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2.25.2026

Passei ontem a noite junto dela

 

Passei ontem a noite junto dela

Passei ontem a noite junto dela.

Do camarote a divisão se erguia

Apenas entre nós — e eu vivia

No doce alento dessa virgem bela...

 

Tanto amor, tanto fogo se revela

Naqueles olhos negros! Só a via!

Música mais do céu, mais harmonia

Aspirando nessa alma de donzela!

 

Como era doce aquele seio arfando!

Nos lábios que sorriso feiticeiro!

Daquelas horas lembro-me chorando!

 

Mas o que é triste e dói ao mundo inteiro

É sentir todo o seio palpitando...

Cheio de amores! E dormir solteiro!

 

Neste soneto, o sujeito confessa que passou a noite perto da amada. Pela descrição, podemos perceber que o seu olhar se fixou nela o tempo todo, observando a beleza que rende os maiores elogios.

Os versos transmitem o desejo do eu-lírico que parece ecoar nos olhos da donzela, revelando o fogo da paixão. Ele está dominado pelo seu "sorriso feiticeiro" e no dia seguinte chega a chorar de saudades. Num tom dramático, os últimos versos confessam o seu desgosto por querer tanto alguém e permanecer sozinho.


Fonte: Cultura Genial

Foto: Google

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