Por Rick Boxx
Discursando
na cerimônia de formatura da Universidade do Texas em 2014, o Almirante da
Marinha, William H. McRaven, nono comandante do Comando de Operações Especiais
dos Estados Unidos, falou sobre as lições cruciais que aprendeu durante o
treinamento básico para ingressar na unidade SEALS da marinha. Uma lição
particularmente poderosa causou-lhe forte impressão; foi quando ele juntamente
com outro aspirante a SEAL enfrentaram 15 horas de “luta contra um frio
congelante, contra a lama, o vento que rugia e a pressão dos instrutores para
que desistissem”.
Esse
desafio quase que inimaginável encerrava o que era chamada de “semana no
inferno”, depois de seis dias sem dormir, sob constante tormento físico e
mental. Esse exercício do tipo “ou vai ou racha” foi realizado numa área
chamada Mud Flats, situada entre San Diego, Califórnia, EUA, e Tijuana, México,
um trecho de terreno pantanoso onde a lama engole qualquer um que entre ali.
Depois
de oito horas nadando na lama gelada, alguns homens, tomados pelo desespero,
estavam prontos para desistir, disse McRaven. Foi então que inesperadamente um
homem corajoso começou a cantar. Em
breve, um por um, todos se juntaram na canção e “de algum modo, a lama parecia
mais quente e o vento mais suave”, segundo o Almirante. Como resultado, os
aspirantes a SEAL sobreviveram àquela noite.
A
música estava fora de tom, mas era entusiástica, ele disse. Ela proporcionou esperança, um elemento
necessário para se sobreviver a qualquer prova severa. “Se tenho aprendido algo
em minhas viagens pelo mundo, é o poder da esperança”, afirmou McRaven. “O poder de uma pessoa – Washington,
Lincoln, Mandela, e até mesmo da jovem paquistanesa Malaia – uma pessoa pode
mudar o mundo oferecendo esperança às pessoas.”
Poucos de nós no ambiente profissional do século XXI experimentarão a intensidade da sobrevivência no treinamento de forças militares especiais, mas às vezes, suportar o estresse de um dia de trabalho parece ser mais exigente do que poderíamos imaginar. Em momentos assim nós precisamos desesperadamente uns dos outros, cantando ou não.
A
Bíblia reconhece que o dia a dia – no trabalho e no lar – pode nos levar ao
limite físico e emocional. Ela oferece
princípios para sobrevivermos às exigências que parecem estar além da nossa
capacidade de enfrentar:
Sermos
suporte um para o outro. Quando
trabalhamos juntos em equipe, comprometidos com as mesmas metas e objetivos,
podemos proporcionar fortalecimento e estímulo uns para os outros quando
necessário. “Exortamos vocês, irmãos, a
que advirtam os ociosos, confortem os desanimados, auxiliem os fracos, sejam
pacientes para com todos.” (I
Tessalonicenses 5:14).
Podemos
ajudar suprindo-nos um ao outro com motivação e inspiração. As emoções sobem e
descem nos momentos difíceis. Os membros fortes de uma equipe bem ajustada
podem dar suporte aos que se sentem fracos.
“Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois Aquele que
prometeu é fiel. E consideremos uns aos
outros para nos incentivarmos ao amor e às boa obras." (Hebreus 10:23-24).
Podemos
nos manter mutuamente focados no mesmo objetivo. Quando a esperança enfraquece, ajuda nos
lembrarmos da recompensa que nos espera.
“Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os
abale. Sejam sempre dedicados à obra do
Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será
inútil.” (I Coríntios 15:58).
Perguntas
para Reflexão ou Discussão
1.
Qual foi o treinamento mais exigente e difícil pelo qual você passou, seja
profissional, militar ou qualquer outro?
2.
Ao enfrentar momentos extremamente estressantes e difíceis no trabalho, como
você se beneficiou com o apoio de outras pessoas?
3.
Você já esteve entre os membros mais fortes da equipe, encorajando e apoiando
aqueles mais fracos? Como foi a experiência?
4.
Em sua opinião, qual o valor de manter a esperança em tempos adversos? Como
podemos encontrar esperança em circunstâncias desesperadoras?
Desejando
considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos
Provérbios 12:25; 25:25; 27:17; Eclesiastes 4:9-12; Mateus 11:28-30; Gálatas
6:9-10.

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