6.17.2026

Ode ao dois de julho (trecho)

 








Ode ao dois de julho (trecho)

        Castro Alves

 

Não! Não eram dois povos, que abalavam

Naquele instante o solo ensangüentado...

Era o porvir—em frente do passado,

A Liberdade—em frente à Escravidão,

Era a luta das águias — e do abutre,

A revolta do pulso—contra os ferros,

O pugilato da razão — com os erros,

O duelo da treva—e do clarão!...

 

No entanto a luta recrescia indômita...

As bandeiras — como águias eriçadas —

Se abismavam com as asas desdobradas

Na selva escura da fumaça atroz...

Tonto de espanto, cego de metralha,

O arcanjo do triunfo vacilava...

E a glória desgrenhada acalentava

O cadáver sangrento dos heróis!...

 

Autor: Castro Alves

Foto; Google

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Estimular a leitura e a aprendizagem de jovens e adultos

Destaques

Uesc conquista patente de fermentador automatizado que promete elevar a qualidade do cacau brasileiro

Uesc conquista patente de fermentador automatizado que promete elevar a qualidade do cacau brasileiro Uma inovação desenvolvida na Uni...

Última semana