Aarão José do Santos,
natural do Senhor do Bomfim (BA), nasceu em 02 de julho de 1931 e faleceu em 6
de maio de 1997. Funcionário Público Federal – Ministério dos Transportes.
Notas:
Retirante fugindo da seca do norte da
Bahia, na década de 50. Estabelece-se em Itabuna motivado pela facilidade de
emprego, em função do progresso gerado pela cultura do cacau.
Em 05 de junho de 1957, casou-se com
Aurelina Cerqueira Santos, minha mãe.
Profissionalmente trabalhou operando e
gerenciando máquinas de terraplenagem.
Ainda nesta década, iniciou seus
trabalhos na extinta Estrada de Ferro de Ilhéus, mas na década de 60, mais
precisamente em 1964.
O Golpe de 1964, teve uma influência
política e ideológica direta no fechamento definitivo da Estrada de Ferro de
Ilhéus. Embora o declínio financeiro já existisse, a ascensão do regime militar
acelerou e oficializou a extinção da linha através de novas diretrizes de
segurança nacional e centralização econômica.
A partir desta data, foi transferido para
trabalhar em Alagoinhas (BA), na Rede Ferroviária Federal Leste Brasileira do
Estado da Bahia.
Voltou para Itabuna, após a
aposentadoria, e faleceu em 06 de maio de 1997.
Autoria:
Agilson Cerqueira, professor, matemático, engenheiro, poeta e escritor.
Foto:
Produção.

Não conheci o Sr. José Aarão, porém, conheço seu filho, o escritor e poeta Agilson Cerqueira. Pela casca, se conhece a fruta, seu Aarão José foi funcionário público numa época difícil: "Revolução de 64", Homem de uma só companheira, bom marido, bom pai, com toda dificuldade, ele deu aos filhos educação e conhecimento necessários para que enfrentassem o mundo moderno.
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