5.26.2026

Deus Trabalha em Você - Enquanto Você Trabalha Por Robert Tamasy

Deus Trabalha em Você - Enquanto Você Trabalha

Por Robert Tamasy

Você já pensou em seu trabalho como sendo mais do que um emprego? Talvez você esteja entre aqueles que consideram seu trabalho como uma oportunidade ministerial.  Mas você já considerou que o seu trabalho pode ser o lugar onde Deus está trabalhando em você? Keith Welton, um pastor que já passou pelo mundo corporativo, escreveu “Working For Glory: A Theology for Doing Work that Matters” (Trabalhando Para a Glória: Teologia Para Realizar um Trabalho Significativo). Com base nele, também escreveu o artigo “Six Ways God’s at Work in You” (Seis Formas de Deus Trabalhar em Você), que apareceu em desiringgod.org. Tomei emprestados seus pontos mais relevantes e acrescentei minhas próprias ideias.  Basicamente, Welton sugere que Deus usa o ambiente de trabalho para: 

Focar sua fé.  Existem poucos lugares onde sua fé pode ser exercitada com mais vigor do que no trabalho. Quando fazemos planos e eles fracassam, ou mesmo quando excelentes planos apresentam desafios inesperados, geralmente nos pegamos a imaginar:  “E agora, o que fazer?”  Em tempos assim, é útil lembrar a promessa de Provérbios 3:5-6, que nos diz: “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas.” 

Focar seu coração.  É muito importante abordarmos o trabalho com motivação.  Será que o que fazemos visa apenas o rendimento, a obtenção de reconhecimento ou qualquer outra razão egoísta? Ou será nosso desejo honrar a Deus por meio do trabalho, como nos incentiva Colossenses 3:23-24?  “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.”

Focar suas mãos.  Todos nós precisamos de direção, senso de propósito em nossa vida, e o trabalho ajuda a proporcionar isso.  Eclesiastes 9:10, porém, oferece esta grave observação: “O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força, pois na sepultura, para onde você vai, não há atividade nem planejamento, não há conhecimento nem sabedoria.” Por isso, devemos fazer o que podemos, o melhor que podemos, enquanto podemos.

 

Focar seu amor.  Como Gálatas 5:14 nos diz: “Toda a Lei se resume num só mandamento: Ame o seu próximo como a si mesmo.”  E que lugar melhor para encontrarmos o nosso “próximo” e demonstrar o amor de Jesus Cristo a ele – mesmo para os difíceis de amar? 

Focar sua mente.  Todos nós já descobrimos que muitas das práticas e filosofias correntes no mundo empresarial e profissional são contrárias aos ensinamentos da Bíblia. Sendo assim, quando buscamos obter sucesso e avançar no trabalho, também precisamos lutar para ter em mente a verdade de Deus e aplicar princípios bíblicos ao desempenharmos as responsabilidades, enfrentarmos os desafios e as oportunidades que surgem todos os dias. “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2). 

Focar seu testemunho.  O CBMC nos lembra que parte do papel que Deus nos confiou é servir como “embaixadores no mercado de trabalho”, representando Jesus Cristo da mesma maneira que um embaixador representa seu país em terras estrangeiras.  Jesus ordenou a Seus seguidores: “...e serão Minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.”  (Atos 1:8).  Para alguns de nós, “Jerusalém” é o escritório onde trabalhamos. Viajando a trabalho, também podemos ter oportunidades em outras cidades – até mesmo outras partes do mundo. Ao fazermos isso, devemos ter em mente que somos embaixadores de Cristo. 

5.25.2026

O Amor que se vai - Ademilton Batista

Ademilton Batista: O Amor que se vai


Um coração sem amor não deixa rastros

ou dor, iguala-se ao tempo escasso,

quase sem tempo, que passa depressa

como o vento lá fora, sem esperar.


Um mundo sem amor é como um

corpo sem vida, tendo no tempo,

o vazio da emoção. Desvanece,

esquece, ficando a razão.


