Seiscentos e Sessenta e Seis (O Tempo)
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo… Quando se vê, já é 6ª-feira… Quando se
vê, passaram 60 anos! Agora, é tarde demais para ser reprovado… E se me dessem
– um dia – uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio seguia sempre em
frente…
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
Quando se vê, já é 6ª-feira…
Quando se vê, passaram 60 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre em frente…
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das
horas.
Um dos mais populares poemas de Mario Quintana. Reflete sobre a passagem dos anos. O poeta escreve de modo simples e informal, como se estivesse dizendo que os anos passaram, e ele percebeu tudo o que já aconteceu e não tem mais volta. Em tom de conselho, diz como viveria se pudesse voltar no tempo.
Fonte: Pensador
Foto: Google
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