5.23.2026

A Ligação Entre Paz e Sucesso Real - Jim Langley

A Ligação Entre Paz e Sucesso Real

Por Jim Langley

O falecido John Wooden tornou-se um homem cujo nome era sinônimo de sucesso. Tendo conquistado 10 campeonatos da liga nacional de basquete masculino universitário, é fácil ver porque seu “Pyramid of Success” (A Pirâmide do Sucesso) serviu como ferramenta de ensino não apenas nos esportes, mas também nos negócios.

Se examinarmos os princípios que formaram o modelo de Wooden para o sucesso, podemos ver cada um dos tijolos operando para complementar o outro na construção de uma equipe. Um dos meus livros prediletos foi escrito pelo treinador Wooden com Jay Carty, “Coach Wooden, One-on-One” (Treinador Wooden, Um a Um).  Ao longo dos anos, ele se tornou para mim mais do que um recurso devocional - a maravilhosa reflexão de um homem que jamais encontrei, e contudo acabei por conhecer muito bem através de suas conversas com o coautor Jay Carty.

O sucesso é impalpável; o que ele realmente representa tem significados diferentes para cada um de nós.  Aqui está um vislumbre do que é sucesso,  visto através dos olhos de Wooden:

Ele afirmou: “Sucesso é a paz de espírito que resulta da satisfação interior de saber que você fez o seu melhor para se tornar o melhor que você é capaz de ser.” É interessante notar, que a citação não faz menção a vencer, ganhar riqueza ou fama, obter honrarias ou terminar com mais ganhos do que perdas. Ele também não faz restrições quanto ao tempo para se alcançar sucesso. Isso porque o Treinador Wooden considerava o sucesso como sendo um processo de toda uma vida.

Na Bíblia, descobrimos uma perspectiva sobre sucesso similar. Davi, o rei de Israel, não era perfeito, mas está escrito que ele era um homem segundo o coração de Deus. Ao final de seu reinado, Davi deu instruções a Salomão, que o sucederia e construiria um templo para Deus. Em I Crônicas 22:13, Davi disse a seu filho: “E você prosperará (terá sucesso) se for cuidadoso em obedecer aos decretos e às leis que o Senhor deu a Israel por meio de Moisés. Seja forte e corajoso! Não tenha medo nem desanime!”

Paz não tem nada a ver com riqueza, status ou qualquer coisa tangível. É aquela impalpável segurança que nos permite saber que estamos agradando ao nosso Deus e que um dia Ele nos dirá: “Bem-vindo, Meu servo bom e fiel!” Aqui estão algumas coisas que a Bíblia nos diz sobre paz:

A paz é inabalável. Circunstâncias externas não podem quebrar a paz interior que experimentamos quando colocamos nossa fé e confiança em Deus. “Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em Ti confia.” (Isaías 26:3).

A paz é produto da oração. Por que não experimentamos paz em nossa vida? Talvez porque não a pedimos a Deus. “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.”  (Filipenses 4:6-7).

A paz é prometida. Cultivar um relacionamento com Jesus, tanto na nossa vida pessoal quanto profissional, proporciona uma paz que o mundo que nos cerca desconhece. “Deixo-lhes a paz; a Minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo.”  (João 14:27).

 

Questões Para Reflexão ou Discussão 

 

1. Qual a sua definição de sucesso? Ela envolve derrotar a concorrência, avançar profissionalmente ou ganhar mais dinheiro? Explique sua resposta.

2. Na citação do Treinador Wooden, ele fala sobre sucesso em termos de paz de espírito e satisfação em ter feito o melhor. Como você reage a esse ponto de vista?

3. O que o sucesso – e paz – tem a ver com manter um relacionamento com Deus?  Você concorda com essa conclusão?  Por quê?

4. Você já experimentou paz através do relacionamento com Deus, através de Jesus Cristo – um relacionamento que permanece apesar dos desafios e problemas do dia a dia? Explique como é isso para você.

Nota:  Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Gênesis 39:23; I Samuel 18:14; I Crônicas 22:11-13; Eclesiastes 10:10; Josué 1:6-9.

 

 

Carta para Aglson - Rilvan Santana


Estimado Agilson Cerqueira:

Há um ditado popular que, quer conhecer o outro, dê-lhe dinheiro e poder. Fiquei decepcionado com sua conduta, diria desrespeitosa e presunçosa, falar de justiça e direitos, para quem sempre foi extremamente ético, é um acinte e falta de consideração. Eu sou tão correto que esta semana, recebi do Google mais de R$ 8.000, 00 (oito mil reais), pela segunda vez por ter removido um blog meu por falsa suposição de uma figura imoral.

