Hilda Hilst
Hilda Hilst é uma famosa
poetisa paulista. Suas obras fazem parte da terceira fase do Modernismo
brasileiro. “A obscena senhora D” é uma de suas obras mais famosas.
Hilda Hilst é uma escritora brasileira. Ela nasceu em Jaú, no estado de São Paulo, em 21 de abril de 1930. Mais tarde, fez faculdade de Direito e, por um tempo, trabalhou como advogada. Mas abandonou essa profissão quando decidiu se dedicar exclusivamente à literatura.
A poetisa, que morreu em
4 de fevereiro de 2004, em Campinas, faz parte da terceira geração modernista
(ou Pós-Modernismo). Hilst é autora de poesia, prosa e teatro. Seus textos são
marcados pela ironia e erotismo. A senhora D é uma de suas obras mais famosas.
Outra obra conhecida é Júbilo, memória, noviciado da paixão.
Resumo sobre Hilda Hilst
Hilda Hilst foi uma
poetisa brasileira.
Ela nasceu em 1930 e
faleceu em 2004.
Além de escritora, também
fez faculdade de Direito e atuou como advogada.
As obras da autora fazem
parte da terceira fase do Modernismo brasileiro.
Seus textos apresentam o
universo feminino a partir de um viés irônico.
O livro A obscena senhora
D é uma de suas obras mais famosas.
Videoaula sobre Hilda
Hilst
Biografia de Hilda Hilst
Hilda Hilst nasceu em
Jaú, no estado de São Paulo, no dia 21 de abril de 1930. Sua mãe era portuguesa.
E seu pai, um fazendeiro brasileiro. No ano de 1932, a escritora se mudou para
Santos, em companhia da mãe, devido à separação de seus pais. Nessa cidade,
iniciou seus estudos no Instituto Brás Cubas, em 1935.
Dois anos depois, se mudou para São Paulo para estudar no colégio interno Santa Marcelina. Em seguida, estudou no Instituto Presbiteriano Mackenzie. Por fim, ingressou na Faculdade de Direito, na Universidade de São Paulo, em 1948. Dois anos depois, publicou seu primeiro livro — Presságio.
Em 1952, finalizou o
curso de Direito e, no ano seguinte, passou a trabalhar no escritório de
advocacia do advogado Abelardo de Souza, na cidade de São Paulo. Mas, em 1954,
pediu demissão, desistiu da carreira como advogada e foi morar no apartamento
da mãe. Três anos depois, esteve na França, Itália e Grécia.
Permaneceu na Europa por mais de seis meses. Após voltar ao Brasil, foi morar sozinha. Em 1958, recebeu homenagem do cantor Adoniran Barbosa (1910-1982), que compôs duas canções — Só tenho a ti e Quando te achei — inspiradas em poemas da autora. Mais tarde, em 1965, se mudou para a fazenda de sua mãe, em Campinas.
Construiu uma casa nessa cidade e a chamou de Casa do Sol. Nessa casa (que seria um ponto de encontro de vários artistas nas décadas de 1970 e 1980), viveria pelo resto de sua vida. Em 1968, casou-se com o escultor Dante Casarini, com quem já se relacionava desde 1963.
Sua vida, daí em diante, foi dedicada à literatura. Continuou a publicar muitos livros e ganhou alguns prêmios. Em 1985, se divorciou de Dante Casarini. Foi cronista do Correio Popular, de Campinas, na década de 1990. E faleceu em 4 de fevereiro de 2004, em Campinas.
Principais
características da obra de Hilda Hilst
As obras de Hilda Hilst
estão inseridas na terceira fase do Modernismo brasileiro, também chamada de
Pós-Modernismo. De forma geral, suas obras são irônicas, eróticas e herméticas.
Sua prosa poética é marcada pelo monólogo interior, possui caráter fragmentário
e não linear, além de apresentar questões existenciais. A poetisa costuma
mesclar os gêneros literários e evidencia o universo feminino.
Obras de Hilda Hilst
Presságio (1950) —
poesia.
Balada de Alzira (1951) —
poesia.
Balada do festival (1955)
— poesia.
Roteiro do silêncio
(1959) — poesia.
Trovas de muito amor para
um amado senhor (1961) — poesia.
Ode fragmentária (1961) —
poesia.
Sete cantos do poeta para
o anjo (1962) — poesia.
A possessa (1967) — peça
teatral.
O rato no muro (1967) —
peça teatral.
O visitante (1968) — peça
teatral.
Auto da barca de Camiri
(1968) — peça teatral.
O novo sistema (1968) —
peça teatral.
