Rico em Diversidade Cultural e Belezas Naturais
R.
Santana
Ariano
Suassuna, do “Auto da Compadecida", deixou para esta geração e futuras gerações
lições de patriotismo, defesa de tradições culturais, de nossos costumes, de
nossas riquezas naturais e amor ao nosso país. Nunca saiu do Brasil. Quando
tomou posse na Academia Brasileira de Letras - ABL, recebeu convite para jantar
na casa de um casal rico. Lá, em determinado momento, a dona da casa
perguntou-lhe: “o senhor já foi à Disney?”, ”Onde?” Ela completou:
“Disneylândia?” “Não!”, então, “Foi aos Estados Unidos e não foi à Disney?”
“Não! Eu nunca sair do Brasil”. A mulher fez uma cara de decepção e deve ter
pensado: “Esse homem não deveria ter sido indicado para ABL”. Suassuna disse
que no mesmo instante o marido dela falou em alguém e, ela perguntou-lhe: “Ele
já foi à Disneylândia?” Ele: “Sim!” Suassuna pensou: “Essa mulher divide a
humanidade em duas categorias quem foi a Disneylândia e quem não foi”. Para
Suassuna isso ocorre por causa de ideias frívolas, levianas e fúteis dessas
pessoas que ainda não se libertaram de ideias coloniais e servis.
Estamos
no Século XXI em que o Brasil é uma potência em terras raras, compete
tête-à-tête com a China, uma potência agropecuária e alimenta boa parte do
mundo. Daqui sai carne bovina, carne de suína, caprinos, peixes, leite in
natura, trigo, café, soja, farinha de mandioca e frutas in natura e sucos de
uva e laranja industrializados.
Além
de alimentos, hoje, o Brasil exporta aviões, carros, máquinas pesadas, ferro, zinco,
aço, petróleo, etc.
E
o imaginário? E, o folclore? Iara, Curupira, Saci-pererê, Boto-cor-de rosa,
Boitatá. Mula sem cabeça, Negrinho do pastoreio, etc. O brasileiro tem um
imaginário rico em lendas e mitos. As Regiões do Brasil: Nordeste, Norte,
Sudeste, Sul e Centro Oeste, são ricas em manifestações culturais: o Frevo em
Pernambuco; o Candomblé, a Umbanda e festas religiosas na Bahia, além do
Micareta; Parintins e Boi-bumbá no Amazonas, Boi Caprichoso e Boi Garantido, na
Região Norte. A Cavalhada em Goiás. No Rio Grande do Sul as danças do “Negrinho
do Pastoreio”. No Sudeste, o Carnaval do
Rio de Janeiro, a maior festa do mundo a céu aberto. As escolas carnavalescas
investem milhões em dinheiro e serviço para que tudo saia perfeito no dia com o
samba e o desfile. No Nordeste, predominam as festas de Santo Antônio, São
João, São Pedro, que duram dias e noites.
A
literatura, a música clássica e popular, as artes plásticas, a dança popular e
a dança clássica, literatura de cordel, são manifestações do nosso povo que são copiadas lá fora pela
perfeição da arte e perfeição estética.
A
nossa literatura é genuína e inigualável. Machado de Assis, Castro Alves, Drummond,
Jorge Amado, Guimarães Rosa, Monteiro Lobato, Adonias Filho, Mário de Andrade e
Euclides da Cunha não ficam devendo nada a nenhum poeta ou escritor estrangeiro.
Se Fernando Pessoa escrevia com
heterônimos; o nosso Mário de Andrade mudou a estrutura da escrita e criou o
verso livre e o Modernismo em 1922.
Porém,
o brasileiro ainda não perdeu o complexo de “cachorro vira lata”, tudo que é bom
tem que vir de fora. Exemplo recente foi a apresentação da cantora Shakira que
fechou a praia de Copacabana com milhões de fãs e admiradores que vieram do Oiapoque
ao Chuí. Deve ter levado milhões de reais de patrocinadores privados e verbas públicas
de prefeitura, estado e União. Ela não sairia da Colômbia para fazer show de graça
no Brasil.
As
pessoas ingênuas e incautas deixam um país com “n” belezas naturais com ecoturismo
desenvolvido, Floresta Amazônica e Atlântica, rios que atravessam o país, igrejas
históricas e modernas como a do Pai Eterno. O Brasil tem mais 5000 cidades,
portanto, são 5000 pontos turísticos, cada cidade tem seus costumes, sua tradição e
sua história e seu turismo.
O
incauto sai de seu pais com essa diversidade cultural e histórica e vai para
Europa, notadamente, a França, cortada pelo Rio Sena, poluído tanto quanto o Tietê,
a Torre Eiffel, a Catedral de Notre Dame, velhos museus e palácios milenares e
nada mais. Na Espanha o principal ponto turístico e a Igreja da Sagrada de Família
de Antoni Guadi. Se o incauto brasileiro vai aos Estados Unidos, somente, a
Disneylândia encanta os filhos. Esses países do lado de lá, eles não têm maia faunas,
não têm florestas, enfim, eles não têm belezas naturais, tudo é artificial,
feito pelo homem.
Concluindo,
nós somos abençoados por Deus, não temos um país, temos um paraíso. Moramos num
pedaço de chão que é o melhor da Terra.
Autoria: Rilvan Batista
de Santana
Membro fundador da
Academia de Letras de Itabuna – ALITA
Foto: Google
Ponto de Leitura: rilvanbaatistadesantana.blgspot.com
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