2.20.2026

Firmar Metas Por Mais Que Recompensas - Robert Tamasy ​

                                      Firmar Metas Por Mais Que Recompensas

Por Robert Tamasy

Que fatores você incluiria ao estabelecer as metas que busca atingir todos os dias? Muitos empresários e profissionais encaram metas e resultados como coisas permanentemente entrelaçadas. Por exemplo, metas podem ser expressas em termos de recompensas esperadas. Entretanto, tal modo de pensar pode se tornar uma visão estreita. 

 

Max DePree faleceu no ano passado, mas sua sabedoria permanece. Ele dirigiu a Herman Miller, empresa de móveis para escritóriopor várias décadas, buscando dar uma voz que fosse ouvida a cada pessoa dentro da organização.  Em consequência disso a empresa ficou conhecida por sua atmosfera inclusiva e atenciosa. Notável executivo empresarial e autor de cinco livros, inclusive “Liderar é uma Arte” “Leadership Jazz” (algo como o Jazz da Liderança), DePree observou: “Metas e recompensas são apenas partes, diferentes partes, da atividade humana. Quando as recompensas se transformam em nossas metas, estamos apenas buscando uma parte do nosso trabalho.”

 

Talvez os títulos de dois de seus outros livros, “Called to Serve” (Chamado para Servir) e “Leading Without Power: Finding Hope in Serving Community” (Liderar sem Poder: Encontrando Esperança em Servir a Comunidade), apresentem uma pista do que DePree queria dizer com a armadilha de considerar metas e recompensas como uma só coisa. As recompensas podem assumir muitas formas, mas geralmente servem apenas ao próprio interesse; estão focadas em maiores compensações, avanços profissionais, prestígio e poder. Ou a empresa estabelece metas apenas para aumentar seus lucros ou expandir sua parcela de mercado. 

 

Embora tais metas não estejam intrinsecamente erradas, podem nos impedir de abraçar metas de impacto e significado mais amplos, tais como ajudar outros a crescer profissionalmente, de modo a alcançarem seu potencial; ainda que isso implique em obter oportunidades que vão além do seu emprego atual.  Ou então, projetar uma visão para que a companhia se torne um vizinho valorizado na comunidade na qual se insere. Ou ainda desenvolver programas que abordem necessidades específicas tanto dentro quanto fora da organização.  

 

Essas coisas podem resultar num senso de gratificação, mas não irão necessariamente aumentar os lucros corporativos ou os ganhos anuais de ninguém. Como DePree sugeriu, o estabelecimento de metas não considerando recompensas pode, em última análise, provar que é, poderíamos dizer, mais recompensador. Aqui estão alguns princípios de Provérbios que tratam da importância tanto de dar quanto de receber:

 

Dar pode ser muito gratificante.  Ás vezes, um ato de generosidade resulta em retornos tangíveis mais tarde. Ou ele pode simplesmente proporcionar a satisfação de prestar ajuda a outros. “Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá.”  (Provérbios 11:24-25). 

 

Servir aos outros é um ato de serviço a Deus.  Ás vezes temos a tendência de pensar “Alguém vai ajudar essas pessoas”. Em alguns desses casos, Deus pode querer que sejamos nós a proporcionar a assistência necessária. “Quem trata bem os pobres empresta ao Senhor, e Ele o recompensará.” (Provérbios 19:17). 

 

Estabelecer metas que vão além das recompensas tangíveis testa a motivação.  As linhas que separam certo e errado podem facilmente ser obscurecidas por metas estabelecidas somente com base em recompensas pretendidas. As metas estabelecidas considerando primeiramente os interesses de outras pessoas ajudam a iluminar as motivações internas. “Todos os caminhos do homem lhe parecem justos, mas o Senhor pesa o coração.”  (Provérbios 21:2). 

 

Questões Para Reflexão ou Discussão   

 

1. Qual o processo que você usa para estabelecer metas? Você geralmente tenta tornar suas metas mensuráveis e atingíveis?

2. Você concorda com a afirmação de DePree: “Quando as recompensas se transformam em nossas metas, estamos apenas buscando uma parte do nosso trabalho”? O que você entende que ele quis dizer com isso? 

3. Como podemos estabelecer metas que não sejam baseadas em recompensas? Num ambiente onde venda e lucros podem representar a diferença entre sucesso e fracasso, até mesmo sobrevivência, você acha que é realista estabelecer metas sem ligá-las a recompensas específicas?

4. Qual dos princípios extraídos de Provérbios é mais significativo para você? Explique sua resposta.

 

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 16:2;  17:3;  28:27;  31:8-9;  Efésios 2:10; Colossenses 3:17, 23-24.  

