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2.15.2026

O Corpo Sabe Antes: Reflexos da Dor - Ademilton Batista



 






Escritor e poeta Ademilton Batista


O Corpo Sabe Antes: Reflexos da Dor:

O corpo é um sussurro antes do grito.

Antes da gente "saber" de algo, ele já fez.

Toca algo quente? A mão já tirou.

A vesícula dói? O Corpo já deu o sinal.

É o reflexo, essa resposta automática

que precede a consciência.

"Como diz a neurociência, o corpo reage

em ~50ms, enquanto a consciência

demora ~200ms para processar."

Então, nesse raciocínio; O corpo é o primeiro

a saber. A consciência vem depois, como um segundo passo. Registra a dor, avalia, decide.

Mas, o reflexo já aconteceu. É como se o

corpo "sentisse" primeiro, e a gente

"entendesse" depois. Sentimos e depois

pensamos, o corpo é o primeiro a reagir.

E essa sensação é a base de tudo:

O corpo é o "eu" antes do "eu penso".

E quando a dor aperta e não tem remédio?

A consciência tenta ajudar: respira, distrai,

relaxa. O corpo, por sua vez, solta endorfinas, tenta modular a dor via gate control theory – aquela "porta" que pode fechar o sinal de dor. Juntos, eles tentam dar um jeito.

Estudos mostram que mindfulness e técnicas

de relaxamento podem reduzir percepção da

dor em até 50%. Mas será que é fuga ou aceitação? Mas, a pergunta filosófica fica:

Quem manda? O corpo que reage, ou a consciência que "administra"? Talvez seja um trabalho em equipe. O corpo dá o alerta,

e a consciência cuida do resto.

"Como diz Merleau-Ponty,

"o corpo é o veículo do ser-no-mundo"."

O que sei é que Ele nos conecta com o

ambiente antes da gente "pensar".

E talvez seja por isso que, quando o corpo dói, tudo dói. E se a dor for crônica? O corpo se acostuma (neuroplasticidade).

E a mente? Como lidar com o incessante sinal

de alerta? A consciência pode se cansar...

Mas, o corpo segue.

É aí que a psicologia entra: Aceitação, reinterpretação da dor, foco em valores, estratégias para não deixar a dor

definir a vida.

"Como diz Drew Lanham, "o corpo guarda

histórias que a mente esquece"."

E o que é dor, afinal? Uma sensação, um aviso,

ou um reflexo? Talvez seja o conjunto de tudo isso. Talvez seja por isso que, às vezes,

a gente precisa parar e ouvir o que o corpo

tem a dizer. Não só ouvir, mas, sentir.

"Como diz Carlos Drummond de Andrade,

"o corpo é a única coisa que não mente"."

Faz sentido parar e ouvir? Ou a gente segue ignorando os sinais, até que o corpo não

aguente mais? A dor vai continuar.

O corpo vai reagir. E a consciência?

Vai tentar entender, administrar, aliviar.

É um ciclo sem fim.

E você, como lida com a dor?

O corpo sussurra, a consciência esculta?

A dor é um idioma que o corpo fala,

e a gente, aprende a traduzir? Ou fica

perdido nas entrelinhas?

O corpo dói, a mente interpreta.

E a alma, o que faz? Ela sente, respira,

some ou transforma tudo em poesia?

O silêncio do corpo é um barulho surdo.

Quando ele fala, a gente treme.

Quando dói, a gente sente.

E quando ele para de doer?

A gente esquece? Ou agradece?

O corpo ainda é um mistério.

E a dor, uma grande lição.

E se a dor for a porta? E se ela abrir para

algo novo? E se o corpo sussurrar "mude"!

E se a gente ouvir? E se a gente sentir?

E se a gente renascer? O corpo sabe antes.

A consciência certamente virá depois.

"Como diz V.S. Ramachandran, "o corpo é

um fantasma que habita o cérebro"."


Eu digo que a dor, É o fantasma que nos

lembra de que estamos vivos.

No exemplo do "membro fantasma",

o corpo "sente" dor em algo que não existe

mais? Será isso? Ou tudo é entregue

a alma para dá o veredicto final?

A dor para nós, também, pode ser

um professor.

"Como disse Buda, "a dor é inevitável,

o sofrimento é opcional". Como no exemplo

de Viktor Frankl em Auschwitz:

É preciso encontrar sentido na dor extrema.

"Maya Angelou, disse "faça o que você tem

medo de fazer, e a morte do medo é certa"."

Se o corpo sente medo, mas a consciência

pode agir apesar dele. Então, a gente,

escolhe sofrer ou aprender?

O certo é: O corpo dói, mas a mente pode transcender. E se a dor for um caminho

para a compaixão?

A relação entre corpo e consciência é

como uma dança constante.

O corpo sente, a consciência interpreta.

O corpo reage e a consciência responde.

É um diálogo sem fim.

"Como diz Maurice Merleau-Ponty,

"o corpo é o veículo do ser-no-mundo"

Para mim, o corpo nos conecta com o ambiente

antes de a gente "pensar". O corpo é o primeiro

a saber de tudo a consciência vem depois para entender e agir. E quando o corpo e a

consciência estão em sintonia?

A gente se sente inteiro, presente, vivo.

Mas, quando eles estão desalinhados?

A gente pode sentir o desconforto da instabilidade, que gera ansiedade e dor.

A consciência pode até tentar controlar

o corpo. Mas, o corpo, também

influência a consciência.

"Como disse Antônio Damásio,

"o corpo é a base da consciência"."

Talvez, seja por isso que as sensações

corporais moldam como a gente

pensa e sente.

E se a gente parar e ouvir o corpo?

Ele sussurrará necessidades, limites, desejos.

A consciência pode aprender a escultar

esses sussurros e responder a nós de forma

mais harmoniosa.

O corpo sabe antes. A consciência vem depois.

E a alma? Onde fica nesse processo?

A alma sente, respira, transcende.

Ela se encaixa nesse diálogo entre corpo e consciência vivenciando, cada fio de seda,

sendo o elo principal de ligação.

A alma, é o próprio silêncio que vive entre

corpo e consciência, fortalecendo e engrandecendo os laços dos pensamentos,

evoluindo em sua silenciosa jornada.

Diante de tudo isso aqui descrito...

Eu finalizo essa crônica dizendo que;

O corpo é o início e a consciência o

caminho, e a alma, é o destino final.


Ademilton Batista

Brasil, Bahia, Itabuna

DRA03022026.

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