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4.28.2026

As vítimas das fraudes digitais - R. Santana

 

As vítimas das fraudes digitais

R. Santana


Leitor amigo, todos nós somos potenciais vítimas das fraudes digitais. Todos os dias surgem novas tecnologias, novos aplicativos e novas redes sociais, embora haja uma preocupação com a segurança digital, com novas camadas de proteção, os fraudadores, também, acompanham essas mudanças tecnológicas e continuam com novas fraudes digitais e novos crimes diuturnamente.

Todos nós estamos sujeitos às fraudes digitais, mas os idosos com pouco saber, são os mais vulneráveis. Eles vêm do Século passado, não havia celular “Smartphone”, notebook, computador, WhatsApp, Instagram, Facebook, “Xis”, Tik Tok, Kwai e Inteligência Artificial. As relações eram pessoais, os bancos físicos (estão substituindo pelos bancos virtuais), eram depositários do dinheiro do povo. As operações bancárias não eram feitas nos terminais eletrônicos e PIX, mas, em caixas funcionais, tête-à-tête.

Os cientistas afirmam que dentro em breve, o homem irá representar 5% de uma população do robores, androides, drones, híbridos, sintéticos e Elon Musk fala em exército de robores. E, o último conflito ratifica essa informação, é uma guerra vertical, com foguetes, bombas e drones. O homem será substituído pelo robô no trabalho. A relação de trabalho não muito longe será revista, hoje, os robores humanoides fazem todo trabalho doméstico.

Na China o robô está substituindo o médico, lá, o paciente entra numa cabine “médica”, é feito todos os exames pela máquina e o paciente sai com a receita e indicações da doença. A suíça e o Japão estão produzindo sangue sintético e prometem colocar o portador do Alzheimer numa máquina e tirar todas as enzimas nocivas do sangue e deixá-lo curado.

O leitor desavisado, poderá perguntar-me: “professor, não me interessa essa tecnologia de robores e as fraudes?”, no momento não, “tu tens razão amigo”, porém, fi-lo para lhe mostrar as duras mudanças e adaptações que a humanidade terá que passar. A humanidade, futuramente, será dividida em duas categorias de pessoas: as pessoas que dominam essas tecnologias e as pessoas que não as dominam.

As fraudes fazem parte dessa parafernália tecnológica de pessoas más, sujeitos sem escrúpulos, escondidos atrás de “paredes” virtuais.

A Inteligência Artificial serve para muita coisa, porém, veio somar às tecnologias anteriores em que os bandidos usam IA para copiar a foto, a voz e as expressões corporais.

Eu sou demais cauteloso com esses apetrechos eletrônicos.  Não clico em qualquer link, não respondo WhatsApp nem e-mail, nem telefonemas de pessoas que não estão entre os meus contatos. E, só adiciono plataformas e aplicativos que tenho conhecimento e de domínio público, que é confiável e  seguro. Todavia, já fui vítima de duas tentativas e um malfeitor já se apossou de meus parcos recursos financeiros num terminal eletrônico de banco em plena manhã. Vamos lá:

- Cheguei ao BB no Shopping e já estava uma fila formada. Coloquei o meu cartão na máquina e fiz a biometria. O cartão enganchou... Saiu não sei de onde um sujeito bem vestido que se disponibilizou ajudar-me: - É preciso recadastrar-se, todo mundo está se recadastrando, senão, a máquina rejeita o cartão, respondi-lhe: - Eu sou cliente do banco faz algum tempo, ele: - É formalidade... Leitor amigo, não entreguei o meu cartão ao sujeito, apenas, obedeci aos seus comandos. Chateado que não estava dando certo, deixei o banco, porém, acho que não finalizei e deixei a minha conta em aberto. Quando estava na praça de alimentação, tive uma sensação estranha, voltei ao BB, tudo funcionou, o sujeito tinha sacado R$ 3.000,00 (três mil reais), valor máximo de saque e agendado R$ 1.000,00 (um mil reais) para no dia seguinte. Quase tive um piripaque, corri à agência central, os funcionários cancelaram todas as senhas, tive que fazer uma carta contando toda história e o BB me ressarciu o prejuízo.

- Doutra feita, na época do celular analógico, recebi um telefonema em que os bandidos diziam que tinham sequestrado minha filha (ela estava ao alcance dos meus olhos), e, pediam resgate. Argumentei-lhe que não tinha dinheiro, então, surgiu uma dona no fundo das falas, chorando e rogando que negociasse o sequestro: “meu pai, eles vão me matar e chorava”, o bandido chefe, tomou-lhe o telefone e multiplicou as ameaças, disse-lhe que não fizesse aquilo (para ganhar tempo e brincar com o bandido), que iria resolver o problema, mas, ele aumentou as ameaças enquanto a minha falsa filha chorava. Farto da brincadeira, disse-lhe: Mata essa Peste! – Desliguei o telefone.

- Essa história foi recentíssima, numa demanda com o estado da Bahia para correção de nível funcional: recebi do meu “advogado” um documento pelo WhatsApp, timbrado, com o selo do Tribunal de Justiça da Bahia, que ia receber mais de 68.000,00 (sessenta e oito mil reais). Tudo parecia correto, mas quando, ele começou pedir meus dados bancários, fechei o aplicativo e o bloqueei. Quase que ia caindo no golpe, pois a foto do advogado e documento do TJB eram perfeitos.

Enfim, leitor amigo, plagiando um escritor bíblico: “Orai e vigiai sem cessar”, porque os golpes virtuais se aperfeiçoam cada dia.


Autoria: Rilvan Batista de Santana

Membro da Academia de Letras de Itabuna - ALITA

Foto: Google


  rilvanbatistadesantana.blogspot.com

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