6.21.2026

Integridade Realmente Importa? - Rick Boxx

 
Integridade Realmente Importa?

Por Rick Boxx

Pesquisa conduzida pelo Ethics Resource Center descobriu que 45% das pessoas que compõem a força de trabalho, já presenciaram condutas antiéticas no ambiente de trabalho. Trata-se de um percentual assustadoramente alto, sinal alarmante do atual estado em que se encontra o mundo profissional e empresarial. Apesar disso, parece que chegamos ao ponto de aceitar este tipo de coisa como normal no mundo dos negócios.

Com a complexidade e os desafios da economia global e a atmosfera do ambiente de negócios, não apenas nos tornamos indiferentes para comportamentos dessa natureza, como também começamos a dizer a nós mesmos que não podemos sobreviver no mercado se não jogarmos segundo suas regras. Muitos acreditam que “temos que fazer o que for preciso para ganhar ou manter os negócios”.

É triste, mas temos separado nossa fé do nosso trabalho e deixado Deus de fora desta equação. Contudo, em meus anos de experiência no mundo empresarial e profissional, tanto como empresário quanto como consultor, repetidamente ficou evidente que a integridade realmente é importante.

Integridade importa para Deus. Ele convocou Seus seguidores para levantarem a bandeira e se tornarem exemplos para aqueles com os quais trabalham e se encontram todos os dias. Integridade é importante – deveria ser – para você e para mim. E é importante para empresários como Rita. 

Conheci Rita durante uma conferência. Depois de nos conhecermos ela confidenciou que vinha lutando com um dilema moral em sua empresa. Em suas palavras, ela estava “convicta” da decisão que vinha sendo pressionada a tomar. 

Dois anos antes ela entrara em sociedade com duas outras pessoas que não compartilhavam sua fé em Jesus Cristo. Com o passar do tempo ficou claro que muitas das decisões que seus sócios estavam tomando, sem o apoio dela, eram no mínimo questionáveis. Em seu coração, Rita sabia o que deveria fazer, mas lhe faltava coragem. Não tomar uma posição significava transigir com a ética e suas convicções.

Depois de ouvir minha palestra dirigida a um grupo de empresários, Rita tomou consciência de que deveria sustentar os princípios bíblicos em que acreditava, dissolver a sociedade e sair do negócio. Senti-me grato por conhecer Rita e ajudá-la a chegar à conclusão de que curso de ação, embora difícil, Deus claramente lhe pedia para adotar.

Rita sabia que sua decisão provavelmente não mudaria as práticas de seus ex-sócios, mas tinha consciência de quão importante era viver e trabalhar de maneira compatível com a fé que ela professava. O livro de Provérbios nos fala dos benefícios decorrentes de se sustentar elevados padrões de integridade:


Questões Para Reflexão ou Discussão

Sensação de paz: “A pessoa honesta anda em paz e segurança, mas a desonesta será desmascarada” (Provérbios 10.9).  

Fonte de direção: “As pessoas direitas são guiadas pela honestidade. A perversidade dos falsos é a sua própria desgraça” (Provérbios 11.3).

Sentimento de segurança: “A justiça protege os inocentes, mas a maldade do pecador o leva à desgraça”(Provérbios 13:6).  

 


 

6.20.2026

É Verdade Que Não Podemos Levar Conosco - Por Robert Tamasy

 

É Verdade Que Não Podemos Levar Conosco?

Por Robert Tamasy


Vez por outra ouvimos o clichê: “Você não pode levar isso com você!” A implicação é que no dia que deixarmos esta vida, não levaremos malas cheias com os nossos pertences. Nenhum caminhão de mudança seguirá atrás do carro funerário. Após a morte de um empresário rico, internacionalmente famoso, quando perguntado sobre quanto ele havia deixado, o porta-voz da companhia acertadamente respondeu: “Tudo!”

