5.12.2026

DISCURSO DE LANÇAMENTO DA REVISTA GURIATÃ Nº 7 - Clóvis Silveira Góis Júnior (*)

 

DISCURSO PROFERIDO NA SOLENIDADE DE LANÇAMENTO DA REVISTA GURIATÃ Nº 7. – Por Clóvis Silveira Góis Júnior

Deixe um comentário / Produção Literaria / Por Maria Vitoria

    A cada lançamento de uma Guriatã, a sexta arte se enriquece. Aqui, a literatura grapiúna é representada por uma plêiade de intelectuais que, após imergirem em um processo cognoscitivo e sapiencial, exteriorizam, por meio da escrita, sua maneira de entender o mundo. Não o fazem apenas como forma de registro factual ou histórico, mas com elegância, espontaneidade, graça, estilo, suavidade e coesão. Os saberes alitanos são, assim, anualmente transmitidos a insignes e ávidos leitores — aqueles que não se satisfazem com escritos rasos, ordinários e transitórios.

    A serventia de uma boa leitura é extraordinária: nutre o intelecto, regala o coração, acalenta a alma e promove agudeza de espírito. É quase um presente divino! Asseguro aos presentes que as confreiras e os confrades da Academia de Letras de Itabuna, cientes de tamanha responsabilidade — quase um sacerdócio —, continuam a produzir textos condizentes com essa expectativa. Sem falsa modéstia, o material publicado em nossa revista é a fina-flor da literatura sul-baiana.

    Em tempos de leitura fast food, de textos rasteiros, de polarização política, de pensamentos engessados por ideologias, de extrema mornidão e acomodação intelectiva e de elogios à parvoíce, certamente o leitor da Guriatã assemelha-se a um tuaregue diante de uma cacimba de água fria.

    A nossa revista é obra seminal da literatura grapiúna, servindo, inclusive, para estimular e moldar novos escritores, ao dar azo a criativas e refinadas produções.

    Abarcando uma pluralidade de gêneros literários, as produções desta sétima edição são chanceladas por alitanos.

    Publicamente, agradeço e enalteço a participação de Ceres Marylise, de Maria Luíza Nora (Baísa) e de Raquel Rocha, conspícuas alitanas que compõem o nosso Conselho Editorial.

    Ceres, “compartilhar é palmilhar o mesmo caminho e chegar juntos ao destino desejado.” Baísa, “em cada entrega, reafirmamos nosso compromisso.”

    Raquel, “acima de todas as liberdades, dê-me autonomia!”

    Confreiras do Conselho Editorial, as palavras que lhes dedico são: compartilhar, entrega e autonomia

    Desejo uma leitura proveitosa e prazerosa. Clóvis Silveira Góis Júnior (Diretor da Revista)


Clóvis Silveira Góis Júnior (*)

Casado com a pedagoga Iara Souza Setenta Góis, com quem tem dois filhos: Felipe Setenta Góis e João Marcos Setenta Góis. Servidor público federal da Justiça do Trabalho há 38 anos. Graduado em Administração e licenciado em História, diretor da Revista Guriatã (2024/2026) e membro titular do IGHB – Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Administra o perfil @historiagrapiuna. Publicou três livros: “A Gênese do Adventismo Grapiúna”, “Sequeiro do Espinho: passos de um conflito” e “A história de Itabuna em 1.300 eventos cronológicos e ilustrados”.
Na Academia de Letras de Itabuna – ALITA ocupa a Cadeira 34, tendo como patrono Jorge Calmon Moniz Bittencourt.


Ponto de Leitura: rilvanbatistadesantana.blogspot.com

5.11.2026

Para Sempre - Carlos Drummond de Andrade











Para Sempre

Carlos Drummond de Andrade

que as mães vão se embora?

Mãe não tem limite,

é tempo sem hora,

luz que não se apaga

quando sopra o vento

e chuva desaba,

veludo escondido

na pele enrugada,

água pura, ar puro,

puro pensamento.

Morrer acontece

com o que é breve e passa

sem deixar vestígio.

Mãe, na sua graça,

é eternidade.

Por que Deus se lembra

- mistério profundo -

de tirá-la um dia?

Fosse eu Rei do Mundo,

baixava uma lei:

Mãe não morre nunca,

mãe ficará sempre

junto de seu filho

e ele, velho embora,

será pequenino

feito grão de milho.


