Ademilton Batista: O Amor que se vai
Um coração sem amor não deixa rastros
ou dor, iguala-se ao tempo escasso,
quase sem tempo, que passa depressa
como o vento lá fora, sem esperar.
Um mundo sem amor é como um
corpo sem vida, tendo no tempo,
o vazio da emoção. Desvanece,
esquece, ficando a razão.
Dentro, tudo quieto e calmo, sem cor,
quase parado, energia chega, alegria
se vai, como o sopro da tempestade,
que cai ecoando sons fortes, que leva
os medos junto aos raios.
Quando a primavera vem,
a natureza renova-se.
Novos ares, novos tempos,
levando as chuvas e os ventos,
nem tudo é calmaria.
As plantas, as flores, as cores e seus
perfumes, mostram-se, exalam-se,
transformam-se,
enchem-se novamente
de esperanças, os corações vazios,
adormecidos, de um sentimento qualquer.
Um coração que insiste sem amor,
endurecido fica, nem o Sol, nem a Lua,
nem o encantamento e calor não há.
Iguala-se ao vento do lado de fora.
Olha, bate, bate se debate na janela,
sem poder entrar.
.
Ademilton Batista
Brasil Bahia Itabuna
Anos - 2013
Do Livro Vencendo o Tempo pg104
Autoria: Ademilton Batista
Foto: Produção
Ponto de Leitura: rilvanbatistadeSantana.blogspot.ccom
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