O estranho, porém, é que geralmente não agimos de acordo com esta verdade. Muitos acumulam tantas coisas materiais quantas permitem seus ganhos. Para algumas pessoas isso significa várias casas, inúmeros carros, armários cheios de roupas que dariam para vestir aldeias inteiras nos países do terceiro mundo, férias dispendiosas, aparelhos e dispositivos suficientes  para preencher vários períodos de vida. Nós nos afligimos com portfólios de investimento, agoniamos quando o retorno cai e nos regozijamos (temporariamente) quando ele se eleva.

Contudo, depois do último suspiro, tudo o que acumulamos fica para trás, talvez para membros da família e entes queridos, ou até mesmo para o governo sob a forma de imposto sobre herança. Assim, se na realidade não podemos levar essas coisas conosco, por que o nosso comportamento leva a pensar o contrário?

Isto não quer dizer que coisas materiais – tevês, celulares, computadores, casas, veículos de transporte, camisas, calças, saias, livros, barcos, até mesmo bolas de boliche – sejam ruins. Porém, se elas exigem nossa total atenção e dedicação, seria bom reexaminarmos nossas prioridades e paixões. Na Bíblia, encontramos uma perspectiva decididamente diferente sobre “coisas”, que vale a pena considerar.

As posses materiais são um senhor fraco. Nós podemos usar as coisas que possuímos como ferramentas, ou servos, que nos capacitam a fazer as boas coisas que temos a oportunidade de fazer. Caso contrário, elas podem se transformar em objetos de adoração, consumindo nosso tempo, talento e energia. Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro!” (Mateus 6:24).

As posses materiais exigem nossa afeição. Ter bastante dinheiro em nossa conta bancária não é ruim, a menos que tenhamos problemas em definir o que é “bastante”. Pessoas demais, porém, têm sido impelidas por suas obsessões por saldos bancários e resultados financeiros, às custas das pessoas ao seu redor. Essa é uma das razões pela qual Jesus disse: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam.  Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” (Mateus 6:19-21). O que Ele quis dizer com “tesouros nos céus”?

As posses materiais nunca são o bastante. Quantas pessoas você conheceu que afirmaram sinceramente: “Tenho tudo o que preciso. Eu nunca desejo mais alguma coisa.”? Provavelmente não foram muitas pessoas, se é que houve alguma. Em resposta à pergunta: “Quanto é o bastante?”, a maioria de nós, se formos honestos, responderia: “Só mais um pouquinho.” Sobre esse assunto o rei de Israel, Salomão, reputado como o homem mais sábio que já viveu, escreveu: “Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente;  quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos... Quando aumentam os bens, também aumentam os que os consomem. E que benefícios trazem os bens a quem os possui, senão dar um pouco de alegria aos seus olhos?... O homem sai nu do ventre de sua mãe, e como vem, assim vai. De todo o trabalho em que se esforçou nada levará consigo.”  (Eclesiastes 5:10-15).


Questões Para Reflexão ou Discussão 

1. O que a frase “Você não pode levar isso com você” traz à sua mente?

2. Qual o grau de importância que o dinheiro e as posses materiais têm na sua vid

3. Você já conheceu alguém cujo foco excessivo nas riquezas e aquisição de coisas materiais operou em seu prejuízo? O que você observou na vida dessa pessoa?

4. Conhecedor e consciente de que nada levaremos do que adquirimos nesta vida, em sua opinião, que atitudes e ações poderiam mudar em relação às nossas posses para que elas não nos “possuam”?  Como podemos, conforme Jesus disse, “acumular tesouros nos céus”?

Nota.: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos Provérbios 11:4, 18, 25, 28;  15:6;  18:11;  19:4, 17; Eclesiastes 2:10-11; 4:8;  9:7-10.