Fonte: Cultura Genial
Foto: Google

Como Fugir da Inquietação e da Tensão - Ken Korkow

 

Como Fugir da Inquietação e da Tensão

Por Ken Korkow

Para onde quer que olhemos nós vemos situações difíceis, tensão, medo e novas crises quase que a cada minuto.  Forçados a viver e trabalhar num ambiente tão opressivo, podemos nos tornar sobrecarregados com a  ansiedade ou  adotar medidas proativas para minimizar as influências externas sobre nós.  Eu escolhi a última opção.  Vejam o que estou fazendo:

Em primeiro lugar determinei que não vou gastar energia com coisas que não posso influenciar.  Sentir-se desamparado é uma emoção bastante debilitante. Sendo assim, sempre que tomo consciência de que as coisas estão além do meu controle, escolho não perder tempo me angustiando com elas.

Meu segundo passo é, na verdade, o reverso do primeiro.  Eu me empenho em exercer influência em áreas em que possa fazer diferença, especialmente quando vejo a possibilidade de um impacto eterno.

Como você, eu me encontro inundado por uma sobrecarga de informação – da tevê, rádio, Internet, emails, mensagens de texto, anúncios e outras fontes.   É impossível processar isso tudo.  Ao mesmo tempo, todos nós recebemos muitos pedidos de ajuda – alguns bastante dignos de atenção.  Existem muitas preocupações válidas, bem como incontáveis causas boas e nobres.  Mas, como acontece com você, meus recursos são limitados.  Não posso fazer tudo, mesmo que queira.  Sendo assim, tenho aplicado os dois princípios acima como forma de estabelecer minhas prioridades – o melhor investimento para meu tempo, habilidades e bens.  Como resultado, estas são algumas das decisões que tenho tomado:

Durante quarenta anos assinei o respeitado periódico de negócios, o Wall Street Journal, mas parei este ano.  Durante 30 anos recebemos diariamente o jornal Omaha World Herald, mas paramos este ano.  E já faz tempo que deixei de assistir aos canais de notícias da televisão.

Por favor, não me entenda mal.  Eu não sou um isolacionista ou do tipo “avestruz”.  Simplesmente me dei conta de que as “notícias” são um entretenimento que deseja alcançar um maior número de telespectadores para, desse modo, venderem mais anúncios – e eu não quero mais me deixar envolver por esta situação.

Deus quer que sejamos como os “homens de Issacar” descritos em I Crônicas 12:32, porque eles “sabiam o que a sua nação deveria fazer.

Então, como eu posso fazer isso?  Primeiramente, me esforçando para gastar tempo com a Bíblia (também leio vários devocionais) todos os dias porque, como o rei Salomão escreveu, “...não há nada de novo debaixo do sol.”  (Eclesiastes 1:9).  Nesse processo, Deus através de Seu Espírito guia, protege e provê para mim.

Depois, vejo algumas fontes de notícias da Internet duas vezes por dia e leio periódicos que descobri serem úteis e dão uma cobertura de notícias tanto internacionais, quanto locais e nacionais.   Mais raramente, minha esposa e eu assistimos aos primeiros dez minutos do jornal vespertino na tevê, mas limitamos isso por não desejarmos sermos envolvidos na cobertura noticiosa manipulada.

Ao longo do dia me esforço para lembrar a mim mesmo de que o Senhor está no completo controle de todas as coisas, portanto a questão não é “O que está acontecendo?”, mas ao contrário, “Como eu vou reagir ao que está acontecendo?”  Descobri que somente assim, quando estou cheio da verdade de Deus, de Seu Espírito e Seu amor, o fluir de minha vida reflete o Seu caráter.


Questões Para Reflexão ou Discussão 

Você concorda que o mundo que nos cerca parece repleto de situações difíceis, tensão e medo, geralmente manipuladas, até mesmo maximizadas,  pelas várias fontes de informações disponíveis?  Qual o impacto que isso exerce em sua vida e seu trabalho?

Você às vezes se angustia com coisas sobre as quais não tem nenhuma influência ou controle? O que é e o que você poderia fazer a respeito?

Como uma pessoa pode mudar o foco de coisas que não pode influenciar para aquelas sobre as quais pode exercer uma mudança positiva – mesmo coisas de significância eterna?

