4.30.2026

Rubem Braga - Dilva Frazão

Rubem Braga / Cronista e jornalista brasileiro - Dilva Frazão / Biblioteconomista e professora

Biografia de Rubem Braga

Rubem Braga (1913-1990) foi um escritor e jornalista brasileiro. Tornou-se famoso como cronista de jornais e revistas de grande circulação no país. Foi correspondente de guerra na Itália e Embaixador do Brasil em Marrocos.

Rubem Braga nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, no dia 12 de janeiro de 1913. Seu pai, Francisco Carvalho Braga era proprietário do jornal Correio do Sul. Iniciou seus estudos em sua cidade natal. Mudou-se para Niterói, Rio de Janeiro, onde concluiu o ginásio no Colégio Salesiano.

Carreira literária

Em 1929, Rubem Braga escreveu suas primeiras crônicas para o jornal Correio do Sul. Ingressou na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, em seguida transferiu-se para Belo Horizonte onde concluiu o curso em 1932. Nesse mesmo ano, iniciou uma longa carreira de jornalista que começou com a cobertura da Revolução Constitucionalista de 32, para os Diários Associados.

Em seguida, foi repórter do "Diário de São Paulo", fundou a "Folha do Povo", o semanário "Comício", e trabalhou no "Diretrizes", semanário de esquerda dirigido por Samuel Wainer. Em 1936, Rubem Braga lançou seu primeiro livro de crônicas, O Conde e o Passarinho.

Com 26 anos, já era casado com a militante comunista Zora Seljjan. Não era filiado ao partido, mas militava ativamente na Aliança Nacional Libertadora. Depois de se envolver em um caso amoroso impossível decidiu mudar de cidade e de emprego.

Quando o cronista mudou-se para Porto Alegre, o Brasil vivia a ditadura do governo de Getúlio Vargas e o mundo preparava-se para entrar na Segunda Guerra Mundial. Ao por os pés em Porto Alegre, foi preso por suas crônicas sobre o regime. Graças à pronta intervenção de Breno Caldas, dono do Correio do Povo e da Folha da Tarde, logo foi solto.

Durante os quatro meses em que ficou em Porto Alegre, Rubem Braga publicou 91 crônicas na Folha da Tarde, que foram publicadas postumamente em “Uma Fada no Front" (1994). Os escritos mostram um cronista engajado contra a ditadura Vargas e o nazismo.

Na época, a luta política foi a nota dominante das crônicas da Folha. Por causa das muitas pressões da polícia e dos círculos palacianos do Estado, Braga teve que voltar ao Rio de Janeiro.

Em 1944, Rubem Braga foi para a Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, quando cobriu, como jornalista, as atividades da Força Expedicionária Brasileira. No início dos anos 50, se separou de Zora, que lhe deu um único filho Roberto Braga.

Rubem Braga foi sócio da "Editora Sabiá" e exerceu cargos de chefia do escritório comercial do Brasil no Chile, em 1955, e de embaixador no Marrocos, entre 1961 e 1963.

Características da obra de Rubem Braga

Rubem Braga dedicou-se exclusivamente à crônica, que o tornou popular. Como cronista mostrava seu estilo irônico, lírico e extremamente bem humorado. Sabia também ser ácido e escrevia textos duros defendendo os seus pontos de vista. Fazia crítica social, denunciava injustiças, a falta de liberdade da imprensa e combatia governos autoritários.

Últimos anos

Rubem Braga adorava a vida ao ar livre, morava em um apartamento de cobertura, em Ipanema, onde mantinha um jardim completo, com pitangueiras, passarinhos e tanques de peixes.

Nos últimos tempos, publicava suas crônicas aos sábados no jornal O Estado de São Paulo. Foram 62 anos de jornalismo e mais de 15 mil crônicas escritas, que reunia em seus livros.

Rubem Braga faleceu, no Rio de Janeiro, no dia 19 de dezembro de 1990.


Obras de Rubem Braga

O Morro do Isolamento (1944)

Um Pé de Milho (1948)

O Homem Rouco (1949)

A Borboleta Amarela (1956)

A Traição das Elegantes (1957)

Ai de Ti Copacabana (1960)

Recado de Primavera (1984)

Crônicas do Espírito Santo (1984)

O Verão e as Mulheres (1986)

As Boas Coisas da Vida (1988)

Frases de Rubem Braga

"Há um grande vento frio cavalgando as ondas, mas o céu está limpo e o sol muito claro. Duas aves dançam sobre as espumas assanhadas. As cigarras não cantam mais. Talvez tenha acabado o verão."

