3.13.2026

O presunçoso - R. Santana

O presunçoso

R. Santana

O presunçoso é aquele que não tem humildade. O presunçoso é convencido, arrogante e autossuficiente. Dizem as más línguas que o presunçoso: “mora no morro, cria galinha embaixo (sopé), e, os ovos saem rolando até em cima". Também se diz: “que sua galinha bota 2 ovos por dia”. O presunçoso é egoísta, jamais terá uma conduta de empatia, ele não sente o sofrimento alheio, mesmo quando é acometido de algum mal, ele minimiza seu sofrimento para o outro, como diz o vulgo: “ele não dá o braço a torcer”.

Sempre me vem à cabeça quando escrevo sobre gente arrogante, a história de Luciano. Ele era um funcionário público federal, não era má pessoa, mas, de humildade zero. Curioso e estudioso, naquela época se inscreveu num curso de eletricidade por correspondência do Instituto Universal Brasileiro, era um instituto que oferecia cursos por correspondência, cursos técnicos em todas as áreas do conhecimento humano.

Tio Pedro, de saudosa memória, tinha um bar de sinucas e lanchonete, á Rua Princesa Isabel, São Caetano, nesta cidade de Itabuna. Naquela época, a iluminação do bar era feita com Aladim, porém, tempo não muito longe, o prefeito Alcântara tinha inaugurado uma incipiente rede de energia elétrica. Tio Pedro, em princípio, fez uma instilação de lâmpadas comuns em todo salão do bar, contudo, a iluminação era precária e incandescente. Surgiu nesse tempo as lâmpadas fluorescentes que não esquentavam e iluminavam melhor, porém, havia uma dificuldade: quem sabia instalá-las em cadeia? Cadeia, estimado leitor, é um sistema que um interruptor liga, simultaneamente, várias lâmpadas no mesmo circuito.

Naquele dia, tio Pedro, apreensivo, noite não dormida, olhos vermelhos, sensibilidade à flor da pele, surge por encanto, Luciano do antigo FSESP e se propõe instalar as calhas e as lâmpadas e antes da noite, o bar estaria iluminado. Pedro já conhecia sua pabulagem: Luciano comia fato e arrotava caviar. Na casa do sem jeito e soube desse curso que, Luciano estava fazendo, contratou seu serviço na condição que antes das 18 horas daquele dia, o salão do bar estivesse com todas fluorescentes acesas.

Luciano puxava fios, subia escada, descia escada, rascunhava o sistema elétrico no papel e, a noite estava chegando e Luciano mais perdido do que cego em tiroteio. Tio Pedro mais aflito do que alguém esperando uma moça para o primeiro encontro. Num lugar estratégico do salão, 2 olhos observavam Luciano com atenção, mais ainda, preocupado com aflição do dono do bar, quando lhe faltou paciência, interveio:

- Seu Pedro, quer que eu resolva o problema? -  Luciano corrupiou:

- Quem é você sabichão? Eu tenho curso de eletricidade pela Universal, estou com dificuldade, imagine você, estranho! – O estranho não se rendeu:

- Eu tenho certa experiência e seu Pedro está impaciente pela chegada da noite – virou-se para o dono do bar, se o Senhor concordar, farei tudo em 30 minutos! – Pedro falou com Luciano, ele aceitou mas não perdeu a arrogância, desafiou o desconhecido e apostaram um engradado de cerveja se tudo fosse em tempo recorde, na metade de hora, Pedro foi testemunha. Antes de pegar a escada, o desconhecido condicionou:

- Seu Luciano (já sabia o nome), eu farei o serviço no tempo acordado, porém, puxar os fios, fixá-los com as brochas, só amanhã, pelo adiantado da hora, é quase noite, certo? – Luciano assentiu com a cabeça.

O desconhecido subia e descia da escada como se ela fosse sua velha amiga e faltando menos de 5 minutos para o trato, gritou de cima da escada:
          - Seu Pedro ligue o interruptor – ele o fez e a molecada alegre, gritou:

- Seu Pedro deu luz!  Seu Pedro deu luz! Seu Pedro deu luz!...

Luciano ainda justificou o injustificável, seu Pedro interveio e fê-lo pagar a aposta, ele colocou o rabo entre as pernas e sumiu!

