A IDADE PESA
(OS HERDEIROS DO PT)
R. Santana
Aqui,
não vai nenhum preconceito, eu também, estou em idade decrépita, porém, um
homem idoso comum, é diferente de um homem que administra o maior país da
América do Sul. Ele não tem mais energia física e emocional para enfrentar os
problemas que surgem no dia a dia, além dos desvios de conduta daqueles que
fazem parte do seu staff, colaboradores diretos e indiretos e políticos
desonestos, corruptos. Ultimamente, é uma enxurrada de denúncias de desvios
financeiros (roubos) de seus colaboradores, políticos e até de parentes.
Nas
tribos judaicas, os anciãos não guerreavam, mas eram necessários para orientar,
aconselhar e inspirar os mais jovens.
A
verdade, é que o líder político, Luís Inácio da Silva, não preparou seu
sucessor e o PT não investiu em outras lideranças políticas, ficou refém da
falta de grandeza histórica de sua liderança maior e não deu espaço aos novos
líderes que despontam ao longo do tempo.
Um
homem com 80 anos de idade, com histórico de doenças crônicas, seria mais útil
ao país como um presidente emérito, um consultor político, que fosse consultado
em grandes decisões de interesse de nacional, agindo como conselheiro, a
exemplo de Temer, Fernando Henrique e Sarney. Um homem com essa idade, com
menos jabuticabas na bacia, menos dias de vida (quem moço não morre, velho não
escapa), se fosse sábio, se desproveria do poder político e, iria gozar o resto
de vida que lhe resta com a família, os netos, num balneário, numa praia, num
sítio ou conhecer as belezas naturais ou feitas pelo homem que o mundo oferece.
Porém,
para não largar o poder político, que é efêmero, prefere ficar à mercê da sanha
de seus inimigos políticos que lhe ultrajam moral e desrespeitosamente, dia e
noite. Nunca será um estadista da estatura
moral e intelectual de Abraham Lincoln, John Kennedy, Winston Churchill,
Getúlio Vargas, Margaret Thatcher,
Mandela, etc.
Mandela
é uma referência única, depois de vários anos como preso (não por corrupção), político, ele
ressurgiu das cinzas, organizou seu partido e foi eleito e reeleito presidente
da África do Sul. Não promoveu a polarização, a cizânia, o ódio e a perseguição aos seus
adversários políticos, mas, uniu o país na defesa dos interesses do povo oprimido
e discriminado. Lula ao contrário, depois de 2 governos históricos, que
marcaram sua passagem de estadista, voltou no terceiro mandato presidencial,
cheio de rancor, promovendo o ódio, a perseguição e a vingança aos seus
adversários, governando com o fígado, respaldado por uma justiça aparelhada e política, polarizando e dividindo o
país.
Nesse
governo, a dívida pública está quase no limite do PIB,
os juros estratosféricos, muitas empresas fechando suas portas ou transferindo
suas atividades que geram fonte de riquezas para outros países, gerando
desemprego e mais pobreza. Ultimamente, o país não oferece condições de
trabalho e vida para sua juventude, muitos estão migrando para os Estados
Unidos, Canadá, França, até os países da Ásia Oriental.
As
estatais, com exceção da Petrobrás, estão virando sucatas, as contas não fecham.
“Os Correios” é o exemplo mais gritante, deficitário há vários anos, o governo
não privatiza e o povo que paga o prejuízo com seus impostos que deveriam estar
aplicados em segurança, educação e saúde.
Faz
20 anos que o PT está no governo, não se pode negar as coisas boas que fez
nesse tempo, porém, foi empanado pelos desmandos administrativos, corrupção ativa e passiva,
desvios do dinheiro público e desgaste natural pelo longo tempo de governo. Hoje, urge
a necessidade de ideias novas, sangue novo, gente que não esteja contaminado pelas vicissitudes do poder político.
Fernando
Hadad é o maior exemplo que o PT não renovou suas lideranças, fê-lo prefeito de
São Paulo, Ministro da Educação, Ministro da Fazenda, agora, desgastado politicamente,
foi empurrado para concorrer ao governo do estado São Paulo, com Tarcísio de
Freitas, que lidera todos os cenários de pesquisa e existe a possibilidade de Tarcísio
de Freitas ganhar a eleição no 1º. Turno.
Fernando
Haddad é um homem de bem, não existe história de corrupção em sua vida, porém,
existe um histórico de incompetência administrativa: foi péssimo ministro da
Fazenda e sofrível prefeito de São Paulo. Necessário que se esclareça: Fernando
Haddad não foi preparado para ser o herdeiro político de Lula.
Gleisi
Hoffmann, deputada federal, foi presidente do PT por 8 anos, poderia ter sido a
herdeira política de Lula, mas que não se juntasse com um sujeito irritante, intolerável,
não ético como Lindbergh Farias, também, deputado federal. Certamente, ela indisponibilizou
seu capital político e jamais será a protagonista principal do PT.
Outro
nome da esquerda (PSOL), Guilherme Boulos, Secretário Geral de Presidência da
República, poderia ser um herdeiro político da esquerda, contudo, tem um passado
nebuloso politicamente, como dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Sem Teto
(MTST), prova, é que já foi reprovado como candidato à Presidência da República,
prefeito da cidade de São Paulo e governador do estado.
Marina
Silva seria uma herdeira ideal da esquerda. Sua história de vida será exemplo
para novas gerações. Alfabetizada depois de adulta, depois, graduada em
História, Pedagogia e Psicopedagogia. Ministra do Meio Ambiente, deputada
federal, senadora, de origem acreana, sindicalista com Chico Mendes, uma das fundadoras da
REDE, teria tudo para ser a herdeira da esquerda brasileira, mas, lhe falta
carisma, saúde física, e, partidária das ideias radicais do meio ambiente.
O
sujeito com 80 anos de idade que teve a sorte de não ser sucumbido pela demência ou
pelo Alzheimer é um vencedor, porém, não tem mais a mesma energia física e mental de um
homem moço. Lula tem apresentado sinais senis, o embate com Donald Trump, é um exemplo, com
mais de 60 provocações, a exemplo de “...substituir o dólar por outra moeda”, “...Trump
não é o imperador do mundo”, “... Trump fez uma coisa desaforada para o Brasil”,
não aprovar o nome de imediato de Daniel Perez para embaixador dos
Estados no Brasil... Por esses atos inconsequentes, recebeu grande tarifaço e
até a embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, a
diplomata Maria Luiza Ribeiro Viotti, teve seu visto reprovado, pode sair dos Estados Unidos, mas, não pode voltar.
Enfim,
o país clama por novas ideias, novos métodos administrativos e Lula deve
compreender esse novo tempo e se aposentar com a generosidade e compreensão dos
grandes estadistas. Se quiser ter seu nome na História do país, que foi um
grande estadista, deverá ser humilde e promover novas lideranças, assim como fez José Mujica no Chile, que depois de cumprir seu mandato de presidente, ele se refugiou dos embates políticos e morreu em paz. Hoje, ele figura no ror dos "ex-grandes" presidentes do Uruguai.
Autoria: Rilvan
Batista de Santana
Licença: Creative
Commons
Membro da Academia
de Letras de Itabuna
Foto: Google
https://rilvanbatistadesantana.blogspot.com
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