11.03.2025

A escola do futuro (II) - R. Santana

 


A escola do futuro (II) - R. Santana

     Há 7 anos, no dia 16 de abril de 2013, publiquei no blog de literatura “Saber-Literário”, uma crônica com o título: “A Escola do Futuro”. Na “Escola do Futuro”, eu teço considerações (exercício de futurologia) sobre a escola do Século XXI. Nessa crônica, sustento a tese que o advento da Ciência Informática, da Internet, de aplicativos e de redes sócias, a escola tradicional, sedentária, obsoleta, tenderá desaparecer e terá a mesma resistência que teve a “Escola Nova” de Paulo Freire, Vygotsky, Piaget, Wallon e Anísio Teixeira.
     O coronavírus e a Covid-19, embora nefastos, o vírus e a doença produziram um “novo normal”. Logo depois de março, os governos dos estados impuseram à sua população, regras sanitárias e sociais, a exemplo do uso do álcool em gel, lavar as mãos com frequência, cuidados sanitários com as roupas e os sapatos e o distanciamento social, até o isolamento social para os idosos. Nesse conjunto de medidas sanitárias e administrativas, de todas as atividades humanas, a escola foi/é a mais penalizada, daí recorreram ao ensino e ao estudo online, notadamente, a escola fundamental (I e II) e a escola média.
     Faz-se necessário dizer que o ensino à distância e à aprendizagem têm mais eficiência e qualidade que o ensino e a aprendizagem presenciais. As dificuldades são operacionais e logísticas, a maioria dos alunos não dispõe de instrumentos operacionais de aprendizagem como “Smartphone”, “Notebook”, “Tablet” e “Internet”.
     No texto de 2013 da escola do futuro, eu sugiro que as escolas públicas e privadas, ao invés dum espaço físico (escola), mantivessem à disposição de sua clientela CENTROS DE CONSULTA E INFORMAÇÃO para dirimir dúvidas, alimentar feedback e promover interação social. A escola convencional não motiva mais o sujeito da aprendizagem do que a escola à distância que se descortina para os próximos anos como realidade irreversível.
     Alguns pedagogos e psicólogos resistem ao novo normal e afirmam que o distanciamento social compromete a sociabilidade, o desenvolvimento afetivo e intelectual da criança, por isto, eles condenam o ensino online. Porém, a escola não é a única atividade que supre essas necessidades inatas do sujeito da aprendizagem e sujeito social, os parques de diversões, os museus, os teatros, os cinemas, a mídia, o esporte e atividades culturais diversas contribuem nas relações sociais, nas funções cognitivas e afetivas.
     O ensino à distância contribuirá no planejamento educacional, com redução de despesas e aumento de receitas municipais e estaduais e federais. Os governantes ao invés de investirem em grandes espaços físicos com custo elevado de manutenção, investiriam em materiais informáticos e redes de Internet. Por outro lado, diminuiria os custos pessoais do alunado com transporte, fardamento, merenda escolar e tempo.
     Com a violência que cresce dia a dia e a droga, o ensino à distância não extinguiria, mas reduziria esses males da sociedade atual com os indivíduos em casa. A violência e a droga não encontrarão ambiente fértil se a escola tradicional for extinta ou modificada estruturalmente.
     Toda mudança tem resistência, antes da “Escola Nova”, valorizava-se o conhecimento mnemônico, isto é, o sujeito da aprendizagem não aprendia, memorizava, o conhecimento era “vomitado”, não havia espaço para o questionamento, a dúvida, a razão crítica de Kant, magister dixt et dix, muitos personagens históricos tiveram dificuldade de aprendizagem como discípulo, caso emblemático foi o de Einstein que seus professores colocaram em dúvida sua capacidade mental, hoje, é o pai da Física Moderna e da Teoria da Relatividade.
     Por isso, sou um modesto defensor da escola online, é tempo de mudança, métodos e práticas obsoletas devem ficar no passado histórico. Urge a necessidade duma escola integrada aos novos conhecimentos científicos, às técnicas atuais, pois, todas as atividades intelectuais (direito, medicina, engenharia, etc.), já incorporaram essas novas tecnologias da informatização e da cibernética.
     As maiores bibliotecas do mundo: Nacional do Brasil, The British Library, Congresso Americano, Shanghai Library, Pública de Nova York, embora possuam em seus arquivos, milhares de obras literárias e científicas e recursos visuais e audiovisuais, não têm a mesma praticidade e acesso das bibliotecas virtuais. O Google e a enciclopédia livre Wikipédia atendem às necessidades intelectuais e pesquisa, de estudantes, de profissionais liberais ou qualquer pessoa ciosa de informação e conhecimento.
     Tivemos com a pandemia do coronavírus, o rompimento de modelos educacionais tradicionais e o acesso aos novos paradigmas escolares virtuais, porque é fato que o ensino à distância funciona e caberá às autoridades políticas executivas e pedagógicas, implementarem essas novas tecnologias e ajustarem as condutas de pessoas envolvidas.
     Não será um processo rápido a escola online e escolas ligadas à web, conservadores radicais lutarão para manutenção do status quo atual, todavia, serão vencidos pela ciência, aí, teremos a escola do futuro.



Autoria: Rilvan Batista de Santana
Licença: Creative Commons

Membro da Academia de Letras de Itabuna - ALITA

Imagem: Google

A morte é o fim - R. Santana

 


