4.01.2026

Dez chamamentos ao amigo - Hilda Hilst

 





Dez chamamentos ao amigo

Se te pareço noturna e imperfeita

Olha-me de novo. Porque esta noite

Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.

E era como se a água

Desejasse

 

Escapar de sua casa que é o rio

E deslizando apenas, nem tocar a margem.

 

Te olhei. E há tanto tempo

Entendo que sou terra. Há tanto tempo

Espero

Que o teu corpo de água mais fraterno

Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

 

Olha-me de novo. Com menos altivez.

E mais atento.

 

Os versos acima foram retirados do livro Júbilo, memória, noviciado da paixão, publicado em 1974. Na lírica apresentada encontram-se apenas dois personagens: o amado e a amada. É a partir deles que nasce o encontro e as expectativas direcionadas um ao outro.

O título, dirigido ao amigo, faz lembrar as cantigas cavaleirescas medievais onde o amado também era assim chamado. Mais uma vez vemos no trabalho de Hilda a importância do elementos básicos: o eu-lírico se identifica com a terra em oposição a água, que era aquilo que desejava ser.

O tom que vigora nos versos é de sensualidade e de desejo. Aqui não é o amor puro que é invocado, e sim o desejo carnal, a vontade de possuir o outro do ponto de vista erótico.


Autoria: Hilda Hilst

Foto: Google

 

Princípios Que Podem Ser Postos em Prática - Robert Tamasy

Princípios Que Podem Ser Postos em Prática

Por Robert Tamasy

 

Recentemente tive a oportunidade de passar algum tempo com Albert, um amigo de longa data que foi líder no CBMC durante muitos anos. Ele foi o orador convidado de um retiro e falou sobre as coisas que aprendeu sobre a aplicação de princípios bíblicos em seus negócios, bem como em sua vida pessoal. 

 

Albert disse que um dos critérios que a experiência lhe ensinou e mudou sua vida foi: “Deus, em Sua Palavra, nunca irá lhe dar um princípio que não possa ser posto em prática.” E acrescentou: “Quando você segue os princípios bíblicos, nunca erra.” 

 

Essa não é uma declaração sem sentido. Meu amigo continuou, citando exemplos e mais exemplos de momentos em que, mesmo quando parecia contrário a sua intuição, ele escolheu seguir as diretrizes das Escrituras e descobriu, para sua alegria, que elas funcionaram conforme o prometido. Albert não estava dizendo que dar ouvidos aos princípios bíblicos será sempre fácil ou que o resultado será sempre aquele que esperamos, mas como ele comentou: “Um pai amoroso jamais lhe pedirá para fazer algo que não seja bom para você – e o Senhor é o nosso Pai amoroso.” 

 

Isso me levou a pensar: Quais são alguns desses princípios da Bíblia, dados por Deus, que nos asseguram que Ele os estabeleceu tendo em vista o nosso bem? Livros e mais livros poderiam ser escritos sobre este tema, mas aqui estão alguns exemplos que me ocorreram: 

 

Não trabalhamos apenas para nós mesmos.  Iniciamos nossa carreira geralmente pensando em termos de “meu trabalho”, “meu emprego”. Porém, a Bíblia ensina que o trabalho que desempenhamos é parte do nosso chamado divino, e que os talentos e dons que possuímos e até mesmo as oportunidades que surgem em nosso caminho, provêm de Deus. “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.” (Efésios 2:10). 

 

Ter que esperar não faz mal a ninguém.  Muitos de nós somos pessoas voltadas para a ação, e ter que esperar para que objetivos e desejos se cumpram testa nossa paciência até o limite máximo. Porém, se descobrirmos que precisamos esperar, Deus tem uma boa razão para essa espera. “Descanse no Senhor e aguarde por Ele com paciência...” (Salmos 37:7). “Parem de lutar! Saibam que Eu sou Deus!...” (Salmos 46:10). 

 

Dificuldades na vida podem ser degraus para o crescimento espiritual.  Quando encontramos dificuldades somos propensos a explorar alternativas para fugir das circunstâncias. Mas geralmente é no cadinho das adversidades que aprendemos as grandes lições de Deus e somos levados à maturidade espiritual. “...também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou Seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que Ele nos concedeu.” (Romanos 5:3-5).