"Sou um homem quieto, o que eu gosto é ficar num banco sentado, entre moitas, calado, anoitecendo devagar, meio triste, lembrando umas coisas, umas coisas que nem valiam a pena lembrar."

"Desejo a todos, no Ano Novo, muitas virtudes e boas ações e alguns pecados agradáveis, excitantes, discretos e principalmente, bem sucedidos."

"Acordo cedo e vejo o mar se espreguiçando; o sol acabou de nascer. Vou para a praia; é bom chegar a esta hora em que a areia que o mar lavou ainda está limpinha, sem marca de nenhum pé. A manhã está nítida no ar leve; dou um mergulho e essa água salgada me faz bem, limpa de todas as coisas da noite."


Fonte: Rubem Braga / Cronista e jornalista brasileiro - Dilva Frazão / Biblioteconomista e professora

Foto: Google

Notícia de jornal - Fernando Sabino

 

Notícia de jornal - Fernando Sabino

Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, trinta anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome.

Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos de comerciantes, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.

Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome.

O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa – não é homem. E os outros homens cumprem deu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.

Não é de alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome.

E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.

E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro, um homem morreu de fome.

Morreu de fome.

Mais uma crônica que traz um contexto jornalístico é Notícia de Jornal, do escritor mineiro Fernando Sabino. O texto integra o livro A mulher do vizinho, de 1997.

Sabino expõe suas ideias e indignação sobre o problema da fome no Brasil. Ele relata de forma pertinente a insensibilidade de boa parte da sociedade frente à miséria e o desamparo das pessoas em situação de rua.

Assim, apresenta o absurdo que é a naturalização da morte em plena cidade movimentada, à luz do dia e diante do público, que não se comove.


Autoria: Fernando Sabino

Foto: Google

Soneto XIII - Olavo Bilac (1865-1918)

 

Olavo Bilac (1865-1918)

Eleito como o príncipe dos poetas brasileiros pela revista Fon-Fon em 1913, Olavo Bilac foi um poeta e jornalista brasileiro. Nascido no Rio de Janeiro, é um dos principais nomes do parnasianismo no Brasil e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.

Conhecido por seus sonetos impecavelmente construídos, sua poesia é marcada pela busca da perfeição formal, com ênfase na métrica, na rima e no uso preciso da linguagem. Seus temas muitas vezes giram em torno do amor, da pátria e da beleza, com um lirismo refinado e um tom elevado.

Entre suas obras, também estão algumas prosas e diversos poemas voltados ao público infantil. Conhecido republicano, foi o liricista de Hino à Bandeira do Brasil, sendo que muitas de suas poesias exaltam a Língua Portuguesa, encorajam a participação cívica e buscam por uma noção de nação brasileira.

 

Soneto XIII


Ora (direis) ouvir estrelas! Certo

Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,

Que, para ouvi-las, muita vez desperto

E abro as janelas, pálido de espanto…

 

 E conversamos toda a noite, enquanto

A via-láctea, como um pálio aberto,

Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,

Inda as procuro pelo céu deserto.

 

Direis agora: “Tresloucado amigo!

Que conversas com elas? Que sentido

Tem o que dizem, quando estão contigo?”

 

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!

Pois só quem ama pode ter ouvido

Capaz de ouvir e de entender estrelas.

 


Fonte: VISEU

Foto: Google

4.29.2026

Ana Botafogo e Carlinhos de Jesus

 


Foto: Google 

Publicação: Agilson Cerqueira 

DIA INTERNACIONAL DA DANÇA








DIA INTERNACIONAL DA DANÇA  


Louvada seja a dança

porque liberta o homem

do peso das coisas materiais,

e une os solitários

para formar sociedade.

Louvada seja a dança,

que tudo exige e

fortalece a saúde, uma mente serena

e uma alma encantada.

A dança significa transformar

o espaço, o tempo e o homem,

que sempre corre perigo

de se desfazer e de ser somente cérebro,

ou só vontade, ou só sentimento.

A dança, porém, exige

o ser humano inteiro,

ancorado no seu centro,

e que não conhece a vontade

de dominar gente e coisas,

e que não sente a obsessão

de estar perdido no seu ego.

A dança exige o homem livre e aberto

vibrando na harmonia de todas as forças.

Ó homem, ó mulher, aprende a dançar

senão os anjos do céu

não saberão o que fazer contigo.