Dentro, tudo quieto e calmo, sem cor,

quase parado, energia chega, alegria

se vai, como o sopro da tempestade,

que cai ecoando sons fortes, que leva

os medos junto aos raios.


Quando a primavera vem,

a natureza renova-se.

Novos ares, novos tempos,

levando as chuvas e os ventos,

nem tudo é calmaria.

 

As plantas, as flores, as cores e seus

perfumes, mostram-se, exalam-se, 

transformam-se, enchem-se novamente

de esperanças, os corações vazios,

adormecidos, de um sentimento qualquer.


Um coração que insiste sem amor,

endurecido fica, nem o Sol, nem a Lua,

nem o encantamento e calor não há.


Iguala-se ao vento do lado de fora.

Olha, bate, bate se debate na janela,

sem poder entrar.

.

Ademilton Batista

Brasil Bahia Itabuna

Anos - 2013

Do Livro Vencendo o Tempo pg104

Poema premiado no Concurso Nacional de Novos Poetas Sarau Brasil, em 2017, em l
livro impresso Vencendo o Tempo *2020 e, também, o primeiro trabalho do autor Ademilton Batista a receber uma premiação nacional, estreando, assim, as suas próximas participações e premiações em concursos, antologias e declamações pela América do Sul( Venezuela, Colômbia,  Argentina e Chile), Europa, (Itália, Espanha, Portugal) Ásia (Bangladesh, India), e, mais recente em 14/05/2026, foi declamado na Rádio FM, Frequência Mundial. No Programa Hora Mágica, na Cidade de Luana, Angola, África, para o mundo. Muito feliz com desempenho do Poema O Amor Que se Vai ele cumpriu fielmente o seu destino literário.


Autoria: Ademilton Batista

Foto: Produção


Ponto de Leitura: rilvanbatistadeSantana.blogspot.ccom


CAPÍTULO 01 – Novos líderes e o futuro de 10.000 anos - Luis Pedro Novaes





CAPÍTULO 01 – Novos líderes e o futuro de 10.000 anos


A luta entre os universos continuava implacável. O irmão destemido, Frenizet, socava sem parar o corpo de Human Beast; costelas, abdômen, rosto e costas, qualquer parte era um alvo. Infelizmente para ele, os golpes eram absorvidos ou defendidos, e o impacto se transformava em ondas de vibração tão poderosas que abalavam as terras ao redor.

Frenizet tentava desferir socos e chutes continuamente, em uma velocidade superior a um piscar de olhos, porém Human se defendia com os braços. O vilão possuía um corpo musculoso, com a pele grossa e firme, e pernas rígidas que não sacrificavam sua agilidade; ele era tão rápido quanto seu adversário. A velocidade dos golpes crescia a cada segundo, alcançando o limiar da luz.

Freizen, por sua vez, distorcia o espaço e retrocedia alguns segundos no tempo, tentando criar brechas para que seu irmão contra-atacasse, mas boa parte do plano falhava, pois Human parecia prever cada movimento.

Olhares eram trocados em meio ao caos. Sangue vazava dos três combatentes, flutuando brevemente antes de ser expelido pelas ondas de impacto. A intensidade da batalha era tamanha que ninguém conseguia se aproximar.

— E não é que o bebê indefeso sabe dar uns tapas! — zombou Human Beast, cuspindo um pouco de sangue e limpando a boca. Seu sangue era uma mistura exótica de azul e verde, algo nunca visto antes.

— Pois é, nós crescemos! — retrucou Frenizet de forma sarcástica, com um leve sorriso que demonstrava o quanto ele ansiava por mais.

— Para um cara que foi tão castigado pelo próprio universo, seus movimentos não estão nada mal — gritou Freizen, um pouco mais afastado, marcando sua presença e desafiando o inimigo.

