O
ANDARILHO DAS ESTRELAS - William Souza da Silva
Findava
o crepúsculo da tarde reluzente, de brilho colossal e de uma magia contagiante.
A noite se aproximava, serena; o espaço sideral, pleno de estrelas, iluminava o
firmamento infinito. Descansando no leito onde iniciava, uma vez por outra,
suas viagens insólitas, preparava o ritual que seria realizado logo após o
relaxamento. Em seguida, uma brisa suave penetrou no quarto como uma preparação
orquestrada. O ar silenciou a mente do andarilho, que ficou quieto e estático;
o corpo mal era percebido; a respiração, o coração batia no ritmo melódico de
um mantra indiano, como uma sonoridade quase inaudível. Logo a seguir, o
andarilho sentiu algumas câimbras em todo seu corpo e se levantou, observando
que seu corpo físico continuou deitado e imóvel. Saindo e passando através da
porta do quarto sem abri-la e não tendo nenhuma dificuldade em transpô-la, ao
chegar à rua, encontra alguém que o reconhece e lhe propõe um passeio, aceito
com certa reserva, mas vai ao passeio com uma locomoção leve, sem esforço, quase
flutuando em plumas. Durante o passeio, foram mostrados alguns ambientes de
grande escuridão e de visibilidade difícil, com sons desesperadores. Foi dito
pelo ser que acompanhava o andarilho que, em outra ocasião, seria mostrada uma
colônia, mas que, para aquele momento, estava concluído o passeio. Ele foi
deixado na porta de casa e, adentrando até o quarto, viu o corpo deitado inerte
e se deitou sobre o mesmo, percebendo imediatamente a respiração.
Autoria:
William Souza da Silva
Foto: Google

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