A morte é o fim - R. Santana
 

     A alma é o princípio vital da vida, principiu vitalis, organização imaterial de uma pessoa que finda com a morte, a alma não tem individualidade quando se separa do corpo, sua energia vital se desprende quando cessa a vida. O famoso médium Chico Xavier, num dos seus livros, Nosso Lar, uma paródia do espírito de André Luiz, um romance burlesco que conta as várias fases do espírito após a morte, digressões fúteis, sem comprovação científica e significado de verdade, o livro subsiste aos milhares pela fé dos adeptos de Chico Xavier e a crença de incautos de vida espiritual depois da morte.
     O cristianismo é a única religião que nega a evolução espiritual após a morte. A Bíblia no Novo Testamento (João 3: 6), Jesus Cristo em resposta a Nicodemos, Ele deixa claro que o homem (carne) não é espírito nem capaz de gerar espírito: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”, noutra passagem, Ele subestima a morte e seus mortos: “Deixa aos mortos sepultarem os seus mortos” (Lc 9, 57-60). O cristianismo se embasa no tripé religioso: Deus-Jesus Cristo, vida eterna e ressurreição, nenhum preceito cristão diz que existe vida depois da morte.
     O homem não tem a natureza divina de Deus, sua natureza humana é limitada e a matéria corruptível, por mais que tenha vontade, ele nunca se livrará da morte mesmo com todo o avanço da ciência. A ciência poderá clonar o material genético humano e produzir “homem em série”, porém, não se livrará do cutelo da morte. Duas verdades existem por si mesma: Deus e a morte. Por isto, entende-se que Deus e a morte se impõem por si, são verdades absolutas. Deus é uma possibilidade essencial, existe por si, mesmo que alguém O negue, O reconhece como ideia lógica que subsiste por si. A morte, também, é uma “possibilidade necessária”, ela está na categoria kantiana dos “conceitos puros e fundamentais à unidade dos juízos”.
     Karl Marx deixou escrito que “a religião é o ópio do povo”, isto é, deixa o indivíduo em estado de narcose, ou seja, um pouco alienado, insensível, a vontade mais forte que a razão. Porém, a religião dá esperança ao homem de vida eterna e remissão dos pecados, se não houvesse religião, o homem não teria atingido o estágio de desenvolvimento social e o significado atual de vida, não haveria consciência moral, as leis da sociedade não conteriam a falta de escrúpulos dos mais fortes e de mentes psicopatas. O mundo seria darwiniano de seleção natural se não houvesse religião: o indivíduo mais fraco não sobreviveria. O homem é alimentado pela fé.
     Há milhares de ano, o homem busca o autoconhecimento: “Quem sou? De onde vim? Para onde vou?”, porém, as respostas são evasivas, subterfúgios, o homem não sabe pra que veio nem seu significado existencial, cada indivíduo faz seu destino conforme as circunstâncias e seu livre arbítrio. Conta-se que um jovem homem tinha fixação por riqueza e morava numa pequena república com outros colegas, então, escreveu nas paredes do seu quarto: “Eu sou o dinheiro!!!”, daí em diante, ele perseguiu o dinheiro com tanta sofreguidão e perseverança que o dinheiro lhe buscou na mesma intensidade e o homem ficou muito rico.
     O homem está no mundo como se estivesse num grande deserto sem norte, sem futuro, inseguro e ansioso. A incerteza do amanhã lhe produz pânico e vontade de morrer. Quantas pessoas dizem que a morte é um descanso? Sim! A morte é um descanso, não pelo fato de alguém ter certeza de ir para o céu, paraíso ou inferno, mas é que a morte cessa todos os problemas existências. O filósofo Sócrates comparou a morte com uma noite profunda de sono que todos os problemas existenciais desaparecem nessa noite.
     O mercado de filmes de terror, romances que contam a história do outro mundo, e livros espíritas cresce mais do que qualquer mercado literário. Porém, são histórias de ficção sem nenhum fundo de verdade. A morte é o fim, não existe vida além-túmulo, não existe alma individual, mas, um sistema energético vital que se desprende do corpo nos estertores da morte. Existe uma seita religiosa que sustenta que na morte a alma passa por três passagens: “NEFESH”, “RUACH” e “NESHAMA”, forças metafísicas que se juntam após a morte e formam a alma, conjecturas religiosas...
     Ninguém nunca registou a aparição de uma alma, o registro duma visagem, um ato de assombração, alguém que morreu ainda não voltou para contar a história do lado de lá desde que o mundo é mundo.
     Certa feita um valentão foi desafiado dormir em um castelo mal-assombrado, um castelo de almas... Levou todos os apetrechos para um bom sono, inclusive, armas de fogo e arma branca, todavia, no meio da noite sua valentia deu lugar ao medo, porque do porão ouvia-se movimentos e grasnidos estranhos, o valentão com um lanterna vasculhava algum ser fantasma, em vão, já no alto da escada, a lanterna caiu-lhe das mãos e foi parar no porão, com medo, ele correu pelos corredores a esmo quando algo lhe prendeu e teve uma síncope e morreu. No outro dia, a polícia e o médico legista encontraram o valentão enganchado num prego pelo paletó. Os amigos e curiosos descobriram depois que não havia nenhum fantasma no castelo, mas, muito rato, morcego, lagartixa, etc.
     Alguns fenômenos extra-sensoriais, a exemplo de psicografar mensagens de algum morto, ouvir vozes do além, movimentar objetos à distância, etc., não são fenômenos espirituais, são fenômenos parapsicológicos, quem morreu não mais existe, findou-se, não é entidade espiritual, virou pó: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gênesis 2:7 – 25), ou seja, significa que do pó Deus lhe deu alma vivente, princípio vital, não espírito eterno.
     O saudoso Óscar González-Quevedo Bruzón, o conhecido padre Quevedo, desafiava alguém mostrar um sinal de alguém que já morreu. Os fenômenos praticados pelos médiuns, de acordo padre Quevedo, são fenômenos extrassensoriais, parapsicológicos, não fenômenos espirituais. Quevedo, padre e parapsicólogo estudioso, com metodologia científica, sustentava que na morte, cessam todas as propriedades vitais e o corpo apodrece logo. Por coerência religiosa, ele acreditava na promessa de Jesus Cristo de ressurreição.
     O fato de asseverar que a morte é o fim, eu não teci comentário sobre a existência de Deus-Jesus Cristo, pois Deus é uma ideia que subsiste por si, o final do parágrafo 3º., esclarece de maneira sucinta a existência de Deus: “ Deus é uma possibilidade essencial, existe por si, mesmo que alguém O negue, O reconhece como ideia lógica que subsiste por si”. Talvez, não seja um Deus personalizado, um velho de barbas brancas, sentado em um trono no firmamento. A crença de Deus-Jesus é substanciada pela fé e evidência lógica e razão.
     As crenças espirituais de reencarnação de Allan Kardec e a metempsicose (reencarnação de pessoas, reencarnação em animais e até em plantas) de Pitágoras, subsistem mais por tradição e fé dos seus seguidores que por significado teórico. Nenhuma pessoa de bom senso irá acreditar que terá uma vida espiritual além-túmulo ou voltará reencarnado noutra pessoa para completar sua evolução espiritual.
     Enfim, a morte é o fim do homem e a pedra sepulcral é seu lugar eterno.


Autoria: Rilvan Batista de Santana

Membro da ALITA
Licença: Creative Commons

A ALITA ESTÁ INTUBADA NA UTI SEM OXIGÊNIO (10 anos de marasmo e desconstrução)

 


A ALITA ESTÁ INTUBADA NA UTI SEM OXIGÊNIO
(10 anos de marasmo e desconstrução)
 
Fernando Henrique disse certa feita que as pessoas esquecessem o que ele tinha escrito, eu não tenho a estatura intelectual do ex-presidente, todavia, gostaria que as pessoas queimassem tudo que escrevi, quando passar daqui pra lá, certamente, não fará falta aos leitores inteligentes. Por exemplo, o texto abaixo em negrito, reflete um instante que gostaria de ter apagado e não mais circulasse no GOOGLE, não pela instituição acadêmica que pertenço, mas, por ter convivido com algumas pessoas que não mereciam os encômios que escrevi neste texto.

“ALITA foi parida, veio à luz, numa das salas da FICC, às 9h, no dia 19 do mês de abril do ano cristão de 2011, e acalentada nos braços dos preclaros Cyro de Mattos, Dinalva Melo, Ruy Póvoas, Antônio Laranjeira Barbosa, Marcos Bandeira e outras mulheres e homens de expressão literária da terra do cacau.

Este “escrevinhador”, o segundo filho de dona Leonor, também estava lá; não com a mesma competência obstétrica dos demais confrades, mas com o mesmo desejo de vê-la nascer com saúde para que daqui a alguns anos, perambule e troque ideias com suas irmãs gêmeas neste país de Drummond, Cora Coralina, Aluísio de Azevedo, Adonias Filho, Amado Jorge (perdoe-me o trocadilho), João Ubaldo Ribeiro, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Guimarães Rosa, o mulato Lima Barreto, dentre outros, e o nosso mais louvado escritor, jornalista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, poeta e crítico literário, o mulato, Joaquim Maria Machado de Assis de registro de nascimento e “Machado de Assis” para o povão." Rilvan Santana - membro fundador da ALITA.

Fui um dos fundadores da Academia de Letras de Itabuna – ALITA, apadrinhado pelo ex-juiz Marcos Bandeira, em 19 de abril de 2011. Não o conhecia pessoalmente, acho que me indiquei pelas minhas produções que enviava, com frequência, por e-mail, para escol intelectual da cidade itabunense.

