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12.10.2025

O segredo da felicidade - R. Santana

 

O segredo da felicidade

R. Santana

"A felicidade não é ausência de conflito, mas a habilidade de lidar com eles. Uma pessoa feliz não tem o melhor de tudo, ela torna tudo melhor"

         O segredo da vida é a felicidade. O homem desde início persegue a felicidade. A felicidade não é sempre. O homem desfruta de momentos de felicidade, assim como, ele tem momentos de tristeza, de angústia, de desespero, de infelicidade, é que “não existe bem que sempre dure nem mal que não se acabe”, ou, “após uma noite escura sempre chega um lindo amanhecer”.

          Os pensadores corrompem o pensamento e o espírito do homem simples. Não se perde nada ou quase nada alguém que não leu Karl Marx, Nietzsche, Martin Heidgger, Diderot, Epicuro, dentre outros, negar Deus é afirmar sua existência.

          A discussão do mal e do bem, existirá enquanto houver o homem. Na Bíblia, em Gênesis, o Criador diz a Adão e Eva que, eles poderiam comer de todos os frutos do Jardim do Éden, menos o fruto proibido da árvore do conhecimento, com a desobediência do primeiro homem e da primeira mulher, estabeleceu-se o “pecado original” na humanidade, aí, a dor, o sofrimento e a infelicidade.

          A dor e o sofrimento são atributos da natureza humana e servem para seu amadurecimento e evolução espiritual.  Desde a barriga da mãe que o homem tem contato com a dor e o sofrimento. A felicidade chega depois. A felicidade não chega à galope, instantânea, ela chega devagar. Se a felicidade fosse perene, eterna, não haveria crescimento e desenvolvimento humanos.

          Nós somos as nossas circunstâncias. Nós somos responsáveis pelas nossas boas escolhas e responsáveis pelas más escolhas. O homem não é produto do meio, uma visão determinista, o homem tem a capacidade de influenciar e transformar o meio.

          Deus abdicou do controle absoluto de sua criação, por isto, deu-lhe o livre arbítrio. Até o Diabo não foi extinto para sempre, continuou com sua natureza má, mas, continuou. Não entendemos o sofrimento dos inocentes nem os benefícios do homem mau. Às vezes, a revolta do homem é compreensível, porém, é incompreensível os desígnios de Deus.

          Quem entende os sismos, os furacões, as tempestades, as inundações e os incêndios? Quantas vezes, populações inteiras são sucumbidas nesses desastres naturais? Inúmeras! Por isto, a revolta e a incompreensão de muitos nietzschianos. O ateu estriba-se em suas teorias racionais e lógicas para negar a existência e a sabedoria de Deus.

          A verdade é que quando o homem nasce é como uma “folha em branco”, uma “tabula rasa”, o conhecimento e a conduta moral são acrescidos com a vida. Para Reausseau, o homem nasce bom, com os mais puros instintos, contudo, a sociedade o corrompe e o torna mau.

          Há 15 anos, todos os problemas acima inquietavam-me, mas, tive a resposta da Providência Divina, sem vangloriar-me, elaborei um ensaio com reflexão crítica e subjetiva para responder essas inquietações e num dos capítulos, acho que encontrei todas as respostas. O capítulo chama-se: “O mundo das possibilidades”: Possibilidade contingencial, Real e Necessária.

A possibilidade contingencial é aquela que não se enquadra o pensamento lógico. Por exemplo: o sujeito não viaja de avião com medo de morrer, mas, um dia, o avião cai em sua casa, ele morre e a família fica ilesa; o sujeito não sai à noite com medo de bala perdida, porém, uma bala perdida trespassou sua parede de casa e estourou sua cabeça, ele não gosta de lotérica, mas, um dia, sua esposa insiste fazer um jogo e, ele ganha uma bolada, etc., etc. 

A possibilidade real é quando todos os fatores concorrem para sua realização. Se o pai de um garoto é músico, ele tem todos os instrumentos disponíveis dentro de casa para se tornar um músico se desejar; um menino pobre, hoje, sonha ser médico, os financiamentos do governo, possibilitarão esse sonho.

Enfim, a possibilidade necessária é Deus. 

Por isso, as coisas acontecem pela ação humana. Já pensou um Deus responsável até pela desdita do homem? A onde está o livre arbítrio? Deus é determinista? Nenhum pai deseja mal para seu filho, mesmo o filho mais desobediente e Jesus Cristo deu essa resposta: ― Qual homem, do meio de vocês, se o filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se pedir peixe, lhe dará uma cobra? (Mateus 7 : 9 – 11). Se Deus não castiga, não intervém, a resposta para o sucesso ou fracasso do homem está no “Mundo das Possibilidades”.

Definitivamente, o homem nasce para ser feliz. A felicidade é um estado de espírito e não duradouro, aqui, em nosso mundo, não existe felicidade absoluta, existem momentos de felicidade. Porém, a felicidade está numa vida mais simples, naquele homem sem ambição de riquezas, sem apego material, movido pela fé no Espírito Santo e, de amor ao próximo, não, somente, o próximo que está próximo, mas, a humanidade.

A felicidade não está em Kant, Descartes, Nietzsche, Hegel, Jean Jacques Rousseau, Aristóteles, Platão, sábios e filósofos, ao contrário, quanto menos se conhece esses pensadores, essa gente privilegiada, menos intoxicada fica a mente humana. O segredo da felicidade é a simplicidade. A felicidade está na inocência da criança, na natureza, nos homens e mulheres abnegados e nos homens e mulheres santos.

Portanto, a felicidade não é um privilégio de poucos é um apanágio da humanidade. Todos trazem no nascimento esse atributo. Se alguém não é feliz, ele não nasceu para ser infeliz, às vezes, sua conduta e más escolhas contribuíram para sua infelicidade.

Autoria: Rilvan Batista de Santana

Membro da Academia de Letras de Itabuna - ALITA

Imagem: Google

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