3.12.2026

Lua Adversa - Cecília Meireles

 






Lua Adversa - Cecília Meireles 

Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles 

 

Fonte: Pensador

Foto: Google

3.11.2026

Morte e vida severina (trecho), 1954/1955 - João Cabral de Melo Neto.

 









Morte e vida severina (trecho), 1954/1955

— O meu nome é Severino,

como não tenho outro de pia.

Como há muitos Severinos,

que é santo de romaria,

deram então de me chamar

Severino de Maria;

como há muitos Severinos

com mães chamadas Maria,

fiquei sendo o da Maria

do finado Zacarias.

Mas isso ainda diz pouco:

há muitos na freguesia,

por causa de um coronel

que se chamou Zacarias

e que foi o mais antigo

senhor desta sesmaria.

Como então dizer quem fala

ora a Vossas Senhorias?

Vejamos: é o Severino

da Maria do Zacarias,

lá da serra da Costela,

limites da Paraíba.

 

Mas isso ainda diz pouco:

se ao menos mais cinco havia

com nome de Severino

filhos de tantas Marias

mulheres de outros tantos,

já finados, Zacarias,

vivendo na mesma serra

magra e ossuda em que eu vivia.

Somos muitos Severinos

iguais em tudo na vida:

na mesma cabeça grande

que a custo é que se equilibra,

no mesmo ventre crescido

sobre as mesmas pernas finas,

e iguais também porque o sangue

que usamos tem pouca tinta.

E se somos Severinos

iguais em tudo na vida,

morremos de morte igual,

mesma morte severina:

que é a morte de que se morre

de velhice antes dos trinta,

de emboscada antes dos vinte,

de fome um pouco por dia

(de fraqueza e de doença

é que a morte Severina

ataca em qualquer idade,

e até gente não nascida).

Somos muitos Severinos

iguais em tudo e na sina:

a de abrandar estas pedras

suando-se muito em cima,

a de tentar despertar

terra sempre mais extinta,

a de querer arrancar

algum roçado da cinza.

 

Um marco do regionalismo na poesia brasileira, Morte e vida severina foi um livro modernista escrito por João Cabral de Melo Neto entre 1954 e 1955.

Considerado pela crítica como a sua obra-prima, os versos enfocam a vida de Severino, um retirante, com todos os sofrimentos e dificuldades enfrentados no cotidiano do sertão nordestino. Trata-se de um poema trágico dividido em 18 partes com forte cunho social.

No trecho acima, inicial, somos apresentados ao protagonista Severino e ficamos conhecendo um pouco mais da sua origem comum a tantos outros nordestinos do sertão. Descubra mais a fundo o poema Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto.


Fonte: Cultura Genial

Foto Google

Recompensas por Refrear a Língua - Rick Boxx

 

Recompensas por Refrear a Língua

Por Rick Boxx

 

Há um antigo ditado americano que diz: “Língua solta afunda navios.” O seu equivalente britânico – “O falar descuidado custa vidas” tem o mesmo significado – cuidado com o falar sem refletir. Durante a II Guerra Mundial essas frases eram usadas como forma de alerta nas discussões sobre manobras dos navios ou para que não vazassem informações vitais para os espiões. Não faz sentido deixar que o inimigo conheça seus planos.

 

No mundo empresarial e profissional, normalmente não nos vemos como estando “em guerra”, mas ainda assim o princípio se aplica. Palavras descuidadas ou irrefletidas podem causar grandes danos. “Línguas soltas” podem destruir amizades e relacionamentos com clientes, transformando virtuais sucessos em fracassos.

 

Veja o que aconteceu com Don, por exemplo. Ele havia formado uma sociedade com um amigo próximo. Infelizmente, os dois tiveram uma discussão séria e Don deixou a empresa irado, magoado, sofrendo  substancial perda financeira sem que a culpa fosse sua. 

 

Ele considerou a possibilidade de processar seu ex-sócio e lutou com a tentação de depreciá-lo quando surgisse a ocasião certa. Afinal de contas, Don tinha sido vítima de um malfeito e sentia que justiça deveria ser feita. Entretanto, após muita oração e o conselho de amigos confiáveis, ao invés de buscar vingança, Don escolheu honrar a Deus. Ele manteve contato com seu ex-sócio e demonstrou a ele, por palavras e atos, o amor incondicional de Jesus Cristo sempre que surgiu uma oportunidade. 

 

Don também escolheu abster-se de falar depreciativamente a outras pessoas sobre seu outrora sócio. Cerca de um ano depois, Deus restaurou a amizade, bem como a parceria. Por ter se refreado e não falado negativamente sobre seu sócio, não houve necessidade de contornar estragos, nem curar feridas desnecessárias. 

