(I)
NÃO É UMA PROPORÇÃO!
Agilson Cerqueira
A loucura da razão,
Sem razão da loucura!
Mente inquieta não atrofia,
Desafia!
(II)
NÃO É UMA PROPORÇÃO!
Agilson Cerqueira
A loucura da razão
— sem razão da loucura.
Entre limites invisíveis
a mente inquieta
recusa o repouso.
Não atrofia.
Provoca.
Desafia.
Pois pensar, às vezes,
é tocar
o limiar da vertigem.
(III)
NÃO É UMA PROPORÇÃO!
Agilson Cerqueira
A loucura da razão,
sem razão da loucura.
A mente inquieta
não conhece atrofiamento.
Ela avança,
insiste,
provoca o limite.
E no silêncio do pensamento
a inquietude permanece:
desafia.
Síntese crítica - Por F. P. Samuel*
Pensar é um ato de
inquietação. Antes de qualquer palavra, antes mesmo da forma do poema, existe
um movimento silencioso dentro da mente humana: a necessidade de compreender o
mundo, de tocar aquilo que não se vê, de traduzir em linguagem aquilo que
apenas se pressente.
Os poemas de Agilson
Cerqueira nascem exatamente nesse território — o espaço onde razão e
sensibilidade se encontram, se confrontam e, por vezes, se confundem.
A poesia dele não se
apresenta como ornamento da linguagem. Ela surge como reflexão, como gesto de
consciência. Cada verso é uma tentativa de atravessar o pensamento, de revelar
as tensões entre lógica e vertigem, entre ordem e inquietação.
A poesia de Agilson
Cerqueira não busca respostas definitivas. Ela prefere o risco da pergunta,
pois pensar é sempre um desafio — e desafiar é, talvez, a forma mais humana de
permanecer vivo diante do mistério do mundo.
(*) Escritor e Poeta
Autoria: Agilson
Cerqueira
Foto: Produção


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