Autoria: Santo Agostinho

Foto: Google

Hoje me falaram em virtude - Pagu

 

Pagu (1910-1962)

Patrícia Galvão, conhecida como Pagu, foi uma artista, jornalista, e ativista brasileira, nascida em São João da Boa Vista, São Paulo. Figura central do Modernismo e do movimento antropofágico, Pagu é autora de Parque Industrial (1933), o primeiro romance proletário do Brasil.

A escrita de Pagu é marcada por sua linguagem inovadora e por uma visão crítica da sociedade, especialmente no que diz respeito às questões de classe e gênero. Além de sua produção literária, Pagu foi uma importante militante e participou ativamente do cenário político e cultural brasileiro.

Sua poesia é um reflexo de seu engajamento político e de sua luta pelos direitos das mulheres e dos trabalhadores. Pagu é lembrada como uma pioneira na literatura de vanguarda e um símbolo feminista brasileiro.

 

Hoje me falaram em virtude

Tudo muito rito, muito rígido

Com coisinhas assim mais ou menos

Sentimentais.

 

Tranças faziam balanças

Nas grandes trepadeiras

Estávamos todos por conta de.

 

Nascinaturos espalhavam moedinhas

Evidentemente estavam brincando

Pois evidentemente, nos tempos atuais

Quem espalha moedas

Ou é louco, ou é porque

está brincando mesmo.

O que irritou foi o porquê.


Autoria: Pagu

Foto: Google

Eu-Mulher - Conceição Evaristo (1946-

Conceição Evaristo (1946-)

Conceição Evaristo é uma escritora e poeta brasileira, nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais. Sua obra aborda as questões de raça, gênero e classe no Brasil, com destaque para o romance Ponciá Vicêncio (2003).

Embora mais reconhecida por sua prosa, escrevendo alguns dos contos brasileiros mais icônicos em sua coletânea Olhos D’Água (2014), também escreveu poemas. Marcada pelo conceito da escrevivência que permeia toda sua obra, sua poesia também parte da experiência de vida da autora e de sua comunidade

Evaristo é uma voz importante na literatura contemporânea, especialmente na representação da mulher negra e periférica brasileira. Sua linguagem é direta, emotiva e carregada de significados sociais e históricos, com caráter antirracista e de resistência.

 

Eu-Mulher


Uma gota de leite

me escorre entre os seios.

Uma mancha de sangue

me enfeita entre as pernas.

Meia palavra mordida

me foge da boca.

Vagos desejos insinuam esperanças.

Eu-mulher em rios vermelhos

inauguro a vida.

Em baixa voz

violento os tímpanos do mundo.

Antevejo.

Antecipo.

Antes-vivo

Antes – agora – o que há de vir.

Eu fêmea-matriz.

Eu força-motriz.

Eu-mulher

abrigo da semente

moto-contínuo

do mundo.

 

Autoria- Conceição Evaristo

Foto: Google

4.28.2026

Ironia de Lágrimas - Cruz e Souza (1861-1898)

Cruz e Souza (1861-1898)

O maior representante do simbolismo no Brasil, Cruz e Souza foi um poeta nascido em Santa Catarina. É conhecido por sua poesia marcada por uma linguagem elaborada e pela exploração de temas como a morte, o sofrimento e a espiritualidade.

No que diz respeito à forma de seus poemas, preferia o soneto, mas também experimentou com estruturas menos rígidas. Tem como característica o pessimismo, com teor existencial, contemplativo e misterioso.

Sua obra é marcada por uma busca pela transcendência, utilizando imagens sugestivas e uma linguagem rica em metáforas e sinestesias. Permeado por sua subjetividade, Cruz e Souza é uma figura central na literatura brasileira.

Ironia de Lágrimas

Junto da morte é que floresce a vida!
Andamos rindo junto a sepultura.
A boca aberta, escancarada, escura
Da cova é como flor apodrecida.

A Morte lembra a estranha Margarida
Do nosso corpo, Fausto sem ventura…
Ela anda em torno a toda criatura
Numa dança macabra indefinida.

Vem revestida em suas negras sedas
E a marteladas lúgubres e tredas
Das Ilusões o eterno esquife prega.

E adeus caminhos vãos mundos risonhos!
Lá vem a loba que devora os sonhos,
Faminta, absconsa, imponderada cega!

 

Autoria: Cruz e Souza

Foto: Google

 

Versos Íntimos- Augusto dos Anjos (1884-1914)

 

Augusto dos Anjos (1884-1914)

Nascido na Paraíba, Augusto dos Anjos foi um professor e poeta, representante do pré-modernismo brasileiro. Eu (1912), sua única obra publicada em vida, chocou a sociedade da época.

