6.19.2026

A Importância de uma Missão Exclusiva Por Rick Boxx

 
                                       A Importância de uma Missão Exclusiva  

Por Rick Boxx

 

Quando você vai para o trabalho, existe um senso de missão – um propósito básico – que influencia o quanto você gosta do que faz? Um artigo do Wall Street Journal, respeitado periódico de economia, discutiu a ênfase crescente que as corporações estão colocando hoje sobre a necessidade que seus empregados têm de encontrarem propósito no trabalho que realizam. Para muitos deles, ter um trabalho para fazer e receber um contracheque regularmente já não é o bastante; eles precisam sentir que o seu trabalho tem um significado mais profundo. 

 

Esta preocupação é compartilhada por muitas pessoas ao avaliarem suas opções de investimentos. Por exemplo, a Factiva, uma ferramenta de informação e pesquisa econômica online, descobriu que em 2014, em ligações telefônicas gravadas, expressões como “missão”, “propósito elevado” ou “mudar o mundo” foram discutidas 3.243 vezes por investidores com seus consultores financeiros, comparadas a apenas 2.318 vezes nos cinco anos anteriores. 

 

Uma razão para este impulso significativo está conectada à uma geração em particular. Existe uma forte ênfase entre muitos homens e mulheres da chamada “geração do milênio” que desejam trabalhar em algo que esteja fazendo diferença no mundo. Eles desejam que sua vocação – e as companhias que os empregam – contribuam positivamente para as pessoas que usam seus produtos e serviços, para as comunidades onde estão sediadas e para o mundo como um todo. 

 

Muitas organizações e empresas já têm declarações de missão, visão e valores, de forma a atenderem prontamente o desejo de um propósito maior que muitos de seus trabalhadores e empregados em potencial têm. Uma declaração de missão bem estruturada ajuda o indivíduo a discernir rapidamente se o propósito fundamental de uma companhia e o seu próprio estão em concordância. 

 

Para aqueles entre nós que veem o trabalho como uma expressão de nossas convicções espirituais, isto também faz um enorme sentido. A Bíblia ensina que a busca vocacional faz parte do chamado de Deus e de Seu plano para nós para que participemos construtivamente de Sua criação. “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.”  (Efésios 2:10). Em outras palavras, os dons e talentos que possuímos não são arbitrários, mas divinamente concedidos a nós para que participemos da obra de Deus, localmente e globalmente.

 

Como empregados, executivos e administradores, uma das melhores maneiras de servirmos àqueles que trabalham sob nossa direção é expressando o quanto valorizamos a maneira como Deus planejou que eles e a nossa empresa concorressem para os Seus propósitos exclusivos. Isso também pode funcionar como uma boa ferramenta de recrutamento, mostrando àqueles que procuram emprego que a companhia tem uma compreensão ampla de seu papel na sociedade e como os membros de sua equipe podem contribuir para alcançar esse propósito. 

 

Pessoas que encontram sentido em seu trabalho e buscam excelência no que fazem geralmente acham seus empregos mais realizadores e recompensadores – e isso não apenas em termos financeiros. A dedicação merece reconhecimento e apreciação sinceros.  Como Provérbios 22:29 afirma,

“Você já observou um homem habilidoso em seu trabalho? Será promovido ao serviço real; não trabalhará para gente obscura.”

 

Quando trabalhadores sentem que “estão empenhados numa missão”, assumindo tarefas e responsabilidades que vão além de simples prazos e quotas, são inspirados, altamente motivados

e mais produtivos. A companhia também se beneficia, fazendo desta uma situação onde todos ganham.

 

Perguntas para Reflexão ou Discussão  

 

1. Quando vai trabalhar, você tem um senso de missão que vai além do recebimento de um contracheque que financie seu estilo de vida? Como você define essa missão?

 

2. Você já trabalhou para uma empresa que tivesse uma declaração de missão, visão e valores claramente expressa? Como conhecer a missão da organização ajuda você a determinar sua própria missão, pessoal e profissionalmente?

 

3. Você acredita que somos “criação de Deus...criados para boas obras que Ele preparou antes para nós”? O que isso significa nos seu dia a dia?

 

4. Em sua opinião, por que um crescente número de pessoas deseja abordar seu trabalho com um senso específico de missão? Isso é sempre bom? Explique sua resposta.

 

Nota.: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Eclesiastes 2:24-26; Mateus 6:25-34; Colossenses 3:2, 16-17, 23; II Timóteo 3:16-17.