 

2.19.2026

Pássaros / Esmolando com o filho - Agilson Cerqueira

 

Pássaros e gato
Óleo Sobre Tela
Agilson Cerqueira


Esmolando com o filho
Óleo sobre Tela
Agilson Cerqueira


Fonte: Agilson Cerqueira

Quadros: Óleo Sobre Tela (Produção) 



Biografia de Neymar - Por Dilva Frazão

Biografia de Neymar

Neymar (1992) é um futebolista brasileiro, considerado um dos maiores da história. Ganhou diversos títulos jogando pelo Santos Futebol Clube, onde iniciou sua carreira aos 11 anos de idade.

Sua posição é atacante, atuando como ponta-esquerda. Neymar jogou em diversos times. Seu mais recente contrato foi assinado com o Al-Hilal da Arábia Saudita, onde vai jogar durante dois anos.

Infância e Começo da Carreira

Neymar da Silva Santos Júnior nasceu em Mogi das Cruzes, São Paulo, no dia 05 de fevereiro de 1992. Filho de Neymar da Silva Santos e de Nadine Santos, com 11 anos de idade já chamava a atenção de especialistas de futebol. Nessa época jogava na equipe de futebol de salão da "Portuguesa Santista".

Santos Futebol Clube

Em 2003 Neymar foi contratado pelo "Santos Futebol Clube" para fazer parte das divisões de base do time de futebol. Em 2009, fez sua estreia no time profissional na partida contra o Oeste, no estádio do Pacaembu, pelo campeonato Paulista. Foi considerado jogador revelação do campeonato no qual o Santos conquistou o vice-campeonato.

Em 2010 foi destaque novamente, desta vez tendo o seu time se sagrado campeão paulista. Nesse campeonato Neymar marcou cinco gols em cinco clássicos, proeza conseguida graças a uma regularidade pouco vista em outros jogadores. No mesmo ano foi campeão pela "Copa do Brasil", torneio no qual foi artilheiro com onze gols.

Em 2011 foi bicampeão. Também em 2011 foi campeão da "Taça Libertadores", na final com o Peñarol, tendo feito um dos gols no resultado de 2 x 1.

Ainda em 2010, Neymar foi convocado pelo técnico Mano Menezes para jogar na seleção principal do Brasil, quando jogou vários amistosos. Outra grande realização de Neymar foi o "Campeonato Sub 20 de 2011", quando o Brasil foi campeão.

Barcelona

Em março de 2013 Neymar foi contratado pelo "Barcelona". Em sua apresentação oficial, no dia 3 de junho de 2013, o jogador foi recepcionado no Camp Nou por 56 mil torcedores.

Neymar passou quatro anos no Barcelona, realizou 186 jogos oficiais, fez 105 gols e ganhou oito títulos. Permaneceu no Barcelona até julho de 2017. No dia 2 de agosto de 2017 o Barcelona anunciou a saída de Neymar do clube.

Paris Saint-Germain (PSG)

Neymar foi apresentado aos torcedores do PSG no dia 4 de agosto de 2017, no estádio Parc des Princes, em Paris.

O PSG pagou uma multa rescisória ao Barcelona no valor de 222 milhões de euros (821,4 milhões de reais), tornando Neymar o jogador mais caro até aquele momento.

No PSG Neymar conquistou o “Campeonato Francês” das temporadas 2017-2018, 2018-2019 e 2019-2020. Conquistou 3 vezes a “Copa da França” e 2 vezes a “Copa da Liga Francesa, e 2 vezes a “Supercopa da França”.

Mesmo atrapalhado pelas lesões, durante seis anos de clube, Neymar atuou em 173 jogos e marcou 118 gols. Ao todo, conquistou 10 títulos pelo PSG.

Com uma lesão no tornozelo, Neymar ficou fora das últimas competições do time. Só no dia 17 de agosto de 2023, depois de concretizadas as negociações com o Al-Hilal, Neymar foi ao Centro de treinamento do PSG para se despedir dos colegas do clube.

Al-Hilal

A contratação de Neymar pelo Al-Hilal, clube da Arábia Saudita, foi anunciada no dia 15 de agosto de 2023, com um vídeo em suas redes sociais, quando Neymar diz: “Estou aqui na Arábia Saudita. Sou Hilal”.



Neymar

O atacante brasileiro assinou com o time saudita, treinado pelo português Jorge de Jesus, por duas temporadas. O clube vai pagar ao craque 320 milhões de euros (1,7 bilhões de reais).

Por ter contrato com o com o PSG até 2027, o clube saudita deverá pagar uma multa no valor de 100 milhões de euros (540 milhões de reais).

No dia 19 de agosto de 2023, Neymar foi apresentado como reforço do Al-Hilal com um show de luzes e drones, no Estádio Rei Fahd, em Riade, capital da Arábia Saudita.

No Al-Hilal, Neymar jogou cinco partidas e marcou um gol na vitória de 3 a 0 contra o Nassaji Mazandaran, pela Champions League da Ásia.