— Bom, acho que posso dizer o mesmo de vocês — respondeu Human. — Como está a Terra-01? Já foi destruída pela raça de vocês? — indagou ele, provocando-os com um ódio que atingia níveis monstruosos.

— Ela não foi destruída, foi readaptada — Freizen respondeu secamente, sem qualquer intenção de dar detalhes. — Mas isso não é da sua conta.

— Então não tenho com o que me preocupar. Meus homens já estão encarregados de destruir todas as Terras — rebateu Human com arrogância. — Vocês dois não acharam que eu viria de mãos vazias depois de todos esses anos, acharam?

— Então essa gritaria... são os universos?! — Frenizet indagou a si mesmo, percebendo a tragédia que ocorria enquanto lutavam. — Mas aqueles três estão protegendo-os. Espero que consigam sobreviver.

— Você se refere aos três magos místicos da sua terra? Eles já foram mortos — disse Human Beast, com um tom de satisfação cruel.

— O quê? — Frenizet perguntou, perplexo, tentando processar a informação.

— Quantos anos você acha que eu esperei para atacar? — questionou Human. — Estudei cada um desses universos imundos até traçar o plano perfeito. Isso incluía matar vocês dois e os mais fortes de cada terra, inclusive aquele trio. Foi relativamente fácil eliminá-los; meus homens não tiveram problemas.

"Desgraçado!", pensou Frenizet. "Você vai pagar até a última gota de sangue".

— Você não está pensando em me matar, está? — Human perguntou sarcasticamente, notando que o rosto de Frenizet estava vermelho de fúria.

— Acha que não sou capaz? — retrucou Frenizet com prepotência. — Freizen, você não está cansado, está?

— Eu te pergunto o mesmo — respondeu o irmão.

— Estou em perfeita forma e com poder de sobra para lutar por dias — afirmou Frenizet, fazendo um sinal de positivo com o polegar.

— Então não se preocupe, eu também aguento muito tempo — concluiu Freizen, repetindo o gesto.

— Vou vingar aqueles três, nem que eu morra no processo! — urrou Frenizet. Human Beast apenas gargalhou.

— Então venham tentar, seus supostos deuses! — desafiou ele.

— Vamos, Freizen! Agora! — gritou Frenizet, e seu irmão prontamente se lançou ao ataque.

A luta recomeçou sem pausas para respirar. Frenizet atacava no corpo a corpo enquanto Freizen cobria a retaguarda, criando aberturas estratégicas. Eles se moviam tão rápido que pareciam estar em todos os lugares ao mesmo tempo, e a cada instante o cenário ao fundo mudava, revelando diferentes universos em meio ao caos.

As terras se deterioravam, grandes crateras se formavam e milhões de vidas inocentes eram perdidas. O cenário era de uma chacina: corpos decepados e soldados de Human Beast massacrando quem estivesse no caminho.

Felizmente, após muito tempo, os exércitos das Terras, compostos por humanos e não-humanos, conseguiram finalmente abater as tropas inimigas, mas o custo foi alto demais para qualquer comemoração. O desespero das famílias que perderam tudo era a única reação possível.

Ao perceberem que o exército inimigo fora derrotado, os irmãos sentiram um breve alívio, mas a fúria pelo estrago causado os fez atacar Human com ainda mais vigor. Human, por sua vez, apenas ria da dor deles.

Foram trinta longos dias de combate ininterrupto. Os universos ainda não haviam recuperado nem dez por cento do que foi destruído. Até que, em certo momento, os três pararam. Suas forças haviam se esgotado totalmente. Seus corpos estavam envergados e os rostos inchados, com sangue escorrendo por toda parte.

— Vocês são duros na queda... — ofegou Human, tão exausto quanto os irmãos.

— Olhe pelo lado positivo: quase conseguimos te matar! — Frenizet debochou.

— Se ainda acham que conseguem, tentem! Mas duvido que tenham forças para isso — provocou o vilão, tentando manter sua soberania.

