O Homem Que Rejeitou o Perdão
Por Ken Korkow
Imagine ser condenado por um crime,
premeditado ou não, do qual você se arrependeu profundamente, e receber uma
oferta de perdão que o absolve de qualquer penalidade. Você aceitaria? Deixe-me
contar-lhe sobre um homem que não aceitou.
Em 1829, dois homens, George Wilson e
James Porter, assaltaram o serviço de entrega dos correios dos Estados
Unidos. Ambos foram capturados e
julgados por uma Corte de Justiça. Em maio de 1830, os dois homens foram considerados
culpados de seis acusações e de “colocar em risco a vida do motorista”, e
receberam suas sentenças: morte por enforcamento, a ser executada em 2 de
julho.
Wilson foi executado como previsto,
mas Porter não. Amigos influentes apelaram em seu favor e pediram clemência ao
Presidente dos Estados Unidos, Andrew Jackson. O Presidente formalizou o
perdão, retirando todas as acusações. Wilson teria apenas que cumprir uma pena
de 20 anos por outros crimes. Inacreditavelmente George Wilson recusou o
perdão!
Um relato oficial afirma que Wilson
escolheu “abrir mão e declinar de qualquer vantagem ou proteção que pudesse
advir do perdão”. Wilson também afirmou que “não tinha nada a declarar, e não
desejava de maneira alguma tirar proveito com a finalidade de evitar a
sentença”. A Suprema Corte determinou: “A Corte não pode dar ao prisioneiro o
benefício do perdão, a menos que ele reivindique esse benefício. É uma
concessão feita a ele; é sua propriedade; e ele pode aceitá-lo ou não, conforme
queira.” O membro da Corte, John Marshall escreveu: “O perdão é um ato de
graça, que procede do poder a que foi confiada a execução das leis; mas a
entrega não se completa sem a aceitação. Ele pode, portanto, ser rejeitado pela
pessoa a quem é oferecido, e não temos poder na Corte para impô-lo a ela.”
George Wilson cometeu um crime, foi
julgado e considerado culpado. Foi condenado à execução, mas um decreto
presidencial lhe garantiu perdão total. Ao escolher rejeitar o perdão, escolheu
morrer. Lendo essa história extraordinária
podemos imaginar: “Como alguém pode rejeitar o perdão de uma sentença de
morte? Esse homem foi um tolo.” Mas e se você também estiver rejeitando o
perdão, aquele que capacita você a passar a eternidade na presença de Deus em
lugar de estar eternamente separado Dele no lugar que a Bíblia chama de
inferno?
A Bíblia ensina que todos somos
pecadores, pessoas que têm quebrado as leis de Deus. Romanos 3.23, declara:
“Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.” E também: “Se
afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está
em nós” (I João 1.8).
E quanto à penalidade pelo pecado,
quais são suas consequências? Está escrito: “Pois o salário do pecado é a
morte” (Romanos 6.23). O Antigo Testamento confirma: “A alma que pecar, essa
morrerá” (Ezequiel 18.4). Esta não é uma boa notícia para nós, mas Deus
providenciou perdão e o tornou disponível a todos nós.
Em 2 Pedro 3.9 lemos: “O Senhor não
demora em cumprir a Sua promessa... Ele é paciente com vocês, não querendo que
ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.” E em 1 João 1.9 Ele
explica que é preciso que aceitemos esse perdão: “Se confessarmos nossos
pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda
injustiça.”
Se você ainda não fez isso, a
pergunta é: você vai receber ou rejeitar o perdão? Cada um de nós deve fazer
esta escolha. “Quem Nele crê não é
condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho
Unigênito de Deus” (João 3.18).
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Estimular a leitura e a aprendizagem de jovens e adultos