Solidariedade
Rilvan Santana
Às vezes, temos a sensação que o mal
prepondera sobre o bem, quando a maldade não tem limite. Os bandidos, cada dia,
aperfeiçoam seu “modus operandi”, enganando fácil, as forças de segurança, de
municípios, de estados e do país. Hoje, as mídias veiculam mais crimes e maldades do que
eventos de alegria e prazer e, os crimes são barbáries desumanas. Nesse cenário
de horror e desesperança, surgem pessoas unidas pela solidariedade, pelo bem
comum, para socorrer e ajudar o homem menos favorecido colocar comida na mesa.
Não
só pessoas solitárias, mas, entidades privadas e públicas em todos os lugares
do país se unem com o objetivo de diminuir as desigualdades sociais. Quem não
atende aos apelos dos atores, atrizes, cantores e cantoras e programadores da
TV aberta para as crianças do programa “Criança Esperança” da UNICEF? Quem não
se sensibiliza com as crianças do GACC? Qual o pai que não tem empatia com
outro pai e não abraça APAE? Em qualquer dessas situações, sempre prevalece o
espírito da solidariedade e amor ao próximo.
O
Natal é uma época que mais se sente o espírito solidário e a empatia pelo
outro. As entidades de classe se unem com o propósito de levar alegria e
esperança às crianças e o bem-estar à população de rua. As polícias civis, as
polícias militares, os policiais rodoviários federais, os policiais federais e
anônimos promovem campanhas de brinquedos e roupas nesse período natalino que
se encerram com as grandes doações. Os sopões são comuns nos grandes centros,
inclusive, com mutirões que ajudam o indivíduo ficar mais novo com cabeleireiros,
manicures e produtos de higiene pessoal e banhos.
A
população brasileira em si, é boa e de natureza única, não existe lugar nenhum do
mundo que o povo é cordato e boa índole, é de paz e não de guerra. Claro,
existem os malfeitores e criminosos, que seguramente, herdamos de europeus
trazidos por Pedro Álvares Cabral, a História não nega, o que tinha de pior,
dom Manuel I, rei de Portugal, colocou nos navios de Cabral, primeiro, para
explorar as especiarias da Índia,
depois, as terras desconhecidas que se chamariam: Ilha de Vera Cruz, Terra de
Santa Cruz e Brasil.
Conta-se
que um homem sisudo e mal-humorado não era bem quisto na comunidade onde morava
pelo seu comportamento estranho. Certo
dia, quando ele passava numa rua, uma casa pegava fogo já alto, enquanto a mãe
do bebê que chorava dentro da casa, ela se descabelava agarrada pelos vizinhos para
não ser engolida pelo fogo. O homem se
colocou dento de uma caixa de papelão, mais arisco que um gato, adentrou na
casa e quando a maioria acreditava que,
ele não saísse de lá ileso, depois de uns 40 segundos, ele apareceu com o
pimpolho enrolado num edredom ensopado d`água e colocou-o nos braços da mãe, enquanto a multidão o ovacionava.
Solidário
é ajudar o outro sem obrigação. Quem ajuda, ajuda pelo espírito de
solidariedade, não pensa em recompensa nem agradecimento, o ato de ajudar deixa
seu coração alegre e sua alma mais leve.
O
nosso povo, clama por ajuda e justiça. A desigualdade socioeconômica é abissal.
A maioria é muito pobre e a minoria é muito rica. A minoria tem mesa farta, às vezes,
desperdiça, enquanto a maioria, tem mesa “Farta”, “o pobre farta tudo”, “Farta
feijão, arroz, carne e farinha, etc.”, “O pobre farta até dignidade"!
Se
as políticas públicas, municipais, estaduais e federais atendessem às classes
menos favorecidas, não seriam necessárias campanhas natalinas, filantrópicas e
beneficentes de finais de ano, mas, os governos não estimulam o setor privado
para geração de emprego e renda. A “Bolsa família”, “vale gás”, etc., nos
moldes de esmola, esses programas não contribuem para o desenvolvimento do sujeito,
ao contrário, deixa-o ocioso, mais miserável e sem ambição de vida, um pária
social.
Enfim,
solidário é um ato de ajuda e de amor.
Autor: Rilvan Batista de
Santana
Licença: Creative Commons
Imagem: Google
Membro da Academia de
Letras de Itabuna – ALITA

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