 

Você não pode exceder a generosidade de Deus.  A generosidade não surge naturalmente na maioria de nós. Apegamo-nos aos nossos contracheques e lucros, raciocinando: “É tudo meu. Eu que ganhei.” Agimos como se dando a outros, mesmo a causas de caridade meritórias, poderia resultar em que ficássemos sem recursos para nós mesmos. Mas II Coríntios 9:7 declara:  “...Deus ama quem dá com alegria.”  Jesus também ensinou que não precisamos nos preocupar com não termos o suficiente: “Deem, e lhes será dado: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem também será usada para medir vocês.” (Lucas 6:38). 

 

 

3.31.2026

Cafezinho – Rubem Braga

 





Cafezinho – Rubem Braga

Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente, e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café.

Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase:

- Ele foi tomar café.

A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um "cafezinho". Para quem espera nervosamente, esse "cafezinho" é qualquer coisa infinita e torturante.

Depois de esperar duas ou três horas dá vontade de dizer:

- Bem cavaleiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho.

Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago:

- Ele saiu para tomar um café e disse que volta já.

Quando a Bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar:

- Ele está?

- alguém dará o nosso recado sem endereço.

Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo:

- Ele disse que ia tomar um cafezinho...

Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão:

- Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí...

Ah! fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar.

Quando vier a grande hora de nosso destino nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.

***

A crônica Cafezinho, de Rubem Braga, integra o livro O conde e o passarinho & Morro do isolamento, publicado em 2002. No texto acompanhamos as reflexões do autor diante de uma situação em que um repórter vai falar com um delegado e precisa esperá-lo por longo tempo, pois o homem havia saído para tomar um cafezinho.

Esse é um bom exemplo de como as crônicas podem abordar assuntos do cotidiano para mergulhar em questões subjetivas e profundas da vida. Assim, é a partir de algo corriqueiro que Rubem nos fala sobre a tristeza, o cansaço, o destino e a morte.

*****

Autoria:  Rubem Braga

Fonte: Cultura Genial

Foto: Google

 

 

O JUMENTINHO VAIDOSO

 








O JUMENTINHO VAIDOSO

Um jumentinho chegou em casa todo contente e disse para  sua mãe:

- Mãe você não sabe como sou querido!!!  Fui a Jerusalém e todo mundo me aplaudiu e gritava:

"Viva, viva, salve, salve..."

 

Então a mãe perguntou:

- Quem você estava carregando?

 

- Ah mãe.. era um tal de Jesus Cristo!!!

 

Então a mãe lhe disse:

- Amanhã volte lá, mas não carregue ninguém.

 

No outro dia o jumentinho foi para Jerusalém e voltou triste...

- Mas, mãe, como pode !?... As pessoas nem me olharam, passei despercebido entre as pessoas, e teve gente que até me enxotou.

 

E a mãe, sabiamente, esclareceu:

- É isso aí meu filho...


...VOCÊ SEM JESUS, É APENAS UM JUMENTO !!

 

LEMBRE-SE SEMPRE DISSO !!

 

Autoria – Desconhecida

Foto – produção

Amavisse - Hilda Hilst

 





Amavisse

Como se te perdesse, assim te quero.

Como se não te visse (favas douradas

Sob um amarelo) assim te apreendo brusco

Inamovível, e te respiro inteiro

 

Um arco-íris de ar em águas profundas.

 

Como se tudo o mais me permitisses,

A mim me fotografo nuns portões de ferro

Ocres, altos, e eu mesma diluída e mínima

No dissoluto de toda despedida.

 

Como se te perdesse nos trens, nas estações

Ou contornando um círculo de águas

Removente ave, assim te somo a mim:

De redes e de anseios inundada.

 

Os versos acima compõem a parte II de uma série de vinte poemas publicados em 1989 sob o título Amavisse. A lírica amorosa de Hilda Hilst, até então pouco conhecida pelo grande público, foi lançada pelo selo Massao Ohno. Mais tarde, em 2001, Amavisse foi reunido com outros trabalhos e acabou por ser publicado numa antologia chamada Do desejo.