Em outubro de 2013, dois meses após chegar ao Al-Hilal, Neymar rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo jogando pela seleção brasileira contra o Uruguai, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

Neymar só voltou a jogar um ano e quatro dias depois da contusão, em outubro de 2024, contra o Al-Ain. Entrou aos 32 minutos do segundo tempo na vitória de 5 a 4.

No jogo seguinte contra o Esteghlal, também pela Champions League, Neymar entrou aos 13 minutos do segundo tempo, mas nos minutos finais da partida, sofreu outra lesão. O jogador ficou afastado do campeonato e não foi mais inscrito na liga saudita.

No dia 27 de janeiro de 2025, Neymar se desligou definitivamente do Al-Hilal e comunicou que estava firmando um contrato para voltar ao Santos Futebol Clube.

Seleção Brasileira

Neymar foi convocado pelo técnico Mano Menezes para a equipe da Seleção Brasileira no dia 26 de julho de 2010. Seu primeiro jogo foi no amistoso contra os Estados Unidos, em Nova Jersey. No jogo, Neymar marcou um gol de cabeça. Na copa do mundo de 2010, na África do Sul, Neymar ficou fora da lista dos convocados.

Na copa do mundo de 2014, no Brasil, Neymar foi convocado, mas no jogo contra a Colômbia foi atingido pelo jogador Zuniga com uma joelhada nas costas, sofrendo uma fratura em uma vértebra lombar e ficou fora da copa.

Na copa do mundo de 2018, na Rússia, Neymar foi convocado, mas a seleção foi eliminada nas quartas de finais, no jogo contra a Bélgica, que ganhou de 2 a 1.

Em 2022 Neymar também disputou a copa do mundo, ocorrida no Catar. A seleção brasileira foi eliminada do mundial nas quartas de final em jogo contra a Croácia, que venceu nos pênaltis.

Vida Pessoal - filhos

Neymar é pai de três filhos com três mulheres distintas. Com Carolina Dantas, o jogador teve seu primeiro filho, Davi Lucca, que nasceu no dia 24 de agosto de 2011.

Com a influenciadora digital, Bruna Biancardi, Neymar teve a filha Mavie, que nasceu no dia 6 de outubro de 2023. Após um início de relacionamento conturbado, o casal tem aparecido nas redes sociais celebrando o dia a dia da filha.

A terceira filha de Neymar, Helena, nascida em 3 de julho de 2024, é filha da modelo Amanda Kimberly.

Títulos Conquistados por Neymar

PSG:

Supercopa da França 2018

Copa da Liga Francesa 2017-18

Copa da França 2017-18

Campeonato Francês 2017-18, 2018–19, 2019–20, 2021–22

Barcelona:

 

Copa do Rei 2014-15, 2015-16 e 2016-17

Campeonato Espanhol 2014-15, 2015-16

Supercopa da Espanha 2013 e 2016

Liga dos Campeões da UEFA 2014-15

Supercopa da UEFA 2015

Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2015

Seleção Brasileira

 

Super Clássicos das Américas 2011, 2012, 2014 e 2018

Medalha de Ouro – Jogos Olímpicos do Rio 2016

Copa das Confederações 2013

Medalha de Prata – Jogos Olímpicos de Londres 2012

Campeonato Sul-Americano Sub-20, 2011

Outros:

 

Tricampeão Paulista, 2012

Artilheiro do Paulista, 20 gols, 2012

Melhor Jogador do Campeonato Paulista, 2012

Gol mais bonito da Temporada, 2012

Prêmio Puskás, Melhor Jogador da Américas, Jornal El Pais, 2011

Vice-campeão Mundial de Clubes, 2011

Bola de Ouro, Melhor Jogador do Brasileiro, Revista Placar, 2011

Chuteira de Ouro, Revista Placar e ESPN Brasil, 2011

Prêmio Brasil Olímpico, COB, Categoria Futebol, 2011

Melhor Jogador do Campeonato Brasileiro, CBF, 2011

Melhor Jogador da Libertadores, 2011

Campeão Super Clássico das Américas pela Seleção Brasileira, 2011

Prêmio Ginga Esporte Interativo, Gol Mais Bonito, 2011

Prêmio Ginga Esporte Interativo, Melhor Jogador da Temporada, 2011

Vice-artilheiro da Libertadores, 6 gols, 2011

Campeão da Libertadores da América, 2011

Melhor Jogador do Campeonato Paulista, 2011

Bicampeão Paulista, 2011

Artilheiro do Sul-Americano Sub-20, 9 gols, 2011

Campeão Sul-Americano Sub-20, Seleção Brasileira, 2011

Artilheiro da Copa do Brasil, 11 gols, 2010

Campeão da Copa do Brasil, 2010

Campeão Paulista 2010

 

Fonte: ebiografia.com / Por Dilva Frazão

Foto: Produção

"Estar" Aqui Para Servir - Jim Langley

 

"Estar" Aqui Para Servir

Por Jim Langley

Durante perto de 20 anos tenho assinado e-mails e cartas com a frase “Aqui para servir”. Isso começou quando eu tinha a expectativa de presidir os setenta e tantos membros do Kiwanis Club. Eu queria transmitir aos associados aquilo que eu acreditava ser o nosso papel como uma organização de prestação de serviços.

