade de cereais e produtos alimentícios. Tudo porque ele não foi capaz de vender grandes quantidades de aveia como ração para cavalos!

 

Frequentemente tentamos enfrentar sozinhos os desafios de nossos empreendimentos, determinados a depender de nossa própria criatividade e engenhosidade. Isso, a Bíblia nos diz, é realmente tolice, quando podemos recorrer à sabedoria e recursos do Deus Criador.   Provérbios 16.9 afirma: “Em seu coração o homem planeja o seu caminho, mas o Senhor determina os seus passos.”  Colocando de outra maneira, muitas vezes nos pegamos a pensar: “Eu sei o que tenho que fazer; eu já entendi.” Enquanto isso, Deus fica esperando que perguntemos a Ele, para que possa nos responder: “Eu tenho uma ideia muito melhor”.  Vejamos mais da sabedoria das Escrituras: 

 

Não insista em resolver todas as coisas. Às vezes, em nosso orgulho, arrogância e teimosia, sentimos que devemos entender exatamente o que devemos fazer e por quê. Deus, porém, tem uma perspectiva diferente: “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas” (Provérbios 3.5-6). 

 

Submeta seu trabalho a Deus e confie que Ele guiará você. Quando somos tentados a “compartimentar” nossa fé, restringindo-a a ambientes espirituais como o culto ou a leituras devocionais privadas, devemos nos lembrar que Deus quer estar envolvido em todas as áreas da nossa vida, inclusive no trabalho que fazemos. “Confie no Senhor e faça o bem; assim você habitará na terra e desfrutará segurança.  Deleite-se no Senhor, e Ele atenderá aos desejos do seu coração.  Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele e Ele agirá; Ele deixará claro como a alvorada que você é justo, e como o sol do meio-dia que você é inocente” (Salmos 37.3-6). 

 

Moral da história:  Se você precisa de novas ideias ou de uma estratégia não convencional para seu negócio ou trabalho, ore, ouça e deixe Deus guiar seus passos. 

 

Questões Para Reflexão ou Discussão  

 

1.Você já tinha ouvido falar de Henry Crowell e seu negócio de aveia?  Você considera a mudança de foco, de cavalos para pessoas, uma estratégia não convencional?  Por quê?

2. Você já viu a adoção de uma estratégia não convencional para reavivar um negócio fracassado ou para resolver um importante dilema empresarial? 

3. Como você colocaria em outras palavras Provérbios 16.9? Como poderia aplicar esse ensinamento às circunstâncias de seu trabalho?

4. Quando buscamos tomar importantes decisões, especialmente quando o tempo é um fator a considerar, por que é tão difícil “confiar no Senhor”, como Salmos 37 nos instrui fazer?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Jeremias 29.11-13; Efésios 2:10; Colossenses 3.17; 23-24;  2Timóteo 3.16-17. 

Código de conduta - STF

 

“Ou nos autolimitamos, ou pode haver limitação externa”, diz Fachin

Código de conduta

Presidente do STF defendeu a criação de um código de conduta para os ministros, e afirmou que transparência deve valer também para familiares que advogam.

"Ou nos autolimitamos, ou poderá haver limitação de um Poder externo." A advertência é do presidente do STF, ministro Edson Fachin, ao defender a criação de um código de conduta para ministros do Supremo, como resposta institucional às críticas e cobranças sobre padrões éticos no Tribunal.

A declaração foi dada em entrevista ao jornal Estadão, na qual Fachin sustentou que a iniciativa deve ocorrer com responsabilidade, sem atropelos, mas também sem inércia. "Tenho urgência, mas não tenho pressa", resumiu, ao afirmar que pretende avançar no tema durante sua gestão sob o lema festina lente (“apressa-te devagar”).

 

Presidente do STF, ministro Edson Fachin. (Imagem: Antônio Augusto/STF)

Segundo o ministro, discussões de natureza ética colocam em debate os limites de escolhas feitas no plano individual — inclusive em atos não jurisdicionais que podem gerar repercussão institucional. Como exemplo, ele mencionou que a Loman não proíbe magistrados de serem cotistas ou acionistas de empresas, mas ponderou que o tema pode ser regulado de forma mais restritiva por um código interno.

Fachin afirmou que o debate ainda está em etapa inicial e passa por duas perguntas essenciais: se o código é necessário e, caso seja, se as regras são viáveis. Ele disse entender que o STF chegou a um ponto de “maturidade institucional” para afirmar que as normas são necessárias, ainda que haja divergência sobre o momento adequado para avançar. Conforme relatou, há colegas que defendem adiar a discussão por se tratar de ano eleitoral, argumento que ele reconheceu como “sólido”, diante do aumento da exposição das instituições durante o período.