 

É por isso que passagens bíblicas, como Provérbios 10:19, são tão poderosas e úteis. Esta nos ensina: “Quando são muitas as palavras, o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato.”  Uma maneira de aplicar esta admoestação é adotar uma boa visão de longo prazo e refrear a língua, quando alguém nos fere. Nunca sabemos o que o futuro nos reserva. Aqui estão outras passagens das Escrituras para reflexão:

 

A língua, difícil de domar.  Assim como um pequeno freio controla um cavalo ou o leme governa um grande navio, a forma como usamos nossa língua afeta o curso de nossa vida. “...a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha. Assim também a língua é um fogo; é um mundo de iniquidade. Colocada entre os membros do nosso corpo...”  (Tiago 3:5-6). 

 

Um instrumento tanto para o bem quanto para o mal.  Seja num encontro de negócios, numa conversa privada ou num palanque diante de muitas pessoas, a língua pode servir como instrumento para curar ou como arma de destruição. “Os lábios do justo sabem o que é próprio, mas a boca dos ímpios só conhece a perversidade.”  (Provérbios 10:32). “Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura.” Provérbios 12:18. 

 

O uso que fazemos das palavras pode nos beneficiar ou prejudicar.  Sendo cautelosos com o que falamos e com a forma como falamos, o dia passa suavemente. Se falarmos tolamente e impulsivamente, um bom dia poderá ser rapidamente arruinado. “Quem guarda a sua boca guarda a sua vida, mas quem fala demais acaba se arruinando.” (Provérbios 13:3). 

 

Questões Para Reflexão ou Discussão   

 

1.  Você já tinha ouvido o ditado “Língua solta afunda navios.”  ou “O falar descuidado custa vidas”? O que isto significa para você?

2.  O que você pensa do exemplo de Don? 

3.  É difícil evitar retaliar outras pessoas quando sentimos que elas nos causaram danos ou fomos tratados injustamente?

4.  A amizade e a parceria de Don com seu amigo foram restauradas. E se sofrermos injustiça e não tivermos um final feliz? Nossa determinação para não nos vingarmos ou desacreditarmos quem nos ofendeu teria sido imprudente? Por quê?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 4:24; 10:20-21; 11:12; 12:13-14; 13:13; 15:2,7,28; Tiago 3:3-12. 

3.10.2026

Muitas doenças não são doenças, mas sim envelhecimento normal.

Muitas doenças não são doenças, mas sim envelhecimento normal.

O diretor de um hospital de Pequim deu estes conselhos aos idosos: Você não está doente, você está envelhecendo. Muitas condições que você considera doenças não são doenças, mas sim sinais de que o corpo está envelhecendo.

1. Memória fraca não é Alzheimer, mas um mecanismo de autoproteção do cérebro idoso. Isso é o cérebro envelhecendo, não uma doença. Se você simplesmente esquece onde colocou as chaves, mas consegue encontrá-las sozinho, NÃO é demência.

2. Andar devagar e ter pernas e pés instáveis ​​não é paralisia, mas degeneração muscular. A solução NÃO é tomar remédios, mas sim se mexer.

3. Insônia não é uma doença, mas o cérebro está ajustando seu ritmo. É uma mudança na estrutura do sono. Não tome remédios para dormir indiscriminadamente. A dependência prolongada de pílulas para dormir e outros medicamentos para adormecer aumenta o risco de quedas, comprometimento cognitivo, etc. A melhor pílula para dormir para idosos é tomar mais sol durante o dia e manter uma rotina regular.

4. Dores no corpo não são reumatismo, mas uma reação normal ao envelhecimento dos nervos.

5. Muitos idosos dizem: Meus braços e pernas doem em todos os lugares. É reumatismo ou hiperplasia óssea? Os ossos ficam frouxos e finos, mas 99% das "dores no corpo" não são uma doença, mas uma condução nervosa lenta, que amplifica a dor. Isso é chamado de sensibilização central, uma alteração fisiológica comum em idosos. Exercícios são a cura, em vez de tomar remédios.

6. Colesterol. Os idosos têm níveis de colesterol ligeiramente mais altos porque viveram mais. O colesterol é a matéria-prima para a síntese de hormônios e membranas celulares. Um nível muito baixo pode facilmente reduzir a imunidade. As Diretrizes para a meta de redução da pressão arterial em idosos são <150/90 mmHg, e não o padrão para jovens <140/90. Não trate o envelhecimento como doença.