O nosso primeiro encontro foi nas dependências da Fundação Itabunense de Cidadania e Cultura – FICC. Naquela época, o escritor Cyro de Mattos era o seu presidente. Foi um encontro com homens e mulheres da cultura e arte de Itabuna. Nesse encontro, discutimos o nome da futura academia e saímos dali com a diretoria formada (Marcos Bandeira - presidente e fui indicado para segundo tesoureiro, com o afastamento de Gustavo Fernando Veloso, fui alçado à primeira tesouraria até o fim dessa diretoria). A escolha dos patronos, patronesses, Regimento e Estatuto ficaram para as sessões subsequentes.

O período administrativo à frente da ALITA de Marcos Bandeira foi produtivo, significativo, escolhemos os 40 membros com os seus patronos e patronesses, aprovamos e registramos em cartório o Regimento e o Estatuto – surpreendi-me no site da entidade, estão: “página em desenvolvimento”.

Hoje, a ALITA está intubada e morrerá por falta de oxigênio, diferente de sua congênere AGRAL. A entidade perdeu a aura intelectual, não mais produz, não faz lançamento de nenhuma obra, foi esquecida da comunidade, seus membros estão dispersos e seu site é repositório das obras e divulgação do escritor Cyro de Mattos. Aliás, este senhor converteu-se na eminência parda da entidade de letras e artes desta terra que já foi do cacau: indicou a maioria dos membros da entidade, inclusive, os membros correspondentes, tomou conta da revista e do site e foi buscar nas terras de Adonias Filho, Itajuípe, em detrimento das sumidades intelectuais de Itabuna, a presidente atual da Academia de Letras de Itabuna – ALITA.

Quando ajudei fundar a academia, movia-me o desejo, não de imortalidade temporal, pois a própria entidade é efêmera, nesse mundo das letras poucos são as páginas perenes, poucos são os Machados de Assis, os Lima Barreto, os Dotoievski, os Antoine Sant-Exupéry, os Kafka, os Monteiro Lobato, etc. Motivou-me colaborar nas letras itabunenses e estimular o surgimento de novos valores na arte e na literatura, que a entidade se tornasse de utilidade pública e reconhecida pelos órgãos do governo.

A AGRAL completou, também, 10 anos de existência na semana passada com nova diretoria, novos programas culturais e grande manifestação na mídia e coesa. No site da ALITA, uma homenagem pálida, sem robustez, homenagem manifesta para comemorar os 10 anos da entidade: Tica Simões, Ruy Carmo Póvoas e Carlos Eduardo Passos, intelectuais de escol, mas, sem fôlego pela idade decrépita, incapazes de soerguer a entidade cultural itabunense que se encontra agonizando.

Para se administrar qualquer entidade: cultural, científica, religiosa, sindical, empresarial, pública, etc., é condição sine qua non, necessária, que o gestor agregue, lidere, sozinho, ninguém é capaz de levar um projeto adiante. As personalidades egoístas não solidárias, não generosas, sem empatia, devem ser dirigidas e não dirigir.

Marcos Bandeira foi substituído no ano 2013 pela ex-juíza Sônia Carvalho de Almeida Maron na condução da ALITA. A ex-juíza teria tudo pra fazer um bom trabalho, contudo, foi envolvida pela influência tendenciosa do escritor Cyro de Mattos. Ele assumiu a revista Guriatã e o site, além de ampliar os membros correspondentes e preencher as vagas da entidade com pessoas que não preenchiam os requisitos necessários de um acadêmico, apaniguados, apenas, para fortalecer sua ascendência nas decisões da diretoria da entidade literária.

Fui o único que se insurgiu contra seu despotismo acadêmico. Incomodava-me o site da ALITA e a revista "Guriatã" fossem privilégios de poucos. O senhor Cyro de Mattos privilegiava a divulgação dos ensaios enfadonhos dos apaniguados à criatividade dos que não lhe puxavam o saco, além dele tomar todos os espaços da revista e do site com sua literatura. Fui alijado da entidade acadêmica e fui admoestado na mídia com “Manifesto de Desagravo” em 10. 03. 2017 e depois de afastado, mas ativo, no “Dia dos Pais”, 08.08.2020, fui homenageado pelo escritor Cyro de Mattos com o conto mal-ajambrado intitulado: “O Terrorista Cultural”, cujo objetivo foi desqualificar-me socialmente e me colocar a pecha de sujeito perigoso, pavio curto...

Neste dia, 19 de abril de 2021, a ALITA não tem nada pra comemorar, sim, lamentar os rumos de condutas centralizadoras e egoísta de alguns dos seus membros. A entidade ao invés de evoluir, ela parou no tempo e quase extinta no objetivo que foi criada. Nesses 10 anos, ela não tem sede própria, não é de utilidade pública, não fez nenhum lançamento de livro (exceto as produções de Cyro de Mattos), não presta serviço pedagógico nas escolas, não é reconhecida pela comunidade itabunense, publica a revista esporadicamente, não tem conta bancária e seus membros foram dispersos e descompromissados.

A ALITA necessita de oxigenação, de renovação, de pessoas independentes e ideias novas. A academia não pode e não deve ficar à mercê de pseudos-medalhões, de pessoas egoístas, autoritárias, gente sem empatia, pessoas que usam a academia para enriquecerem suas biografias. Uma academia democrática que todos tenham direitos e deveres, sem privilégios, sem formação de grupo, sem sectarismo, não tendenciosa, uma academia que atenda às necessidades acadêmicas, não de um membro em particular ou de .grupo.
Enfim, já disse em outro texto que a ALITA ressurja das cinzas assim como a “Fênix”. Hoje, ninguém fala de nossa academia. Que seja reconhecida como de “utilidade pública”, assim estará qualificada para receber ajuda de todos os níveis de governo, celebrar contratos, desde o governo municipal até o federal. Desejo que surja uma liderança com empatia, agregadora, generosa e intelectualmente honesta para que a ALITA cumpra seu papel cultural na comunidade de Itabuna”. Rilvan Batista de Santana, São Caetano, Itabuna (BA), Brasil.
 

Carta para Eliza Santos – R. Santana

 


