“O Mito da Caverna”, Platão
A
obra “O Mito da Caverna” é uma das principais do filósofo Platão, sendo uma
referência quando se trata de seu pensamento e sua visão de mundo. Uma das
características mais marcantes de tal texto é a continuidade da inquietação que
os assuntos abordados trazem à mente do leitor, e como a abordagem de Platão
consegue se fazer presente até os dias atuais.
O
contexto tratado no livro é sobre uma alegoria que questiona o que poderia ser
real, visto que os fatos podem ser divergentes, desencadeando, assim, a grande
pergunta de “O que é a verdade?”. Platão traz à tona o processo de conhecimento
ao descrever um grupo de pessoas presas em uma caverna por toda a sua vida,
vendo sempre as mesmas sombras projetadas à sua frente, as quais são geradas
por figuras que passam na frente de uma fonte de luz. Como tais prisioneiros
nunca viram nada além dessa realidade, tomam essa cena de sombras como a única
verdade existente.
Contudo,
certa vez um prisioneiro consegue sair da caverna e, inicialmente, encontra-se
cego ao ir de encontro com a luz externa. Aos poucos, conforme sua nova
realidade é sentida e tomada pelo seu corpo, o prisioneiro acostuma-se à
claridade e começa a enxergar novos fatos, os quais são invisíveis aos olhos
dos que continuam presos na caverna. Tomado por um sentimento de partilha do
conhecimento, o prisioneiro liberto retorna ao interior da caverna para relatar
sua realidade aos antigos companheiros, mas esses encontram-se incrédulos e
permanecem na ignorância de achar que apenas a realidade das sombras é a
verdadeira.
Dessa
forma, a alegoria de Platão lança luz a várias interpretações, sendo uma delas
a da necessidade de o conhecimento ser partilhado e da importância da educação
e do ensinamento para uma sociedade mais esclarecida. Além disso, muito usada
no Iluminismo, uma das maneiras de ler o conteúdo filosófico sugere que a luz é
o saber, o que levaria à verdade.
Em
resumo, “O Mito da Caverna” continua levantando questões sobre a natureza da
verdade, da realidade e das diferentes maneiras de enxergar e lidar com os
fatos, além da importância da educação e do conhecimento para a formação
social.
Esta
resenha faz parte da série Autores da Torre, do Projeto de extensão Torre de
Babel, da Biblioteca José de Alencar (Faculdade de Letras/UFRJ)
Projeto de extensão Autores da Torre, Maria
Eduarda Guimarães, O Mito da Caverna, Platão, projeto de extensão, resenha,
torre de babel
Fonte:
Biblioteca J0sé de Alencar
Faculdade
de Letras - UFRJ
Imagem: Google


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