Eu sentia que o lema “Aqui para servir” explicava porque nos reuníamos como um corpo de trabalhadores comunitários, dedicados ao bem-estar dos jovens em nossa comunidade. Eu descobri que esse slogan também se encaixava ao meu modelo de negócios, já que eu o considerava construído mais com base em serviços do que em vendas. Uma vez feita a venda, é preciso que haja um compromisso de longo prazo para servir às necessidades do cliente. Até mesmo meu web site de negócios abre com a frase “Aqui para servir”.

Foi então que eu tive uma revelação divina. A maior parte da minha correspondência por e-mail não tinha nada a ver com negócios ou Kiwanis e, contudo, eu descobri que estava usando a mesma assinatura também para e-mails pessoais. Isso me dispôs a considerar o que eu estava comunicando por meio dessa forma única de encerrar todas as minhas comunicações escritas.

Tomei consciência de que estava transmitindo meu desejo de servir a Deus em todas as minhas tratativas empresariais e pessoais. Essa frase se tornou um lembrete constante para mim sobre o que é realmente importante naquilo que eu faço e naquilo que eu sou. A ideia de “liderança de servo” tem estado conosco no mercado de trabalho desde 1977, quando Robert K. Greenleaf, um executivo aposentado da AT&T, apresentou esse conceito em seu livro “Servant Leadership” (Liderança Servidora).

Entretanto, servir como líder vai muito além disso de volta no tempo. Os relatos bíblicos nos mostram o maravilhoso exemplo que Jesus Cristo deu a Seus discípulos e a todos os que O têm seguido desde então.

João 13 nos conta sobre Jesus despindo Seu manto e enrolando uma toalha em torno de Sua cintura na Festa da Páscoa. Ele lavou os pés dos Seus discípulos explicando: “Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz. Digo-lhes verdadeiramente que nenhum escravo é maior do que o seu senhor, como também nenhum mensageiro é maior do que aquele que o enviou. Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem.”  (João 13:15-17).

Em outro momento, Jesus disse a Seus seguidores: “Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos.” (Marcos 10:45). Mesmo como Deus encarnado Ele estava disposto a servir humildemente aos outros.

As duas últimas décadas em que tenho buscado servir a Deus e aos outros me ensinou uma verdade notável. O Senhor Se agrada de nossa atitude de servo e vai nos abençoar mais do que poderíamos imaginar. Certamente, mais do que merecemos. Entretanto, alerto contra o fazer disso uma estratégia para obter sucesso ou ser reconhecido por aquilo que fazemos. A maior parte do que fazemos pelos outros pode nem ser notada. O que importa é confiar que nossas ações agradem a Deus e propiciar ajuda oportuna para outros em tempos de necessidade.

O nosso foco nos negócios geralmente se concentra em nossa habilidade, mas quando nos comprometemos em servir aos outros, o foco de Deus está em nossa disponibilidade. Você está disposto a fazer-se disponível para o que quer que seja ou quem quer que seja que Deus coloque em seu caminho?

Esteja preparado. Algumas das circunstâncias que você enfrenta podem não ser aquelas que você tem em mente. Precisamos estar alertas para qualquer oportunidade de servir, sabendo que se deixarmos de fazê-lo, também deixaremos de usufruir de maravilhosas bênçãos. Servindo aos outros, também estamos servindo ao nosso Senhor. Deveríamos apreciar o fato de providencialmente estarmos Aqui para servir!


Questões Para Reflexão ou Discussão 

1.  Pense em alguém que tenha servido você de maneira especial. Como foi essa experiência para você e como você reagiu a ela?

2.  É fácil para você adotar a atitude de servo para com os outros? Quais fatores ou obstáculos tornam isso difícil?

3.  O que os exemplos mostrados por Jesus Cristo dizem a você sobre a atitude de Deus em relação a servir aos outros?

4.  Você acha que a atitude de servo – ou a liderança de servo – é comum ou rara no mercado de trabalho atual? Explique sua resposta. 

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 22:20-21;  Mateus 20:25-28;  Gálatas 5:13-15; Efésios 6:7-8;  I Pedro 4:7-10.

Vozes-mulheres - Conceição Evaristo

Conceição Evaristo (1946) é uma escritora brasileira contemporânea nascida em Minas Gerais. Além dos romances e livros de contos bastante célebres, a autora também é conhecida pela sua poesia ancorada na memória individual e coletiva.