Carta para Eliza Santos – R. Santana

Carta para Eliza Santos – R. Santana

Estimada Senhora:
Hoje, eu abri seu site e lá tem 221 publicações de “Palavra de Salvação”, feito recorde duma cristã engajada nas ações cotidianas da igreja católica. A religião alimenta a fé, triste do homem se não fosse balizado em princípios morais e não tivesse a crença de vida eterna.
Porém, motivou-me escrever esta carta as boas e más lembranças do passado, as mesmas que contribuíram para nossa dissensão intelectual e relacionamento interpessoal. A causa de nosso desentendimento foi por ciúme intelectual e picuinhas de alguns acadêmicos da terra. Quantas vezes a senhora me elogiou? Enésima! Ainda guardo nos meus arquivos suas palavras de amizade e solidariedade:
“Rilvan, ali tem gente cuja índole diabólica é tamanha a ponto de proibir que uma filha esteja presente e dê à sua mãe no leito de morte o conforto final. Tem gente mentirosa que vive a inventar para meio mundo que é autor internacional (e acredita na própria mentira). E tem também ali uma corja que se compraz em viver sob as asas negras desses medíocres. Acho que deverias ter enviado esse documento para todos os que fazem parte da tropa. No fundo, meu amigo, eles estão de verdade é com muita inveja e medo de ti, da tua capacidade como escritor da tua verdade”. Quase eu cedi à tentação que era escritor...
Porém, não demorou muito e entendi que a “mão que afaga é a mesma que fere”. Fui chamado de chantagista, achacador, etc., somente pelo fato da senhora pensar que iria usar suas mensagens que detratavam os nossos inimigos em comum e lhe colocar numa situação desagradável, até processual. Jamais iria lhe fazer mal algum, não sou nenhum escroque, tenho uma vida ilibada, já fui vítima, todavia, nunca fraudei nem corrompi ninguém. Tenho o “pavio curto”, os bofes na goela, é recomendável não me cutucar com vara curta, pois responderei na mesma moeda ou moeda quadruplicada.
Senhora Eliza Santos, assim que nos desentendemos, a senhora passou publicar (para ferir-me), todas às produções de um escritor que me tem ojeriza, raiva, sempre me procurou prejudicar na ALITA. Ele jacta-se ter livros publicados no exterior (nenhum viandante ainda teve a sorte de lê-los), só escreveu um romance de tema esgotado em 50 livros que publicou, segundo esse poeta e escritor. Seus livros infantis não são referendados e vangloria-se ser Doutor Honoris Causa pela Universidade Santa Cruz e desfila com várias medalhas no peito como prêmio literário, um esnobe, um egoísta, “minhoca que quer ser cobra”, um frustrado em sua arte.
Prezada senhora, não lhe peço perdão nem desculpas pelos nossos desencontros no passado, se lhe pedisse perdão, eu invocaria Pedro (Mateus 18. 21,22), é que não lhe fiz nenhuma maldade, mas fui vítima do maquiavelismo dos maus e denegrido publicamente em seu site: Manifesto de Desagravo (10.03.2017) e Terrorista Cultural (08.08.2020). Eu sei que a censura acabou desde a derrocada do regime militar de 64, no entanto, devemos usar a lei corretamente, não me foi concedido o direito de resposta e fiquei com a pecha de mau caráter e pessoa de maus sentimentos, insociável e criador de caso. Apenas, defendi-me de uma elite fechada, retrógrada, herdeiros do cacau que não aceitam o diferente em seu nicho.
Sou um pequeno homem e um autor pequeno, não possuo os recursos retóricos dos grandes intelectuais para descrever a conduta de alguém, no entanto, sou fiel ao mandamento bíblico: “Não julgueis e não sereis julgados”. Todavia, me é dado o direito, quando acusado, tratado com vilania, duvidar: “... tu tens uma prática religiosa de generosidade, perdão, tolerância, ponderação e amor, mas, tu és intolerante, ressentida, rancorosa, vingativa, coração pardo, coração sem amor”.
Fui eu que lhe incentivei criar um site para publicar suas produções e divulgar os autores da terra, inclusive, era costume seu elogiar o “Saber-Literário” e o usou por longo tempo até obter o seu próprio site. Para mim era um prazer, uma honra ter uma parceira que comungava comigo os mesmos gostos literários e o desejo de divulgar os poetas, os escritores, os artistas plásticos e os pensadores da terra.
Porém, essa parceria trouxe ciúme, malquerença, que eu estava divulgando as mesmas produções do seu site... A senhora esqueceu o compromisso de parceria e os textos de seu site eram de domínio público, cabia ao administrador do “Saber-Literário” indicar a autoria, que seu site só tinha o domínio de suas produções, se alguém tivesse de reclamar, fosse o autor da produção literária. Além de manifestar a minha “desonestidade” em seu site, o criptografou para que ninguém o copiasse, um desserviço literário, pois a boa ideia deve passar adiante. Dou-lhe meu exemplo no Recanto das Letras, todas as minhas produções são registradas pelo Creative Commons: “ Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas”. Eu fico realizado quando o leitor lê as minhas produções e faz algum comentário produtivo ou crítico.
O objetivo do meu site é estimular a leitura e a escrita de jovens e adultos. Não tenho objetivo financeiro nas minhas publicações, são 368 textos avulsos (contos, crônicas, artigos, ensaios, etc.) e 21 livros em PDF, espalhados no amazon.com, Recanto das Letras, “Saber-Literário”, etc. Quando divulgo um texto que não é de minha autoria, eu cito a autor, quando não tem autoria, acrescento: “autor desconhecido”. Afora a senhora, ninguém nunca reclamou, ao contrário, agradece-me pela publicação.
Eu tenho vários defeitos, porém, quando tenho uma amizade, eu sou fiel como um cão, jamais apunhalei um amigo pelas costas. Sempre uso Voltaire para expressar a minha fidelidade: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”, ou seja, sempre fico ao lado dum amigo, mesmo não concordando com suas ideias.
Enfim, a amizade não se compra na farmácia, na feira-livre, na casa de materiais de construção, a amizade é um sentimento mais forte que o amor. Há um provérbio popular que diz: “Amigo é aquele que mesmo profundamente magoado, não desiste da amizade, ele sempre está pronto para perdoar”. Não fomos amigos em nenhum momento, fomos conhecidos quando tínhamos interesses comuns. Cordialmente, Rilvan Batista de Santana. 18 de fevereiro de 2021. São Caetano, Itabuna (BA).


Autor: Rilvan Batista de Santana
Licença: Creative Commons

O Cavaleiro da Esperança - R. Santana

 


