Pagu
(1910-1962)
Patrícia
Galvão, conhecida como Pagu, foi uma artista, jornalista, e ativista
brasileira, nascida em São João da Boa Vista, São Paulo. Figura central do
Modernismo e do movimento antropofágico, Pagu é autora de Parque Industrial
(1933), o primeiro romance proletário do Brasil.
A
escrita de Pagu é marcada por sua linguagem inovadora e por uma visão crítica
da sociedade, especialmente no que diz respeito às questões de classe e gênero.
Além de sua produção literária, Pagu foi uma importante militante e participou
ativamente do cenário político e cultural brasileiro.
Sua
poesia é um reflexo de seu engajamento político e de sua luta pelos direitos
das mulheres e dos trabalhadores. Pagu é lembrada como uma pioneira na
literatura de vanguarda e um símbolo feminista brasileiro.
Hoje me falaram em virtude
Tudo
muito rito, muito rígido
Com
coisinhas assim mais ou menos
Sentimentais.
Tranças
faziam balanças
Nas
grandes trepadeiras
Estávamos
todos por conta de.
Nascinaturos
espalhavam moedinhas
Evidentemente
estavam brincando
Pois
evidentemente, nos tempos atuais
Quem
espalha moedas
Ou
é louco, ou é porque
está
brincando mesmo.
O que irritou foi o porquê.
Autoria: Pagu
Foto: Google


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