O título do poema acima já chama a atenção do leitor, Amavisse é uma palavra latina que, se traduzida, quer dizer "ter amado". De fato, os versos retratam uma paixão profunda, com uma entrega sem fim por parte do eu-lírico.

A composição de Hilda Hilst é altamente erótica, basta reparar nas expressões sensuais utilizadas como "assim te apreendo brusco", "te respiro inteiro". Há um excesso, uma violência, um desejo de posse, de trazer o outro para capturá-lo.

É interessante observar que o poema carrega os três elementos essenciais: fogo, ar e água. O fogo pode ser lido no verso "favas douradas sob um sol amarelo”; o ar e a água são encontrados no trecho “um arco-íris de ar em águas profundas”.

 

Fonte: Cultura Genial

Foto: Google

3.30.2026

O Que Vê Antes de Ver, Vê! - Agilson Cerqueira






Desesperançado 
Óleo Sobre Tela 
Agilson Cerqueira 

O Que Vê Antes de Ver, Vê!

Agilson Cerqueira 


Há momentos em que me detenho à beira de mim mesmo e me pergunto, sem pressa de resposta: o que pesa mais — conhecer ou preservar-se na ignorância do que se poderia saber?

O conhecimento, quando chega, não vem só. Ele arrasta consigo a sombra do que ainda escapa, do que permanece fora do alcance. Saber, por vezes, é abrir uma ferida ou ferir onde antes havia apenas silêncio. É tocar o limite e, ao tocá-lo, perceber o quanto ainda falta.

Então, por defesa ou a falta dela, ignoramo-nos. Não por ausência de capacidade, mas por uma espécie de pacto íntimo consigo mesmo. Um acordo silencioso onde a incompletude não dói — porque não é nomeada.

Mas ignorar, quando não é escolha lúcida, é também uma forma de permanência. Deixar que as coisas sobrevivam em sua forma mais estreita, protegidas de qualquer expansão que as desestabilize. É um abrigo — mas também um confinamento.

E assim seguimos, entre o risco de saber e o alívio de não saber, sustentando essa tensão invisível onde a consciência, às vezes, avança ... e outras, recua para dentro de si.




3.29.2026

Meu Destino - Cora Coralina

 





Meu Destino

Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida…
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida…

Confira também a nossa.

 


Fonte: Cultura Genial

Foto: Google

 

Passando por Mudanças Vocacionais - Por Jim Langley

 

Passando por Mudanças Vocacionais

Por Jim Langley

 

Vários de meus amigos têm lidado com novas direções em suas vidas profissionais. Não são indivíduos que estão simplesmente iniciando uma carreira, mas trabalhadores maduros que muito contribuíram para com suas respectivas companhias durante boa parte de suas vidas. Alguns deles receberam indenizações substanciais, compatíveis com o seu tempo de serviço, mas nem mesmo uma “bolada” pode afastar a incerteza que o futuro guarda. 

 

Nenhum daqueles homens estava pronto para deixar a força de trabalho e ficar em casa vivendo de modo improdutivo. Entretanto, até encontrar uma nova colocação onde empregar suas habilidades e dons profissionais, imagino que por vezes eles se sentirão um tanto perdidos e sem saber que rumo tomar. Isso acontece quando nos sentimos confortáveis com nossa carreira e deixamos de dar atenção ao que Deus planejou para o próximo estágio de nossa vida. 

 

Tendo desfrutado de uma longa carreira como agente de seguros, posso falar a respeito. Bem cedo me tornei consciente de que meu emprego estava frequentemente em risco, já que eu constantemente solicitava permissão para trabalhar com novos clientes em potencial. Durante anos, alimentei essa incerteza, confiando que Deus iria prover os clientes dispostos a trabalhar comigo e confiar a mim seus assuntos financeiros. Em anos recentes, também passei pela experiência de ver Deus me levando a aprimorar minhas aptidões para escrever, embora isso me afaste das atividades de geração de rendimentos. Mesmo assim, por meio de tudo isso, Ele continua a prover para minha família – e eu devo permanecer obediente ao Seu chamado.