Apesar disso, Fachin alertou que o adiamento pode gerar consequências indesejadas. Para ele, caso o Supremo não adote mecanismos próprios de autorregulação, corre o risco de sofrer interferências externas. Nesse sentido, citou experiências internacionais e afirmou não acreditar que o resultado de uma limitação imposta por outro Poder seria positivo, lembrando episódios registrados em países como Polônia, Hungria e México.

Ao defender as novas regras, o presidente do STF destacou que o eixo deve ser a transparência, inclusive sobre parentes de magistrados que atuam na advocacia. Pai de uma advogada, Fachin afirmou que o debate deve ser enfrentado sem “filhofobia” e que a profissão dos familiares não deve ser tratada como problema, desde que tudo esteja devidamente esclarecido.

“Por que um filho deve mudar de profissão quando o pai vira juiz? Não precisa. Agora, precisa ter transparência. Faz o quê? Advoga onde? Em que termos? Em quais ações? Tudo isso tem que estar transparente.”

Na entrevista, o ministro também avaliou que um Código de Conduta só terá efetividade se representar mudança de cultura, e não um gesto de moralismo. “Todos nós somos seres humanos falíveis”, disse, defendendo que a medida sirva como instrumento de defesa institucional do Tribunal.

Fachin mencionou que Cortes constitucionais de outros países avançaram, nos últimos anos, nesse tipo de regulamentação e citou como referência regras adotadas por tribunais como o alemão, a Corte do Canadá, a Suprema Corte dos EUA, além de normas de conduta para magistrados em Portugal.

Ele afirmou, ainda, que há mobilização no Brasil em torno do tema, mencionando documento da Fundação Fernando Henrique Cardoso com diretrizes para um eventual código e a atuação de uma comissão da OAB/SP, com participação de ministros aposentados, como Ellen Gracie e Cezar Peluso, que estaria em fase final de elaboração de proposta.

Ao abordar o pano de fundo do debate, Fachin negou enxergar risco de avanço de pedidos de impeachment contra ministros no Senado, mas avaliou que a adoção de um Código de Conduta pode funcionar como "solução de compromisso" para que o STF tire aprendizados e resolva tensões institucionalmente, evitando o aprofundamento de crises.

Por fim, o presidente do Supremo reconheceu que a Corte enfrenta desgaste perante a opinião pública e que, por vezes, “o STF nem sempre se ajuda”, citando como exemplo a ampliação do foro por prerrogativa de função após o Tribunal ter sinalizado anteriormente em sentido restritivo – decisão na qual ele ficou vencido.

Com o debate em andamento, o ministro sinalizou que pretende conduzir o tema com prudência, mas sem perder de vista o objetivo de reforçar a confiança institucional por meio de regras claras e maior transparência no funcionamento da Corte.

Fonte:

Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link:
https://www.migalhas.com.br/quentes/448589/ou-nos-autolimitamos-ou-pode-haver-limitacao-externa--diz-fachin

Foto: Produção

Deixa-me seguir para o mar - Mário Quintana

 

1. Deixa-me seguir para o mar

Tenta esquecer-me... Ser lembrado é como

evocar-se um fantasma... Deixa-me ser

o que sou, o que sempre fui, um rio que vai fluindo...

 

Em vão, em minhas margens cantarão as horas,

me recamarei de estrelas como um manto real,

me bordarei de nuvens e de asas,

às vezes virão em mim as crianças banhar-se...

 

Um espelho não guarda as coisas refletidas!

E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar,

as imagens perdendo no caminho...

Deixa-me fluir, passar, cantar...

toda a tristeza dos rios é não poderem parar!

 

Nos primeiros três versos o poeta pede que o seu desejo seja respeitado, isto é, que ele possa ser aquilo que é e que possa ir embora quando desejar.

Logo a seguir, na segunda passagem, o sujeito poético identifica-se com um rio e pinta o cenário ao seu redor (as nuvens sobre si, as margens, as crianças que se divertem na água).

Desejando identificar-se ainda mais com a imagem do rio, o poeta usa a metáfora para dizer que não se pode guardar o que está em movimento.

O espelho não guarda a imagem daquilo que reflete (e lembremos que o próprio rio contém o espelho d'água), assim como impõe o movimento de passagem.

O rio, assim como o poeta, flui. Vemos também, através da comparação do sujeito poético, a consciência da passagem do tempo.