O Cavaleiro da Esperança - R. Santana
 
Quando adolescente, li do escritor Jorge Amado, o livro biográfico de Luís Carlos Prestes, “O Cavaleiro da Esperança”, a epopeia e a tragédia da Coluna Prestes. Conhecia an passant o comunismo de Marx de Engels, Lênin e Stalin. Apaixonei-me pela cultura e discernimento revolucionário de Trotsky.
O revolucionário Luís Carlos Prestes ficará para sempre na História do Brasil, não pelo seu ideário político revolucionário, mas pela defesa e perseverança de seus ideais comunistas e a epopeia de 25000 Km que empreendeu pelo interior do país, uma tropa revolucionária de 1800 homens que, a metade foi dizimada pela cólera, depois de 29 meses que a Coluna Prestes percorreu vários estados brasileiros, ela chegou ao fim no ano de 1926.
Se Luís Carlos Prestes foi o mensageiro da esperança do Século XX, Jair Messias Bolsonaro, hoje, é o arauto da esperança de milhões de brasileiros do Século XXI, ambos são antagônicos nas ideias e prática política, porém, ambos têm a mesma grandeza patriótica. Prestes lutou para que não houvesse desigualdade social e econômica profundas, que todos tivessem as mesmas oportunidades de vida. Bolsonaro luta pelos valores essenciais da vida: a liberdade, a democracia, a família, a religião, a saúde, a educação, o trabalho, a autodefesa, o direito de propriedade e os valores éticos e morais conservadores. O combate à corrupção e a lisura com o dinheiro público não são virtudes, mas, obrigação, dever.
Depois de um atentado criminoso em Juiz de Fora (MG), ainda candidato à presidência do país, esfaqueado por um sujeito, supostamente com transtornos mentais, identificado por Adélio Bispo de Oliveira. A defesa desse criminoso justificou motivação política e religiosa passionais e não crime de mando. O energúmeno quase interrompeu a trajetória de Jair Bolsonaro disputar o pleito eleitoral de 2018 e chegar à presidência do Brasil. Daí em diante, o povo passou chamar-lhe de mito. Mito como sujeito de mudança para atender às aspirações ideais dum povo em determinada fase histórica.
A eleição do deputado Jair Bolsonaro foi desdenhada por vários segmentos da sociedade, principalmente, os intelectuais, a grande mídia e os partidos políticos da esquerda. Todavia, o povo não mais suportava os escândalos de corrupção que permeavam as estatais e todos os partidos políticos, notadamente, o Partido dos Trabalhadores – PT, com sua liderança maior, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, atrás das grades e acusado de ser o chefe da quadrilha do “petrolão”.
O candidato Bolsonaro em sua trajetória de campanha nas Redes Sociais, foi tachado de misógino, homofóbico, preconceituoso e fascista, só não foi tachado de corrupto. A facada que ele levou em Juiz de Fora (MG), motivou a revolta do povo que o elegeu no 2º. Turno com mais de 57.000 000 milhões de votos à presidência do país.
Desde que foi eleito pautou-se em racionalizar as despesas públicas e combater o crime: diminuiu o tamanho do ministério, fechou a torneira extravagante da Lei Rouanet, superestimou os serviços da PF e PRF no combate à corrupção, à sonegação fiscal, aos desvios e malversação do dinheiro público, além de usar sempre o suporte técnico e acompanhamento jurídico da Controladoria Geral da União – CGU.
O ano de 2019 foi profícuo para o governo federal: A Reforma da Previdência / Trabalho, o aumento do PIB, a diminuição da taxa SELIC e inflação, menos desemprego, desempenho favorável da indústria e do comércio. O país ia de vento em popa, os adversários políticos arrefecidos, quando a China envia seu vírus e a COVID-19 matou e ainda mata milhares de brasileiros. Depois dum ano de pandemia as autoridades sanitárias dos estados, municipais e federais não têm ainda o controle da doença e o presidente Bolsonaro foi escolhido pelos políticos da oposição, a grande mídia e alguns segmentos da sociedade como “bode expiatório” pela calamidade.
Porém, não se pode culpar alguém sozinho por desgraça coletiva, notadamente, quando é uma pandemia que é universal. Todos os países vêm administrando com dificuldade essa pandemia, por ser uma doença desconhecida, o aprendizado de gente da saúde é diuturno. A vacina tem sido a esperança da humanidade, mas, até quando? Quanto tempo o indivíduo ficará imunizado? O tratamento precoce e medicamentos não serão a solução? O tempo vai dizer...
Bolsonaro é o presidente mais “perseguido” institucionalmente na História de República. Sua gestão tem sido marcada por ações judiciais permanentes. Alguns atos administrativos de Bolsonaro, foram desfeitos por decisões monocráticas de ministros do STF, o que chamou mais a atenção, foi a suspensão de Alexandre Ramagem (Abin) para diretor-geral da Polícia Federal – PF, pelo ministro Alexandre de Moraes e o ato mais esdrúxulo, mais vergonhoso, mais abusivo, foi Celso de Mello através da PGR, solicitar a apreensão do celular do presidente do país.
Nos tempos atuais, os artifícios e jurisprudências de certos juízes são inconvenientes e inconstitucionais, haja vista, a prisão preventiva ad aeternum de Alexandre de Moraes para justificar a prisão do deputado federal e seu processo da “Fake News”. Dizem os expertos que tem havido desvio de finalidade no STF, ao invés de ser o guardião da Constituição Federal, o STF relaxa suas prerrogativas constitucionais para atender às demandas políticas partidárias e ideológicas.
Ultimamente, o presidente aflige-se com a política isolacionista de lockdown das cidades e estados. O lockdown não é medida científica comprovada para combate ao coronavírus. O presidente Bolsonaro sempre defendeu as medidas sanitárias conhecidas, tratamento precoce, o trabalho, cuidado com os idosos e portadores de comorbidades, isto é, o isolamento vertical em prejuízo do isolamento horizontal.
Na sexta-feira, 19 de março, deste ano, o procurador Lucas Furtado pediu ao TCU que afaste das funções administrativas da COVID, o presidente Jair Bolsonaro e o substitua pelo vice-presidente Mourão com a prerrogativa dele mudar o ministro da Saúde, o ministro da Fazenda e o ministro da Casa Civil. Não sei se um procurador, constitucionalmente, ele possui essa prerrogativa (TCU mudar o presidente), se tiver, não vale a pena ser presidente, pois possui menos autoridade que um prefeito da menor cidade do interior brasileiro.
No fechamento desta crônica, foi divulgado pela mídia escrita e falada que o presidente Jair Bolsonaro convocou os representantes dos demais poderes para criação de um comitê para gerir os problemas da COVID. Não é recomendável um homem sozinho enfrentar um problema de magnitude universal, será necessário que todos os homens de bom senso ajudem o país nesse infortúnio.
Enfim, não sei até quando o presidente aguentará essa pressão política, administrativa, judicial e moral. O momento é difícil... Seus seguidores ainda veem como o “Cavaleiro da Esperança”. O cavaleiro que em cima do seu cavalo empunhará a espada para combater os inimigos do povo, desfraldar a bandeira da esperança e justiça para milhões de pessoas. O cavaleiro solitário combaterá dragões e leões para proteger a liberdade e o bem-estar do seu povo. Como Dom Quixote, ele terá a ajuda de Sancho Pança não para combater os moinhos de vento e os cavaleiros fantasmas, mas os inimigos da pátria.



Autoria: Rilvan Batista de Santana
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Será o fim do mundo?... - R. Santana

 


Será o fim do mundo?... - R. Santana
 

O meu tio Pedro, do alto dos seus 94 anos de vida e experiência, ele explica todos os males da humanidade embasado em sua prática demográfica, isto é, o crescimento incontrolável da população. Sustenta que essas doenças modernas, potencialmente, sempre existiram desde que o mundo é mundo e eclodiram com o aumento desenfreado da população.

A peste bubônica, a varíola, o sarampo, o tifo, a febre tifoide, a lepra, a tuberculosa, a febre amarela e a gripe espanhola surgiram quando a população do mundo decuplicou. Nos Séculos XIV / XIX, não havia regra de distanciamento social nem saneamento básico nas cidades, não se conhecia vírus nem bactérias, nem fungos, nem vacinas nem tratamento. Só a gripe espanhola matou mais de 50 milhões de pessoas e a peste bubônica outro tanto.

Doenças como HIV, AIDS (sexualmente transmissíveis), a ebola e a covid-19 já mataram milhões de pessoas, todavia, existe a esperança além da vacina, o remédio, o tratamento precoce e a cura. As endemias e pandemias não são mais como antes, hoje, a ciência está avançada, novos procedimentos médicos, tecnologia informatizada e laboratórios sofisticados que contribuem para menos mortes nas endemias e pandemias.

Meu tio Pedro nunca soube de Malthus, nunca o viu mais gordo nem mais magro, não conhece sua teoria: “o alimento cresce em progressão aritmética e a população cresce em progressão geométrica”. Se ele conhecesse a teoria malthusiana, reforçaria sua convicção que o aumento da população é responsável por todos os estados de calamidade do planeta, porém, em tempos contemporâneos a Lei de Malthus está defasada, hoje, não existe falta de alimento, existe uma desigualdade sócio - econômica perversa de pessoas que podem comprar comida, outras, se alimentam mal e outras pessoas passam fome, portanto, a superpopulação não é a causa principal do sofrimento do homem.