 

6.18.2026

Não Confundir Alegria com Felicidade - Jim Mathis

 


Não Confundir Alegria com Felicidade

Por Jim Mathis

O meu assunto para hoje – alegria – não é algo sobre que geralmente falamos no mundo empresarial e profissional.  É comum falarmos sobre felicidade e ser feliz, seja em relação ao fechamento de um contrato, a conquista de um novo cliente, uma venda, uma promoção ou aumento de salário, ou ainda sobre um novo emprego que sentimos que será mais realizador e recompensador. Tais acontecimentos nos deixam felizes. Mas, qual foi a última vez que você ouviu alguém falando sobre estar alegre?

Recentemente alguns amigos e eu falávamos sobre estas duas palavras aparentemente similares – alegria e felicidade. Durante o curso da nossa conversa, porém, nos demos conta de que elas são muito diferentes, sob formas importantes. Felicidade, por exemplo, tem muito a ver com o que está acontecendo no momento. Eu posso me sentir feliz porque não está chovendo ou posso me tornar infeliz porque o meu café esfriou. Alegria, por outro lado, tem mais a ver com atitude. Alegria é um modo de vida, a forma como abordamos os acontecimentos diários, tanto os bons como os ruins, ao passo que felicidade geralmente tem a ver com a situação. A alegria pode ser mais um traço de personalidade, uma qualidade interior de bem-estar que permeia cada parte da vida de uma pessoa.

Uma observação que surgiu da nossa discussão foi a respeito de como o nosso nível de alegria pode afetar aquilo que nos traz felicidade. Por exemplo, se estivermos cheios de alegria, tenderemos a ver o que há de bom em muitas coisas: pequenos prazeres nos farão felizes e os problemas poderão ser vistos como desafios e não obstáculos intransponíveis. Pessoas sem alegria em suas vidas terão muita dificuldade para encontrar momentos felizes, e cada problema que encontrarem será percebido como algo difícil, árduo e perturbador.

Eu me considero cheio de alegria, o que significa que qualquer coisa aparentemente inconsequente pode me fazer feliz. Sou afortunado porque todos os negócios em que estive envolvido destinavam-se a fazer as pessoas felizes. Seja como músico, fotógrafo ou dono de café, ou ainda, mais recentemente, como restaurador de fotos antigas, vi muitas pessoas com quem trabalhei partirem com enormes sorrisos no rosto. Uma boa caneca de café pode provocar um sorriso no rosto de um amante da bebida, mas nem se compara com ver velhas fotos de família serem recuperadas. 

É interessante observar que a Bíblia fala pouco sobre “felicidade”, mas fala bastante sobre “alegria”. Aqui estão algumas coisas que ela fala sobre o modo que deveríamos abordar cada novo dia, seja no trabalho, em nossos lares ou praticando nossos hobbies e nos dedicando aos nossos interesses preferidos. 

A alegria deve ser uma companheira constante. Se alguém lhe disser que está sempre feliz, seja cético. Todo mundo enfrenta situações desagradáveis na vida. Mas a alegria interior é uma qualidade que não depende de circunstâncias externas. Por isso, nos é dito: “Alegrem-se sempre.” (I Tessalonicenses 5:16).

A alegria não depende das circunstâncias. Se alguém lhe dissesse:  “Seja feliz, não importa o que aconteça”, você concordaria? Contudo, a Bíblia nos instrui: “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve  ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma.” (Tiago 1:2-4).

A alegria é ditada por nossa fé e confiança em Deus. Outra passagem, também escrita pelo apóstolo Paulo, alguém acostumado com as adversidades, declara que a alegria emana de uma crescente fé em Deus.  “...nos alegramos na esperança de participar da glória de Deus. E também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem  a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus,  e essa aprovação cria a esperança.”  (Romanos 5:2-4).

Texto de autoria de Jim Mathis, dono de um Estúdio de Fotografia em Overland Park, Kansas, USA, especializado em trabalhos corporativos, comerciais e artes dramática. Também dirige uma Escola de Fotografia. Jim é autor de "Câmaras de Alto desempenho", livro para pessoas comuns sobre fotografia digital. Foi dono de uma Cafeteria e Diretor Executivo do CBMC, em Kansas City, Kansas, Missouri. Tradução de Mércia Padovani. Revisão de Juan Nieto

Questões Para Reflexão ou Discussão  

1. Com base em seu entendimento, qual a diferença entre felicidade e alegria? Você concorda que é possível ter alegria, mesmo que as circunstâncias o deixem infeliz? Por quê?

