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3.26.2026

Dinheiro e Felicidade - Não Necessariamente Ligados - Jim Mathis

 

Dinheiro e Felicidade - Não Necessariamente Ligados

Por Jim Mathis

 

Além do meu trabalho normal de restauro de fotografias antigas e retratos  executivos, sou também profissional em impostos de uma companhia nacional de preparação de declaração de rendas. Já fiz cerca de 1.000 declarações de rendas nos últimos anos e ganhei o título de “Agente Inscrito – Perito em Consultoria Tributária”. 

Com o decorrer do tempo isso me proporcionou uma boa compreensão da situação financeira da América. Conversando com as pessoas e obtendo uma visão de seus níveis de felicidade e contentamento, e depois olhando para suas finanças através dos impostos, observei coisas interessantes. 

Como você já esperava, não existe uma conexão entre rendas e patrimônio líquido. Algumas pessoas com rendas modestas acumularam grande riqueza, e muitas pessoas com altos rendimentos gastaram tudo e ainda mais. Um colega e eu estávamos revisando uma declaração de rendas recentemente quando comentei que isso prova que não é possível ganhar o suficiente para sobrepujar a tolice. As pessoas tolas quase sempre gastam mais do que ganham. 

Muitas pessoas pensam que se ganhassem um pouco mais seriam mais felizes. Provavelmente não. Se é que existe alguma correlação entre rendimentos e felicidade, ela é representada por uma curva em forma de sino onde as pessoas mais felizes estão situadas no meio dela. As pessoas com menores rendimentos e aquelas com as rendas mais elevadas estão situadas em ambas as pontas da curva, sendo as menos felizes. No caso de você estar duvidando, as pesquisas mostram que a mais alta porcentagem de pessoas que se declaram felizes ganham no máximo U$75.000 por ano. Ganhar mais não torna as pessoas mais felizes. 

 

O que nos leva à eterna questão: O dinheiro pode comprar a felicidade? Eu acredito que a resposta seja: Ele poderia, mas raramente o faz, porque as pessoas o gastam comprando as coisas erradas. Um carro novo não vai trazer felicidade, mas pegar a estrada e viajar com bons amigos deve resultar em bastante felicidade – e produzirá memórias afetuosas que durarão por muito tempo. 

Se é verdade que o dinheiro por si só não pode comprar felicidade, não deveríamos usá-lo de forma a promover pelo menos um certo grau de satisfação, realização e alegria? Sim, especialmente se seguirmos os princípios encontrados na Bíblia. 

Evite extremos.  Como já mencionei, as pessoas mais felizes parecem ser aquelas que poderiam ser classificadas como nem ricas, nem pobres, mas situar-se em algum ponto mediano. O desafio consiste em reconhecer onde está o “meio”. “Mantém longe de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. Se não, tendo demais, eu Te negaria e Te deixaria, e diria: ‘Quem é o Senhor?’. Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus” (Provérbios 30:8-9).

O endividamento pode colocar as pessoas em escravidão física e emocional.  Muitas vezes “comprar” coisas com crédito pode satisfazer desejos imediatos, mas o custo no longo prazo pode ser devastador e restringir a flexibilidade financeira no futuro. “O rico domina sobre o pobre; quem toma emprestado é escravo de quem empresta” (Provérbios 22:7). 

Compartilhar com outros pode produzir grande alegria.  Com demasiada frequência as pessoas têm uma visão muito estreita sobre dar, seja para ajudar indivíduos ou apoiar causas caritativas.  Entretanto, saber que podemos usar um pouco dos nossos recursos para aliviar o fardo financeiro de outras pessoas pode ser recompensador. “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria” (2 Coríntios 9:7).         

 

 

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