Como você reage à ideia de restringir ou limitar sua exposição a fontes de informação que parecem afetar nossas vidas de modo inquietante?  Você crê ser uma escolha inteligente ou pensa que precisamos recolher tanta informação quanto possível para garantir que estamos totalmente conscientes dos eventos locais, nacionais e mundiais?

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 4:26-27;  10:19;  14:8, 30;  16:4,21;  17:24;  19:20;  26:24-26;  Isaías 41:10.

5.10.2026

Guriatã - Aves Encantos

Aves Encantos

Um único macho de gaturamo-verdadeiro é capaz de enganar qualquer ouvido atento ao imitar perfeitamente até 16 espécies de aves em poucos minutos. Ele é um verdadeiro ventríloquo da natureza, reproduzindo com perfeição os gritos de gaviões, o falatório de papagaios e até o som de tucanos, tudo adaptado ao seu pequeno porte de apenas 12 centímetros.

Essa ave não apenas canta, ela cria uma cópia fiel da avifauna da região onde vive. Seu nome científico, Euphonia, significa "excelência do tom", uma homenagem à sua habilidade extraordinária de traduzir a sinfonia da mata para sua voz reduzida, o que o torna um dos pássaros mais admirados do Brasil.

O visual do macho é um espetáculo à parte, com o dorso em um azul-metálico que brilha como violeta sob o sol e uma mancha amarela intensa na testa. Já a fêmea, conhecida em alguns lugares como guiratã ou goiapaba, prefere tons verde-oliváceos discretos, ideais para se esconder enquanto choca sozinha os ovos em cavidades de troncos.

Uma curiosidade biológica impressionante sobre o gaturamo é a sua digestão acelerada devido a uma moela degenerada. Como ele tem baixa capacidade de processar os alimentos, as frutas que ele consome são eliminadas poucos minutos após a ingestão, o que o torna um dispersor de sementes extremamente rápido e eficiente.

Sendo uma ave muito social, o gaturamo adora frequentar jardins, pomares de citrinos e plantações de cacau. Ele é conhecido por ser um "anfitrião" generoso nos comedouros, já que seu comportamento alegre e agitado acaba encorajando outras aves a se aproximarem para comer também.

Presente em quase todo o país, do Amazonas ao Rio Grande do Sul, ele evita apenas as áreas mais secas da caatinga. Ele é o tipo de vizinho que todos gostariam de ter: colorido, sociável e dono de uma trilha sonora que nunca se repete, sempre trazendo uma novidade aprendida com seus vizinhos de bico.

 #birdspecies #natureescape #birding #birds

Um único macho de gaturamo-verdadeiro é capaz de enganar qualquer ouvido atento ao imitar perfeitamente até 16 espécies de aves em poucos minutos. Ele é um verdadeiro ventríloquo da natureza, reproduzindo com perfeição os gritos de gaviões, o falatório de papagaios e até o som de tucanos, tudo adaptado ao seu pequeno porte de apenas 12 centímetros.

Essa ave não apenas canta, ela cria uma cópia fiel da avifauna da região onde vive. Seu nome científico, Euphonia, significa "excelência do tom", uma homenagem à sua habilidade extraordinária de traduzir a sinfonia da mata para sua voz reduzida, o que o torna um dos pássaros mais admirados do Brasil.

O visual do macho é um espetáculo à parte, com o dorso em um azul-metálico que brilha como violeta sob o sol e uma mancha amarela intensa na testa. Já a fêmea, conhecida em alguns lugares como guiratã ou goiapaba, prefere tons verde-oliváceos discretos, ideais para se esconder enquanto choca sozinha os ovos em cavidades de troncos.

Uma curiosidade biológica impressionante sobre o gaturamo é a sua digestão acelerada devido a uma moela degenerada. Como ele tem baixa capacidade de processar os alimentos, as frutas que ele consome são eliminadas poucos minutos após a ingestão, o que o torna um dispersor de sementes extremamente rápido e eficiente.

Sendo uma ave muito social, o gaturamo adora frequentar jardins, pomares de citrinos e plantações de cacau. Ele é conhecido por ser um "anfitrião" generoso nos comedouros, já que seu comportamento alegre e agitado acaba encorajando outras aves a se aproximarem para comer também.