7. Envelhecer não é uma doença, é um caminho necessário.

Algumas palavras devem ser ditas aos idosos e seus filhos:

1⁰ lembrem-se: nem todo desconforto é uma doença.

2⁰ muitos idosos têm medo de ficar "assustados". Não se assustem com o laudo do exame físico nem se deixem enganar por propagandas.

3⁰ o mais importante para as crianças/filhos não é levar os pais apenas ao hospital, mas acompanhá-los em caminhadas, banhos de sol, refeições, conversas e vínculos.

O envelhecimento não é o inimigo. É outra palavra para viver... mas a estagnação é o inimigo!

Mantenha-se saudável 

Um oncologista brasileiro disse:

1. A meia-idade começa aos 50 e deve terminar aos 70.

2. Os anos dourados começam aos 70 e terminam aos 80.

3. A velhice começa aos 80 e termina aos 90.

4. A longevidade começa aos 90 e termina após a morte.

5. O principal problema de uma pessoa idosa é a solidão. Geralmente, os cônjuges não morrem juntos, alguém morre primeiro. Uma viúva ou viúvo se torna um fardo para a família. Por isso é tão importante não perder o contato com os amigos, reunir-se e se comunicar com frequência, para não ser um fardo para seus filhos e netos, que provavelmente nunca o dirão.

Minha recomendação pessoal é não perder o controle da sua vida. Isso significa decidir quando e com quem sair, o que comer, como se vestir, para quem ligar, a que horas dormir, o que ler, com o que se divertir, o que comprar, onde morar, etc. Porque se você não puder fazer todas essas coisas livremente e sozinho, você se tornará uma pessoa insuportável que será um fardo para os outros.

William Shakespeare disse: "Estou sempre feliz!" Sabe por quê? Porque eu não espero nada de ninguém. Esperar é sempre angustiante. Os problemas não são eternos; eles sempre têm uma solução. Acreditamos que somos os culpados pelos nossos problemas. O único para o qual não há cura é a morte.

Antes de reagir... respire fundo; Antes de falar... ouça;

Antes de criticar... olhe para si mesmo;

Antes de escrever... pense com cuidado;

Antes de atacar... renda-se;

Antes de morrer... viva a vida mais bela que puder!

O melhor relacionamento não é com a pessoa perfeita, mas com alguém que aprendeu e está aprendendo a viver da forma mais interessante e bela possível. Observe as deficiências dos outros... mas também admire e elogie suas virtudes.

Se você quer ser feliz, precisa fazer outra pessoa feliz. Se você quer algo, precisa primeiro dar algo de si.

Você precisa se cercar de pessoas boas, amigáveis ​​e interessantes e ser uma delas.

Lembre-se: em momentos difíceis, mesmo com lágrimas nos olhos, levante-se e diga com um sorriso: "Está tudo bem, porque somos frutos de um processo evolutivo."

Teste rápido: se você não encaminhar esta mensagem para ninguém, então você é uma pessoa infeliz, solitária e sem amigos. Envie esta mensagem para as pessoas que você valoriza e você nunca se arrependerá.


Fonte: Edvaldo Pinheiro

Foto: Google

Comenda 2 de Julho - ALBA

 





Comenda outorgada pela ALBA ao Dr. Sílvio Porto de Oliveira - Itabuna (BA)

Foto: Google

3.09.2026

NÃO É UMA PROPORÇÃO! - Agilson Cerqueira

 








                    (I)

NÃO É UMA PROPORÇÃO!

Agilson Cerqueira

 

A loucura da razão,

Sem razão da loucura!

Mente inquieta não atrofia,

Desafia!

 

               (II)

NÃO É UMA PROPORÇÃO!

Agilson Cerqueira

 

A loucura da razão

— sem razão da loucura.

Entre limites invisíveis

a mente inquieta

recusa o repouso.

Não atrofia.

Provoca.

Desafia.

Pois pensar, às vezes,

é tocar

o limiar da vertigem.

 

                 (III)

NÃO É UMA PROPORÇÃO!

Agilson Cerqueira

 

A loucura da razão,

sem razão da loucura.

A mente inquieta

não conhece atrofiamento.

Ela avança,

insiste,

provoca o limite.

E no silêncio do pensamento

a inquietude permanece:

desafia.

 

Síntese crítica - Por F. P. Samuel*

Pensar é um ato de inquietação. Antes de qualquer palavra, antes mesmo da forma do poema, existe um movimento silencioso dentro da mente humana: a necessidade de compreender o mundo, de tocar aquilo que não se vê, de traduzir em linguagem aquilo que apenas se pressente.