Em todo lugar e toda profissão, encontram-se sujeitos presunçosos, arrogantes que têm uma convivência social difícil. Nas atividades artísticas, de literaturas, plásticas, encontramos muitos egos inflados, que não têm senso crítico, em sua escala de valores (axiologia), ele está no topo, mas na realidade, ele está na base.

Hoje, com a profusão de produções literárias, não adianta nenhuma arrogância literária, marketing particular, grupos, se sua produção não for boa, muito boa e diferenciada. Não adianta o sujeito escrever 100 livros ou produzir 100 telas de pintura, se ele não é reconhecido pela crítica, não tem um bestseller, não tem um prêmio Jabuti, um SESC, um Kindle, um Nobel, etc. Aliás, o sujeito que não não é reconhecido em sua cidade, em sua região, em seu estado, oxalá no país, não pode vangloriar-se.

Quando me pergunta se eu sou escritor, respondo-lhe que sou um escrevinhador e  amante da palavra. Quando alguém insiste que sou escritor porque escrevo algumas bobagens, respondo-lhe novamente: - como sou escritor se nem no bar da esquina da minha rua me reconhece escritor?...

Portanto, a existência prima por humildade, generosidade e bom senso. O sujeito fica em paz, em qualquer atividade humana, quando numa autocrítica, ele reconhece suas limitações, que sua arrogância não constrói, ninguém é insubstituível e Deus não espalhou talentos à toa, mas para seus escolhidos.


Autor: Rilvan Batista de Santana

licença: Creative Commons

Membro da Academia de Letras de Itabuna - ALITA

Imagem: Google

 

 

 

 

O ANDARILHO DAS ESTRELAS - William Souza da Silva

 

O ANDARILHO DAS ESTRELAS - William Souza da Silva

 

Findava o crepúsculo da tarde reluzente, de brilho colossal e de uma magia contagiante. A noite se aproximava, serena; o espaço sideral, pleno de estrelas, iluminava o firmamento infinito. Descansando no leito onde iniciava, uma vez por outra, suas viagens insólitas, preparava o ritual que seria realizado logo após o relaxamento. Em seguida, uma brisa suave penetrou no quarto como uma preparação orquestrada. O ar silenciou a mente do andarilho, que ficou quieto e estático; o corpo mal era percebido; a respiração, o coração batia no ritmo melódico de um mantra indiano, como uma sonoridade quase inaudível. Logo a seguir, o andarilho sentiu algumas câimbras em todo seu corpo e se levantou, observando que seu corpo físico continuou deitado e imóvel. Saindo e passando através da porta do quarto sem abri-la e não tendo nenhuma dificuldade em transpô-la, ao chegar à rua, encontra alguém que o reconhece e lhe propõe um passeio, aceito com certa reserva, mas vai ao passeio com uma locomoção leve, sem esforço, quase flutuando em plumas. Durante o passeio, foram mostrados alguns ambientes de grande escuridão e de visibilidade difícil, com sons desesperadores. Foi dito pelo ser que acompanhava o andarilho que, em outra ocasião, seria mostrada uma colônia, mas que, para aquele momento, estava concluído o passeio. Ele foi deixado na porta de casa e, adentrando até o quarto, viu o corpo deitado inerte e se deitou sobre o mesmo, percebendo imediatamente a respiração.

 

Autoria: William Souza da Silva

Foto: Google

3.12.2026

O GATO HUMANO - Ruy Póvoas

O GATO HUMANO

Ruy do Carmo Póvoas (*)

          Certamente vocês também não vão acreditar, mas não vou me importar com isso. Se os meus mais achegados já firmaram certeza de que não ando bem da cabeça, quanto mais quem não convive comigo. E nem vou dizer minha idade para não lhes oferecer condições para julgamentos prévios.

          Não me lembro mais da data exata, mas sei exatamente que tudo começou numa manhã, quando acordei. O teto rodando foi a primeira coisa que vi, mas já estou acostumado com isso. Tenho técnica para me levantar. Primeiro, me virar de lado e, em seguida, apoiar as duas mãos no colchão. Daí, descer as pernas e me sentar. O resto é fácil.

          Apurei as vistas e divulguei Dondom atravessado no tapete aderente, junto à minha cama. Falei para ele:

          – Bom dia, Dondom!

          Ah, meu Deus. Para que fiz isso? E ele me respondeu prontamente:

          – Bom dia, Janjão.