Presente em quase todo o país, do Amazonas ao Rio Grande do Sul, ele evita apenas as áreas mais secas da caatinga. Ele é o tipo de vizinho que todos gostariam de ter: colorido, sociável e dono de uma trilha sonora que nunca se repete, sempre trazendo uma novidade aprendida com seus vizinhos de bico.

 #birdspecies #natureescape #birding #birds

Fonte: Facebook

Foto: Google

5.09.2026

10 de maio de 2026, Feliz Dia Das Mães!

 





O poeta Drummond foi feliz quando disse em seus versos que mãe não deveria morrer, que ela fosse eterna. Nessa data especial, a equipe do Blog "Ponto de Leitura", deseja saúde, paz e alegria no coração  para todas as mães. Rilvan Santana, Agilson Cerqueira e Luís Pedro Novaes - administradores.

Itabuna, 10 de maio de 2026 

João Cabral de Melo Neto (1920-1999)

 

João Cabral de Melo Neto (1920-1999)

Conhecido como o poeta-engenheiro, João Cabral de Melo Neto foi um escritor e diplomata brasileiro, nascido em Recife, Pernambuco. Foi outro grande nomes da poesia brasileira do século XX, com uma obra marcada pela clareza e precisão.

Autor da famosa obra Morte e Vida Severina (1955), é conhecido por seu rigor formal e sua economia de linguagem. Parte da terceira fase modernista, também foi um dos fundadores do concretismo no Brasil.

A obra de Cabral aborda questões regionalistas do nordeste, com cunho social, crítico e realista, muitas vezes explorando a imagem da pedra em seus versos. Seu estilo é caracterizado por uma escrita seca, direta e descritiva, que evita o lirismo excessivo e a subjetividade.

 

O Relógio

Ao redor da vida do homem

há certas caixas de vidro,

dentro das quais, como em jaula,

se ouve palpitar um bicho.


Se são jaulas não é certo;

mais perto estão das gaiolas

ao menos, pelo tamanho

e quadradiço de forma.


Umas vezes, tais gaiolas

vão penduradas nos muros;

outras vezes, mais privadas,

vão num bolso, num dos pulsos.


Mas onde esteja: a gaiola

será de pássaro ou pássara:

é alada a palpitação,

a saltação que ela guarda;


e de pássaro cantor,

não pássaro de plumagem:

pois delas se emite um canto

de uma tal continuidade.


Fonte: VISEU

Foto: Google



 

 

 

Extraindo o Extraordinário do Comum - Robert Tamasy

 

Extraindo o Extraordinário do Comum

Por Robert Tamasy

 

Você se lembra do seu entusiasmo ao conseguir o seu emprego atual?  Talvez isso tenha representado a realização de um sonho ou o fim de uma longa procura por trabalho depois de deixar um antigo posto. Quem sabe não foi finalmente o recebimento de uma almejada promoção ou ainda a oportunidade de fazer algo que é sua paixão, utilizando habilidades e dons de uma maneira que nunca fora possível anteriormente. 

 

Agora, porém, você – ou alguém que conhece – está se sentindo inquieto e descontente.  O trabalho que antes você apreciava perdeu seu encanto, se tornou enfadonho, comum, rotineiro. Você sente que não aguenta mais suportar uma atribuição tão insípida. Está na hora de mudar. Não é interessante a forma como um trabalho que antes o entusiasmava de tal modo que você mal podia esperar para iniciar o seu dia tenha se tornado aborrecido, tedioso, até mesmo detestável? É como se “apaixonar” – ficar tão fascinado por uma pessoa que não possa pensar em outra coisa – e, depois de algumas semanas, meses ou anos, ficar imaginando: “O que havia de tão especial nela (ou nele)? 

 

Nós deixamos nossos empregos, achando que eles não são mais tão desafiadores ou recompensadores como antes. Talvez tenhamos desenvolvido novas habilidades e estejamos prontos para assumir responsabilidades maiores. As circunstâncias que pareciam tão atraentes no princípio podem ter mudado. Contudo, às vezes trata-se simplesmente de uma questão de novidade, uma inovação que se desgastou fazendo um trabalho que era muito bom parecer agora uma prisão. 