Não fui eu que configurei o “Ponto de Leitura”, desembolsei meus parcos R$ 800,00 (oitocentos reais), não disse nada a ninguém para não constranger e não aceitar o convite para compartilhar, visto que não tem receita, é mais por amor à arte.

A.C. pode ser Antônio Carlos, Anselmo Carvalho, Agildo Conceição... O senhor foi para o Facebook falar de ilicitude e falta de ética, no mínimo é leviandade profissional, é não considerar um colega de mais de 40 anos de comportamento probo e, que jamais maculou a profissão de ensinar.

Já notei que tem humildade “Zero”, presunçoso nas pequenas coisas, em qualquer profissão quanto mais se atinge o ápice, mais modesto se torna. Tudo que fiz até agora (pouca coisa), agradeço a Deus que me deu o dom da vida e alguns neurônios pra pensar.... Nós não somos nada sem Deus. Um amigo dileto, ele foi visitar sua mãe, agora, dia 10, no dia dela, em Ilhéus e depois que almoçou em festa deu um infarto fulminante e lá ficou.

Achei um acinte mandar retirar a minha crônica “IA”, acabou o tempo da censura, escrevo para muita gente, só no Facebook 5.000, afora os grupos que participo e o Recanto das Letras, que tenho lá textos com mais de 10.000 visualizações.

Eu observei que as poetisas de Ibicaraí não deram resposta, pois absorveu o comando.


    Bem, o aplicativo está aí não é meu é do blogspot se quiser ficar publicando fique à vontade, só “desamiguei” do Facebook, pois lá publico todos os dias e ser chamado de “ilícito” e “antiético” é demais...  Atenciosamente, Rilvan Santana – Itabuna,22 de maio de 2026

 

 





5.22.2026

O Segredo do Verdadeiro Gênio Por Jim Langley

 

O Segredo do Verdadeiro Gênio

Por Jim Langley

Um dos meus programas de televisão favorito é Scorpion.  Nesse seriado um grupo de pessoas geniais, porém socialmente ineptas,  é contratado pelo Departamento de Defesa para solucionar problemas potencialmente catastróficos. Elas são muito inteligentes, embora sua habilidade no trato com as pessoas geralmente deixe a desejar. O aspecto fascinante de cada episódio da série é que cada um desses gênios tem sua área própria de habilidade, porém, quando combinam essas perícias, a sinergia e a soma coletiva de sua genialidade solucionam problemas incrivelmente complexos e desafiadores. 

Ao contrário de muitos programas de tevê nos quais os conceitos apresentados desafiam a compreensão e exigem dos expectadores que ponham de lado sua incredulidade, o conceito fundamental de Scorpion, além de ser bastante divertido, contém muito valor prático para a vida real  - especialmente para o ambiente de trabalho. 

Vemos uma demonstração disso diariamente em nosso cenário empresarial e profissional. Nossas organizações podem contar com superestrelas – indivíduos muito talentosos que se destacam em termos de realização e produtividade. Mas até mesmo essas pessoas poderiam não ter o desempenho que têm sem as habilidades e contribuições de muitos outros indivíduos. O autor e orador Tim Sanders resumiu muito bem esta verdade durante uma conferência a que assisti. Ele disse que gênio é um esporte de equipe. 

Há um ditado que você já deve ter ouvido que diz: Você vence com pessoas. Ele se encaixa nessa ideia de gênio, seja no trabalho ou numa equipe de atletismo e até mesmo em família. Se você coloca as pessoas certas nos lugares certos, fazendo as coisas certas, as chances de sucesso são muito maiores. Raramente se vê ou ouve falar sobre alguém dando suporte a um indivíduo que trabalhe em total isolamento, sem a assistência de ninguém mais. 

Esse conceito é endossado pela Bíblia em inúmeras passagens, incluindo I Coríntios 12, que usa a metáfora do corpo humano para ensinar porque a colaboração, como num time, é importante. O apóstolo Paulo escreveu: “Se todo o corpo fosse olho, onde estaria a audição? Se todo o corpo fosse ouvido, onde estaria o olfato? De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a Sua vontade.” (I Coríntios 12: 17-18). 