          Só não caí da cama porque estava sentado. Tive de perguntar:

          – Dondom, desde quando você aprendeu a falar?

          – Não é bem assim. Falar, sempre falei, mas na língua de gato. Por causa de sua caduquice, você aprendeu minha língua.

          Me convenci de que ainda estava sonolento e, certamente, um fragmento de sonho restava na minha memória. Fui ao banheiro, fiz o que tinha de fazer e retornei ao quarto. Dondom continuava deitado no tapete, senhor de si e de tudo que pudesse acontecer dali em diante. Porque eu estava convencido de que sonhara sentado na cama, não dei importância ao fato.

          Já na sala, Raimunda, minha nora, me serviu o desjejum. Sempre assim: mal disse “Bom dia, Seu João.” E aí, aconteceu o inusitado. Dondom tinha saído do quarto e estava, imponente, ao lado do meu assento. Para meu espanto, ele falou:

          – Viu como Bundunda age com você? Para ela, você é uma estátua. Não deixe ela saber que você entende língua de gato. Vai dizer que você está lelé das ideias, caducando. Se não disser coisa pior. Para mim, ela não passa de uma tanajura. Nunca levei ela a sério.

          Confesso que me assombrei e até um fragmento de pão caiu no goto. Tossi com veemência e Raimunda me acudiu, dando tapas em minhas costas até que o acesso passou. Claro que blasonou:

          – Coma devagar, Seu João. Na sua idade, não se come às carreiras… Fica aí, imitando o gato, miando também, e dá nisso.

          Dondom rolou pelo chão, se acabando de rir. Terminei o café e fui para minha poltrona. A cabeça me azucrinando. Se eu dissesse o que estava me acontecendo, iam me levar para um abrigo de idosos. Como carregar aquilo em silêncio?

          Refestelado na poltrona, fechei os olhos e fiquei pensando. Dondom veio depressa para junto de mim. Ainda achando pouco, me disse:

          – Janjão, se prepare, Aí vem chumbo grosso. É hoje que a casa cai. Vamos aguardar.

          Fingi que não escutei, sem admitir que compreendi, mas não entendi. Nisso, Renata, minha neta, que acabara de acordar, entrou na sala e saudou a mim e a Dondom:

          – Bom dia, Vô. Oh, Dondom, você está aí? Bom dia para você também.

          E Dondom, com toda causticidade que lhe é peculiar, respondeu:

          – Bom dia, Retardada. Isso são modos de se saudar um idoso, principalmente um avô? Quanto a mim, prefiro que não me dirija a palavra.

          Renata atravessou a sala, conversando alto e foi em direção à cozinha onde a mãe estava:

          – Interessante, mãeinha. Dondom parece que entende o que a gente diz e até responde miando. Mas eu quero dizer uma coisa até preocupante...

          Olhou para trás, na minha direção, para se certificar se eu poderia ouvir. Fingi estar cochilando e ela disse:

          – Mais cedo, eu vi Vô, miando, imitando Dondom. Foi quando passei pela porta do quarto dele. Dondom miava e ele miava também. Achei esquisito.

          – Olhe, Natinha, já faz algum tempo que Seu João vem dando sinais de senilidade. E agora, mais essa: deu para miar, conforme você viu.         Toma todos os remédios que o geriatra passou, eu mesma cuido disso. Primeiro, deu para perder as coisas dele dentro de casa. Depois acrescentou um esquecimento dos nomes de pessoas e lugares. E mais essa agora: miando... Tenho falado sempre com seu pai que não estou gostando do estado do pai dele. E aquela criatura sempre desligado. Só falta dar para miar também.

          Do resto, não pude ouvir porque Dondom começou a rir intensamente. Aliás, devo informar que gato não rir com a boca, rir com o corpo todo, rolando para lá e para cá. E para azucrinar meu juízo, comentou:

          – Viu, Seu Janjão Papudo! É essa gente que você tem na conta de parente. Barata tem mais inteligência do que vocês, invasores da paz do planeta. E ainda dizem que são gente. Nós é que somos gente e vocês nos chamam de bichos. Vocês são iguais aos vírus, pois destroem o próprio ambiente em que vivem. E tem mais: quando um de vocês desenvolve uma qualidade diferente, os demais acham que está ficando doido, ou fora da lei.

          – Chega, Dondom. Basta!