 

Um antigo ditado nos diz: “A familiaridade provoca desdém.” Mas às vezes, pelo fato de um trabalho ter-se tornado familiar não significa que é tempo de deixá-lo. Como escreveu ensaísta e poeta, Ralph Waldo Emerson, “Se as estrelas surgissem apenas uma noite a cada mil anos, como os homens as admirariam e adorariam.” Assim como perdemos nosso senso de admiração ao olharmos para as estrelas porque elas surgem todas as noites, também podemos deixar de “amar” um trabalho simplesmente por termos nos acostumado a ele e suas exigências. 

 

Embora o entusiasmo tenha se esgotado podemos redescobrir o extraordinário naquilo que é comum. Talvez Deus o tenha colocado onde você está por um motivo. Aqui estão alguns pensamentos que foram extraídos da Bíblia para você considerar:

 

Talvez o que se precise seja uma nova atitude, não um novo trabalho. Se pudermos adotar uma nova perspectiva para o nosso trabalho, talvez sejamos capazes de abordá-lo com mais entusiasmo. “Ó Deus, cria em mim um coração puro e dá-me uma vontade nova e firme!...Dá-me novamente a alegria da Tua salvação e conserva em mim o desejo de ser obediente.” (Salmos 51:10-12). 

 

Perseverar até o fim. Precisamos manter um claro senso de vocação, reconhecendo que Deus nos colocou em nosso emprego atual e pode não ser hora de seguirmos adiante. O apóstolo Paulo escreveu: “Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço:  esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.” (Filipenses 3:13-14). 

 

Lembrando-nos de Quem somos representantes. Como representantes de Jesus Cristo, a forma como abordamos e realizamos o nosso trabalho – até o último dia – recai sobre Ele e espelha nossa fé nEle.  “Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o Seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus.”  (II Coríntios 5:20).

 

Questões Para Reflexão ou Discussão   

1.  Qual é sua atitude para com o seu trabalho atual? Ele lhe motiva, inspira e entusiasma como antes? Caso contrário, o que mudou?

2. Você já experimentou, como o poeta sugeriu, uma perda de entusiasmo – seja pelas estrelas, por um trabalho, uma pessoa ou qualquer outra coisa – apenas por causa da familiaridade? Como foi a experiência para você?

3.Você acredita que o zelo por um trabalho pode ser renovado apenas pela adoção de uma nova atitude ou perspectiva para com ele? Por quê?

4.Você pode dar um exemplo de quando Deus o capacitou a redescobrir o extraordinário em algo que havia se tornado comum e morno? Explique sua resposta.

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos:  I Crônicas 28:20;  Provérbios 3:5-6;  16:3;  Colossenses 3:17, 23-24;  Apocalipse 21:5-6. 

 

5.08.2026

DIA DO ARTISTA PLÁSTICO - Agilson Cerqueira


 

Dia do Artista Plástico 
Agilson Cerqueira 


 


As Idades - Agilson Cerqueira

 

As Idades

Agilson Cerqueira


A física está enrugada.

O tempo a consumiu.

Mas, a mental em estado de graça,

Em adolescência abstrata,

Vai e vem em (des)graça…

E continua em fantasias

da satisfação por nada,

que é muito.

Essas idades estão equidistantes —

A mental se esforça

para acompanhar a outra,

E essa corre

com o tempo implacável.

A mental não alcança,

e sofre.

A física, em processo degenerativo,

descansa.

A mental se cansa,

Parece uma idade velha

em involução.

Assíncrona,

Porém com pensamentos sincronizados

para o mesmo físico,

Mas em sentidos opostos,

Apesar da mesma direção,

São levadas para o nada,

Desafiando o tempo.

Mesmo assim, há felicidade

Na velha adolescência.


Autoria: Agilson Cerqueira
Foto: Produção
Engenheiro, Matemático, Professor, Prosador e Artista Plástico.
Licença: Creative Commons

Descobrindo Ideias Novas Quando as Antigas não Funcionam Por Jim Mathis

Descobrindo Ideias Novas Quando as Antigas não Funcionam

Por Jim Mathis

Recentemente tive um sonho incomum. Nele, eu andava por uma estrada e ela começou a ficar lamacenta. Quanto mais eu andava, mais lamacenta ela ficava. Logo a lama estava cobrindo meus sapatos, depois chegou aos meus joelhos. Após algum tempo eu me arrastava penosamente com a lama batendo na minha cintura. 

