Vencendo a Ira
Por Rick Boxx
Anos atrás, meu
chefe na ocasião, escolheu-me para presidir uma força tarefa para tratar de um
problema importante da nossa companhia. Para mim, aquilo representava uma mina
terrestre política - uma situação clássica de quando não existe uma solução
satisfatória. Meu chefe provavelmente esperava que eu o protegesse de possíveis
estilhaços causados pela decisão da força tarefa, coisa que eu não fiz
Por suas
descobertas, a força tarefa chegou à conclusão de que a questão real estava na
abordagem que meu chefe tinha adotado para lidar com o problema que estávamos
pesquisando. Logo depois que meu relatório foi finalizado e apresentado, fui
rebaixado de posto. Meu chefe, que sempre advogara em meu favor, tornou-se meu
inimigo.
Por mais de dois
anos abriguei uma ira tóxica em relação a ele. Eu me sentia injustamente
tratado e caluniado. Eu fora o bode expiatório de um problema que meu próprio
chefe causara. Procurando dar o troco e de algum modo me vingar, toda vez que
tinha a oportunidade, eu falava mal daquele homem para outras pessoas.
Depois de
carregar esse peso de ira e amargura, sem nenhuma esperança de que o executivo
viesse a corrigir o erro que cometera para comigo, cheguei à chocante, embora
libertadora conclusão: Minha ira estava me ferindo muito mais do que afetando a
ele. Ainda que meus comentários negativos conseguissem diminuir meu chefe aos
olhos dos outros, minha ira não era apaziguada.
Foi então que
passei a fazer algo que deveria ter feito muito antes: determinei-me a ler,
meditar e aplicar o que a Bíblia ensina a respeito da ira, justificada ou não.
Por exemplo, Efésios 4:26 ensina: “Quando vocês ficarem irados, não pequem.
Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha, e não deem lugar ao diabo.”
Pensando sobre sua exortação, me ocorreu que o sol se pusera sobre a minha ira
literalmente centenas de vezes, e a supuração da amargura que eu sentia
continuamente estava dando ao diabo ampla oportunidade de sabotar aquilo que
Deus estava tentando fazer em mim e através de mim.
Então, comecei a
ponderar sobre Mateus 6:15, onde Jesus afirma:
“Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai Celestial não lhes perdoará
as ofensas.”
Palavras duras
de serem lidas. Enquanto eu apontava um dedo acusador para meu ex-chefe,
parecia que os demais dedos da minha mão apontavam diretamente para mim.
Ponderando sobre isso, o Senhor me convenceu de que já que eu não tinha
perdoado meu ex-chefe, como poderia esperar que Deus perdoasse os meus muitos
pecados? Tomei consciência de que além de perdoar meu ex-chefe – mesmo que ele
nunca pedisse isso – eu também precisava pedir a Deus que perdoasse meus tantos
pecados, inclusive meu espírito não perdoador.
Para saber o que
Deus queria que eu fizesse a seguir eu li Mateus 5:23-24, onde Jesus diz:
“Portanto, se você estiver apresentando a sua oferta diante do altar e ali se
lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do
altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua
oferta.”
Depois de mais
de dois anos desde quando minha ira começou, finalmente iniciei o processo de
reconciliação telefonando para o meu ex-chefe e pedindo seu perdão. Isso não
consertou o que ele tinha feito, mas pelo menos eu estava livre da ira tóxica e
seus efeitos devastadores. A ira é um câncer emocional cuja cura é o perdão.
Perguntas
para Reflexão ou Discussão
- O que você
pensa sobre a expressão “ira tóxica”? Você já experimentou isso? O que a causou
e que impacto teve em você?
- Essa ira pode
ser justificada? Abrigar tal amargura em relação a outra pessoa pelo que ela
fez pode ter algum valor positivo? Por
quê?
- Que podemos
fazer para pôr em prática a admoestação “Apaziguem a sua ira antes que o sol se
ponha”? Você acha que isso é importante?
- Por que
deveríamos perdoar outros pelo mal que nos tenham feito, mesmo que eles não
peçam nosso perdão? É realista agir assim? Quais as consequências de não
perdoarmos as ofensas dos outros?
Desejando
considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos:
Provérbios 12:16; 14:29; 15:18; 17:27; 18:19; 29:8,11; Efésios 4:31;
Colossenses 3:8.