          Falei alto, aliás miei alto. E a dupla da cozinha veio ver de perto do que se tratava. Raimunda reclamou com Dondom. Ele saiu e foi se deitar na varanda. Para ela, Dondom estava incomodando meu cochilo. De lá, da varanda, ele olhou para mim e rolou diversas vezes para lá e para cá. Depois, ficou abanando o rabo para mim. Uma pena eu não ter rabo também, para continuar a conversa à distância.

          Doravante, meu destino estava selado. Para a família, eu era um senil que miava. O que me acontecia era à minha revelia. E eu nem queria isso para mim: entender língua de gato. Precisava compreender essa minha nova capacidade. Deveria testar com outros gatos. Na primeira oportunidade, trocaria ideias sobre isso, com Dondom.

          À tarde, todos saíram. Fiquei só, na companhia de Dondom. Chamei:

          – Dondom, venha cá.

          – Venha cá, não; faça o favor de vir até aqui. Seja lelé, mas não seja grosseiro. Aliás, a grosseria com os diferentes é uma característica de vocês, bichos de dois pés. Meu povo gato, então, já padece. Não me dou bem com Caninos, mas entendo que eles padecem mais do que nós. O que vocês fazem com eles clama justiça do Grande Cão. E os Bois? E as Aves? E as Plantas? Meu avô dizia que, um dia, o Grande Gato virá à frente de um exército infinito e cobrará vingança por tanta crueldade. Vocês são uns bichos virulentos, já disse. Olhe, eu passaria o resto da tarde dissertando sobre isso.

Mas deixemos para lá. Diga. Me chamou para quê?

          – É o seguinte: eu entendo tudo o que você fala. Queria saber se essa maluquice minha é só em relação a você, ou acontecerá com qualquer gato?

          – Olhe, é o seguinte. Meu povo gato fala diversas línguas. Mas temos uma língua universal que já nascemos sabendo, com a qual qualquer gato entende o que qualquer gato fala. Somos o oposto de vocês, que são uns bichos muito limitados. É uma dificuldade para um grupo seu daqui entender o que um grupo de longe diz. Daí, vocês só vivem se matando desde que o mundo é mundo. Mas um dia, isso tudo vai mudar. Ora se vai. Um dia, o Grande Gato, junto com o Grande Cão, o Grande Touro e mais outros Grandes virão para a vingança. Você está chorando, Janjão. Não quis magoar você. Sobre se você entende o que outros parentes meus falam, façamos o seguinte. Hoje, à noite, todos os gatos da redondeza vão se reunir na laje descoberta do prédio vizinho. Vamos debater a situação dessa moda de castração de todos os machos de nossa espécie. Outro item: a ração que nos obrigam comer, causadora de câncer. Vamos discutir um plano para a grande vingança. Faça assim: quando der mais ou menos umas duas horas da madrugada, abra a janela de seu quarto e você vai ouvir nossa conversa. Se você entender apenas a mim, será sinal que está lelé. Se entender os outros, será poque você já é um dos nossos.

          No passar das horas, minha ânsia para que a madrugada chegasse logo. Fingi que engoli a dose de Rivotril que Raimunda me trouxe. Precisava ficar desperto. Creio que notaram uma certa agitação minha e começaram a falar baixo uns com os outros. Ainda ouvi um comentário:

          – Ele, hoje, está que está... Só Jesus na causa.

          Indiferente ao clima da casa, Dondom dormia, espalhado no piso da varanda. De vez em quando, abria uma nesga de olho e tornava a fechar. Finalmente as luzes da casa se apagaram. A todo instante, eu consultava o relógio. Dondom chegou à porta do quarto e avisou:

          – Estou indo. Na hora de começar o encontro, darei o aviso.

          Disse isso e caminhou para varanda. Ouvi um barulho muito discreto na trepadeira que Raimunda cultivava. Era Dondom dando uma escapulida. Esperei agoniado até que ouvi o aviso combinado. Abri a janela sorrateiramente. Confesso que me assombrei, nunca vi tantos gatos juntos. Um deles, bem felpudo, dominava o ambiente e começou a falar. Era Dondom. Havia alguns gatos mal educados que não paravam de conversar até que o chefe usou de seu poder de líder e reclamou bem alto.