— Freizen, o que faremos? Estamos acabados e não conseguimos finalizá-lo. Precisamos de uma solução agora — sussurrou Frenizet para o irmão.

— Eu já sei o que fazer. Prepare-se! — respondeu Freizen, já com um plano em mente.

— Para sua insatisfação, Human, hoje não será o dia da sua vitória — Freizen retrucou. — Nossa vontade é grande o suficiente para fazer algo melhor do que simplesmente te matar.

Reunindo o último resquício de energia, Freizen projetou uma barreira esverdeada e semitransparente em volta de Human, prendendo-o em um cubo apertado. Era apenas questão de tempo até ele se libertar, mas os irmãos foram mais rápidos.

— Fique tranquilo, vamos te mandar de volta para casa — disse Freizen, com um semblante que misturava justiça, ódio e rancor. — E desta vez, sem volta.

— Podem me mandar embora, mas eu voltarei! — gritou Human Beast. — E da próxima vez, matarei todos os universos, inclusive vocês dois, bebês!

— Então tente... se for capaz!

Em seu último ato de força, Freizen o baniu de volta para a Terra-51. Logo depois, ele separou o universo-51 do círculo astral, isolando-o para que nenhum evento ali pudesse interferir nos outros novamente. Temporariamente, a batalha estava vencida, mas a guerra estava longe de acabar.

Após o confronto, os irmãos ficaram em coma por duas semanas devido à exaustão extrema, recebendo cuidados médicos de ambos os universos. Quando se recuperaram, foram exaltados como heróis e nomeados líderes. Freizen assumiu o 2º universo, batizando-o de Realidade Tecnológica, enquanto Frenizet tornou-se o líder do 3º universo, chamado de Realidade Média.

100.000.000 anos depois da guerra, ano 51 D.g.

O primeiro universo, que outrora era habitado por deuses, tornou-se um lugar simples, onde ninguém mais despertava poderes ou magia. Seus habitantes viviam vidas comuns, exceto por um caso específico. Havia um garoto chamado Jack Park, um nome incomum, pois ele era o único com esse nome no planeta.

Poucos dias após o seu nascimento, seus pais o deixaram com a avó e fugiram, tomados por um medo que nunca explicaram. Jack cresceu sozinho e triste, observando as outras crianças brincando com seus pais, o que lhe causava uma angústia profunda.

Ele sofria de insônia todas as noites e soluços frequentes durante o dia, mal conseguindo se alimentar ou descansar. Sua avó, preocupada, o levava a médicos e terapeutas, mas no fundo sentia que aquele trauma era impossível de curar.

Entretanto, aos cinco anos, sua vida começou a mudar. Duas crianças, Jhenefer e Michel, aproximaram-se dele. A amizade do trio floresceu, e Jack finalmente começou a dormir melhor, os soluços diminuíram e ele passou a se alimentar regularmente. Aos seis anos, ele já se destacava nos estudos e nas atividades físicas. Os três tornaram-se inseparáveis.

Jack conquistava méritos e chegou a ser líder de classe, aclamado por todos, mas sua expressão ainda era fechada às vezes, revelando que as feridas do passado ainda estavam lá, escondidas.

Quando ele estava prestes a completar dezesseis anos, o equilíbrio do trio era perfeito: o temperamento de Jhenefer, a autoestima de Michel e a inteligência de Jack se completavam.

Em uma manhã fria, o telefone tocou. Jack atendeu com um sorriso, sem imaginar quem estaria do outro lado.

— Alô, quem fala? — perguntou ele.

— Alô... Jack Park está? — perguntou uma voz feminina misteriosa.

— Sou eu mesmo. Quem é?

A mulher começou a chorar de forma incontrolável.

— Alô, senhora? Quem é você?

— Eu... sou a sua mãe, Jack.

