6.26.2026

O Homem Que Rejeitou o Perdão - Ken Korkow

 

O Homem Que Rejeitou o Perdão

Por Ken Korkow

 

Imagine ser condenado por um crime, premeditado ou não, do qual você se arrependeu profundamente, e receber uma oferta de perdão que o absolve de qualquer penalidade. Você aceitaria? Deixe-me contar-lhe sobre um homem que não aceitou.

Em 1829, dois homens, George Wilson e James Porter, assaltaram o serviço de entrega dos correios dos Estados Unidos.  Ambos foram capturados e julgados por uma Corte de Justiça. Em maio de 1830, os dois homens foram considerados culpados de seis acusações e de “colocar em risco a vida do motorista”, e receberam suas sentenças: morte por enforcamento, a ser executada em 2 de julho.

Wilson foi executado como previsto, mas Porter não. Amigos influentes apelaram em seu favor e pediram clemência ao Presidente dos Estados Unidos, Andrew Jackson. O Presidente formalizou o perdão, retirando todas as acusações. Wilson teria apenas que cumprir uma pena de 20 anos por outros crimes. Inacreditavelmente George Wilson recusou o perdão!

Um relato oficial afirma que Wilson escolheu “abrir mão e declinar de qualquer vantagem ou proteção que pudesse advir do perdão”. Wilson também afirmou que “não tinha nada a declarar, e não desejava de maneira alguma tirar proveito com a finalidade de evitar a sentença”. A Suprema Corte determinou: “A Corte não pode dar ao prisioneiro o benefício do perdão, a menos que ele reivindique esse benefício. É uma concessão feita a ele; é sua propriedade; e ele pode aceitá-lo ou não, conforme queira.” O membro da Corte, John Marshall escreveu: “O perdão é um ato de graça, que procede do poder a que foi confiada a execução das leis; mas a entrega não se completa sem a aceitação. Ele pode, portanto, ser rejeitado pela pessoa a quem é oferecido, e não temos poder na Corte para impô-lo a ela.”

George Wilson cometeu um crime, foi julgado e considerado culpado. Foi condenado à execução, mas um decreto presidencial lhe garantiu perdão total. Ao escolher rejeitar o perdão, escolheu morrer. Lendo essa história extraordinária  podemos imaginar: “Como alguém pode rejeitar o perdão de uma sentença de morte? Esse homem foi um tolo.” Mas e se você também estiver rejeitando o perdão, aquele que capacita você a passar a eternidade na presença de Deus em lugar de estar eternamente separado Dele no lugar que a Bíblia chama de inferno?

A Bíblia ensina que todos somos pecadores, pessoas que têm quebrado as leis de Deus. Romanos 3.23, declara: “Pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.” E também: “Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (I João 1.8).

E quanto à penalidade pelo pecado, quais são suas consequências? Está escrito: “Pois o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23). O Antigo Testamento confirma: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.4). Esta não é uma boa notícia para nós, mas Deus providenciou perdão e o tornou disponível a todos nós.

Em 2 Pedro 3.9 lemos: “O Senhor não demora em cumprir a Sua promessa... Ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.” E em 1 João 1.9 Ele explica que é preciso que aceitemos esse perdão: “Se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”

Se você ainda não fez isso, a pergunta é: você vai receber ou rejeitar o perdão? Cada um de nós deve fazer esta escolha.  “Quem Nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus”  (João 3.18). 

 

 

O poeta é um fingidor... - Fernando Pessoa

 





O poeta é um fingidor... 

   Fernando Pessoa

 

O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

 

E os que leem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,

Não as duas que ele teve,

Mas só a que eles não têm.

 

E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,

Esse comboio de corda

Que se chama coração.

 

Descubra uma análise do Poema Autopsicografia, de Fernando Pessoa.

6.25.2026

O Cultivo - Ademilton Batista

 






O Cultivo  


Não se cultiva letras,  

aonde não nascerão palavras.  


Não há vozes que ecoe,  

aonde há surdez.  


Entretanto,  

há visões e escutas  

no coração.  


Palavras,  

são como sementes.  

Só criarão raízes,  

em solo fértil.  


O cultivo,  

o tempo cria, nos seus  

próprios sons e ecos.  


Sendo implacável,  

a quem não o escuta. 






Ademilton Batista

Natural de Salvador, reside em Itabuna, Bahia, desde 1989. Escritor, ator e comunicador, é autor do livro “Vencendo o Tempo” e prepara novos lançamentos, incluindo “Incrível Amor” e “O Meu Céu”, além de outras obras inéditas em poesia, contos e romance de época. Acadêmico em diversas instituições literárias nacionais e internacionais, já foi premiado e publicado em países da América Latina, Europa, África e Ásia, sendo também três vezes nomeado Embaixador da Palavra pela Fundación César Egido Serrano, em Madrid. Apresenta, junto ao filho Vitor Augusto Xavier, o programa multimídia “Café com Poesia e Cinema” (TVI/YouTube) e idealiza o projeto “Poesia que Cura”, levando recitais a hospitais, creches e abrigos. No cinema, participou do drama “Arthur” e interpreta Adonias Filho em uma obra de ficção. Na Academia de Letras de Itabuna – ALITA, ocupa a Cadeira nº 4, cuja patrona é Helena Borborema.


Autoria: Ademilton Batista

Foto: Google / Produção


Ponto de Leitura: rilvanbatistadesantana.blogspot.com

Geometria dos ventos - Rachel de Queiroz

 







Geometria dos ventos

Eis que temos aqui a Poesia,

a grande Poesia.