 

Vozes-mulheres

A voz de minha bisavó

ecoou criança

nos porões do navio.

ecoou lamentos

de uma infância perdida.

 

A voz de minha avó

ecoou obediência

aos brancos-donos de tudo.

 

A voz de minha mãe

ecoou baixinho revolta

no fundo das cozinhas alheias

debaixo das trouxas

roupagens sujas dos brancos

pelo caminho empoeirado

rumo à favela.

 

A minha voz ainda

ecoa versos perplexos

com rimas de sangue

e

fome.

 

A voz de minha filha

recolhe todas as nossas vozes

recolhe em si

as vozes mudas caladas

engasgadas nas gargantas.

A voz de minha filha

recolhe em si

a fala e o ato.

O ontem – o hoje – o agora.

Na voz de minha filha

se fará ouvir a ressonância

o eco da vida-liberdade.


 Fonte: Cultura Genial

Foto: Google


2.18.2026

Retrato de Cecília Meireles

 

Retrato de Cecília Meireles

A poesia de Cecília Meireles é intimista, autobiográfica e autorreflexiva, criando uma relação de proximidade com quem a lê.

Ela trabalha também a transitoriedade do tempo e reflexões acerca do sentido da vida.

Em Retrato encontramos um sujeito autocentrado, congelado no tempo e no espaço. É a partir da imagem que a reflexão é elaborada e são revelados sentimentos de melancolia, saudade e arrependimento.

Encontramos nos versos pares opositores: o passado e o presente, o sentimento de outrora e a sensação de desamparo atual, o aspecto que se tinha e o que se tem. A autora tenta entender ao longo da escrita como essas transformações se deram e como lidar com elas.

 

Eu não tinha este rosto de hoje,

Assim calmo, assim triste, assim magro,

Nem estes olhos tão vazios,

Nem o lábio amargo.

 

Eu não tinha estas mãos sem força,

Tão paradas e frias e mortas;

Eu não tinha este coração

Que nem se mostra.

 

Eu não dei por esta mudança,

Tão simples, tão certa, tão fácil:

— Em que espelho ficou perdida

a minha face?

 

Fonte: Cultura Genial

Foto: Google

Conversa sobre Vidas secas - Graciliano Ramos

                                                         

              Conversa sobre Vidas secas

Uma palestra com Graciliano Ramos — O sertanejo da zona árida — O homem no seu habitat

Rio, 14 — Graciliano Ramos recebe-nos às nove horas da noite, em sua residência, dos lados de Bento Lisboa. Nós lhe havíamos pedido uma entrevista sobre o seu último livro, Vidas secas, que aparecerá dentro de poucos dias em edição de José Olympio, e o romancista de S. Bernardo, com a simplicidade de seu trato, se dispõe a falar. Estamos numa pequena sala de jantar, por onde entra, de vez em quando, uma leve viração, amenizando o mormaço da noite carioca.

Graciliano tem uma certa dureza no olhar, dureza que logo se desfaz no sorriso de franqueza e simpatia com que o romancista entremeia, a todo momento, a palestra

Um mundo com cinco personagens

— Vidas secas será um romance?

— Sim, um romance, mas um romance cujos capítulos podem ser considerados destacadamente como contos, tal a maneira por que nele se desenvolvem e encontram o seu desfecho e uma determinada situação. Publiquei vários capítulos de Vidas secas, aqui e na Argentina, e todo mundo os considerou como narrativas independentes. O livro tem, entretanto, uma unidade e o entrelaçamento de todos esses capítulos forma a tessitura perfeita de um romance.

— Por que Vidas secas?

— Acha o título um tanto estranho, não? São as vidas dos sertanejos nordestinos, existência miserável de trabalho, de luta, sob o guante da natureza implacável e da injustiça humana.

— Qual o ambiente do romance?

— O de uma cozinha de fazenda velha na zona árida do sertão. Apenas cinco personagens evoluem no livro: um homem, uma mulher, dois meninos e uma cachorrinha. Com essa comparsaria limitadíssima, criei o meu mundo. Aliás, não se trata de um romance de ambiente, como geralmente costumam fazer os escritores nordestinos e os regionalistas em geral. Eles se preocupam apenas com a paisagem, a pintura do meio, colocando os personagens em situação muito convencional. Não estudam, propriamente, a alma do sertanejo. Limitam-se a emprestar-lhe sentimentos e maneiras da gente da cidade, fazendo-os falar uma língua que não é absolutamente o linguajar desses seres broncos e primários. O estudo da alma do sertanejo, do Norte ou do Sul, ainda está por fazer em nossa literatura regionalista. Quem ler os romances regionalistas brasileiros faz uma ideia muito diversa do que seja o homem do mato. A falsidade e o convencionalismo são berrantes. Quer que eu os acuse num detalhe apenas? O sertanejo nordestino aparece na literatura como um tagarela, fazendo imagens arrevesadas e desmesurando-se numa loquacidade extraordinária. Pois nada mais postiço: o sertanejo daquelas bandas é de pouquíssimo falar. Sisudo e macambúzio, ele vive quase sempre fechado consigo mesmo, sendo difícil arrancar-lhe uma prosa.