          Eu estava em êxtase. Realmente, entendia o que eles estavam falando. Nisso, uma bonita gata branca se acercou do líder e pediu a palavra. O que ela disse me deixou horrorizado:

          – Foi muito difícil chegar até aqui. Não só pela distância, mas também porque vivo em cárcere privado. A professora Dona Cadiruda, lá do Jardim Primavera, entendeu de morar na minha casa. E pior: com Dona Cadeirante, mãe dela, que se tornou minha carcereira. Ela me mantém trancada num quarto, dizendo que é para me proteger. Hoje, graças ao Grande Gato, ela se descuidou e eu pude fugir. Abaixo Dona Cadeirante, a carcereira! Abaixo a professora Dona Cadiruda, invasora de minha residência. Mas eu queria chamar aqui, meu amigo Ruan para dar testemunho. Vem, Ruan, diz o que teu peito sente.

          – Tenho até vergonha de contar. Sou um mutilado. Moro na casa da formosa Malia que acabou dando o belíssimo depoimento agora mesmo. Para desdita nossa, a professora Dona Cadiruda se apossou de nossa casa. Tempos atrás, essa fada má me levou para ser mutilado. Resultado: engordei, fiquei balofo, desanimado. Gasto o dia dormindo, incapaz de reagir. Se vim até aqui hoje, devo aos esforços da gata Malia. Acrescento: além  de mutilação, somos obrigados a comer ração cancerígena. Muitos de nós se acabam nos piores estados. Tem uma tal clínica para onde nos levam, para sessões de tortura. A torturadora é uma infeliz que se chama Veter Urinária. Ordinária, sim, é o que ela é. Abaixo a torturadora!

          Ouvi passos atrás de mim. Era Raul, meu filho, acompanhado por Raimunda. A Bundunda, conforme diz Dondom, não deixou por menos:

          – Seu João, o senhor com essa janela aberta na madrugada, corre o risco de se gripar. Depois, fica aí, doente, dando trabalho. Fecha essa janela, homem de Deus. Vem se deitar.

          Raul acrescentou:

          – Vem, papai, deixa de ser teimoso. Só queremos o seu bem.

          Emudecido, saí da janela e me deitei. O casal saiu do quarto e puxou a porta. Pensei comigo mesmo: amanhã, Dondom vai me contar tudo e me dizer o resultado da assembleia. Bebi o Rivotril e logo logo, peguei no sono.


Autoria: Ruy do Carmo Póvoas (*) - Fundador e liderança do Ilê Axé Ijexá Orixá Olufon em Itabuna - BA. Licenciado em Letras (FAFI), Mestre em Letras Vernáculas (UFRJ), Doutor Honoris Causa (UESC).

Foto: Google

Você Está Cuidando de Seus Próprios Negócios? - Robert Tamasy

 

Você Está Cuidando de Seus Próprios Negócios?

Por Robert Tamasy

Quando usamos a expressão “cuidando dos seus próprios negócios” (N.T.: minding your own business, em inglês, ou cuidando da sua vida, em português) geralmente nos referimos a não se envolver ou interferir com os assuntos de outra pessoa. Entretanto, a vida no mundo empresarial e profissional geralmente pode tornar-se uma busca solitária. Isso é particularmente verdadeiro em relação a empreendedores e altos executivos, mas também se aplica à maioria de nós, não importando a posição que ocupamos no organograma da empresa

Se formos pessoas confiantes, pode até ser fácil preferirmos “tratar dos nossos próprios negócios” e não nos envolvermos com outros na tomada de decisão e tentativa de solucionar problemas. “Posso fazer isso sozinho”. “Posso vencer com esforço próprio”; “não preciso da ajuda de ninguém”.

Podemos nos sentir assim, às vezes, mas é prova de sabedoria considerar a admoestação: “Antes da sua queda o coração do homem se envaidece, mas a humildade antecede a honra.” (Provérbios 18:12).

Não consigo contar quantas vezes ao estar envolvido com a publicação de um jornal ou revista, enxerguei a verdade contida no adágio: “O todo é maior do que a soma das partes”. Há muitas razões pelas quais não é sábio tentar ser bem-sucedido no mundo dos negócios por si mesmo. Aqui estão algumas citadas na Bíblia:

Nenhum de nós é tão inteligente quanto todos nós reunidos. Trabalhar em equipe por um objetivo em comum nos dá a oportunidade de compartilhar sabedoria e experiência, diferentes perspectivas e entendimento. “Sem diretrizes a nação cai; o que a salva é ter muitos conselheiros.” (Provérbios 11:14). “Os planos fracassam por falta de conselho, mas são bem-sucedidos quando há muitos conselheiros.” (Provérbios 15:22). “Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro.” (Provérbios 27:17).

