Aninha e Suas Pedras
Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Um dos poemas mais conhecidos de Cora é Aninha
e Suas Pedras. Nele vemos um eu-lírico disposto a dar conselhos ao
leitor, criando com a audiência um espaço de intimidade e
partilha.
A linguagem informal e coloquial pode ser percebida
no tom de oralidade da escrita. Os verbos no imperativo sugerem quase uma ordem
(recria-remove-recomeça-faz), sublinhando a importância daquilo que se diz e a
necessidade de se seguir em frente.
O poema aborda com frontalidade a questão da resiliência e
a urgência de tentar outra vez quando o plano não deu certo, mesmo que pareça
não haver mais forças.
Fonte: Pensador
Foto : Google


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