5.21.2026

Inteligência Artificial - R. Santana

Inteligência Artificial

R. Santana

 

A.C. é um técnico com várias habilidades: engenheiro ambiental, matemático, professor do ensino médio, poeta, prosador e artista plástico. Há duas semanas, nós divergimos de maneira democrática sobre a panaceia da Inteligência Artificial (IA), ultimamente, usada em quase todas as atividades humanas. Ele pensa usar a IA num livro que está produzindo sobre “recuperação de áreas degradadas e taludes”.  O nosso desencontro ocorreu quando lhe disse que a IA é uma ferramenta tecnológica e jamais a usaria para produzir um livro, mesmo técnico, que muita gente tem usado essa ferramenta de maneira indiscriminada para produzir livros, TCC, pesquisas, teses de mestrado e doutorado. Abaixo, leitor amigo, a reprodução do nosso “fac-simile”:

                            Alô, Rilvan!

Foi bom você falar sobre IA, estou produzindo material técnico e sempre tenho que pesquisar e buscar conceitos, vou verificar se há algo não condizente e descartar. Vou fazer uma revisão geral e ficar atento.  Agradeço! (A. C.)

 Estimado amigo, agora virou moda o uso da Inteligência Artificial. Li que um cara em São Paulo, produziu mais de 40 livros com a IA. Conheço um cronista que fez umas crônicas com uso da IA, o pessoal não gostou, acho que não o fará mais.

Prefiro não usá-la! Quando preciso de uma informação, eu pesquiso, procuro entender, acrescento ou diminuo, mas, com as minhas palavras. Eu prefiro deixar de escrever do que entrar nessa moda. Acho que isso não é arte, não é literatura, não é criatividade... Fraternalmente, (R.S.)

 É muito complicado, eu fiz a produção de gráficos para meu livro, então paguei os gráficos gerados e apresentei a IA e ele me devolveu o gráfico bem acabado, perfeito. Então, esse uso é permitido, inclusive estava consultando o site do MEC e a CAPES sobre isso e, ambos, relatam que não há problema, ou seja, é o uso como ferramenta de suporte, não como produto artificial. A capa provisória do meu livro foi produzida pela IA para apresentar como sugestão a gráfica. Outra coisa, estou produzindo um livro técnico, às vezes preciso de uma equação com suas unidades de medidas tem que buscar no computador, hoje é tudo IA, no Google ou outros sites de pesquisa não se encontra mais nada. Portanto, o que resta ao pesquisador é pesquisar e filtrar, infelizmente. (A.C.)

Eu entendo, é uma ferramenta, agora, indispensável, não considere o que eu disse, sou um velho arcaico. Tenho que me adaptar aos novos tempos... Porém, já pensou que Einstein não usou a IA, para produzir a Lei da Relatividade? (R.S.)

Mas hoje ele usaria, até porque produziria muito mais. Eu acho que tem que haver racionalidade e ética. (A.C.)

Já lhe disse que não considere o que falei, eu estou obsoleto... (R.S.)

Tranquilo, R. S. Há mudanças aceleradas no mundo de hoje. Às vezes, sinto que estou um pouco ultrapassado também. Há um esforço muito grande em acompanhar a evolução tecnológica. O que me preocupa é não transgredir. Me lembro de um filme com Fernanda Montenegro, onde ela escrevia cartas para famílias distantes. Em uma entrevista, ela falava ser analfabeta digital. Então, aquela mulher letrada estava ultrapassada. Vamos devagar, mas temos que ir. (A.C.)

Estimado A. C., esse negócio de "obsoleto" é modéstia, eu não estou igual a Fernanda Montenegro, porém, por opção, eu prefiro não usar IA. O cérebro quer exercício, trabalhar as sinapses. Se eu acho tudo pronto, o cérebro fica preguiçoso. Parece-me que foi de Lamarck a lei do "uso e desuso". Se o órgão não funciona com o tempo fica atrofiado. As pessoas ainda não entenderam que IA é uma "ferramenta", um acessório, seu uso tem que ser disciplinado, não é tudo que se joga para IA. Acho que falou se Einstein tivesse essa ferramenta, ele teria produzido muito mais, acho que não, ele não teria pensado tanto e revolucionado a Física moderna. Permita-me lhe dar um exemplo do dia a dia: um caixa de mercado não sabe fazer uma conta de multiplicar se não usar a máquina. (R.S.)

Concordo com você em tudo, a IA deve ser usada como ferramenta. Ainda ontem, no Jornal Nacional, apresentou uma matéria sobre a regularização e uso da IA pelo MEC. Acho que assunto é controverso e o comentário, e o uso deve ser racionalizado. Eu conheço pessoas que ainda usam máquina de escrever, não tem celular nem computador, porque terminam sendo influenciados pelo mundo novo. Enfim, não vale a pena as discussões e justificativas, eu vou sempre usar a IA de maneira racional e ética.  Abraços! (A. C.)

Sucesso! (R.S.)

Graças a Deus, não houve vencido nem vencedor, cada qual no seu cada qual, não se muda a mente de ninguém num estalar de dedos, só o tempo dirá quem estava mais ou menos certo. Como diria o saudoso sábio do povo, tio Pedro: “Tudo vai ficar como antes no reino de Abrantes”.

O que é Inteligência Artificial (IA)? “É um conjunto de tecnologias que permitem que os computadores aprendam, raciocinem e realizem várias tarefas avançadas”, ou seja, essas tecnologias avançadas, programadas pelo homem, não por robores, imitam as funções do cérebro para comodidade do homem. No fim dos tempos, a humanidade será dividida em duas categorias: Os homens que pensam, detentores do conhecimento (dominantes), e, os homens que não pensam (dominados), A tendência será "o homem é o lobo do próprio homem" (homo homini lupus).

A Inteligência Artificial (IA) é programada por robores, portanto, por máquinas inteligentes. Porém, essa ferramenta sempre será desprovida de empatia, generosidade, misericórdia, compaixão e amor. A função da AI, sempre será conectar as “sinapses” tecnológicas para produzirem resultados programados.

A IA jamais terá a sensibilidade e criatividade de Van Gogh, Shakespeare, Fernando Pessoa, Drummond, ou, a narrativa de Machado de Assis e Jorge Amado.  A máquina, apenas, poderá ser programada para replicar esses conhecimentos, mas, desprovidos de emoções, de sentimentos.

Existe uma ameaça futura para essa automação digital, que a humanidade tenha homens com cérebros e homens descerebrados. O  cérebro é a mais perfeita “máquina” da inteligência deixada por Deus, possui 87 bilhões de neurônios e outro tanto de células não-neurônios. O homem precisa desenvolver mecanismos na Psicologia, Neurologia, Parapsicologia e na Psiquiatria  e usar todo esse potencial neurológico, segundo os cientistas expertos, o homem utiliza um pouco mais de 10 % dessa inteligência natural.


Autoria: Rilvan Batista de Santana

Licença: Creative Commons

Membro fundador da Academia de Letras de Itabuna – Alita

Foto: Google


Ponto de leitura: rilvanbatistadesantana,blogspot,com

 

   

  

 

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