Para os cristãos é o Apocalipse, texto escatológico, obscuro, que através de visões, São João profetizou a volta de Jesus Cristo e o fim do mundo: “Quando o Senhor retornar, não poderemos vê-Lo ou reconhecê-Lo, mesmo que O encontremos. Como podemos aguardá-Lo e dar-Lhe as boas-vindas?” Na verdade, Jesus Cristo já nos mostrou o caminho para recebê-Lo. Ele disse, “As minhas ovelhas ouvem a minha voz” (João 10:27), “Mas à meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo! sai-lhe ao encontro!” (Mateus 25:6), “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Apocalipse 3:20). O Apocalipse vaticina o fim do mundo, porém, é muito obscuro, exige do leitor uma interpretação exegética profunda que os leitores comuns não têm esse embasamento teórico e de fé.

A pandemia da Covid-19, Século XXI ainda não é o fim do mundo, outras pandemias ainda virão. A História da Humanidade registra calamidades naturais que mataram milhares e milhões de pessoas: - tsunamis, enchentes, vulcões, trovões, meteoritos e terremotos. O tempo ainda neste Século XXI, a humanidade passará por outras pandemias e endemias, principalmente, a suspeita que muitos dessas bactérias e desses vírus são modificados geneticamente (guerra biológica) em laboratórios de alta performance e tecnologia.

O homem é o responsável pelo surgimento de novas pandemias e novas endemias, pois, ele causa danos diuturnos à fauna, à flora, às nascentes dos rios, poluição dos rios e dos mares. Ele é responsável pela proliferação de garimpos clandestinos, os desmatamentos, as queimadas e os lixões das cidades. Além disto, o homem é responsável pela poluição atmosférica com o lançamento diário de gases poluentes, causando o aquecimento global (efeito estufa), com gases de dióxido de carbono, ozônio, metano, etc. Os governantes se comprometem diminuir, em fóruns mundiais, esses danos à Terra, porém, as ações predadoras do homem são incontroláveis.

As pandemias e as endemias são efeitos e não causas. A exemplo, as vidas que foram ceifadas até agora pela covid-19, decorrem de experimentos em laboratórios com animais, principalmente, o porco, feitos em algum lugar do mundo, assim como, a peste bubônica decorreu da proliferação de ratos na Europa por falta de saneamento básico de suas cidades.

Então, quando será o fim do mundo? Para os religiosos, esses sinais atuais representam o Apocalipse, a vitória do bem contra o mal, todavia, são interpretações de fé! Para a ciência, se o homem não der fim nas causas de sua autodestruição, o fim do mundo já começou.


Autoria: Rilvan Batista de Santana
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Verbo volant, scripta manent - R. Santana

 


Verbo volant, scripta manent

R. Santana


     Quando adolescente, os meus colegas de escola, colocaram-me o apelido carinhoso de “homem do livro”, não que fosse um aluno brilhante, orador ímpar, mas é que tinha a mania de leitor contumaz. Eu não gostava de estudar, gostava de ler literatura, os livros didáticos são sistematizados, cheios de regras e termos técnicos e desenxabidos. Raro o estudante que lê livro de Química, Física, Biologia e Matemática com gosto, voluntariamente, da primeira à última página, salvo, os vocacionados nessas disciplinas. Eu não tinha desenvoltura na oratória, saía-me razoável na escrita...
     Hoje, lamento a falta de leitura e escrita dos jovens da Internet. Eles valorizam mais a imagem do que a leitura e a escrita. Com a chegada recente do WhatsApp, programa de comunicação completo: escrita, áudio, vídeo, imagem e relações sociais, certamente, o WhatsApp revolucionou a comunicação moderna. Ninguém mais envia uma carta, uma mensagem ou um documento pelos Correios ou por e-mail, eles utilizam seus celulares com esse aplicativo.
     Porém, essas utilidades num só aplicativo, contribuíram para que os jovens se afastassem dos livros, da leitura de textos mais extensos, inclusive, da linguagem oral, as mensagens escritas e orais são econômicas, ninguém quer ouvir um áudio que ultrapasse 2 minutos ou um texto mais de 3 linhas.
     Os insensíveis dizem que saudosismo é coisa de velho. O progresso caminha na linha do tempo, não há retrocesso, o tempo é irreversível, caminha para frente, porém, olhar para trás conforta a alma e prepara o sujeito para o que vem depois. Quem não lembra o prazer de receber uma carta da amada ou de um parente distante? A emoção e o romantismo eram indescritíveis, diferente da frieza do e-mail e do zap. Naquela época, as cartas eram duradouras, algumas romperam épocas, a exemplo das Cartas de Michelangelo, Kafka e Rainer Maria Rilke.
     Por falta de conhecimento, muitos estudantes entram semianalfabetos nas universidades e saem bestializados. Esses estudantes e profissionais liberais depois, sobrevivem no mercado com ajuda dos programas informatizados de cada profissão. Programa pra médico, engenheiro, advogado, psicólogo, etc. O engenheiro, a exemplo, o programa informatizado apresenta a casa pronta, sala, os quartos, os banheiros, o telhado e os móveis em cada compartimento.
     Antigamente, as pessoas diziam que o “Aurélio” era o “pai dos burros”, atualmente, é o Google. Claro que o Google é uma biblioteca eletrônica sem igual, é um grande instrumento de pesquisa. Não existe um instrumento físico com tantas informações. As bibliotecas convencionais possuem milhares de volumes em seus acervos, mas essa biblioteca eletrônica é inigualável e conteúdo atualizado diuturnamente.
     Porém, essa fonte eletrônica de pesquisa e aprendizagem é usada de forma an passant e superficial pelos estudantes. O estudante tem usado o Google para retirar cópia do conteúdo, não para aprendizagem. Depois, ele apresenta o trabalho de pesquisa ao professor como resultado de sua reflexão e criatividade. Este procedimento é usado por estudantes de todos os níveis de escolaridade. O Google não deve ser usado como única fonte de pesquisa pela superficialidade de seu conteúdo, principalmente, nos trabalhos de conclusão de curso - TCC.
     Ler e estudar têm mais ou menos o mesmo significado: “assimilar o conhecimento”, porém, são diferentes na prática: a simples leitura, necessariamente, se apreende, se aprende; enquanto estudar, necessariamente, se apossa do conhecimento. A simples leitura não cria compromisso, diferente do estudo que é sujeito de aprendizagem e conhecimento. Estudar através da web, também, é contraproducente e incômodo, ninguém vai estudar aqui, ali e acolá, com o computador a tiracolo, mesmo que seja, um Smartphone.
     Saber é poder. Quem possui conhecimento, informação, domina e não é dominado. Contudo, o conhecimento é para ser compartilhado, quem o detém e não o compartilha, não valoriza sua dimensão benéfica. Se o médico alemão Robert Koch não tivesse compartilhado com o mundo daquela época, a descoberta do “bacilo da tuberculose”, não teria salvo milhões de indivíduos ao longo de décadas.
     Enfim, o provérbio “verbo volant, scripta manent”, a palavra voa e a escrita permanece, significa que o livro é o principal repositório do conhecimento e, da escrita. Não é demais produzir livros, o livro deixa o homem de alma leve e o ajuda pensar.