Os poemas de Agilson Cerqueira nascem exatamente nesse território — o espaço onde razão e sensibilidade se encontram, se confrontam e, por vezes, se confundem.

A poesia dele não se apresenta como ornamento da linguagem. Ela surge como reflexão, como gesto de consciência. Cada verso é uma tentativa de atravessar o pensamento, de revelar as tensões entre lógica e vertigem, entre ordem e inquietação.

A poesia de Agilson Cerqueira não busca respostas definitivas. Ela prefere o risco da pergunta, pois pensar é sempre um desafio — e desafiar é, talvez, a forma mais humana de permanecer vivo diante do mistério do mundo.  (*) Escritor e Poeta

 

Autoria: Agilson Cerqueira

Foto: Produção

O Desafio de Saber Quando Bater em Retirada - Jim Mathis

                        O Desafio de Saber Quando Bater em Retirada

Por Jim Mathis

 

É difícil não emocionar-se quando ouvimos e vemos relatos de inundações catastróficas, seja nas áreas costeiras do Golfo no Texas ou na Flórida, nos Estados Unidos, como temos visto em meses recentes, na Itália, Indonésia ou Índia. As imagens que vemos de casas destruídas e famílias separadas pela devastação nos deixa um sentimento de tristeza e desamparo. 


Depois que o furacão Harvey atingiu as regiões mais baixas de Houston, Texas, falei com um amigo que vive ali e ele disse que ele e a família estavam em lugar seco, mas que a propriedade em que se encontrava sua casa se transformara numa ilha. Eles estavam cercados por muita água. Quando desastres assim acontecem, fico imaginando como eu reagiria, bem como qual seria o meu nível de prontidão para mim mesmo e minha família caso uma calamidade similar ocorresse em nossa região. Até que ponto uma pessoa se determina a permanecer e perseverar, e quando é que toma a decisão de bater em retirada e buscar segurança em outra parte?


Esta pergunta é tanto prática quanto metafórica. Ela pode se aplicar a calamidades naturais ou às adversidades que encontramos na vida diária e no trabalho. Nossa sociedade enfatiza a perseverança, o permanecer firme e forte diante do desastre. Entretanto, não se fala muito sobre reconhecer o momento de fugir, fechar um negócio ou evacuar uma área. 


Uma definição de sabedoria tomada por empréstimo do velho ditado que se refere ao jogo de cartas diz: “Saber quando segurá-las, saber quando descartá-las”. Em outras palavras, saber quando permanecer no jogo e saber quando desistir da rodada. A história empresarial está repleta de nomes de companhias que se apegaram a uma mão perdedora por tempo demais. A Kodak, as lojas de departamento Montgomery Ward e a Borders Books são algumas delas. Todas permaneceram firmes, apegadas a suas culturas e práticas, mesmo quando ondas de mudanças se levantaram ao seu redor. Eventualmente elas sucumbiram a essa “inundação”. 


Quer estejamos liderando uma companhia, quer tentando construir uma carreira de sucesso deveríamos tomar como alerta esses fracassos tão conhecidos. Diante de graves tempestades, sejam ameaças naturais – furacões, tornados, inundações ou incêndios florestais – ou tempestades metafóricas tais como um trabalho não satisfatório, uma linha de produtos não lucrativos ou viver em uma região em depressão econômica, será que sabemos qual é o ponto de mudança? Será que somos capazes de reconhecer quando devemos decidir: “É hora de sair.  Não posso mais esperar. Estou indo embora”?

Saber quando agir de forma que leve ao melhor resultado é sinal de sabedoria. Aqui estão alguns princípios extraídos da Bíblia sobre como encontrar a sabedoria necessária: 


Saber onde depositar sua confiança.  Às vezes uma tempestade é apenas um teste para revelar onde está sua confiança – em sua própria habilidade ou em Deus. Ele pode nos guiar em meio às adversidades que pensamos serem intransponíveis. “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas.”  (Provérbios 3:5-6). 


Não tenha medo de tentar algo novo.  As Escrituras apresentam inúmeros relatos de pessoas que foram levadas por Deus a deixar sua zona de conforto e fazer coisas drasticamente novas. Noé, Abraão, José, Rute e Daniel são apenas alguns dos exemplos do Antigo Testamento.  “Esqueçam o que se foi; não vivam no passado. Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não a reconhecem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo.” (Isaías 43: 18-19).    