2. Você conhece alguém que parece mostrar alegria, mesmo quando enfrenta reveses ou adversidades? Como você descreve essa pessoa?  O que você acha que faz com que ela seja assim?

3. Descreva uma situação no trabalho na qual você seja capaz de experimentar alegria interior mesmo que os acontecimentos do momento não o deixem feliz?

4. Em sua opinião, que diferença faria se fôssemos capazes de cultivar uma alegria consistente e diária, apesar do estresse e das exigências do trabalho?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos Neemias 8:10;  Isaías 51:3;  Lucas 2:10;  Gálatas 5:22-23;  I João 1:3-4;  III João 4.

 

Uesc conquista patente de fermentador automatizado que promete elevar a qualidade do cacau brasileiro

Uesc conquista patente de fermentador automatizado que promete elevar a qualidade do cacau brasileiro

Uma inovação desenvolvida na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) poderá representar um importante avanço para a qualidade das amêndoas de cacau produzidas no Brasil. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu à universidade a Carta Patente nº BR 102020021546-9 para o Fermentador de Cacau com Hélice Rotativo Autônomo, tecnologia criada pelo professor doutor Jorge Henrique de Oliveira Sales, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Modelagem Computacional em Ciência e Tecnologia da instituição.

O equipamento foi projetado para automatizar uma das etapas mais importantes do pós-colheita do cacau: a fermentação. Considerado um processo decisivo para a formação dos aromas, sabores e características sensoriais do chocolate, o manejo adequado da fermentação é fundamental para a valorização das amêndoas e para a obtenção de produtos de maior qualidade.

Tradicionalmente, a fermentação exige o revolvimento manual periódico da massa de amêndoas para garantir a oxigenação e a uniformidade do processo. A nova tecnologia substitui essa operação por um sistema automatizado composto por um cocho cilíndrico de aço inoxidável equipado com um eixo central dotado de hélices rotativas, responsáveis por misturar as amêndoas em intervalos programados.

Além da automação mecânica, o fermentador incorpora um avançado sistema de monitoramento contínuo. Doze sensores acompanham em tempo real variáveis essenciais para o processo, como temperatura, umidade e pH. Com base nos dados coletados, o sistema ajusta automaticamente a velocidade das hélices para manter a temperatura ideal da fermentação, entre 45°C e 50°C, faixa considerada ideal para o desenvolvimento dos precursores de aroma e sabor do chocolate.

Outro diferencial é a possibilidade de acompanhamento remoto por meio de conexão Wi-Fi, permitindo que produtores e técnicos monitorem o processo à distância. O equipamento foi dimensionado para trabalhar com até 666 quilos de amêndoas e conta ainda com um sistema de drenagem destinado ao escoamento do mel de cacau e dos líquidos produzidos durante a fermentação.

Segundo o professor Jorge Henrique Sales, a proposta da tecnologia é democratizar o acesso à inovação, especialmente para os pequenos produtores de cacau, que representam parcela significativa da atividade no sul da Bahia e em outras regiões produtoras do país.

De acordo com o pesquisador, a adoção de uma solução de baixo custo e fácil operação pode contribuir para elevar a qualidade das amêndoas comercializadas pelos agricultores familiares, agregando valor ao produto e ampliando as oportunidades de acesso a mercados mais exigentes.

Especialistas destacam que a fermentação é uma das etapas que mais influenciam a qualidade final do chocolate. Processos conduzidos de forma inadequada podem gerar amêndoas com excesso de amargor, adstringência e características sensoriais indesejadas. Ao promover maior uniformidade térmica e química durante a fermentação, a nova tecnologia contribui para a obtenção de lotes mais padronizados e com maior potencial para a produção de chocolates finos e especiais.

O projeto contou com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), além do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da própria Uesc.

Paralelamente ao desenvolvimento do fermentador automatizado, o grupo de pesquisa também criou um secador alternativo de amêndoas movido a energia solar, iniciativa que busca reduzir custos operacionais e ampliar o acesso dos agricultores familiares a tecnologias sustentáveis para o beneficiamento do cacau.

A conquista da patente reforça o papel da Uesc como um dos principais centros de pesquisa e inovação voltados à cacauicultura brasileira, contribuindo para a modernização da cadeia produtiva e para o fortalecimento da competitividade do cacau nacional nos mercados de maior valor agregado.