Precisamos de encorajamento durante os bons tempos e de correção durante tempos de dificuldade e tentação. Mesmo durante tempos prósperos precisamos de suporte. E encorajadores cuidadosos irão nos desafiar sempre que parecermos nos desviar da rota. “E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros...” (Hebreus 10:24-25). “Cuidado, irmãos, para que nenhum de vocês tenha coração perverso e incrédulo, que se afaste do Deus vivo. Ao contrário, encorajem-se uns aos outros todos os dias...de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado.” (Hebreus 3:12-13).

Cada um de nós tem algo a oferecer. Com a variedade de nossas habilidades e talentos, todos podemos contribuir para cumprir os objetivos e missões desejados que tenhamos estabelecido. “É melhor ter companhia do que estar sozinho, porque maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas. Se um cair, o amigo pode ajudá-lo a levantar-se. Mas pobre do homem que cai e não tem quem o ajude a levantar-se!...Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se. Um cordão de três dobras não se rompe com facilidade.” (Eclesiastes 4: 9-12).

Outros podem nos redirecionar espiritualmente quando necessário. Muitos no mundo empresarial e profissional  contam com parceiros a quem prestar contas e mentores com cujos conselhos podem contar, receber suporte de oração, bem como admoestação, quando necessário. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” (II Timóteo 3:16-17).

Questões Para Reflexão ou Discussão  

1.  O que lhe vinha à mente ao ouvir a frase “cuidar de seus próprios negócios” – antes de ler este Maná?

2.  Você enxerga a armadilha que existe em excluir as outras pessoas, impedindo-as de fornecer informação ou contribuir para o trabalho de forma significativa? Por quê?

3.  Quais os desafios e os problemas ao envolver outras pessoas no processo? Quais os benefícios, se é que existe algum, de trabalhar sozinho, sem pedir a ajuda de outros?

4. As Escrituras, 1Coríntios 12:12-26, usam a analogia do corpo humano para valorizar o trabalho em conjunto, compartilhando compromisso e senso de missão. Acha que essa metáfora se aplica ao ambiente de trabalho? 

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 12:15; 13:1; 19:20; 25:12; Romanos 12:3-8; Efésios 4:4-16. 

 

 

 

 

Insônia infeliz e feliz - Clarice Lispector

Insônia infeliz e feliz - Clarice Lispector

De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem?

Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se.

Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo.

As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.

Clarice Lispector, no livro ‘A descoberta do mundo‘. Rocco, 2020

***

SOBRE O LIVRO revistaprosaversoearte.com - Insônia infeliz e feliz - Clarice Lispector

As crônicas de Clarice Lispector publicadas no Jornal do Brasil de 1967 a 1973 nos permitem compreender melhor a escritura desta que se consagrou como uma das maiores escritoras do Brasil. Se nos contos e romances o mistério de uma narrativa envolve o leitor num processo quase que iniciático, nas crônicas esse mistério vai aos poucos sendo desvendado, revelando o mundo pessoal e subjetivo da autora enigmática que viveu no Leme, próximo às areias e ao mar de Copacabana, que tanto apreciava.

Ao aceitar o convite do JB para escrever uma coluna aos sábados, Clarice Lispector sente a estranheza entre ser escritora e jornalista: “Na literatura de livros permaneço anônima e discreta. Nesta coluna, estou de algum modo me dando a conhecer”, comenta na crônica de 21 de setembro de 1968.

Gênero leve, ameno, de leitura mais fácil, a crônica traz quase sempre a interpretação de um fato conhecido por todos, investido pela subjetividade de quem comenta o assunto, dando um sabor novo ao acontecido. Com a sua despretensão, a crônica quebra o monumental, o extraordinário, celebrando o cotidiano, o dia a dia e mostra belezas insuspeitáveis através da argúcia, da graça, do humor de quem a escreve. A informalidade investe de leveza uma linguagem cuja densidade busca revelar o segredo das coisas mais simples, o cotidiano transfigurado pelo olhar de Clarice, que redescobre nas Macabéas de todo dia a luminosidade de uma presença estelar. Entre flanelas e vassouras, mulheres simples e humildes se transformam em personagens que se eternizam. Aninha, Jandira, Ivone ou Aparecida são algumas dessas estrelas que saem de suas vidas apagadas para serem reveladas pelo olhar atento e sensível, onde escapa, por vezes, um leve e sorrateiro toque de humor, como no caso da empregada que fazia análise, ou da “mineira calada”, que gostava de ler livros complicados.