Pesquisando a alma do primário

— O romance passa-se na zona árida do sertão?

— Sim, mas não me preocupo em pintar o meio. O que me interessa é o homem, o homem daquela região aspérrima. Julgo que é a primeira vez que esse sertanejo aparece na literatura. Os romancistas do Nordeste têm pintado geralmente o homem da zona do brejo. É o sertanejo que aparece na obra de José Américo e Zé Lins. Procurei auscultar a alma do ser rude e quase primitivo que mora na zona mais recuada do sertão, observar a reação desse espírito bronco ante o mundo exterior, isto é, a hostilidade do mundo físico e da injustiça humana. Por pouco que o selvagem pense — e os meus personagens são quase selvagens — o que ele pensa merece anotação. Foi essa pesquisa psicológica que procurei fazer, pesquisa que os escritores regionalistas não fazem e nem mesmo podem fazer, porque comumente não conhecem o sertão, não são familiares do ambiente que descrevem.

— E o senhor esteve muito tempo nessa região?

— Nasci na zona árida, numa velha fazenda, e ali passei quase toda a minha infância, convivendo com o sertanejo. Fui depois para a cidade estudar e mais tarde diversas vezes visitei o meu recanto natal, bem como outras paragens do sertão nordestino. Os meus personagens não são inventados. Eles vivem em minhas reminiscências, com suas maneiras bruscas, seu rosto vincado pela miséria e pelo sofrimento.

— Quer dizer que o senhor aplicou o princípio que Jacques de Lacretelle julga básico para o romancista: inventar com o auxílio da memória?


— Isso mesmo. Acho que ainda não descobrimos a alma do nosso primário e que o regionalismo, contra o qual se tem erguido uma certa grita, ultimamente, é coisa que ainda está por fazer. Os sertanejos aparecem sempre transplantados para outro meio e nunca no seu “habitat”. O que procurei fazer foi mostrar o homem no seu ambiente, vivendo a sua vida e falando a sua língua. É um livro amargo, duro, ríspido, mas verdadeiro, profundamente verdadeiro…

E, nessa altura, Graciliano desvia a palestra para outro assunto, achando talvez, na sua modéstia excessiva, que já falara demais sobre o seu livro. O calor da noite carioca continua cada vez mais abafado. E, na pequena sala onde nos encontramos, Graciliano, no seu falar simples e no seu rosto vincado, onde se vê o sinal de uma vida que não tem sido de sorrisos e amenidades — a áspera vida do intelectual no Brasil — é bem o tipo do sertanejo do Nordeste, o homem da zona árida, o beduíno do deserto brasileiro, mal-aclimatado neste recanto da terra carioca.

Do livro Conversas, de Graciliano Ramos. Organização de Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla. Rio de Janeiro: Record, 2014, pp. 66-72.


Fonte: Ieda Lebensztayn e Thiago Mio Salla. 

Rio de Janeiro: Record, 2014, pp. 66-72.

Foto: Google



2.17.2026

No Tempo do Zé Pereira - Cyro de Mattos

 No Tempo do Zé Pereira

Cyro de Mattos

       Foi nessa viagem gasta de alegria na avenida que conheci a festa mais popular de Salvador. Aquele grande alvoroço tive nos dias que eram apenas um cenário colorido de euforia. Confete,  serpentina, lança-perfume só para alegrar. Carros alegóricos, batucadas, caretas.  Lindo marujo, de lá para cá, percebeste que sobre outra onda foi rolar o mundo. Na orla nunca soubeste por que tudo haveria de acontecer sem agitação um dia, desligado do corpo daquele jovem inquieto, que de uns tempos para cá foi recolhido cansado nos braços de um idoso. E, assim, sem cores e sons, o folião aposentado foi i sendo  levado, em silêncio, nas marés da nostalgia.  

      Em Itabuna, antigamente os vizinhos costumavam colocar cadeiras no passeio para desfiarem um dedo de prosa. Esse costume servia para que estreitassem os laços de amizade, distraindo assim a mente cansada dos afazeres diários. Com a lua clara prosseguia a conversa animada entre os vizinhos, geralmente em torno de um assunto interessante ligado à cidade, até quando fosse chegada a hora de se recolherem no sono que descansava e reconfortava. Numa dessas conversas entre vizinhos, eu escutei seu Zeca, o dono da farmácia, dizer a meu pai que o começo do carnaval em minha cidade remontava ao ano de 1908. A festa naqueles idos era conhecida como “Domingo do Entrudo”.

