O Desafio de Saber Quando Bater em Retirada
Por Jim Mathis
É difícil não
emocionar-se quando ouvimos e vemos relatos de inundações catastróficas, seja
nas áreas costeiras do Golfo no Texas ou na Flórida, nos Estados Unidos, como
temos visto em meses recentes, na Itália, Indonésia ou Índia. As imagens que
vemos de casas destruídas e famílias separadas pela devastação nos deixa um
sentimento de tristeza e desamparo.
Depois que o furacão Harvey atingiu as regiões mais baixas de Houston, Texas,
falei com um amigo que vive ali e ele disse que ele e a família estavam em
lugar seco, mas que a propriedade em que se encontrava sua casa se transformara
numa ilha. Eles estavam cercados por muita água. Quando desastres assim
acontecem, fico imaginando como eu reagiria, bem como qual seria o meu nível de
prontidão para mim mesmo e minha família caso uma calamidade similar ocorresse
em nossa região. Até que ponto uma pessoa se determina a permanecer e
perseverar, e quando é que toma a decisão de bater em retirada e buscar
segurança em outra parte?
Esta pergunta é tanto prática quanto metafórica. Ela pode se aplicar a
calamidades naturais ou às adversidades que encontramos na vida diária e no
trabalho. Nossa sociedade enfatiza a perseverança, o permanecer firme e forte
diante do desastre. Entretanto, não se fala muito sobre reconhecer o momento de
fugir, fechar um negócio ou evacuar uma área.
Uma definição de sabedoria tomada por empréstimo do velho ditado que se refere
ao jogo de cartas diz: “Saber quando segurá-las, saber quando descartá-las”. Em
outras palavras, saber quando permanecer no jogo e saber quando desistir da
rodada. A história empresarial está repleta de nomes de companhias que se
apegaram a uma mão perdedora por tempo demais. A Kodak, as lojas de
departamento Montgomery Ward e a Borders Books são algumas delas. Todas
permaneceram firmes, apegadas a suas culturas e práticas, mesmo quando ondas de
mudanças se levantaram ao seu redor. Eventualmente elas sucumbiram a essa
“inundação”.
Quer estejamos liderando uma companhia, quer tentando construir uma carreira de
sucesso deveríamos tomar como alerta esses fracassos tão conhecidos. Diante de
graves tempestades, sejam ameaças naturais – furacões, tornados, inundações ou
incêndios florestais – ou tempestades metafóricas tais como um trabalho não
satisfatório, uma linha de produtos não lucrativos ou viver em uma região em
depressão econômica, será que sabemos qual é o ponto de mudança? Será que somos
capazes de reconhecer quando devemos decidir: “É hora de sair. Não posso mais
esperar. Estou indo embora”?
Saber
quando agir de forma que leve ao melhor resultado é sinal de sabedoria. Aqui
estão alguns princípios extraídos da Bíblia sobre como encontrar a sabedoria
necessária:
Saber onde
depositar sua confiança. Às vezes uma
tempestade é apenas um teste para revelar onde está sua confiança – em sua
própria habilidade ou em Deus. Ele pode nos guiar em meio às adversidades que
pensamos serem intransponíveis. “Confie no Senhor
de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o
Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas.” (Provérbios
3:5-6).
Não tenha medo de
tentar algo novo. As Escrituras
apresentam inúmeros relatos de pessoas que foram levadas por Deus a deixar sua
zona de conforto e fazer coisas drasticamente novas. Noé, Abraão, José, Rute e
Daniel são apenas alguns dos exemplos do Antigo Testamento. “Esqueçam o que se
foi; não vivam no passado. Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está
surgindo! Vocês não a reconhecem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos
no ermo.” (Isaías 43: 18-19).
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