Ao ouvir aquelas palavras, o mundo de Jack parou. Sua mão fraquejou e o telefone caiu ao chão enquanto ele desabava, em pânico, com os olhos vermelhos e lágrimas correndo sem parar. Lentamente, ele recuperou o aparelho.

— Desculpe, senhora. Deve haver um engano. Eu não sou seu filho! — disse ele, trêmulo.

— Tenho certeza de que não é engano. Você é Jack Park, não é? Eu lhe dei esse nome antes de deixá-lo com sua avó.

Um ódio tremendo começou a consumir o corpo de Jack. Ele cerrou os punhos com tanta força que as articulações estalaram em um som seco. Seu rosto ardia de fúria.

— Você? Você não é minha mãe coisa nenhuma! — gritou ele. — Você é uma pessoa desumana, sem coração, que abandonou o próprio filho sem motivo e sumiu! Se fosse minha mãe, não teria me largado assim que nasci. Uma mãe de verdade cuida do filho nos momentos felizes e tristes! Pais que fazem o que você fez não merecem ser chamados de pais, nunca!

Ele desligou o telefone com tanta força que quase o quebrou. Jack encolheu-se no chão, chorando freneticamente e golpeando o que via pela frente — a mesa, as cadeiras, o piso. Todo o trauma guardado por anos explodiu novamente, da pior forma possível.

 

 

Continua...


Autoria:  Luís Pedro Novaes

Foto: Produção


Itabuna, princesinha do Sul da Bahia.






Documentário: Clóvis Júnior

Foto: Google

YouTube

Patrocínio: SICOOB





BRILHO RECÍPROCO. - Sérgio Brandão









BRILHO RECÍPROCO.


Quando faço  minhas as tuas estrelas

neste meu caminho pela vasta Via,

Lactea eé a sensacão de assim vê-las

quando um ou outro não assim as via.

 

Cada um destes meus sapientes guias

e' parte desta sábia arte de entretê-las.

Sim! Elas também, famosa Três Marias

e até a bucólica chuva sobre as telhas.

 

O pai do universo nos mira muito mais

do que sonhos destas vãs filosofias

diluídas em densos processos mentais.

 

A reciproca e' clara como a luz do dia:

- o brilho destes olhos que admirais

reflete o céu e sua celeste hierarquia.


Autor: Sérgio Brandão

Imagem; Produção

5.24.2026

Solar - Alineci Cardoso dos Santos

 






Solar

Alineci Cardoso dos Santos

Serei pra sempre tua

Mesmo que o tempo cancele os nossos encontros nus

Beijar Te ei a tua face embriagada pelo tempo

Por alguns instantes

Acreditei que dormir em cima dos meus sonhos

 Indelével 

Alineci Cardoso dos Santos

Assim como o amor

Tú és para mim

A chama indelével

Perene,

Que a vida me deu de presente

Nos momentos

Em que conhecemos os segredos dos nossos mais profundos sentimentos

 

 Trancados

A quase sete chaves

Gritavam num prenúncio

Ardente do fogo

Que arde sem doer

Da navalha que corta

Sem ferir

Eu, andarilha

Percorria os meus pensamentos tão teus

Encontros de retinas

A brilhar e negar

Disfarçados pelo medo

Cruel do abandono

Desavisado

Fugitivo?

Ou quiça perdido

Pelos beijos que não roubei?

Tuas pernas se entrelaçam

As minhas

A respiração ofegante

Denuncia

Perde tempo não amor

Raiou

Raiou...

 

Autoria: Alineci Cardoso

Foto: Produção


Ponto de Leitura: rilvanbatistadedsantana.blogspot.com 

Indispensável Como um Celular? Por Robert Tamasy

Indispensável Como um Celular?

Por Robert Tamasy

Como sobrevivíamos sem telefones celulares? Você tem pensado nisso recentemente? Décadas atrás, antes que os telefones celulares se tornassem corriqueiros, essa não era uma preocupação. Se tivéssemos a necessidade urgente de fazer uma ligação, procurávamos um telefone público em algum lugar – uma loja, ou mesmo ao longo das estradas. Se alguém quisesse falar conosco enquanto estávamos numa viagem de carro ou em algum lugar que não tivesse serviço telefônico, simplesmente estava sem sorte.

