DISCURSO
PROFERIDO NA SOLENIDADE DE LANÇAMENTO DA REVISTA GURIATÃ Nº 7. – Por Clóvis
Silveira Góis Júnior
Deixe um comentário / Produção Literaria / Por Maria Vitoria
A
cada lançamento de uma Guriatã, a sexta arte se enriquece. Aqui, a literatura
grapiúna é representada por uma plêiade de intelectuais que, após imergirem em
um processo cognoscitivo e sapiencial, exteriorizam, por meio da escrita, sua
maneira de entender o mundo. Não o fazem apenas como forma de registro factual
ou histórico, mas com elegância, espontaneidade, graça, estilo, suavidade e
coesão. Os saberes alitanos são, assim, anualmente transmitidos a insignes e
ávidos leitores — aqueles que não se satisfazem com escritos rasos, ordinários
e transitórios.
A
serventia de uma boa leitura é extraordinária: nutre o intelecto, regala o
coração, acalenta a alma e promove agudeza de espírito. É quase um presente
divino! Asseguro aos presentes que as confreiras e os confrades da Academia de
Letras de Itabuna, cientes de tamanha responsabilidade — quase um sacerdócio —,
continuam a produzir textos condizentes com essa expectativa. Sem falsa
modéstia, o material publicado em nossa revista é a fina-flor da literatura
sul-baiana.
Em
tempos de leitura fast food, de textos rasteiros, de polarização política, de
pensamentos engessados por ideologias, de extrema mornidão e acomodação
intelectiva e de elogios à parvoíce, certamente o leitor da Guriatã
assemelha-se a um tuaregue diante de uma cacimba de água fria.
A nossa revista é obra seminal da literatura grapiúna, servindo, inclusive, para estimular e moldar novos escritores, ao dar azo a criativas e refinadas produções.
Abarcando
uma pluralidade de gêneros literários, as produções desta sétima edição são
chanceladas por alitanos.
Publicamente,
agradeço e enalteço a participação de Ceres Marylise, de Maria Luíza Nora
(Baísa) e de Raquel Rocha, conspícuas alitanas que compõem o nosso Conselho
Editorial.
Ceres,
“compartilhar é palmilhar o mesmo caminho e chegar juntos ao destino desejado.”
Baísa, “em cada entrega, reafirmamos nosso compromisso.”
Raquel,
“acima de todas as liberdades, dê-me autonomia!”
Confreiras
do Conselho Editorial, as palavras que lhes dedico são: compartilhar, entrega e
autonomia
Desejo uma leitura proveitosa e prazerosa. Clóvis Silveira Góis Júnior (Diretor da Revista)
Clóvis Silveira Góis Júnior (*)
Casado com a pedagoga Iara Souza Setenta Góis, com quem tem dois filhos: Felipe Setenta Góis e João Marcos Setenta Góis. Servidor público federal da Justiça do Trabalho há 38 anos. Graduado em Administração e licenciado em História, diretor da Revista Guriatã (2024/2026) e membro titular do IGHB – Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Administra o perfil @historiagrapiuna. Publicou três livros: “A Gênese do Adventismo Grapiúna”, “Sequeiro do Espinho: passos de um conflito” e “A história de Itabuna em 1.300 eventos cronológicos e ilustrados”.
Na Academia de Letras de Itabuna – ALITA ocupa a Cadeira 34, tendo como patrono Jorge Calmon Moniz Bittencourt.
Ponto de Leitura: rilvanbatistadesantana.blogspot.com



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