5.19.2026

Pobre Rio Cachoeira - Sione Porto de Oliveira (*)

 






Pobre Rio Cachoeira

Sione Porto (*)

Menina, vi o Rio Cachoeira,

Belo e veloz, descer

Em busca do mar,

Com seu verde e ondas vertiginosas,

Brilhar perto das margens,

Nos fazendo encantar!

Então, comigo pensava,

Quão magnífico, ó Rio Cachoeira,

Cheio de vida e amplexos,

Trazendo cardumes nas redes

Peixes a se multiplicar,

Para os pobres alimentar!

Menina, vi o Rio Cachoeira

Banhando as lavadeiras,

Que após lavar roupas tão alvas,

Entoando sonoros cantos ribeirinhos,

Saíam com suas trouxas na cabeça,

Nos fazendo sonhar e sonhar!

Hoje, procuro o Rio Cachoeira,

De tanta beleza de outrora,

Mas apenas vejo sujeira,

dentro e nos seus arredores,

povoado de garças sorrateiras,

Que triste é o Rio Cachoeira!

Será que ninguém ver o seu penar?

Antes tão absoluto e majestoso,

A deslizar nas ondas fortes

Na sólida terra grapiúna,

Que hoje geme e sangra,

Querendo se recuperar?

Bravo Rio Cachoeira,

Estrela brilhante,

Daqueles que o amam,

Certamente uma voz,

Falará mais alto para o salvar,

E, como aquele que não foge à luta, sobreviverá!

 






(*) Sione Maria Porto de Oliveira, poetisa, Bacharela em Direito e delegada aposentada de polícia do estado da Bahia (BR) / Membro Fundadora da Academia de Letras de Itabuna (ALITA)

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