 

Fonte: Pimenta Blog / Mercado do Cacau

Enviado pela dra. Renée Albagli Nogueira

Foto: Produção



Ponto de Leitura: rilvanbatistadesantana.blogspot.com

 

6.17.2026

A FORMA DO INEVITÁVEL II - Agilson Cerqueira


A FORMA DO INEVITÁVEL II

Agilson Cerqueira

A Forma do Inevitável

do que se vê na superfície,

Não reside na beleza da sequência —

instantes observados com precisão:

a espreita do predador,

sentidos aguçados,

tensão suspensa no ar.

Depois, o ataque:

três golpes no tempo,

três rasgos na superfície,

onde a água devolve em espelho

movimentos ondulatórios,

energia em expansão.

E, por fim,

o gesto absoluto:

o domínio.

Predador e presa:

um pacto antigo.

Morte e sobrevivência:

o mesmo pulso.

Energia em resposta,

Natureza viva!

Natureza morta!


Agilson Cerqueira

Engenheiro, Matemático, Professor, Prosador e Artista Plástico.

Licença: Creative Commons



Rico em Diversidade Cultural e Belezas Naturais - R. Santana

 

 Rico em Diversidade Cultural e Belezas Naturais

R. Santana

 

Ariano Suassuna, do “Auto da Compadecida", deixou para esta geração e futuras gerações lições de patriotismo, defesa de tradições culturais, de nossos costumes, de nossas riquezas naturais e amor ao nosso país. Nunca saiu do Brasil. Quando tomou posse na Academia Brasileira de Letras - ABL, recebeu convite para jantar na casa de um casal rico. Lá, em determinado momento, a dona da casa perguntou-lhe: “o senhor já foi à Disney?”, ”Onde?” Ela completou: “Disneylândia?” “Não!”, então, “Foi aos Estados Unidos e não foi à Disney?” “Não! Eu nunca saí do Brasil”. A mulher fez uma cara de decepção e deve ter pensado: “Esse homem não deveria ter sido indicado para ABL”. Suassuna disse que no mesmo instante o marido dela falou em alguém e, ela perguntou-lhe: “Ele já foi à Disneylândia?” Ele: “Sim!” Suassuna pensou: “Essa mulher divide a humanidade em duas categorias quem foi a Disneylândia e quem não foi”. Para Suassuna isso ocorre por causa de ideias frívolas, levianas e fúteis dessas pessoas que ainda não se libertaram de ideias coloniais e servis.

Estamos no Século XXI em que o Brasil é uma potência em terras raras, compete tête-à-tête com a China, uma potência agropecuária e alimenta boa parte do mundo. Daqui sai carne bovina, carne suína, caprinos, peixes, leite in natura, trigo, café, soja, farinha de mandioca e frutas in natura e sucos de uva e laranja industrializados.

Além de alimentos, hoje, o Brasil exporta aviões, carros, máquinas pesadas, ferro, zinco, aço, petróleo, etc.

E o imaginário? E, o folclore? Iara, Curupira, Saci-pererê, Boto-cor-de rosa, Boitatá. Mula sem cabeça, Negrinho do pastoreio, etc. O brasileiro tem um imaginário rico em lendas e mitos. As Regiões do Brasil: Nordeste, Norte, Sudeste, Sul e Centro Oeste, são ricas em manifestações culturais: o Frevo em Pernambuco; o Candomblé, a Umbanda e festas religiosas na Bahia, além do Micareta; Parintins e Boi-bumbá no Amazonas, Boi Caprichoso e Boi Garantido, na Região Norte. A Cavalhada em Goiás. No Rio Grande do Sul as danças do “Negrinho do Pastoreio”.  No Sudeste, o Carnaval do Rio de Janeiro, a maior festa do mundo a céu aberto. As escolas carnavalescas investem milhões em dinheiro e serviço para que tudo saia perfeito no dia com o samba e o desfile. No Nordeste, predominam as festas de Santo Antônio, São João, São Pedro, que duram dias e noites.

A literatura, a música clássica e popular, as artes plásticas, a dança popular e a dança clássica, literatura de cordel, são manifestações do nosso povo que são copiadas lá fora pela perfeição da arte e perfeição estética.

A nossa literatura é genuína e inigualável. Machado de Assis, Castro Alves, Drummond, Jorge Amado, Guimarães Rosa, Monteiro Lobato, Adonias Filho, Mário de Andrade e Euclides da Cunha não ficam devendo nada a nenhum poeta ou escritor estrangeiro.  Se Fernando Pessoa escrevia com heterônimos; o nosso Mário de Andrade mudou a estrutura da escrita e criou o verso livre e o Modernismo em 1922.

