Mais
Rápido ou Mais Longe?
Por
Robert Tamasy
Assisti
recentemente o excelente filme, A Boa Mentira (The Good Lie), baseado na
história de um pequeno grupo de refugiados sudaneses que escaparam da tirania
em sua terra natal e acabaram por encontrar um novo lar em Kansas City,
Missouri, EUA. No final, um provérbio africano resume a extraordinária
peregrinação: “Se você quer ir mais rápido, vá sozinho. Mas se quer ir mais
longe, vá acompanhado.
Palavras
simples mas transbordantes de sabedoria e verdade. Ao lê-las meu primeiro
pensamento foi para as competições olímpicas. Nas provas de curta distância os
atletas competem individualmente, com o único objetivo de alcançar a linha de
chegada em primeiro lugar. Entretanto, nas corridas de revezamento ou de longa
distância como a maratona, os participantes correm em equipes, para
proporcionar suporte mútuo para a árdua competição. Para ser bem-sucedido em
longa distância, parece melhor ter companhia do que seguir sozinho.
Quando
era editor de uma revista, geralmente escrevia sozinho. Mas na hora de planejar
a revista para publicação, tínhamos uma equipe que mesclava talento e
criatividade. Quando terminávamos o resultado era sempre espetacular: o todo
era maior que a soma das partes.
No
meio profissional e empresarial geralmente ouvimos de empreendedores
visionários que estabeleceram metas ambiciosas. Durante certo tempo eles podem
ter se saído bem, indo mais rapidamente enquanto independentes. Mas para
realizar completamente seus sonhos, mesmo empreendedores inovadores precisam de
pessoas que possam transformá-los em realidade, quer isso envolva tecnologia,
novas manufaturas ou o desenho de uma coleção de roupas.
Frank
Sinatra gravou uma música de sucesso com o refrão: “Eu fiz do meu jeito”. Mas
ele mesmo precisou de muita gente — músicos, compositores, vocalistas, equipe
administrativa, publicitários e outros — para sustentar uma carreira de mais de
60 anos.
Às vezes ouvimos executivos falar em subir a “escada do sucesso”. Há duas coisas curiosas acerca dessa escada: ao subir, cruzamos com aqueles que chegaram ao topo e agora estão descendo; se a escada for realmente alta, vamos precisar que alguém a segure firmemente para que não caiamos. Não podemos subir sozinhos!
A
Bíblia oferece exemplos de pessoas que tiveram sabedoria de ir mais longe
acompanhadas: Moisés e Josué, Elias e Eliseu, Jesus e Seus discípulos, Barnabé
e Paulo, Paulo e Timóteo. Também encontramos exemplos de homens que tentaram ir
mais depressa sozinhos e fracassaram miseravelmente nos últimos estágios da
vida: rei Davi e seu filho Salomão, estão entre os mais notáveis. Podemos
elencar dois princípios pertinentes ao assunto:
Juntos
podemos tirar o que há de melhor uns nos outros. Colaborando para alcançar um
objetivo comum, ajudamos um ao outro a ser mais produtivo e eficiente. Até o
conflito criativo pode ser valioso. “Assim como o ferro afia o ferro, o homem
afia o seu companheiro” (Provérbios 27.17).
Juntos
podemos realizar mais. Como um bando de gansos viaja longas distâncias
compartilhando a tarefa de liderar, nos negócios uma equipe pode realizar mais
ao longo do tempo, se conseguir se juntar num esforço unido e coeso. “É melhor
ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de
duas pessoas... Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade”
(Eclesiastes 4.9-12).
Questões
Para Reflexão ou Discussão
1.
Você conhecia esse provérbio africano? O que ele diz a você?
2.
Conhece alguém que aparentemente ia rapidamente sozinho, mas não teve um
sucesso duradouro?
3.
Quais as vantagens e desvantagens de poder dizer, “Eu fiz do meu jeito”?
4.
O que quer dizer para você o texto de Provérbios 27.17? Você experimentou algo
assim em sua carreira?
Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 11.14; 15.22; 19.20; 20.18; 24.5-6; Lucas 10.1-12; Hebreus 10.23-25.
Ponto
de Leitura: https://rilvanbatistadesantana.blogspot.com

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