Hoje, porém, sair do trabalho ou de casa sem um celular, algumas vezes é como se tivéssemos esquecido de colocar um item essencial do vestuário.  Sentimo-nos quase nus. Tenho um amigo que no final da década de 80 se tornou um executivo de vendas de muito sucesso do que era conhecido como Cellular One. Naqueles dias, os usuários precisavam praticamente ser halterofilistas para erguer os dispositivos de comunicações do tamanho de valises, mas o meu amigo os vendia mesmo assim. Hoje, eles cabem facilmente no bolso ou na bolsa.

Telefones celulares, graças aos grandes avanços da tecnologia, se tornaram indispensáveis para nossa vida. Um empresário ou profissional de sucesso sem um celular é como um veículo motorizado sem pneus - não funciona muito bem – nem eles. Mas, na realidade, buscar integrar a nossa fé no ambiente de trabalho sem ter uma Bíblia à mão como recurso também não é recomendável.

 

Tempos atrás alguém me ofereceu uma cópia de um breve artigo escrito pela conhecida fonte “Anônimo”, o qual pergunta: “O que aconteceria se tratássemos nossa Bíblia como tratamos nosso celular?” Considere:

 

- E se carregássemos nossa Bíblia para toda parte, nas bolsas ou nos bolsos?

- E se a checássemos várias vezes ao dia?

- E se voltássemos para buscá-la caso a esquecêssemos no trabalho ou em casa?

- E se a usássemos para receber mensagens de texto?

- E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?

- E se a déssemos de presente aos membros da família?

- E se dependêssemos dela sempre que viajássemos?

- E se a usássemos em caso de emergência?

A Bíblia não é um livro religioso; é o manual para o viver e o trabalhar diário. Deus a deu para nos guiar nas oportunidades, decisões e desafios do cotidiano. Aqui estão alguns exemplos do seu valor:

Ela é fonte de sabedoria. Entre os muitos valores bíblicos necessários para o sucesso e liderança, nenhum é mais importante do que a sabedoria  para ajudar a “experimentar a sabedoria e a disciplina; a compreender as palavras que dão entendimento; a viver com disciplina e sensatez, fazendo o que é justo, direito e correto.” (Provérbios 1:2-3).

Ela é fonte de orientação. Quando perguntamos o que fazer, como fazer e por que, a Bíblia nos dá respostas: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” (II Timóteo 3:16-17).

Ele é fonte de sucesso. Todos nós procuramos um caminho claro para o sucesso. A Bíblia promete provê-lo: “Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido.”  (Josué 1:8).

 

Questões Para Reflexão ou Discussão 

 

1.   De um a dez, o quanto você depende do seu celular? Que diferença faria se fosse trabalhar sem dispor de um celular sempre à mão?

2.   Você já esqueceu seu celular em casa ou no trabalho? Como se sentiu?

3.   Você pode se imaginar aplicando os mesmos princípios sobre a dependência da comunicação com o celular e tornar-se dependente da Bíblia? Explique sua resposta.

4.   Que papel tem a Bíblia num dia típico de trabalho para você? Você pensa em torná-la mais importante em suas atividades e decisões diárias? Por quê?

Nota:  Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Salmos 119:9-11, 105;  Efésios 2:8-10;  Mateus 4:4;  João 17:17;  Hebreus 4:12.