Fonte: Pensador
Foto: Google

Coxeando Pela Vida Por Jim Langley

 

Coxeando Pela Vida

Por Jim Langley

Você já se sentiu como se estivesse coxeando pela vida, alguns dias mais difíceis que outros, enfrentando desafios que parecem insuperáveis? Minha carreira no setor de seguros passou por meses excepcionalmente bons e alguns anos muito produtivos, mas também por tempos de escassez. Uma economia nebulosa cobra preço alto de todos que vendem produtos ou serviços. 

 

Por experiência, aprendi que esses tempos difíceis exigem perseverança e dedicação à sua profissão. Para sobreviver é preciso trabalhar com mais diligência, cumprir metas diárias e não desanimar. 

 

A maioria dos empresários de sucesso enfrentou reveses na vida. Sucesso exige habilidade e tenacidade para lidar com tempos difíceis e reação imediata quando as oportunidades se apresentam. Isso pode ser feito sem enganar outras pessoas ou sem obter vantagem indevida sobre os concorrentes. Trabalho árduo e criatividade produzem grandes recompensas seja qual for o campo de ação. Alguns permitem que as circunstâncias ditem seu rumo, mas não temos que coxear através da vida.

 

O basebol ocupou o foco central da minha infância e início da idade adulta. Como primeiro rebatedor, meu objetivo era permanecer na base o mais que pudesse. Trabalhei diligentemente as técnicas que me ajudaram a alcançar a base perto de 50% das minhas aparições em campo. Aprimorar minha compreensão da zona de pontuação, desenvolver um bom controle do bastão e trabalhar minhas estratégias de golpear a bola foram de grande ajuda para mim.

 

Entretanto, lembro-me de coxear durante parte de uma temporada de basebol por causa do estiramento de um tendão, mas aquilo não me impediu de jogar todas as partidas daquele verão. Eu me recusei a permitir que minha contusão me derrotasse.

 

Ao longo dos últimos 30 anos, descobri que uma profunda fé faz grande diferença, seja no trabalho, na tentativa de adquirir e desenvolver uma habilidade específica, ou simplesmente para atravessar o dia a dia. Essa fé é fortalecida pelo confronto das provações e pela consciência de que Deus deseja revelar-se através desses tempos difíceis. Como o exercício físico, a fé de uma pessoa só pode ser fortalecida quando se faz uso dela. 

 

Um relato bíblico em Gênesis 32.22-32, descreve Jacó lutando com o anjo do Senhor. A vida de Jacó era repleta de lutas, mas naquela ocasião em particular ele não iria deixar que Deus fosse embora. Jacó pediu que ele o abençoasse e obteve o que desejava. Entretanto, o Senhor tocou a articulação do quadril de Jacó, fazendo com que ele coxeasse pelo resto de sua vida. Apesar disso, Deus de fato abençoou Jacó, até mesmo lhe dando um novo nome, Israel. Ele se tornou o pai da nação de Israel, que traça sua linhagem até ele até os dias de hoje. 

 

Uma das melhores ilustrações para os seguidores de Jesus Cristo é a vida do apóstolo Paulo. Sua tenacidade em permanecer forte na adversidade mostrou-nos o que é a fé quando posta em ação. Seus ensinamentos e exemplo pessoal têm inspirado incontáveis milhões de pessoas nos últimos 2.000 anos levando-as a seguir Jesus e render-se a Ele. 

 

O apóstolo sofreu muito pela causa de Cristo, até mesmo morrendo por Ele. A maioria de nós não terá que enfrentar a morte por causa da fé, mas devemos perseverar por amor a Ele e por amor a todos que Ele coloca em nosso caminho ao longo desta jornada de vida.

 

Considere sua vida preciosa para o nosso Senhor, como de fato ela é, e tenha consciência de que mesmo que você precise, de certa maneira, “coxear”, você pode permanecer de cabeça erguida e perseverar por amor a Cristo, experimentando a vida abundante que Ele prometeu.

 

Questões Para Reflexão ou Discussão  

1. Você está “coxeando” pela vida agora, seja devido a um mal físico ou às circunstâncias que o impedem de avançar?  Descreva com o que você está lidando no presente.

2. Você tem ignorado com facilidade o problema que o leva a “coxear” ou perseverar através dos desafios?  Para você, qual é a maior dificuldade?

3. Você conhece a história bíblica que fala da luta de Jacó com o anjo de Deus a fim de receber a Sua benção?  Você faria algo semelhante?  Por quê?

4. Como você reage à adversidade, aos obstáculos que às vezes parecem tão grandes que o tentam a desanimar e desistir?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Gênesis 32.22-28; Provérbios 24.16; Romanos 12.3; Hebreus 11.21; Tiago 1.2-4; 1Pedro 1.6-7. 

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