Autor: Rilvan Batista de Santana
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Membro da Academia de Letras de Itabuna - ALITA

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O saudosista - R. Santana

 


O saudosista - R. Santana


     O saudosista, sustenta que “o passado define o caráter do indivíduo, influi no presente e projeta o futuro”, diz mais: “o homem que não tem saudade do seu passado distante (infância, adolescência e juventude) não tem alma”. O homem equivale uma árvore, o passado é sua raiz, o tronco é seu desenvolvimento físico e psicológico, os galhos suas escolhas, as folhas são as vidas aparentes e os frutos suas produções. O significado do passado é diferente para cada indivíduo, porém, a saudade da primeira fase da vida do homem é igual.
     Os problemas existenciais do homem existiram, existem e existirão em qualquer fase da vida. Se me fosse dado o direito de definir o homem, leitor, diria que enxergo no homem um problema, isto é, cada pessoa é um problema de solução definitiva: a morte. A diferença do problema do passado com o problema atual é que o problema do passado foi solucionado ao longo do tempo e o problema atual potencializa solução sempre, nem sempre agradável. Quantas vezes ouvimos alguém dizer: “eu era feliz e não sabia”.
     O prazer humano e a felicidade não estão nos palácios, nas casas de luxo, nos carros de último modelo, nos helicópteros, nos iates, no poder político, nas riquezas acumuladas e no dinheiro. O prazer humano e a felicidade estão nas coisas simples, terrenas e espirituais. Quem não guarda na memória distante um banho de riacho? Um passeio a cavalo? Trepar numa árvore para pegar uma fruta? Olhar o Sol se esconder no horizonte? Jogar uma pelada num campo de várzea? Tomar banho de lama sob uma chuva torrencial? Olhar as ondas do mar depois de sentir a areia nos pés? São prazeres dos primeiros tempos que ficam para sempre na alma do homem.
     As pessoas novas dizem que saudosismo é coisa de velho. Valorizar demais o passado não condiz com a vida moderna, com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. Todavia, os idosos absorvem pouco e pouco esses avanços tecnológicos e científicos atuais sem se deixarem escravizar e esquecer o passado. Não se pode desprezar o IDH, porém, não se pode colocar embaixo do tapete o aumento de suicídios, de pessoas depressivas, de feminicídios, generocídios, de mortes violentas, de infanticídios, de estupros, de pessoas que recorrem às drogas para continuarem a viver, de poluição dos rios e dos mares, de desmatamento das florestas amazônicas, da poluição sonora e a poluição do ar.
     O homem perdeu sua liberdade, as casas são fechadas com grades de ferro, as pessoas abastadas, financeiramente, contratam seguranças, os condomínios são fechados eletronicamente e os carros são blindados.
     Um tempo não muito longe (antes dessa tecnologia, dessa ciência contemporânea), o homem tinha liberdade de ir e vir, de prosear com o vizinho no terreiro, namorar no jardim, participar de um luau, cantar no meio da noite na janela de sua amada, dormir sem ser molestado por bandidos, não havia sequestro relâmpago, nem sequestro duradouro, nem as doenças infectocontagiosas atuais. E, a quantidade de gênios da humanidade, em todas as áreas, que floresceram nos Séculos XIX e XX são incontáveis.
     Na comunicação houve uma revolução no Século XXI. Com o advento da Internet, da informática, dos computadores, dos minicomputadores e dos smartphones, a comunicação escrita, a comunicação de voz e imagem, ela é feita em tempo real. No entanto, esses instrumentos modernos de comunicação trouxeram mais malefícios que benefícios. É evidente que os meios simplórios de comunicação de antes, como carta, telegrama, redes telegráficas, hoje, são obsoletos e inviáveis, todavia, eram mais seguros e criativos.
     A comunicação moderna produz pessoas bitoladas com linguagem sumária, sintética, sem apego à gramática, à imaginação, à criatividade e à quebra de sigilo. A linguagem da Internet é um retrocesso cultural, o livro foi deixado de lado, não existe mais o hábito de leitura. Todas profissões têm seus programas específicos, basta fazer o download do programa e o sujeito será atendido.
     As Redes Sociais aproximam pessoas, propiciam relacionamentos afetivos, promovem o comércio virtual, mas essas redes, também, têm perpetrados muitos crimes contra a vida, roubos de bens materiais, estelionatos e crimes éticos e de honra. As plataformas e os sites, muitas vezes, são mexidos pelos hackers que desviam contas bancárias e conversas de autoridades políticas e judiciais. Eles são capazes de desestruturar os softwares e os hardwares mais protegidos.
     Por isso, a saudade daquele tempo inocente, que não havia a maldade de hoje, o jovem respeitava a sabedoria do velho e a autoridade dos pais. A família de pai e mãe era a base da sociedade. Havia respeito pelo patrimônio do outro, ladrão só de galinha e a palavra era documento. Não se conhecia a palavra “corrupção” e as autoridades deixavam os cargos com o mesmo patrimônio que iniciou.
     Não havia corrupção de costumes nem desvios de condutas. Quando alguém destoava do comportamento aceitável era alijado e desprezado pela comunidade e tinha de sumir!... Ninguém conhecia cocaína, maconha, ecstasy, LSD, heroína e crack. Os únicos vícios inocentes eram uma cachacinha para almoçar, uma cervejinha e um maço de cigarros para pitar nos finais de semana.
     Os desavisados podem pensar que o saudosista é um aficionado romântico pelas coisas e ideias do passado, não, o saudosista recorre ao passado para explicar o presente. O presente é injusto e o futuro obscuro. Antigamente, a mesa do pobre era farta, principalmente, se o sujeito fosse lavrador ou agricultor. Hoje, as riquezas se concentram nas mãos de poucos e, pobres e miseráveis são maioria na sociedade.
     Enfim, não se pode tampar o Sol com a peneira, a tecnologia e a ciência avançam cada dia, porém, são incapazes de conter as endemias, as pandemias e as doenças crônicas. Raramente, o homem chega aos 60 anos de idade sem nenhuma comorbidade, a exemplo de: pressão alta, diabetes, câncer. Portanto, porque não valorizar o passado? Se o passado é a nossa memória, é a nossa história e o nosso eu!...

 

 


Autor: Rilvan Batista de Santana
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Membro da Academia Brasileira de Letras - ALITA

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O pai e o filho - R. Santana

 


O pai e o filho - R. Santana


“Na verdade, na verdade, te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras. ” (João 21: 18)