A velha cidade guerreira – Crônica de João Ubaldo Ribeiro

A velha cidade guerreira – Crônica de João Ubaldo Ribeiro

Fico olhando este pedaço de rio, agora tão diferente do que vi da outra vez em que estive aqui. Não é uma diferença física, exceto talvez por um detalhe ou outro, que eu não lembraria, de qualquer forma. Olho muito para o rio, detido à sua beira e recordando as histórias que me contaram daquela vez. Dentro dessa água escura e gélida, me disseram então, havia lâminas afiadas e outros aparatos diabólicos, destinados a matar quem quisesse passar para o lado de cá, nadando abaixo da superfície. Acolá, o bunker de Hitler, a poeira do muro esboroado, quepes de oficiais do Pacto de Varsóvia empilhados entre pedaços de pedra e argamassa como frutas numa feira, meninos saltando ruidosamente sobre um cordão de isolamento desmoralizado. Em outro ponto, mementos simples de alguns dos que foram assassinados na passagem, grupos de turistas, motoristas de ônibus entediados, árvores circunspectas que talvez tenham estado ali, em sua verde indiferença, antes de qualquer um de nós nascer e certamente continuarão lá, como o rio e os acontecimentos naturais, depois que todos nós morrermos.

Volto à beira d’água, sofro um acesso de filosofia barata — a única de que sou capaz. Sim, não se passa duas vezes pelo mesmo rio. Colaboro com o bom Heráclito, autor deste velho pensamento, e acrescento, me sentindo meio com vontade de não estar em lugar algum, que tampouco se vê o mesmo rio duas vezes. Agora, neste sítio, os restos despedaçados de tanta História substituem, entre camelôs e japoneses sorridentes, a atmosfera espessa, quase sólida, que aqui encontrei da outra vez. O que existiu realmente existiu? Algo importa além do presente? Há realmente uma História, somos de fato herdeiros de alguma coisa, ou somos eternos construtores daquilo que a memória finge preservar, mas apenas refaz, conforme suas variadas conveniências, a cada instante que vivemos?

De qualquer maneira, mesmo que eu continue aqui, com ar de bobo, Heráclito num canto da cabeça e Parmênides no outro, a História, vamos e venhamos, é ridícula. Espécie atrasada, a nossa, animais primitivos. Malgrado meu, o acesso filosófico se renova. Lembro o velho Werner Jaeger, cujo Paidea li febril, ainda adolescente, e me pergunto se efetivamente aprendemos alguma coisa. Por que tanto se matou e tanto se mata? Que se conseguiu com tudo isto que presentemente me rodeia, tudo tão grávido das tragédias de que foi testemunha e é monumento — ao mesmo tempo tão vazio e leve como o piquenique dos meninos, ali em frente?

Um velho comunista amigo meu, também escritor, me deu um telefonema perplexo, quando o muro começava a desaparecer e as novas da Europa Oriental nos atropelavam a cada hora. Durante décadas, ele amargou todo tipo de perseguição, ostracismo, prisão, clandestinidade, exílio, perdas humanas e materiais. Assim como ele, que pelo menos está vivo e sadio, milhares e milhares de outros brasileiros, milhões e milhões de outros homens e mulheres pelo mundo afora, uns à esquerda, outros à direita. A troco de quê? — me perguntava ele. A troco de quê, tanto sofrimento, tanta desilusão, tantas mortes, torturas e angústias? Que se obteve por via de tanto rancor e ódio, tantos corações amargurados, tantas famílias destruídas, tantos jovens que não tiveram tempo de viver, tanta coisa em que, se formos pensar muito, não poderemos conter a náusea e a angústia?

