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4.30.2026

Soneto XIII - Olavo Bilac (1865-1918)

 

Olavo Bilac (1865-1918)

Eleito como o príncipe dos poetas brasileiros pela revista Fon-Fon em 1913, Olavo Bilac foi um poeta e jornalista brasileiro. Nascido no Rio de Janeiro, é um dos principais nomes do parnasianismo no Brasil e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.

Conhecido por seus sonetos impecavelmente construídos, sua poesia é marcada pela busca da perfeição formal, com ênfase na métrica, na rima e no uso preciso da linguagem. Seus temas muitas vezes giram em torno do amor, da pátria e da beleza, com um lirismo refinado e um tom elevado.

Entre suas obras, também estão algumas prosas e diversos poemas voltados ao público infantil. Conhecido republicano, foi o liricista de Hino à Bandeira do Brasil, sendo que muitas de suas poesias exaltam a Língua Portuguesa, encorajam a participação cívica e buscam por uma noção de nação brasileira.

 

Soneto XIII


Ora (direis) ouvir estrelas! Certo

Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,

Que, para ouvi-las, muita vez desperto

E abro as janelas, pálido de espanto…

 

 E conversamos toda a noite, enquanto

A via-láctea, como um pálio aberto,

Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,

Inda as procuro pelo céu deserto.

 

Direis agora: “Tresloucado amigo!

Que conversas com elas? Que sentido

Tem o que dizem, quando estão contigo?”

 

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!

Pois só quem ama pode ter ouvido

Capaz de ouvir e de entender estrelas.

 


Fonte: VISEU

Foto: Google

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