Aves da noite (1968) —
peça teatral.
O verdugo (1969) — peça
teatral.
A morte do patriarca
(1969) — peça teatral.
Fluxo-floema (1970) —
prosa.
Qadós (1973) — prosa.
Júbilo, memória,
noviciado da paixão (1974) — poesia.
Ficções (1977) — prosa.
Poesia (1980) — poesia.
Da morte: odes mínimas
(1980) — poesia.
Cantares de perda e
predileção (1980) — poesia.
Tu não te moves de ti
(1980) — prosa.
A obscena senhora D
(1982) — prosa.
Poemas malditos, gozosos
e devotos (1984) — poesia.
Sobre a tua grande face
(1986) — poesia.
Com meus olhos de cão e
outras novelas (1986) — prosa.
Amavisse (1989) — poesia.
Alcoólicas (1990) —
poesia.
O caderno rosa de Lori
Lamby (1990) — prosa.
Contos d’escárnio (1990)
— prosa.
Cartas de um sedutor
(1991) — prosa.
Bufólicas (1992) —
poesia.
Do desejo (1992) —
poesia.
Rútilo nada (1993) —
prosa.
Cantares do sem nome e de
partidas (1995) — poesia.
Estar sendo. Ter sido
(1997) — prosa.
Cascos e carícias (1998)
— prosa.
Do amor (1999) — poesia.
A obscena senhora D, de
Hilda Hilst
Capa do livro A obscena
senhora D, de Hilda Hilst,
Capa do livro A obscena
senhora D, de Hilda Hilst, publicado pela editora Companhia das Letras.[1]
A novela A obscena senhora D faz parte da prosa poética da autora. A obra apresenta temática amorosa, sensualidade, fluxo de consciência e questões existenciais. Hillé é a protagonista da obra e também é sua narradora. Outro personagem é Ehud, que a chama de “senhora D”.
A protagonista tem 60 anos de idade e continua “à procura do sentido das coisas”. Narrativa intensa, repleta de vírgulas e poucos pontos-finais, A senhora D mostra uma mulher angustiada e solitária, à qual resta apenas a lembrança do falecido Ehud, seu ex-companheiro de vida, com quem dialoga.
É, portanto, uma novela psicológica, em que a protagonista, em busca de um sentido, reflete sobre a própria vida:
Caminho com pés inchados, Édipo-mulher, e encontro o quê? Memórias, velhice, tateio nadas, amizades que se foram, objetos que foram acariciados, pequenas luzes sobre eles nesta tarde, neste agora, cerco-os com minha pequena luz, uma que me resta, ínfima, amarela, e eles continuam estáticos e ocos, sobre as grandes mesas, sobre as arcas, sobre a estante escura, sonâmbula vou indo, meu passo pobre, meu olho morrendo antes de mim, a pálpebra descida, crestada, os ralos cabelos, os dentes que parecem agrandados, as gengivas subindo, procuro um naco de espelho e olho para Hillé sessenta, Hillé e emoções desmedidas, fogo e sepultura, e falas falas, desperdícios a vida foi, Hillé, [...].
Frases de Hilda Hilst
A seguir, vamos ler algumas frases de Hilda Hilst, retiradas das obras Júbilo, memória, noviciado da paixão, Roteiro do silêncio e Balada do festival. Portanto, fizemos uma adaptação e transformamos seus versos em prosa:
“Se te pareço noturna e
imperfeita, olha-me de novo.”
“Soergo meu passado e meu
futuro e digo à boca do Tempo que os devore.”
“O poeta é irmão do
escondido das gentes.”
“Enquanto vive um poeta,
o homem está vivo.”
“Melhor colher os frutos
na vindima que buscá-los em vão pelos desertos.”
“Já não sei mais o amor e
também não sei mais nada.”
“Na hora da minha morte, estarão ao meu lado mais homens infinitamente mais homens que mulheres.”
Ponto de Leitura
(reprodução)
Imagem: Google
Fontes:
ABAURRE, Maria Luiza M.; PONTARA, Marcela. Literatura: tempos, leitores e leituras. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2015.
GIGANTE, Matteo. Hilda Hilst e a “obscena lucidez”: entre receção e repressão. 2016. Dissertação (Mestrado em Estudos Românicos) – Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, Lisboa, 2016.
HILST, Hilda. Cronologia.
In: HILST, Hilda. A obscena senhora D. São Paulo: Globo, 2001.
HILST, Hilda. Cronologia.
In: HILST, Hilda. Júbilo, memória, noviciado da paixão. São Paulo: Globo, 2001.

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