Caracterizado por uma visão materialista e desencantada da vida, expressa isso em imagens fortes e muitas vezes revoltantes. Tem uma estética própria, da podridão e da decomposição, com caráter biológico, cético e mórbido.

Sua poesia aborda temas como a morte, a decadência e a angústia existencial. É única em sua fusão de elementos simbolistas e parnasianos com uma linguagem científica e filosófica, sendo considerado um dos autores brasileiros mais originais de todos os tempos.

Versos íntimos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de sua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.


Se alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

 

Autoria: Augusto dos Anjos

Foto: Google

 

Comprometimento - Jim Mathis

Comprometimento

Por Jim Mathis

Existem diferentes tipos e níveis de compromisso. Minha analogia preferida é o café da manhã americano composto de ovos e bacon. Podemos dizer que a galinha que forneceu os ovos esteve envolvida, mas o porco que deu o bacon esteve totalmente comprometido com a refeição.

Alguns parecem que nunca são capazes de se comprometer com alguma coisa. Outros são rápidos para assumir compromissos, mas igualmente rápidos para descomprometer-se. Outros ainda são lentos para decidir, mas uma vez assumido o compromisso, seguem em frente com entusiasmo. Eu me encaixo no último grupo.

Anos atrás minha esposa e eu nos envolvemos com um grupo de estudo bíblico semanal. Nós Nos reunimos todas as quintas à noite durante quase sete anos. Faltamos apenas umas poucas vezes por estarmos viajando de férias. Composto por seis casais, era raro que todos estivessem presentes. Isso sempre foi um mistério para mim: por que as pessoas não conseguem se manter fiéis aos seus compromissos?

Por fim, descobri que as pessoas se comprometem de forma diferente: umas com pessoas e outras com o evento. Para nós, o estudo da Bíblia era importante, mas os relacionamentos eram mais. Estávamos comprometidos com as pessoas e não com o evento em si. Teria sido fácil para nós não participar do estudo, mas sentíamos que não podíamos deixar nossos amigos na mão, mesmo que a maioria demonstrasse pelas atitudes, que não tínhamos a mesma importância para eles.

Isto se aplica ao mundo de negócios. Minha esposa e eu nos comprometemos com evento, produto ou serviço, mas com freqüência nosso compromisso primeiro é com as pessoas envolvidas. Quando um procedimento ou programa é colocado acima dos relacionamentos geralmente surgem atritos. Por isso, buscamos manter negócios com quem gostamos. As melhores empresas entendem isso. Elas contratam pelas qualidades que desejam e depois treinam as pessoas para capacitá-las e não o contrário.

Para os que são inclinados a se comprometer com eventos, eis um pequeno teste. Se você e um amigo planejarem fazer algo juntos, como ir ao cinema, e ele precisar cancelar o encontro, você decide ir mesmo sozinho, ou com outra pessoa ou agenda para quando seu amigo puder ir junto? As situações são diversas, mas cada um de nós tem uma tendência: ou nos comprometemos com evento, com agenda ou com pessoas. 

Fiz parte do quadro de dirigentes de uma organização sem fins lucrativos e tomamos a decisão de deixar de atrair eventos e começar a atrair pessoas. Não sei ao certo se realizamos mais dessa forma, mas nos descobrimos muito mais felizes e apreciamos os relacionamentos que desenvolvemos. Especialmente nas crises é preciso compreender o nível de compromisso das pessoas que estão conosco. Como diz a Bíblia, “Quem tem muitos amigos pode chegar à ruína, mas existe amigo mais apegado que um irmão” (Provérbios 18.24).

Em muitas circunstâncias ter amigos com nível de comprometimento como o da galinha, que oferece ovos para o café da manhã, é o bastante. Mas às vezes precisamos de alguém pronto para comprometer-se como o porco.

Questões Para Reflexão ou Discussão

1.  Como você encara o contraste entre os estilos daqueles que se comprometem mais com pessoas, ou os que colocam eventos e programas acima dos relacionamentos?

2.  Que tipo de comprometimento é mais comum em você?

3.  Você se aborrece quando lida com pessoas com baixo nível de comprometimento? Já se sentiu desapontado com pessoas que não corresponderam às suas expectativas?

4.  Qual é, para você, o significado do versículo de Provérbios 18.24?

Destaques

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Autorressuscitação durante um ataque cardíaco.   Por favor, invista dois minutos do seu tempo e leia isto:    1.  Suponha que às 19h25 voc...

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