Não soube responder-lhe, claro. E saberia menos ainda, aqui nesta velha cidade guerreira da Prússia, olhando esta água, estas cruzes, esses nomes inscritos em pedra e ferro, esse muro sinistro, esse bunker assombrado, a outra Berlim do lado oposto, que em breve não mais será a outra, como esta não será mais a mesma. Imaginava, antes de chegar aqui, que seria tomado por um sentimento de alegria, euforia mesmo, ao rever este pedaço de Berlim soprado pelos ventos da abertura, da liberdade. Mas o contrário acontece. Penso em minhas andanças pela cidade e, embora continue gostando muito dela, reconheço que não é mais tão afável e amena quanto antigamente. Os visitantes do Leste aglomerando-se, como crianças deslumbradas, nas ruas, lojas, estações e praças, parecem irritar muito os berlinenses deste lado — a vida passou, talvez, a se afigurar desarrumada, quase caótica. As pessoas, em vez de visitadas, se sentem invadidas. O outro não é mais irmão, seja por nacionalidade, seja por comum humanidade. O outro é um intruso, cuja fala, modos e fraquezas são inaceitáveis. A solidariedade, antes retórica, hoje há que ser concreta e, de novo, a distância entre as palavras e os atos se mostra bem maior do que previam o discurso abstrato e a emoção vicária. O que está acontecendo não é o que tanto se queria? Queria-se mesmo? Como tudo parecia fácil antes de o muro cair, como surgem dificuldades agora — será que a Humanidade nunca acerta?

Não tenho medo dos alemães, como tantos dizem ter, até mesmo muitos alemães com quem converso. Não tenho medo da velha cidade guerreira. Mas tenho medo de gente em geral e resolvo sair deste lugar aonde vim passear, antecipando sentimentos tão diversos dos que abrigo neste instante. Vou para o ponto de ônibus, passo por um grupo de aspecto tímido, homens, mulheres e crianças carregando sacolas e falando baixo. “Polen”, resmunga uma mulher junto a mim, com um olhar antes muito raro aqui, e acrescenta qualquer coisa que não entendo, mas de que tenho certeza de que não gosto. Resolvo que estou pensando bobagens demais, entro no ônibus, retribuo o sorriso de uma velhinha de chapéu festivo e decido que, no caminho de casa, vou descer na Adenauerplatz, para dar uma espiada nos canteiros de flores, que este ano apresentam aos passantes atentos umas tulipas que só vocês vendo.


Autoria: João Ubaldo Ribeiro
Foto: Google

5.23.2026

 


Caro Rilvan,

Não vou ficar usando este espaço, tão conceituado, para ficar aplicando réplicas e tréplicas, os leitores não merecem isso. Mesmo magoado, já tinha virado a página. Usei a palavra justiça como uma argumentação na tentativa de fazê-lo reconhecer seu erro, mas jamais chegaria a este fim. Respeito muito você, sei da sua retidão, constatada ao longo do nosso tempo de convívio. Também sei que, às vezes, é difícil admitir o erro, mas você errou, não sei se de maneira intencional ou por ignorância.

Você publicou nossas conversas do whatsapp sem minha autorização, você cometeu um ato ilícito, e, se você cometeu um ato ilícito, você ultrapassou os limites éticos. Você tem que reconhecer.

 

        Publicação de conversas do whatsapp sem autorização é crime

Publicar conversas do WhatsApp sem autorização é considerado um ato ilícito civil no Brasil. A prática configura violação de privacidade, podendo se enquadrar como Divulgação de Segredo (Artigo 153 do Código Penal). Além da pena de detenção ou multa, quem divulga pode ser obrigado a indenizar por danos morais. 


Ética no contexto jurídico

A ética no contexto da justiça é o conjunto de princípios universais e valores morais que fundamentam o Direito, orientando a conduta humana para o bem comum e a equidade. Enquanto a lei determina obrigações legais, a ética atua como base moral, sendo o "cimento de sustentação" social que guia a aplicação justa das normas.

 

Ética no contexto filosófico

Na filosofia, a ética (também chamada de filosofia moral) é a área que estuda os fundamentos, valores e princípios que orientam o comportamento humano. Ela vai além do senso comum para questionar o que é o bem, o mal, a justiça e como devemos viver em sociedade. 


Destaques

Autorressuscitação durante um ataque cardíaco.

Autorressuscitação durante um ataque cardíaco.   Por favor, invista dois minutos do seu tempo e leia isto:    1.  Suponha que às 19h25 voc...

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