       Escutei também o dono da farmácia dizer que no começo os bailes carnavalescos eram realizados no armazém da rua do comércio ou no Cine Odeon. Com a inauguração do primeiro clube, em 1940, os bailes mudariam de cenário. Durante quatro noites e duas matinês, foliões adultos e pequenos seriam ser acolhidos agora nos salões de um clube. Ao lado do carnaval nas ruas, a folia passava a contagiar no clube os blocos formados por senhores e senhoras, rapazes e moças da elite. De bigode retorcido nas pontas, de braço dado com as esposas, esses senhores sisudos davam voltas contínuas no salão. Bem entusiasmados não paravam de cantar as marchinhas “Linda Lourinha”, “Pirata da Perna de Pau”, “As Pastorinhas”, “Touradas em Madri”, “Alá-lá-ô” e tantas outras que ficaram famosas em nosso cancioneiro popular.

     O carnaval de ontem era o da musa colombina, pierrô apaixonado, arlequim sonhador, palhaços que não paravam de brincar e soltar piadas para as moças. Era o carnaval dos quadros satíricos em que não faltavam fantasias e brincadeiras bobas. Era comum a sátira ser usada por blocos e cordões. 

      Pessoas de minha cidade, que pertencem a uma geração mais velha, tem saudade do carnaval daquele tempo. Uma dessas pessoas é seu Sessa. Funcionário Aposentado do Banco do Brasil, outrora folião dos mais animados, disse certa vez que nunca vai se esquecer daquele palhaço engraçado e da pastorinha enamorada. Daquele palhaço de calças folgadas e nariz de limão, que não parava de pular e soltar piadas no salão quando a orquestra fazia uma pausa para que os foliões descansassem um pouco. 

      Seu Dantinha, um home, de estatura baixa, que organizava as quermesses na época do Natal, aproveitava um assunto de repercussão no ano e elegia como tema para satirizar a autoridade que havia escondido no bolso o dinheiro do município. Usava um calção como se fosse uma grande fralda, a chupeta pendurada no pescoço, na cabeça o gorro de um bebê. Sustentava o cartaz com a caricatura do político alvo da sátira, no qual  tinha estes  dizeres com letras graúdas: COMEU A MERENDA DOS MENINOS AINDA QUERIA MAIS PRA AQUETAR A FOME BRABA. Sorridente  desfilava na avenida com o bloco “Mamãe Quero Mamar”, do qual era o presidente de honra.  

      Já vai longe o tempo em que o carnaval começava cedo, aos sábados.    

     Vestindo calça listrada, sem camisa, usando cartola e fraque, o Zé Pereira aparecia em frente aos armazéns e lojas,  com meninos sujos e afoitos atrás.  Ordenava aos comerciantes que fechassem suas portas, a folia vai tomar conta da cidade, até as pedras do calçamento na rua não vão parar  de pular e cantar.

     Em frente do estabelecimento comercial batia o bombo sem parar. O Zé Pereira repetia a ordem a todo pulmão: 

          - É pra já!   


Autor: Cyro de Mattos

Imagem: Google







Compreendendo os Tempos - Rick Boxx

                                        

                                    Compreendendo os Tempos

Por Rick Boxx

 

Enquanto eu e meu amigo Jerry fazíamos em sociedade um trabalho de consultoria, ele compartilhou com Tom, um de nossos clientes, uma percepção profunda. A observação de Jerry era simples, embora sagaz: “O sucesso é o maior obstáculo à grandeza.”

 

Uma vez o sucesso tendo se estabelecido, Jerry explicou, não é incomum os líderes acreditarem que as conquistas se devem ao seu próprio brilhantismo profissional. Como consequência, passam a presumir que seu sucesso é eterno.  Eles pensam que qualquer decisão que tomem sempre produzirá mais sucesso. Quando os mercados e as condições mudam, porém, pessoas bem-sucedidas podem facilmente ficar para trás se não estiverem constantemente buscando compreender os tempos, reconhecendo quando mudanças importantes ocorrem e se adaptando a elas. 

 

No mundo atual parece que a única coisa que não muda é a realidade de que as coisas podem mudar — e geralmente mudam — algumas vezes com incrível velocidade. Deixar-se envolver pelo status quo é excelente estratégia quando não se tem a intenção de ser deixado para trás, enquanto os concorrentes avançam. 

 

Mudança não é nenhuma novidade, embora a tecnologia e as comunicações tenham desempenhado papel fundamental em sua aceleração e alcance. A Bíblia apresenta observações sábias sobre mudanças e a importância da nossa disposição para reagir de forma eficaz a elas. 

 

Por exemplo, em1Crônicas encontramos um relato interessante sobre homens notáveis que se juntaram a Davi em sua luta contra Saul: “Os filhos de Issacar, destros na ciência (conhecedores) dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer...” (12:32). Eles eram observadores sagazes daquilo que ocorria ao seu redor, procurando discernir qual a melhor forma de reagir às circunstâncias em mudança. 

