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2.03.2026

Carolina Maria de Jesus

 

Carolina Maria de Jesus

Moradora da Favela do Canindé, em São Paulo (SP), Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977) nasceu em Sacramento (MG) e veio para a capital paulista no período que as comunidades começavam a se expandir com mais frequência na cidade. Cursou apenas as primeiras séries do Ensino Básico, mas costumava utilizar diários para registrar diversos detalhes sobre o seu cotidiano difícil, marcado pela miséria, entre outras dificuldades enfrentadas por uma mulher negra, pobre e mãe daquela época. Em 1958 o jornalista Audálio Dantas foi à favela do Canindé escrever uma matéria sobre o local, que se expandia próximo ao Rio Tietê. O jornalista se encantou com a história de Carolina e publicou parte do material em 1958 em um jornal do grupo Folha de S. Paulo e em 1959 na revista O Cruzeiro, inclusive com uma versão em espanhol. Essas publicações projetaram Carolina como escritora, e em 1960, a autora lançou sua obra mais conhecida, Quarto de despejo, que contém parte dos relatos registrados em mais de 20 cadernos que possuía em casa. Atualmente, a obra já foi traduzida para 14 idiomas e vendida em mais de 40 países. Carolina publicou outros livros, como Casa de Alvenaria (1961), Pedaços de fome (1963) e Provérbios (1963). A autora também possui duas obras póstumas, como Diário da Bitita (1982) e Meu estranho diário (1996). Hoje é considerada uma das principais escritoras negras do Brasil, e estudiosos organizaram o seu acervo, que além dos diários, também continham cadernos com poemas, contos, romances e até composições. Em maio de 2017, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) incluíram o livro Quarto de despejo como leitura obrigatória para os seus vestibulares.

Fonte: carolina_maria Foto: divulgação/Audálio Dantas

Foto: Divulgação

 

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