 

Questões Para Reflexão ou Discussão  

 

1. Você está enfrentando alguma “tempestade” em sua vida agora, seja em relação a seu trabalho ou vida pessoal? Como está lidando com ela?

2. Você já enfrentou momentos em que teve que lutar entre perseverar e resolver um dilema complexo ou “bater em retirada”, com a consciência de que permanecer colocaria o seu futuro em perigo? Explique como lidou com a situação e qual o resultado.

3. Pelas notícias econômicas quase todos os dias vemos exemplos de empresas que tentam sobreviver em meio a um mercado em contínua mudança. O que podemos aprender com o fracasso de empreendimentos outrora altamente bem-sucedidos?

4. Como você reage diante da adversidade, quando surgem tempestades inesperadas? Onde você está depositando sua confiança? Você acha intimidadora a ideia de partir e tentar novas coisas?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Salmos 37:4-5; Eclesiastes 1:9-10; Isaías 41:10; Marcos 2:21-22; I Pedro 4:12.  

HOMENAGEM AO DIA DA MULHER - Ademilton Batista

 








HOMENAGEM AO DIA DA MULHER.

Rosa Mulher


Por que reduzir,

diminuir a um simples dia,

o que é eterno.


Tu és a razão das cores,

da vida e de todos

os amores que há.

 

Onde os dias e as noites sem vós,

não haveria um amanhã,

nem teria formas,

esperanças e vida.

 

O Dia não começaria,

a noite não teria fim.

Nem a mais escura delas,

a luz apareceria.

 

És geradora de universos,

de todos os sentimentos e

sentidos da própria existência.

 

Onde muitos te oferecem pouco,

do que a ti, deveria pertencer.

.

Ademilton Batista

Brasil Bahia Itabuna

Do Livro Vencendo o Tempo pg44

DR08032017


Autoria: Ademilton Batista

Imagem: Produção

3.08.2026

Minha Mãe - Vinícius de Moraes

 




Minha Mãe - Vinícius de Moraes

Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Tenho medo da vida, minha mãe.
Canta a doce cantiga que cantavas
Quando eu corria doido ao teu regaço
Com medo dos fantasmas do telhado.
Nina o meu sono cheio de inquietude
Batendo de levinho no meu braço
Que estou com muito medo, minha mãe.
Repousa a luz amiga dos teus olhos
Nos meus olhos sem luz e sem repouso
Dize à dor que me espera eternamente
Para ir embora. Expulsa a angústia imensa
Do meu ser que não quer e que não pode
Dá-me um beijo na fronte dolorida
Que ela arde de febre, minha mãe.

Aninha-me em teu colo como outrora
Dize-me bem baixo assim: — Filho, não temas
Dorme em sossego, que tua mãe não dorme.
Dorme. Os que de há muito te esperavam
Cansados já se foram para longe.
Perto de ti está tua mãezinha
Teu irmão, que o estudo adormeceu
Tuas irmãs pisando de levinho
Para não despertar o sono teu.
Dorme, meu filho, dorme no meu peito
Sonha a felicidade. Velo eu.

Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Me apavora a renúncia. Dize que eu fique
Dize que eu parta, ó mãe, para a saudade.
Afugenta este espaço que me prende
Afugenta o infinito que me chama
Que eu estou com muito medo, minha mãe.

Minha mãe é um poema de Vinícius de Moraes que exibe toda a fragilidade do poeta e seu desejo de estar novamente acolhido nos braços da mãe.

Vinícius revela seu receio diante da vida e coloca a figura materna como a única possível de aplacar seu sofrimento, retornando de alguma maneira à infância.

Foi publicado em seu primeiro livro, O caminho para a distância, de 1933, quando o autor tinha apenas 19 anos.


Fonte Cultura Genial

Foto: Google

 

3.07.2026

É TÃO GENTIL E TÃO HONESTO O AR - Dante Alighieri.

 









É TÃO GENTIL E TÃO HONESTO O AR

 

É tão gentil e tão honesto o ar

de minha Dama, quando alguém saúda,

que toda boca vai ficando muda

e os olhos não se afoitam de a fitar.

 

Ela assim vai sentindo-se louvar

na piedosa humildade em que se escuda,

qual fosse um anjo que dos céus se muda

para uma prova dos milagres dar.

 

Tão afável se mostra a quem a mira

que o olhar infunde ao coração dulçores

que só não sente quem jamais olhou-a.


E quando fala, dos seus lábios voa

Uma aura suave, trescalando amores,

que dentro d’alma vai dizer: “Suspira!”

 

Dante Alighieri.

Tradução de Ivo Barroso.


Foto: Google

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