Fonte: Cultura Genial

Imagem: Google

Lua Adversa - Cecília Meireles

 






Lua Adversa - Cecília Meireles 

Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles 

 

Fonte: Pensador

Foto: Google

3.11.2026

Morte e vida severina (trecho), 1954/1955 - João Cabral de Melo Neto.

 









Morte e vida severina (trecho), 1954/1955

— O meu nome é Severino,

como não tenho outro de pia.

Como há muitos Severinos,

que é santo de romaria,

deram então de me chamar

Severino de Maria;

como há muitos Severinos

com mães chamadas Maria,

fiquei sendo o da Maria

do finado Zacarias.

Mas isso ainda diz pouco:

há muitos na freguesia,

por causa de um coronel

que se chamou Zacarias

e que foi o mais antigo

senhor desta sesmaria.

Como então dizer quem fala

ora a Vossas Senhorias?

Vejamos: é o Severino

da Maria do Zacarias,

lá da serra da Costela,

limites da Paraíba.

 

Mas isso ainda diz pouco:

se ao menos mais cinco havia

com nome de Severino

filhos de tantas Marias

mulheres de outros tantos,

já finados, Zacarias,

vivendo na mesma serra

magra e ossuda em que eu vivia.

Somos muitos Severinos

iguais em tudo na vida:

na mesma cabeça grande

que a custo é que se equilibra,

no mesmo ventre crescido

sobre as mesmas pernas finas,

e iguais também porque o sangue

que usamos tem pouca tinta.

E se somos Severinos

iguais em tudo na vida,

morremos de morte igual,

mesma morte severina:

que é a morte de que se morre

de velhice antes dos trinta,

de emboscada antes dos vinte,

de fome um pouco por dia

(de fraqueza e de doença

é que a morte Severina

ataca em qualquer idade,

e até gente não nascida).

Somos muitos Severinos

iguais em tudo e na sina:

a de abrandar estas pedras

suando-se muito em cima,

a de tentar despertar

terra sempre mais extinta,

a de querer arrancar

algum roçado da cinza.

 

Um marco do regionalismo na poesia brasileira, Morte e vida severina foi um livro modernista escrito por João Cabral de Melo Neto entre 1954 e 1955.

Considerado pela crítica como a sua obra-prima, os versos enfocam a vida de Severino, um retirante, com todos os sofrimentos e dificuldades enfrentados no cotidiano do sertão nordestino. Trata-se de um poema trágico dividido em 18 partes com forte cunho social.

No trecho acima, inicial, somos apresentados ao protagonista Severino e ficamos conhecendo um pouco mais da sua origem comum a tantos outros nordestinos do sertão. Descubra mais a fundo o poema Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto.


Fonte: Cultura Genial

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Recompensas por Refrear a Língua - Rick Boxx

 

Recompensas por Refrear a Língua

Por Rick Boxx

 

Há um antigo ditado americano que diz: “Língua solta afunda navios.” O seu equivalente britânico – “O falar descuidado custa vidas” tem o mesmo significado – cuidado com o falar sem refletir. Durante a II Guerra Mundial essas frases eram usadas como forma de alerta nas discussões sobre manobras dos navios ou para que não vazassem informações vitais para os espiões. Não faz sentido deixar que o inimigo conheça seus planos.

 

No mundo empresarial e profissional, normalmente não nos vemos como estando “em guerra”, mas ainda assim o princípio se aplica. Palavras descuidadas ou irrefletidas podem causar grandes danos. “Línguas soltas” podem destruir amizades e relacionamentos com clientes, transformando virtuais sucessos em fracassos.

 

Veja o que aconteceu com Don, por exemplo. Ele havia formado uma sociedade com um amigo próximo. Infelizmente, os dois tiveram uma discussão séria e Don deixou a empresa irado, magoado, sofrendo  substancial perda financeira sem que a culpa fosse sua. 

