Pobre Rio Cachoeira
Sione Porto (*)
Menina, vi o Rio
Cachoeira,
Belo e veloz, descer
Em busca do mar,
Com seu verde e ondas
vertiginosas,
Brilhar perto das
margens,
Nos fazendo encantar!
Então, comigo pensava,
Quão magnífico, ó Rio
Cachoeira,
Cheio de vida e amplexos,
Trazendo cardumes nas
redes
Peixes a se multiplicar,
Para os pobres alimentar!
Menina, vi o Rio
Cachoeira
Banhando as lavadeiras,
Que após lavar roupas tão
alvas,
Entoando sonoros cantos
ribeirinhos,
Saíam com suas trouxas na
cabeça,
Nos fazendo sonhar e
sonhar!
Hoje, procuro o Rio
Cachoeira,
De tanta beleza de
outrora,
Mas apenas vejo sujeira,
dentro e nos seus
arredores,
povoado de garças
sorrateiras,
Que triste é o Rio
Cachoeira!
Será que ninguém ver o
seu penar?
Antes tão absoluto e
majestoso,
A deslizar nas ondas
fortes
Na sólida terra grapiúna,
Que hoje geme e sangra,
Querendo se recuperar?
Bravo Rio Cachoeira,
Estrela brilhante,
Daqueles que o amam,
Certamente uma voz,
Falará mais alto para o
salvar,
E, como aquele que não
foge à luta, sobreviverá!
(*) Sione Maria Porto de Oliveira, poetisa, Bacharela em Direito e delegada aposentada de polícia do estado da Bahia (BR) / Membro Fundadora da Academia de Letras de Itabuna (ALITA)

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