As
vítimas das fraudes digitais
R. Santana
Leitor
amigo, todos nós somos potenciais vítimas das fraudes digitais. Todos os dias
surgem novas tecnologias, novos aplicativos e novas redes sociais, embora haja uma
preocupação com a segurança digital, com novas camadas de proteção, os
fraudadores, também, acompanham essas mudanças tecnológicas e continuam com novas
fraudes digitais e novos crimes diuturnamente.
Todos
nós estamos sujeitos às fraudes digitais, mas os idosos com pouco saber, são
os mais vulneráveis. Eles vêm do Século passado, não havia celular “Smartphone”,
notebook, computador, WhatsApp, Instagram, Facebook, “Xis”, Tik Tok, Kwai e
Inteligência Artificial. As relações eram pessoais, os bancos físicos (estão substituindo pelos bancos virtuais), eram depositários do dinheiro do povo. As
operações bancárias não eram feitas nos terminais eletrônicos e PIX, mas, em
caixas funcionais, tête-à-tête.
Os
cientistas afirmam que dentro em breve, o homem irá representar 5% de uma
população do robores, androides, drones, híbridos, sintéticos e Elon Musk fala
em exército de robores. E, o último conflito ratifica essa informação, é uma
guerra vertical, com foguetes, bombas e drones. O homem será substituído pelo
robô no trabalho. A relação de trabalho não muito longe será revista, hoje, os
robores humanoides fazem todo trabalho doméstico.
Na
China o robô está substituindo o médico, lá, o paciente entra numa cabine
“médica”, é feito todos os exames pela máquina e o paciente sai com a receita e
indicações da doença. A suíça e o Japão estão produzindo sangue sintético e
prometem colocar o portador do Alzheimer numa máquina e tirar todas as enzimas
nocivas do sangue e deixá-lo curado.
O
leitor desavisado, poderá perguntar-me: “professor, não me interessa essa
tecnologia de robores e as fraudes?”, no momento não, “tu tens razão amigo”,
porém, fi-lo para lhe mostrar as duras mudanças e adaptações que a humanidade
terá que passar. A humanidade, futuramente, será dividida em duas categorias de
pessoas: as pessoas que dominam essas tecnologias e as pessoas que não as
dominam.
As
fraudes fazem parte dessa parafernália tecnológica de pessoas más, sujeitos sem
escrúpulos, escondidos atrás de “paredes” virtuais.
A Inteligência Artificial serve para
muita coisa, porém, veio somar às tecnologias anteriores em que os bandidos usam
IA para copiar a foto, a voz e as expressões corporais.
Eu
sou demais cauteloso com esses apetrechos eletrônicos. Não clico em qualquer link, não respondo
WhatsApp nem e-mail, nem telefonemas de pessoas que não estão entre os meus
contatos. E, só adiciono plataformas e aplicativos que tenho conhecimento e de
domínio público, que é confiável e seguro.
Todavia, já fui vítima de duas tentativas e um malfeitor já se apossou de meus parcos recursos
financeiros num terminal eletrônico de banco em plena manhã. Vamos lá:
-
Cheguei ao BB no Shopping e já estava uma fila formada. Coloquei o meu
cartão na máquina e fiz a biometria. O cartão enganchou... Saiu não sei de onde
um sujeito bem vestido que se disponibilizou ajudar-me: - É preciso
recadastrar-se, todo mundo está se recadastrando, senão, a máquina rejeita o
cartão, respondi-lhe: - Eu sou cliente do banco faz algum tempo, ele: - É
formalidade... Leitor amigo, não entreguei o meu cartão ao sujeito, apenas,
obedeci aos seus comandos. Chateado que não estava dando certo, deixei o banco,
porém, acho que não finalizei e deixei a minha conta em aberto. Quando estava na praça de
alimentação, tive uma sensação estranha, voltei ao BB, tudo funcionou, o
sujeito tinha sacado R$ 3.000,00 (três mil reais), valor máximo de saque e
agendado R$ 1.000,00 (um mil reais) para no dia seguinte. Quase tive um
piripaque, corri à agência central, os funcionários cancelaram todas as senhas,
tive que fazer uma carta contando toda história e o BB me ressarciu o
prejuízo.
-
Doutra feita, na época do celular analógico, recebi um telefonema em que os
bandidos diziam que tinham sequestrado minha filha (ela estava ao alcance dos
meus olhos), e, pediam resgate. Argumentei-lhe que não tinha dinheiro, então, surgiu uma dona no fundo das falas, chorando e rogando que negociasse o sequestro: “meu
pai, eles vão me matar e chorava”, o bandido chefe, tomou-lhe o telefone e
multiplicou as ameaças, disse-lhe que não fizesse aquilo (para ganhar tempo e
brincar com o bandido), que iria resolver o problema, mas, ele aumentou as ameaças
enquanto a minha falsa filha chorava. Farto da brincadeira, disse-lhe: Mata
essa Peste! – Desliguei o telefone.
-
Essa história foi recentíssima, numa demanda com o estado da Bahia para correção de
nível funcional: recebi do meu “advogado” um documento pelo WhatsApp, timbrado,
com o selo do Tribunal de Justiça da Bahia, que ia receber mais de 68.000,00 (sessenta e
oito mil reais). Tudo parecia correto, mas quando, ele começou pedir meus dados
bancários, fechei o aplicativo e o bloqueei. Quase que ia caindo no golpe, pois
a foto do advogado e documento do TJB eram perfeitos.
Enfim,
leitor amigo, plagiando um escritor bíblico: “Orai e vigiai sem cessar”, porque os golpes virtuais se aperfeiçoam cada dia.
Autoria:
Rilvan Batista de Santana
Membro da Academia de Letras de Itabuna - ALITA
Foto: Google
rilvanbatistadesantana.blogspot.com

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