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2.27.2026

Às vezes … - Agilson Cerqueira

 









A Roda e o tempo. Óleo Sobre Tela 


Agilson Cerqueira

Às vezes …

Agilson Cerqueira 


… É só  um dia!

(Des) articulações, travamentos,

Sem lamentações!

Grito sem eco,

Dor instigante!  

Lágrimas que rolam,

Os sentimentos extrapolam!

Lágrimas que não rolam,

Fontes secas!

Coração em descompasso,

Descontrole do pulsar!

Respiração diafragmática,

Desequilíbrio!

O cérebro como termorregulador  

físico-emocional:

Sol, suor, calor, frio…!

Olhar fixo, pensamentos,

Tudo em silêncio!

Respiração controlada,

Vida!


  F. P. Samuel*

Este é um poema intenso e introspectivo de Agilson Cerqueira, intitulado "Às vezes …". Ele descreve um momento de crise física e emocional, quase uma sobrecarga sensorial ou um travamento ("(Des) articulações, travamentos"), onde os sentimentos e as reações físicas (lágrimas, coração, respiração) se descontrolam.

O poema aborda:

A dor interna: O grito silencioso ("sem eco") e a dor que instiga.

A dualidade física: A contradição entre as lágrimas que caem e as fontes secas (a dor que transborda e a dor que sufoca).

O corpo em descompasso: O coração acelerado e a respiração desequilibrada.

A regulação emocional: O cérebro agindo como um termorregulador físico e emocional, tentando equilibrar o calor/frio da emoção.

A aceitação: O poema termina com o retorno ao controle ("Respiração controlada") e à vida, sugerindo que, apesar da intensidade, é "só um dia" e tudo passará.

É um retrato poético da resiliência e da tentativa de encontrar equilíbrio no meio do caos interno.

  (*) F. P. Samuel: Escritor, Poeta e Crítico Literário


Autor: Agilson Cerqueira

Foto: Produção

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