Porém, o brasileiro ainda não perdeu o complexo de “cachorro vira lata”, tudo que é bom tem que vir de fora. Exemplo recente foi a apresentação da cantora Shakira que fechou a praia de Copacabana com milhões de fãs e admiradores que vieram do Oiapoque ao Chuí. Deve ter levado milhões de reais de patrocinadores privados e verbas públicas de prefeitura, estado e União. Ela não sairia da Colômbia para fazer show de graça no Brasil.

As pessoas ingênuas e incautas deixam um país com “n” belezas naturais com ecoturismo desenvolvido, Floresta Amazônica e Atlântica, rios que atravessam o país, igrejas históricas e modernas como a do Pai Eterno. O Brasil tem mais 5000 cidades, portanto, são 5000 pontos turísticos, cada cidade tem seus costumes, sua tradição e sua história e seu turismo.

O incauto sai de seu pais com essa diversidade cultural e histórica e vai para Europa, notadamente, a França, cortada pelo Rio Sena, poluído tanto quanto o Tietê, a Torre Eiffel, a Catedral de Notre Dame, velhos museus e palácios milenares e nada mais. Na Espanha o principal ponto turístico é a Igreja da Sagrada de Família de Antoni Guadi. Se o incauto brasileiro vai aos Estados Unidos, somente, a Disneylândia encanta os filhos. Esses países do lado de lá, eles não têm mais faunas, não têm florestas, enfim, eles não têm belezas naturais, tudo é artificial, feito pelo homem.

Concluindo, nós somos abençoados por Deus, não temos um país, temos um paraíso. Moramos num pedaço de chão que é o melhor da Terra.

 

Autoria: Rilvan Batista de Santana

Membro fundador da Academia de Letras de Itabuna – ALITA

Foto: Google

Ponto de Leitura: rilvanbatistadesantana.blogspot.com 

 

 

 

 

 

 

Leandra Nel — Cores e Mídia

 









Leandra Nel — Cores e Mídia

Nascida em um tempo em que a tv era acores

Eu, Não me via nela.

Eram poucos os negros em uma incrível janela.

Meu cabelo crespo não tinha representatividade.

Tranças ,prender e alisar eram as opções .

Negra com traços finos, negra de alma branca,

filha de negro com branco…

Falas com estereotipias repetidas na rua e na TV.

Eu nunca me achei a donzela de contos de fadas.

Não me via e aquilo me feria.

As bonecas que eu brincava nem negras eram.

O tempo passou e o jogo virou reconheço agora minha ancestralidade

Em toda parte jornal, tv, internet .

Podemos falar abertamente da descendência

Dos nossos orixás, do nosso batuque .

Da nossa negritude.

Derrubada de estatua de racista nós podemos fazer.

E se falar do meu Black podemos colocar a boca no trombone.

Vejam a força do navio negreiro da Senzala e do quilombo.

E a casa grande pira quando vê nós negros invadindo a grande mídia.

 

Sobre o poema: Leandra Nel traça uma linha do tempo da própria consciência racial — da ausência de referências negras na TV de sua infância até o reconhecimento da ancestralidade. O poema documenta como a representatividade (ou sua falta) forma e deforma identidades desde cedo.


Autora: Leandra Nel

Foto: Google

Ode ao dois de julho (trecho)

 








Ode ao dois de julho (trecho)

        Castro Alves

 

Não! Não eram dois povos, que abalavam

Naquele instante o solo ensangüentado...

Era o porvir—em frente do passado,

A Liberdade—em frente à Escravidão,

Era a luta das águias — e do abutre,

A revolta do pulso—contra os ferros,

O pugilato da razão — com os erros,

O duelo da treva—e do clarão!...

 

No entanto a luta recrescia indômita...

As bandeiras — como águias eriçadas —

Se abismavam com as asas desdobradas

Na selva escura da fumaça atroz...

Tonto de espanto, cego de metralha,

O arcanjo do triunfo vacilava...

E a glória desgrenhada acalentava

O cadáver sangrento dos heróis!...

 

Autor: Castro Alves

Foto; Google

Destaques

PROSEANDO A MENTE INQUIETA -Agilson Cerqueira

PROSEANDO A MENTE INQUIETA Agilson Cerqueira Há em mim um prumo quebrado e uma régua incapaz de medir o abismo. Carrego instrumentos feitos ...

Última semana