KRÔNICAS: Olavo de Carvalho, um amigo escritor e uma criança KRÔNICAS: Olavo de Carvalho
Vixe?! Na primeira Krônica do ano trouxe o papa e, agora…
Olavo de Carvalho? Não! Não pretendo, neste ano, seguir a linha da polêmica,
até porque na do papa não o fui, e nesta não o serei. Como sempre, apenas trago
reflexões, mesmo a temas ou personagens polêmicos.
Pois é. Tão logo Heloísa de Carvalho, filha de Olavo,
anunciou o pré-lançamento do livro sobre seu pai, na segunda quinzena de
dezembro, remetendo-me a fatos longínquos do passado, de pronto, determinei que
seria meu primeiro tema do ano, até que, no dia 31… o papa foi dar aqueles
tapas na mão da fiel chinesa, né. Troquei o tema!
Não se trata de ser ou não bolsonarista, apesar de o leitor
saber que sempre fui anti-petralha, anti-Lula. Também não sou olavista! Muito
pelo contrário. Aliás, desde muito antes Bolsonaro até cogitar ser candidato a
presidente.
Não vejo problemas em falar sobre Olavo, mesmo sem nunca ter
lido nenhuma de suas obras e nem tampouco por não pretender ler as revelações
de sua filha. Até porque, como na do papa, eles, pai e filha, apenas serão
associados a este contexto.
Pois bem. Nunca gostei de extremo nenhum, nem para o mal,
mas também, nem para o bem. Da mesma forma nunca gostei de usos exagerados fora
de contexto. No caso, aqui, palavrões, se é que me entendem… rs.
Explico. Muitos anos atrás, um amigo escritor pediu-me para
ler sua “boneca” (rascunho de livro), em primeira mão, antes de ser publicado.
Li-a com satisfação. Ao lhe devolver, na casa dele, além de comentários gerais
resolvi adverti-lo sobre os exageros no uso de palavrões, no que me refutou
afirmando ser normal no dia-a-dia. Antes de contestá-lo, a irmã dele veio até
nós e, ambos, diante de mim, trocaram longo diálogo repleto de… palavrões.
Entendi… o caso dele.
Bem muito antes ainda, num jogo de futsal de uma das
empresas que trabalhei, num certo momento, uma garotinha de seis ou sete anos
gritou bem alto: “PQP!”, literalmente! Todos deram risadas porque seu pai tinha
acabado de perder um gol escancarado!! Não vi nenhum semblante horrorizado com
a atitude dela.
Preciso desenhar?!
Silvio Sano
- ARQUITETO, pela Univ. Mackenzie (1974), tendo como auge o
projeto executivo da arquibancada superior do Estádio Santa Cruz (Recife), em
1981/82; ESCRITOR (sete livros, um dos quais: Corinthians, 100 Anos - Gols
Ilustrados); COLUNISTA e CHARGISTA, desde 1996; JORNALISTA, com MTb desde 2012;
e, COMPOSITOR (haicais e versões em português de músicas estrangeiras);
- conhece o Japão por quatro óticas diferentes (bolsista,
1975; lua-de-mel, 1980; Univ. Nagoya, 1985/87; e. decasségui, 1989/92);
- um dos administradores dos sites Nikkeyweb e Portal
Oriente-se.
- Palestrante (tema atual: Konflitos Nikkeis, mesmo após
mais de um século);
- tem páginas no Facebook, Twitter, Instagram e canal no
Youtube
- email: silvio.sano@yahoo.comarvalho, um amigo escritor e
uma criança
Fonte: Portal Oriente-se
Foto: Produção

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