Pode ser uma armadilha concentrar toda a atenção nos indivíduos de maior realização negligenciando as contribuições indispensáveis das pessoas que trabalham por trás dos bastidores ou que fazem o trabalho enfadonho para que os executivos, vendedores e outros líderes possam desempenhar com excelência o que fazem de melhor.  

Um dos grandes princípios das Escrituras é encontrado em Eclesiastes 4:9-12, que nos lembra: “É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa pelo trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!...Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se.  Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade.”

Portanto, a questão é simples: Se você quer maximizar a inovação em sua organização, se deseja criar um ambiente onde o verdadeiro gênio seja encorajado e tenha chance de florescer, abrace e alavanque os talentos das outras pessoas. Como alguém já observou sabiamente, nenhum de nós é tão esperto quanto todos nós juntos.  

Questões Para Reflexão ou Discussão  

1.   No contexto do ambiente de trabalho, como você descreveria um “verdadeiro gênio”?

2.   Como tem sido sua experiência na observação da forma como as realizações e contribuições de pessoas talentosas são melhoradas ou multiplicadas através do esforço de outros?

3.   Você já alcançou sucesso, além do esperado, em um projeto ou empreitada, em parte porque outras pessoas deram sua contribuição?

4.   Você concorda que a comparação bíblica que mostra como as diferentes partes do corpo humano participam do funcionamento saudável do organismo pode se aplicar a uma empresa ou organização? Por quê?

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 11:14; 15:22; 22:29;  27:17; Romanos 12:3-8. 

Diário de um homem de Letras - João Ubaldo Ribeiro

Diário de um homem de Letras

João Ubaldo Ribeiro 

Que frase de Proust me ocorreu, enquanto distraidamente fazia a barba? Nenhuma, muito menos um verso de Mallarmé (preciso decorar um urgentemente, sou amigo do poeta Geraldo Carneiro e passo muita vergonha com a erudição dele). Mas aproveito que ainda não amanheceu e taco um verso – ou dois, não me lembro bem – de Byron, que decorei na remota juventude, para impressionar as moças (não impressionei, mas, quem sabe, agora talvez impressione as velhas). “Twixt night and morn, upon the horizon’s verge, Life hovers like a star.” “Entre a noite e a manhã, sobre a orla(1) do horizonte, a Vida paira como uma estrela.” Não sei bem a que isso se aplica no momento, mesmo porque, apesar de estar tudo escuro aqui no terraço, não há nenhuma estrela à vista. Mas não fica bem para um homem de letras começar um trecho de diário sem lembrar uma frase ou verso ilustre, a reputação requer um constante burnir. Necessário achar imediatamente meus dicionários de citações, para me lembrar repentinamente de pérolas literárias e poder manter este diário. Quem pensa que a vida do homem de letras é mole está muito enganado.

Esperar clarear, para andar no calçadão. Quando me recomendou arejar o juízo andando no calçadão, meu combativo analista me disse: “Você vai fazer uma coisa que vai mudar a sua vida.” Como todo mundo, principalmente escritor, quer mudar de vida, topei. De fato mudei, agora fico bestando, esperando clarear para andar no calçadão. E ando no calçadão, é óbvio, onde sou regularmente humilhado pelo capenguinha. Pensar em alguma observação inteligente para fazer a respeito disso.

Andando no calçadão. Continuo não gostando, mas creio que já posso considerar-me um veterano. Ou pelo menos não sou mais um iniciante, já tenho conhecidos e já fico de olho para a hora em que duas moças, esplêndidas como potrancas, passam em corridinha leve, com os coroas a cochichar “ai, meu tempo”. E a moça de bicicleta e short meio saiote ao vento, ai meu tempo. O capenguinha, desta vez, passou na direção oposta, não houve humilhação, mas o tempo provaria que eu devia ter prestado mais atenção a seu olhar malquerente. O pessoal do programa saúde continua nos quiosques, rebatendo a noite com uma cervejinha e uns cigarrinhos. Cogito em, desta vez, encurtar a jornada, mas manda o brio que prossiga até a lata de lixo do Arpoador (haverá nisso algo de metafórico?) que marca a metade de meu percurso e, além de tudo, ia tomar um esbregue do analista. Recebo uma beijoca de uma senhora encanecida, que se confessa minha fã. Emocionado, fecho os olhos e penso que foi a moça do saiote. Agradeço penhoradamente e sigo em frente glorioso. O senhor que corre com a cara de quem acaba de perder cem mil reais no bingo me cumprimenta, o cidadão que caminha como quem está fazendo cocoricocó também. E o capenguinha, com toda a certeza só para me chatear, passa por mim. Deu a volta apenas pelo gostinho de me ultrapassar, o miserável. Mas retorno sem maiores incidentes. Ao atravessar a avenida para tornar à casa, topo com Zé Rubem Fonseca, barbado e embuçado, que finge que não me vê. Deve ter ingressado na carreira de crítico literário. Ou então deve ter acatado um conselho do analista dele. Deixo-o em paz. Mais tarde telefono e digo a ele que meu computador é maior que o dele. Isso mata o bicho. 

