No Que
Você Coloca Sua Paixão?
Por
Jim Langley
Frequentemente
ouvimos falar sobre “paixão” no ambiente de trabalho. Paixão vem em diversas
embalagens. Deixe-me fazer-lhe uma pergunta: “No quê você coloca sua
paixão?” Somos apaixonados por certas
áreas da vida e por certas pessoas à nossa volta. Mas grande parte de nossa
vida está repleta de coisas comuns e enfadonhas, que meramente existem ou “vão
vivendo”.
Assim
como eu, você pode sentir grande paixão pelo seu trabalho. Entretanto, se
estiver medindo seu sucesso pelo resultado financeiro que obtém dele, seu foco
está errado. Deus não fica nem um pouco impressionado com o quanto ganhamos ou
acumulamos. Ele está mais interessado na nossa obediência e na forma como nosso
trabalho pode beneficiar a outros.
Depois
de 10 anos finalmente compreendi porque Deus me levou a trabalhar com seguro de
vida. Palavras especiais como em Tiago 1.27 me impactaram nas duas últimas
décadas: “A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é
esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar
corromper pelo mundo.” A segunda parte é a que considero mais importante: não
permitir que o mundo corrompa nossos pensamentos e ações, mantendo o foco no
que é puro para agradarmos a Deus.
É
óbvio que precisamos nos manter fiéis ao nosso cônjuge e filhos. Meu
relacionamento com minha esposa e minha filha são os mais importantes nesta
terra. Coloco o bem-estar deles acima do meu. Estar presente para minha família
vem hoje adiante dos meus compromissos de trabalho, mas admito que nem sempre
foi assim.
Ter
passado quatro dias deitado no hospital em 1992, ajudou-me a colocar em ordem
minhas prioridades. Antes daquela pneumonia dupla, eu era o modelo perfeito do
viciado em trabalho “tipo A”. A tendência ainda existe, e preciso continuamente
estar vigilante para detectar sinais de recaída. Preciso manter paixão pelos
meus relacionamentos familiares. Equilíbrio requer responsabilidade e
permanente autoexame.
Todos
precisam divertir-se, mas isso não pode se transformar em paixão. Atividades
esportivas podem nos devorar. Passar horas diante da tevê ou do computador pode
se transformar em vício. Alguns necessitam se abster totalmente de certas
atividades para que elas não sejam motivo de sua ruína. É preciso cautela para
não sermos controlados por nada.
Jesus
Cristo tinha uma paixão que O levou até à cruz do Calvário. Deveríamos
concentrar nosso foco Nele e nos tornarmos apaixonados pelo amor que Ele tem
por nós: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o Seu Filho Unigênito [para
morrer por nós]...” (João 3.16)
Questões
Para Reflexão ou Discussão
1.
Você consegue identificar no que você tem colocado sua paixão nos últimos
tempos?
2. Que
diferença há entre uma atividade ou área pela qual sentimos paixão, e aquilo
que se torna um vício e domina nossa vida?
3.
Como podemos nos concentrar no que agrada a Deus? Isto é possível no exigente e
imperdoável ambiente de trabalho?
4.
Alguma área da sua vida requer autoexame? Suas prioridades estão onde deveriam?
Desejando
considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos:
Eclesiastes 3.9-14; Mateus 6.24-27; João 17.13-22.

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