- Filho, preciso lhe falar!
- O quê? Fale!
- Filho, falar sobre a vida... a minha solidão... a minha depressão... as minhas necessidades... os meus netos... alguém que me diga que vale a pena continuar!
- Pai, não tenho tempo para conjeturas, filosofar... O trabalho me absorve, além disto, eu tenho que cuidar dos meus filhos e minha mulher!
- Filho, quando você era criança, eu lhe cuidava e cuidava de seus irmãos, sua mãe e seus avós, havia tempo pra tudo. Não lembra?
- Não!
- Eu fico aqui, sozinho, converso com as paredes, converso com ninguém... Você só aparece de caju em caju!
- Meu pai, já lhe disse, não tenho tempo. O senhor quer sacrificar o meu casamento?
- Não, não!
- O senhor brigou com sua nora!
- Não filho, ela que me colocou pra fora de sua casa, com ciúme dos meus netos, se eu não tivesse esta casa, iria morar na rua!
- Nem todo mundo tem paciência com velho... Preciso da mãe dos meus filhos – acrescentou:
- O senhor precisa sair, jogar conversa fora com os velhos no jardim da praça, fazer amigos, fazer caminhada, tomar uma cervejinha no bar da esquina, não ficar, aqui, colado à televisão o tempo todo. Viva e deixe-me viver com minha família. Quer ir para um abrigo de idosos?
- Hahaha! Seus irmãos concordariam?
- Os meus irmãos moram muito longe, têm seus problemas. Há anos se correspondem só por telefone, agora, pelo WhatsApp, eles estão se lixando... Eles comeram o milho, eu, o sabugo!
- Quer dizer que eu sou o sabugo!?
- É a maneira de dizer meu pai, porém, é uma realidade. Hoje, o senhor não mais produz, não faz nada, só me faz dar trabalho.
- Filho, eu não posso trabalhar com tantas comorbidades nem andar jogando conversa fora. Estou lhe pedindo que fique mais comigo, venha ver seu pai mais vezes e quero ver os meus netos!
- Já lhe disse que não tenho tempo. Quanto aos seus netos é com a mãe deles. Por que não vai vê-los?
- Não seria recebido por sua mulher!
- Então não me culpe – o velho explodiu:
- Você é um filho ingrato! Quantas vezes mudei suas fraldas? Quantas vezes lhe dei banho? Quantas vezes lhe levei para seus avós? Quantas vezes fiz horas extras na empresa sem vontade para não lhe faltar comida e aos seus irmãos? Quantas vezes lhes levei ao cinema ou ao circo? Quantas vezes levei você e seus irmãos para o futebol de várzea? Quantas vezes eu e sua mãe deixamos de jantar para que vocês não fossem pra cama de barriga vazia? Sem conta!...
- Pai, os tempos eram outros!
- Não, não, os filhos é que são outros!...

 

[***]

Um mês depois:

Diário de Notícias: "Pai depressivo e sozinho, escolheu o ponto mais alto da cumeeira da casa, amarrou uma corda no pescoço e se jogou..."


Autoria: Rilvan Batista de Santana
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Membro Academia de Letras de Itabuna

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“Sim!?” ou “Não!?” - R. Santana

 


“Sim!?” ou “Não!?” - R. Santana

É assim que o inquisidor torquemada da CPI, o senador Renan Calheiros, pergunta quase gritando aos seus depoentes. Esse sistema binário usado pelo senador, contribui para contradição, essa lógica de “Sim?” ou “Não?”, induz ao erro. O saudoso senador Jarbas Passarinho, presidente da CPI do “ORÇAMENTO”, dizia que se o sujeito não justifica sua narrativa após uma pergunta capciosa com as respostas “Sim?” ou “Não?”, ele se incrimina de qualquer jeito, veja o exemplo: “O senhor ainda bate em sua mãe?”, se ele responde: “Sim!”, ele ainda bate na mãe, mas, se ele responde: “Não!”, é que batia e deixou de bater, principalmente, se a pergunta foi feita sob forte pressão psicológica e sem o depoente justificar.

Essa CPI da Covid-19 já recebeu vários nomes pejorativos: CPI da cloroquina, CPI do ódio, CPI do circo, CPI da vergonha, etc., etc. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), foi quem teve a inciativa de apurar as omissões do governo federal e a falta de oxigênio em Manaus. O senador Girão (Podemos-CE), solicitou à comissão ampliar o inquérito para os estados, os municípios e o Distrito Federal, notadamente, os governadores e os prefeitos que tiveram ações da PF para apurar os desvios de recursos da União. Porém, pela Constituição Federal, não se pode convocar governadores nem prefeitos, mas convidá-los, ou seja, eles não podem ser indiciados, salvo, pela justiça e legislativo dos seus estados e municípios.

Hoje, a população não xiita está ciente que o objetivo da CPI é “sangrar o presidente até seu último suspiro”. Rejeitaram o tratamento e a orientação precoces, além da restrição profissional dos médicos e a censura do off label. Claro, nenhum médico quer responder um processo no CRM. Alguns integrantes da CPI, acusam o presidente de negacionista e negligente na compra de vacinas, mas não analisaram as circunstâncias, daquela época, para adquirir a Corona Vac ou Pfizer ou outra vacina. O presidente estendeu o auxílio emergencial para milhões de brasileiros e não apoiou o lockdown e comprou mais de 500 milhões de vacinas para serem entregues até o final do ano.

O relator não irá relatar pela obra, mas pelos detalhes da obra, é como se alguém analisasse um quadro de Van Gogh e se prendesse aos detalhes da moldura. Além do consenso de todos integrantes da CPI que o relator, a priori, já fez sua peça acusatória ao presidente Jair Bolsonaro.

Não se compreende uma CPI para apurar as omissões do governo e a falta de oxigênio em Manaus, que possui na Comissão, membros sem princípios éticos e morais. Segundo os principais meios de comunicação, o senador Renan Calheiros e o senador Omar Aziz e família respondem a processos na justiça do estado amazonense e no STF. O fato é que ali não tem inocente, porém, políticos que enriqueceram e se locupletam, diuturnamente, dos recursos públicos, desvios na saúde, na infraestrutura, na educação, na segurança, enfim, nas hostes dos governos municipais, dos governos estaduais e governo federal.

Segundo os experts em política partidária e ciência política, essa CPI surgiu para trazer à tona senadores que estavam na obscuridade política, um palanque a nível nacional, pois o próximo ano é de eleição. A maioria tem pretensão de alçar voos aos governos dos seus estados e até presidente da República. Sem escrúpulos, eles buscam rasteiramente, encontrar um culpado para morte de quase 500 mil pela pandemia do coronavírus.

Quando dava forma a este texto, o deputado federal Capitão Wagner Souza Gomes (Pros-Ceará)), levou ao conhecimento dos seus colegas, no plenário da Câmara Federal, o abuso de autoridade do senador Omar Aziz (PSD – AM), que em plena sessão, chamou de “oportunista”, o senador Eduardo Girão. O capitão Wagner insinuou ainda que o presidente da CPI-COVID-19, foi acusado de pedofilia, por ter passado uma noite em orgia com menor de idade. Bem, são acusações sérias que devem ser resolvidas pelos envolvidos e pelo judiciário. Se faz necessário dizer que essas questões particulares não interessam ao povo, interessa sim, a solução da pandemia.

Não se pode tripudiar em cima dos mortos, isto é que os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI, estão fazendo sem respeitar os sentimentos dos parentes das vítimas, notadamente, eles têm de forma tendenciosa politizado a pandemia para atender aos seus desejos escusos. Ninguém de fato tem interesse resolver o problema da Covid-19, porém, eles usam essas mortes por motivação política.

Os epítetos desairosos sobre a CPI não constroem, porque o nosso inimigo comum é o vírus. Neste momento de morte da Covid-19, é contraproducente a politização política dessa doença. Se os membros da CPI quisessem, realmente, diminuir as mortes, eles teriam que promover ações em todos os níveis de governo, com ações sanitárias, infraestrutura de saúde, tratamento e orientação precoces e vacina para o povo e não ficarem procurando um culpado pelos efeitos dessa pandemia.

Porém, essa CPI se transformou num “Tribunal de Inquisição”, uma CPI do horror, pelo tratamento que dispensa aos seus convocados ou convidados. O constrangimento, a falta de respeito, o cinismo, o arbítrio, o satanismo, a ousadia e a falta de educação que tiveram com as médicas Nise Yamaguchi e Mayra Pinheiro serão páginas indeléveis da história das comissões parlamentares de inquérito.

Rilvan Batista de Santana
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