Powered By Blogger

3.13.2026

O ANDARILHO DAS ESTRELAS - William Souza da Silva

 

O ANDARILHO DAS ESTRELAS - William Souza da Silva

 

Findava o crepúsculo da tarde reluzente, de brilho colossal e de uma magia contagiante. A noite se aproximava, serena; o espaço sideral, pleno de estrelas, iluminava o firmamento infinito. Descansando no leito onde iniciava, uma vez por outra, suas viagens insólitas, preparava o ritual que seria realizado logo após o relaxamento. Em seguida, uma brisa suave penetrou no quarto como uma preparação orquestrada. O ar silenciou a mente do andarilho, que ficou quieto e estático; o corpo mal era percebido; a respiração, o coração batia no ritmo melódico de um mantra indiano, como uma sonoridade quase inaudível. Logo a seguir, o andarilho sentiu algumas câimbras em todo seu corpo e se levantou, observando que seu corpo físico continuou deitado e imóvel. Saindo e passando através da porta do quarto sem abri-la e não tendo nenhuma dificuldade em transpô-la, ao chegar à rua, encontra alguém que o reconhece e lhe propõe um passeio, aceito com certa reserva, mas vai ao passeio com uma locomoção leve, sem esforço, quase flutuando em plumas. Durante o passeio, foram mostrados alguns ambientes de grande escuridão e de visibilidade difícil, com sons desesperadores. Foi dito pelo ser que acompanhava o andarilho que, em outra ocasião, seria mostrada uma colônia, mas que, para aquele momento, estava concluído o passeio. Ele foi deixado na porta de casa e, adentrando até o quarto, viu o corpo deitado inerte e se deitou sobre o mesmo, percebendo imediatamente a respiração.

 

Autoria: William Souza da Silva

Foto: Google

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Estimular a leitura e a aprendizagem de jovens e adultos

Destaques

Ó mar salgado, quanto do teu sal São... Fernando Pessoa

Ó mar salgado, quanto do teu sal São... Fernando Pessoa Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quant...

Última semana