Em meu sonho, eu olhava ao redor e via que perto de uma dúzia de pessoas estava comigo; começamos a discutir sobre que caminho seguir e como sair da lama. Logo, um jovem passou correndo e nos perguntou por que estávamos presos na lama. Olhei para ele e vi que estava a cerca de 6 metros de distância sobre um caminho pavimentado. Rapidamente sai da lama e juntei-me a ele sobre o pavimento, e logo encontrei o hotel onde estava hospedado para o qual voltei em segurança. 

Acordei do sonho antes que pudesse saber se tinha voltado para resgatar as outras pessoas presas na lama ou se elas tinham me seguido até o caminho pavimentado. Entretanto, imediatamente reconheci a metáfora. Nós frequentemente ficamos atolados na lama e gastamos muita energia tentando fazer algum progresso deixando de ver que existe um caminho óbvio, um meio fácil de escapar dali e que não está muito distante. 

Ás vezes isto é literalmente verdadeiro, até mesmo para comunidades e cidades inteiras que ficaram atoladas na lama. O município mais pobre e o mais rico de meu estado, Kansas, por exemplo, estão ligados por uma autoestrada de quatro pistas. Entretanto, as pessoas pobres presas na lama não conseguem ver a estrada tão próxima e que poderia tirá-las dali.  Talvez elas temam o desconhecido com que possam se deparar ao percorrer a estrada. 

Já ouvi dizer que uma das piores coisas do mundo é uma boa ideia – se tivermos apenas uma. Nós nos tornamos tão comprometidos com um único plano, seja no trabalho, seja na vida pessoal, que deixamos de ver um caminho melhor que está à mão. Posso me lembrar de diversas ocasiões em que me senti “atolado” ou carecendo encontrar a solução para um problema e sempre apreciei ter alguém por perto que pudesse me mostrar uma saída.  Precisamos expressar gratidão por aqueles que têm se mostrado dispostos a compartilhar seu conhecimento e percepção para fazer com que outros avancem por um bom caminho. Aqui estão alguns pensamentos extraídos da Bíblia sobre como nos libertar de ideias improdutivas:

Ajuda procurar novos pontos de vista. Geralmente as ideias que nos aprisionam são paradigmas, descritos como os únicos meios de processarmos as informações que estão disponíveis a nós. Ás vezes, a solução consiste em solicitarmos ajuda de pessoas de “fora do paradigma” que ofereçam uma perspectiva diferente ou sugiram diferentes formas de abordar o problema. “Os planos fracassam por falta de conselho, mas são bem-sucedidos quando há muitos conselheiros.” (Provérbios 15:22). 

Esteja aberto a novas ideias. Uma definição de insanidade é continuar a fazer a mesma coisa do mesmo modo e esperar diferentes resultados.  Conselheiros confiáveis podem expor as falhas em seu modo de pensar e sugerir alternativas melhores e mais produtivas. “Ouça conselhos e aceite instruções, e acabará sendo sábio.” (Provérbios 19:20). 

Sempre há um escape. Ás vezes, a “lama” em nossa vida vem sob a forma de um hábito danoso e destrutivo. A Bíblia chama isso de “pecado”.  Podemos pensar que estamos presos, sem meios de nos arrancarmos disso, mas nos é prometido que isso não é verdade. “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; Ele não permitirá que sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, Ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar.” (I Coríntios 10:13).  

Questões Para Reflexão ou Discussão  

1.   Você já se sentiu, como o autor, “atolado na lama” incapaz de encontrar uma saída? Explique essa situação e como foi resolvida.

2.   Por que, em sua opinião, as pessoas estão inclinadas a se apegar a uma ideia, mesmo quando claramente não está funcionando, quando uma alternativa melhor surge? Você pode dar um exemplo atual em seu ambiente de trabalho?

3.   Como você reage habitualmente quando se sente preso, incapaz de resolver um problema? Você procura conselhos sábios e a percepção de outras pessoas? Está aberto para acolher e considerar pontos de vista diferentes? Explique sua resposta.

4.   Com relação ao que a Bíblia chama de “pecado”, controlar e vencer formas indesejáveis de raciocínio e ações dos quais podemos nos sentir incapazes de fugir com nossas forças, você tem descoberto que Deus verdadeiramente pode proporcionar um escape como afirma o texto bíblico? Quais as dificuldades para se estar disposto a adotar este meio de escape?

 

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