O
valor de uma sociedade não está na sofisticação de sua tecnologia, mas na forma
como ela trata aqueles que têm mais dificuldade de acompanhá-la.
Uma
sociedade que obriga uma pessoa de 70, 80 ou 90 anos a usar um smartphone para
acessar os próprios direitos não é moderna; é uma sociedade que começou a
abandonar seus idosos.
Em
2026, tudo virou aplicativo, senha, código ou portal digital. Mas muitos
daqueles que construíram este país com o próprio trabalho hoje se veem
analfabetos diante de uma tela dentro da própria casa.
Para
marcar uma consulta, acessar um benefício ou pagar uma conta, muitas vezes é
preciso depender de um filho ou de um neto — quando existe alguém para ajudar.
O sistema, que deveria servir às pessoas, passa a excluí-las.
Isso
não é inovação. É exclusão.
A
tecnologia deve ampliar a dignidade humana, não determinar quem pode ou não
exercer seus direitos. O progresso não pode ser medido apenas pela velocidade
dos sistemas, mas pela capacidade de incluir aqueles que mais precisam deles.
Quando
deixamos para trás aqueles que vieram antes de nós, não estamos evoluindo.
Estamos apenas nos tornando mais cômodos e mais egoístas.
Uma
sociedade verdadeiramente avançada não substitui o humano pela tecnologia; usa
a tecnologia para cuidar melhor do humano.
Autora:
Mineia Goki
Foto:
Google
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Estimular a leitura e a aprendizagem de jovens e adultos