 

A Bíblia oferece um dos melhores exemplos de paciência para esperar pela direção de Deus em I Samuel 16, onde um jovem pastor chamado Davi foi ungido pelo profeta Samuel para ser rei de Israel. A partir daquele dia, o Espírito do Senhor estava com Davi, mas ele teve que esperar vários anos antes de assumir formalmente o papel de rei. Nesse intervalo, ele foi caçado pelo rei Saul e seus homens. 

 

Após a morte de Saul, Davi se tornou primeiramente rei de Judá, e mais tarde rei de Israel, em Jerusalém. No total, ele reinou sobre o povo de Deus por mais de quarenta anos. A Bíblia nos diz que Davi era um homem segundo o coração de Deus, e mesmo tendo experimentado momentos de grandes fracassos, permaneceu obediente a Deus até a morte. 

 

Assim como Davi esperou pelo tempo perfeito de Deus para começar seu reinado, nós devemos esperar pacientemente por seja lá o que for que Deus tenha planejado para nossa vida. Em Jeremias 29:11 somos lembrados: “Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar danos, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” 

 

Tenho certeza de que Ele tem um plano para cada um de meus amigos, quer eles venham a trabalhar em uma nova empresa, iniciar seu próprio negócio ou dedicar seu tempo a alguma paixão especial que Deus coloque em seus corações – mesmo que isso signifique que eles tenham que apertar o cinto para fazer frente a suas despesas.

 

Não se surpreenda se algum dia você se encontrar em uma situação semelhante à que esses amigos estão enfrentando, imaginando o que Deus planejou para o próximo capítulo de sua vida. Meu conselho para eles – e para você – é: confie que Ele de fato tem um plano para o seu futuro. Isaías 60:22 afirma: “O mais pequenino se tornará mil, o menor será uma nação poderosa. Eu sou o Senhor; na hora certa farei que isso aconteça depressa.” Esta última frase fez-me tomar consciência de que o tempo de Deus não é o meu tempo, mas aprendi que Seu tempo é perfeito, e todos nós precisamos ser pacientes e nos esforçarmos para ouvir Sua voz enquanto Ele realiza Seu maravilhoso plano em nossa vida, para Sua glória. 

 

Como Provérbios 3:5-6 nos instrui, “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará suas veredas.” Nos é prometido que Deus conhece Seus planos para todos aqueles que nele confiam. Nossa parte, nem sempre fácil, é esperar pelo Seu tempo perfeito!

 

3.28.2026

Poema As Sem-Razões do Amor - Carlos Drummond de Andrade


 





Poema As Sem-Razões do Amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou de mais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Fonte: Cultura Genial

Foto: Google

A cigarra e a formiga - Fábula de Esopo

 

A cigarra e a formiga

A história da cigarra e da formiga talvez seja a mais famosa e difundida fábula de Esopo. A narrativa breve, de apenas um ou dois parágrafos, traz dois animais antagônicos como personagens: a formiga, símbolo do trabalho e do empenho, e a cigarra, representante da preguiça e da displicência. Enquanto a formiga pensou no longo prazo e trabalhou durante o verão para se abastecer no inverno, a cigarra, imediatista, passou o verão a cantar, sem pensar na estação que viria a seguir.

A cada bela estação uma formiga incansável levava para sua casa os mais abundantes mantimentos: quando chegou o inverno, estava farta. Uma cigarra, que todo o verão levara a cantar, achou-se então na maior miséria. Quase a morrer de fome, veio esta, de mãos postas, suplicar à formiga lhe emprestasse um pouco do que lhe sobrava, prometendo pagar-lhe com o juro que quisesse. A formiga, que não é de gênio emprestador; perguntou-lhe, pois, o que fizera no verão que não se precavera.

— No verão, cantei, o calor não me deixou trabalhar.

— Cantastes! tornou a formiga; pois agora dançai.

MORAL DA HISTÓRIA: Trabalhemos para nos livrarmos do suplício da cigarra, e não aturarmos a zombaria das formigas.


Fonte: Cultura Genial

Imagem: Google

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