 

Eclesiastes também fala da inevitabilidade das mudanças: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. Trata das exigências das mudanças no trabalho de diversas maneiras:

“Tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser” (3:2-7). 

 

Ao encararmos nosso trabalho, formulando planos, desenvolvendo estratégias, assumindo projetos e avaliando resultados, seria extremamente benéfico adotarmos o curso de ação dos homens de Issacar, constantemente buscando compreender os tempos de forma a saber o que devemos fazer para sermos bem-sucedidos e alcançarmos grandeza. 

 

Líderes por excelência sabem que compreender os tempos e ter disposição para mudar sua abordagem não exige que mudem ou comprometam seus valores. Estes permanecem constantes, como farol em meio aos sempre mutáveis mares de mudanças. 

 

Perguntas para Reflexão ou Discussão   

 

1.  Que acha da declaração que, “O sucesso é o maior obstáculo à grandeza”?

 2.  Como podemos vencer a tentação de nos deixarmos aprisionar pelo nosso sucesso e falhar em reconhecer e reagir às mudanças quando estas acontecem?

3.  Você já tinha ouvido falar sobre “os homens de Issacar”? Como podemos tentar ser como eles?

4.  Eclesiastes lista uma série de afirmações acerca do tempo propício para determinadas coisas. Saber o tempo certo de buscar uma coisa ou outra, afeta a forma como encaramos nosso trabalho ou responsabilidades dentro de nossa organização?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 23:13-15; 11:14; 15:22; 14:8; 16:1, 3, 9; 19:20; 20:24; Lucas 14:28-31. 

 

2.16.2026

UM NOVO ANO - Luis Pedro Novaes

 



UM NOVO ANO


Em um novo ciclo
Pensamos no que já foi passado
A ser superado, ou deixado de lado
Mas que pode voltar, de forma repentina
Sem sentido, sem vida

Quero que, nesse ano
Possamos nos renovar
A pagina virar
Ou um novo livro formar

A história precisa ser diferente
As pessoas conscientes
Os amores cientes,
E corações, ardentes

Sabe aquele amor passado
De vários meses, atrasado
Que você visita, numa distância inigualável
Nem sempre, ou nunca
Pode ser aceitável
Experiência própria, meu caro

Aquelas pessoas da família
Distante desunida
Brigas, intrigas indiscutidas
Precisam se renovar
Conversar, superar
Ter uma esperança, para se conciliar

Que nesse novo livro, de 2026
Quero que possamos amar o perto
Lembrar do distante
E esquecer do que não é constante
Quero um amor para a vida
Uma família com sincronia

Eu, mesmo, tenho sofrido
Com amores perdidos, 
Ou mal compreendidos
Ou até além, nem sentidos

Mas torço por mim mesmo
Com o amor gigantesco
Encontrar o coração certeiro
Para um que está com medo,
De não encontrar o verdadeiro.

Amor, família, prosperidade, paz e união
Tudo o que pedimos, esperamos
Desejamos, para não ser em vão
Um novo ano, novas páginas
Novos livros, outras folhagens

Quero, tanto para mim e os demais
Que o amor reine, por demais
Que a família se reúna, seria demais
Aquela paixão se fixe, pela eternidade

Que um coração encontre,
Mesmo no mar da complexidade
Sua outra metade,
Que o ame e complemente,
Como deveria ser, de verdade

Deixo essas palavras para todos
Que possuem o amor ardente,
Mesmo se ainda não tiver correspondente
Que possuem uma família distinta
E ainda não tem harmonia
Confia, tudo Deus dita
Está em sua escrita
Que mesmo torta, profetiza

Que nesse novo ano, 2026
Você possa amar, reavaliar
A família, o lar,
Saber decidir, escolher
Como deverá unir, e proceder
E que deus te abençoe
Em como tudo deverá ser


Autoria:  Luís Pedro Novaes
Foto: Produção

FANTASIA DE CARNAVAL - Aleilton Fonseca


FANTASIA DE CARNAVAL

         (Aleilton Fonseca)

Invento carnavais recordando

as minhas pequenas colombinas

que desfilavam nas ruas, aos bandos,

e eram as mais formosas meninas!

 

Eu, ainda infante, futuro arlequim,

já buscava o sorriso que combina

com um botão de flor num jardim,

um pierrot a cortejar a colombina.

 

Suas silhuetas deixaram marcas

na alma inquieta que não duvida

da sorte presa nos fios das parcas,

seus nós cegos nos rumos da vida.

 

A cada ano que fevereiro rebrilha

eu recolho a luz que me revelou

a magia das cores das colombinas

das quais eu nunca fui o pierrot.

 

No tempo mantive a chama acesa

de cada colombina que admirei

na fantasia que a tornava princesa

e eu seria o seu futuro e amado rei.


Fonte: WhatsApp

Foto: Produção










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