 

 

6.19.2026

A IV JORNADA INTERNACIONAL DE LITERATURA DE CORDEL E XILOGRAVURA

 

A IV JORNADA INTERNACIONAL DE LITERATURA DE CORDEL E XILOGRAVURA é um evento presencial, organizado por um grupo de professores e pesquisadores do Brasil e de Portugal. O evento iniciou-se em 2022, em Lisboa; o segundo ocorreu entre os dias 22 e 25 de agosto de 2023, na cidade de Serra Talhada - PE, com apoio da UFRPE. Já o terceiro aconteceu em Fortaleza - CE, na UFC, entre os dias 14 e 17 de abril de 2025.

A IV JORNADA INTERNACIONAL DE LITERATURA DE CORDEL E XILOGRAVURA ocorrerá em Campina Grande, no período de 19 a 21 de agosto de 2026. A proposta de realizá-la aqui deve-se, dentre outros motivos ao fato de que a cidade sempre foi um centro de divulgação da Literatura Popular, com importantes cordelistas, como Manuel Camilo dos Santos, Manuel Monteiro, Antônio Lucena, Toin da Mulatinha, Maria Godelivie, dentre tantos outros. Atualmente, conta com um número expressivo de poetas e poetisas em plena atividade, como as Marias do Cordel. Destaca-se também que o PPGLE/UFCG, que apoia o evento, é o único programa de Pós-Graduação que possui uma disciplina denominada Literatura de Cordel e inúmeras pesquisas voltadas para essa área da cultura.

Dessa forma, evidenciamos a importância da realização da IV JORNADA INTERNACIONAL DE LITERATURA DE CORDEL E XILOGRAVURA em nossa região para o público leitor da Literatura de Cordel e da xilogravura, bem como para a área de pesquisa voltada a essas expressões artísticas populares, desenvolvendo estudos direcionados à crítica, à formação de leitores e à mediação desses textos (verbal/poesia e visual/xilogravura) no contexto da sala de aula.

O evento é organizado, basicamente, a partir de conferências e palestras ministradas por pesquisadores da área, além de mesas-redondas com participantes do Brasil e de Portugal. As reflexões voltam-se para temas e questões ligados à literatura de cordel em diferentes perspectivas: origens, temáticas, ensino, adaptações e diálogos com outras manifestações literárias e artísticas. Nesta etapa, em Campina Grande, teremos também minicursos, oficinas e grupos de trabalho.

 

https://www.even3.com.br/iv-jornada-internacional-de-literatura-de-cordel-e-xilogravura-744890/


Enviado por Wilson Caetano
Foto: Produção


Ponto de Leitura: rilvanbatistadesantana.blogspot.com

A mágoa - Clarice Lispector

 







A mágoa

Os telhados sujos a sobrevoar
Arrastas no vôo a asa partida
Acima da igreja as ondas do sino
Te rejeitam ofegante na areia
O abraço não podes mais suportar
Amor estreita asa doente
Sais gritando pelos ares em horror
Sangue escoa pelos chaminés.
Foge foge para o espanto da solidão
Pousa na rocha
Estende o ser ferido que em teu corpo se aninhou,
Tua asa mais inocente foi atingida
Mas a Cidade te fascina.
Insiste lúgubre em brancura
Carregando o que se tornou mais precioso.
Voas sobre os tetos em ronda de urubu
Asa pesa pálida na noite descida
Em pálido pavor
Sobrevoas persistente a Cidade Fortificada escurecida
Capela ponte cemitério loja fechada
Parque morto floresta adormecida,
Folha de jornal voa em rua esquecida.
Que silêncio na torre quadrada.
Espreitas a fortaleza inalcançada.
Não desças
Não finjas que não dói mais
Inútil negar asa partida.
Arcanjo abatido, não tens onde pousar.
Foge, assombro, inda é tempo,
Desdobra em esforço a sua medida
Mergulha tua asa no ar.

Clarice Lispector Diário de São Paulo, 5 jan. 1947. In: Moser, Benjamin. A Newly Discovered Poem By Clarice Lispector. Revista de Literatura Brasileira, n. 36, p. 37-46, ano 20, 2007.


Fonte: Pesnsador

Foto: Google

 

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