Ler jornais. Seqüestro, estupro, bala perdida, o vírus Ebola vem aí qualquer hora dessas, tudo faz mal, morreu mais um sujeito de minha idade. Destaque para o futebol japonês, que, aliás, também aparece destacado na TV. Claro que eles serão campeões do mundo assim que entrarem numa Copa. Elementar: vão poder substituir o time inteiro o tempo todo sem ninguém notar, vai ser uma canseira geral no Ocidente. Ao diabo com os jornais, chega de assombração, vamos trabalhar, que a vida é breve.

Primeiro o expediente. Dois fax ( faxes ? Pensando bem, esqueçam que perguntei, chega de gozação com a minha condição de acadêmico). Dois esse negócio que chega pelo fio do telefone, ambos do Ministério da Cultura e ambos endereçados a João Ubaldo Ribeiro Filho. Respondo ou não respondo, já que não sou João Ubaldo Ribeiro Filho (e, aliás, prefiro João Ubaldo de Oliveira, já estou mais acostumado)? Opto por não responder, não quero assumir falsa identidade. Além disso, essa coisa de João Ubaldo Ribeiro Filho pode não cair bem com minha mulher. Fax à cesta. Que mais? Diversos convites para trabalhar de graça, como sempre. Convites à cesta. Originais que querem que eu leia. Não leio, mas não tenho coragem de atirá-los à cesta e ponho-os na pilha piramidal que já me entope o gabinete e já me rendeu ameaças de divórcio. Cartas a responder. Respondo depois.

Trabalhando em mais uma obra-prima. Quanto mais escrevo, mais difícil fica. Talvez deva dar outra andada no calçadão, antes de pegar nisso. Não, não, nada de correr da presa, ao trabalho. Além disso, como tomar um uísque escondido no Diagonal, no fim da manhã, sem muita culpa? Não, senhor, escrever. Que coisa mais besta, esta, o sujeito sentado aqui, escrevendo uma porção de histórias que nunca aconteceram, sobre gente que nunca existiu. Um amigo meu, quando me queixei, me disse que não fui eu quem inventou isso, que, desde que o homem aprendeu a escrever, escreve histórias. Ou até antes de escrever, como no caso de Homero. Portanto, não tem nada de ficar questionando, tem é de sentar aqui em frente ao monitor e mandar ver. Mando ver, saem umas mixariazinhas desconsoladas. Amanhã eu conserto, ou então depois de amanhã. Mas ninguém pode dizer que não trabalhei, Deus é testemunha. Uísque no Diagonal.

Uísque no Diagonal, na companhia de Rosa Magnólia, Zé Fuzileiro, Carlinhos Judeu, Paulinho Cachoeira, Toninho Plutônio, Tião Cheiroso, Rubem Magistrado, Geraldinho CD e outros renomados membros de minha patota. A vida é bela. Papo de alto nível, hoje versando sobre comida baiana. Saio intelectualmente renovado.

 A tarde passa fugaz, abate-se o atro véu da noite sobre meu terraço. (Podia dizer que essa frase é de alguém, mas tem leitor chato que vai pesquisar e depois me escreve espinafrações.) Vou procurar os dicionários de citações. Não, não vou, amanhã eu procuro. Em lugar disso, um passatempo intelectual, digno de um homem de letras. E assim, diante do computador, clico o mouse no ícone  Games e inicio uma desafiante paciência de baralho. Aquela mais difícil, que requer raciocínio, é claro.

(1) Espero a gratidão dos leitores, por não haver utilizado a palavra “fímbria”.

 O texto acima foi transcrito da coluna dominical de O GLOBO/1995.  (Publicado posteriormente no livro “O Conselheiro Come”, Editora Nova Fronteira – Rio de Janeiro, 2000, pág. 62).


Autoria: João Ubaldo Ribeiro

Foto: Google

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