Que não oferece signos

nem linguagem específica, não respeita

sequer os limites do idioma. Ela flui, como um rio.

como o sangue nas artérias,

tão espontânea que nem se sabe como foi escrita.

E ao mesmo tempo tão elaborada -

feito uma flor na sua perfeição minuciosa,

um cristal que se arranca da terra

já dentro da geometria impecável

da sua lapidação.

Onde se conta uma história,

onde se vive um delírio; onde a condição humana exacerba,

até à fronteira da loucura,

junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,

à sombra de Eva Braun, envolta no mistério ao mesmo tempo

fácil e insolúvel da sua tragédia.

Sim, é o encontro com a Poesia.

(Poesia feita em homenagem ao poema Geometria da dos Ventos de Álvaro Pacheco) Rachel de Queiroz


Fonte: Pensador

Foto: Google



Entusiasmo com a Excelência - Robert Tamasy

 

Entusiasmo com a Excelência

Por Robert Tamasy

Uma das coisas agradáveis da vida é ser beneficiado por um trabalho bem feito. Recentemente tivemos diversos trabalhadores empenhados em projetos de melhorias em nossa casa. Entre eles, um especialista em cerâmica para o banheiro, um carpinteiro, pintores, serviço de poda de árvores e fragmentador de tocos. Em quase todos os casos, o serviço deles foi excelente e eu não hesitaria em contratá-los novamente em caso de necessidade.

Esses trabalhadores tinham diversas características em comum.  Tinham orgulho de seu trabalho, desempenhando-o com alto grau de qualidade. Eram meticulosos, atentos a detalhes importantes. Sempre eram pontuais na chegada para o trabalho. Eram amigáveis. E faziam questão de deixar tudo limpo depois de fazer o serviço, mesmo que o projeto se estendesse até o dia seguinte. Eles deixavam tudo limpo e organizado como estava quando chegaram. 

Penso que todos nós admiramos e apreciamos tal diligência.  Entretanto, muitas pessoas parecem satisfeitas com o “razoável”, fazendo o mínimo possível para desempenhar suas atribuições ou compromissos. O orgulho por uma tarefa bem feita tem se tornado cada vez mais raro. Por isso, provavelmente, parece ser digno de nota quando é exibido no ambiente de trabalho. 

Desde o início da criação excelência tem sido uma marca distintiva, um atributo de Deus que tem sido transmitido a todos os que foram feitos “à Sua imagem”. Depois de cada dia da criação, relatada em Gênesis 1, nos foi dito: “E Deus viu que o que havia feito era bom.”  De igual modo, apesar de nossas imperfeições humanas, devemos ser capazes de olhar para trás para o nosso próprio trabalho e “ver que o que foi feito é bom”. Aqui estão algumas observações práticas extraídas da Bíblia sobre a qualidade de nosso trabalho: 

Fomos equipados para realizar boas obras. Quando somos confrontados por um trabalho desafiador, enfrentamos a tentação de dar uma desculpa: “Não posso” ou “Não estou à altura dessa tarefa”.  Entretanto, as Escrituras ensinam que Deus não pedirá que nós façamos alguma coisa para a qual Ele já não nos tenha dado a capacidade de realizar – juntamente com Sua força. “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.” (Efésios 2:10). 

O bom trabalho será reconhecido. A satisfação de realizar um trabalho com excelência deveria ser, por si só, uma recompensa. Mas também podemos ter a certeza de que nossa diligência e a qualidade do trabalho não deixarão de ser notadas. “Você já observou um homem habilidoso em seu trabalho? Será promovido ao serviço real;  não trabalhará para gente obscura.” (Provérbios 22:29).  

O bom trabalho eleva o nosso valor. Como um amigo meu sempre diz: “Para ganhar mais, você precisa merecer mais.”   Excelência e dedicação para realizar um bom trabalho nos tornam mais valiosos para nossas empresas, empregadores atuais e futuros, e para nossos clientes. Enquanto trabalhadores desmotivados e  descuidados se queixam por não receberem aumentos de salários e promoções,  o trabalho feito com excelência geralmente nos impelirá para posições de maior responsabilidade, mais autoridade e maiores compensações. “As mãos diligentes governarão, mas os preguiçosos acabarão escravos.”  (Provérbios 12:24). 

O bom trabalho deve ser constante. Tornar-se reconhecido como um trabalhador de excelência deve ser uma busca constante.  “Plante de manhã a sua semente, e mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos ficarem à toa, pois você não sabe o que acontecerá, se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas.” (Eclesiastes 11:6). 

Questões Para Reflexão ou Discussão  

1. Você se lembra de recentemente ter sido beneficiado por um trabalho de alta qualidade realizado por outra pessoa? O que no trabalho ou na forma como foi feito impressionou você?

2. O quanto é prioritário para você realizar o seu trabalho com excelência? Explique sua resposta.

3. Por que, em sua opinião, excelência no trabalho parece ser mais a exceção do que a regra nos dias atuais? Você concorda com essa afirmação? Por quê?

4. O que você pode fazer para ser conhecido – se já não o é – como uma pessoa que se esforça pela excelência em seu trabalho? O que o motivaria a buscar esse objetivo?

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Mateus 5:16; Provérbios 27:18; Eclesiastes 3:1-8, 9-12; 12:13-14; II Timóteo 3:16-17.  

 

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