 

Ele considerou a possibilidade de processar seu ex-sócio e lutou com a tentação de depreciá-lo quando surgisse a ocasião certa. Afinal de contas, Don tinha sido vítima de um malfeito e sentia que justiça deveria ser feita. Entretanto, após muita oração e o conselho de amigos confiáveis, ao invés de buscar vingança, Don escolheu honrar a Deus. Ele manteve contato com seu ex-sócio e demonstrou a ele, por palavras e atos, o amor incondicional de Jesus Cristo sempre que surgiu uma oportunidade. 

 

Don também escolheu abster-se de falar depreciativamente a outras pessoas sobre seu outrora sócio. Cerca de um ano depois, Deus restaurou a amizade, bem como a parceria. Por ter se refreado e não falado negativamente sobre seu sócio, não houve necessidade de contornar estragos, nem curar feridas desnecessárias. 

 

É por isso que passagens bíblicas, como Provérbios 10:19, são tão poderosas e úteis. Esta nos ensina: “Quando são muitas as palavras, o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato.”  Uma maneira de aplicar esta admoestação é adotar uma boa visão de longo prazo e refrear a língua, quando alguém nos fere. Nunca sabemos o que o futuro nos reserva. Aqui estão outras passagens das Escrituras para reflexão:

 

A língua, difícil de domar.  Assim como um pequeno freio controla um cavalo ou o leme governa um grande navio, a forma como usamos nossa língua afeta o curso de nossa vida. “...a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha. Assim também a língua é um fogo; é um mundo de iniquidade. Colocada entre os membros do nosso corpo...”  (Tiago 3:5-6). 

 

Um instrumento tanto para o bem quanto para o mal.  Seja num encontro de negócios, numa conversa privada ou num palanque diante de muitas pessoas, a língua pode servir como instrumento para curar ou como arma de destruição. “Os lábios do justo sabem o que é próprio, mas a boca dos ímpios só conhece a perversidade.”  (Provérbios 10:32). “Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura.” Provérbios 12:18. 

 

O uso que fazemos das palavras pode nos beneficiar ou prejudicar.  Sendo cautelosos com o que falamos e com a forma como falamos, o dia passa suavemente. Se falarmos tolamente e impulsivamente, um bom dia poderá ser rapidamente arruinado. “Quem guarda a sua boca guarda a sua vida, mas quem fala demais acaba se arruinando.” (Provérbios 13:3). 

 

Questões Para Reflexão ou Discussão   

 

1.  Você já tinha ouvido o ditado “Língua solta afunda navios.”  ou “O falar descuidado custa vidas”? O que isto significa para você?

2.  O que você pensa do exemplo de Don? 

3.  É difícil evitar retaliar outras pessoas quando sentimos que elas nos causaram danos ou fomos tratados injustamente?

4.  A amizade e a parceria de Don com seu amigo foram restauradas. E se sofrermos injustiça e não tivermos um final feliz? Nossa determinação para não nos vingarmos ou desacreditarmos quem nos ofendeu teria sido imprudente? Por quê?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 4:24; 10:20-21; 11:12; 12:13-14; 13:13; 15:2,7,28; Tiago 3:3-12. 

3.10.2026

Muitas doenças não são doenças, mas sim envelhecimento normal.

Muitas doenças não são doenças, mas sim envelhecimento normal.

O diretor de um hospital de Pequim deu estes conselhos aos idosos: Você não está doente, você está envelhecendo. Muitas condições que você considera doenças não são doenças, mas sim sinais de que o corpo está envelhecendo.

1. Memória fraca não é Alzheimer, mas um mecanismo de autoproteção do cérebro idoso. Isso é o cérebro envelhecendo, não uma doença. Se você simplesmente esquece onde colocou as chaves, mas consegue encontrá-las sozinho, NÃO é demência.

2. Andar devagar e ter pernas e pés instáveis ​​não é paralisia, mas degeneração muscular. A solução NÃO é tomar remédios, mas sim se mexer.

3. Insônia não é uma doença, mas o cérebro está ajustando seu ritmo. É uma mudança na estrutura do sono. Não tome remédios para dormir indiscriminadamente. A dependência prolongada de pílulas para dormir e outros medicamentos para adormecer aumenta o risco de quedas, comprometimento cognitivo, etc. A melhor pílula para dormir para idosos é tomar mais sol durante o dia e manter uma rotina regular.

4. Dores no corpo não são reumatismo, mas uma reação normal ao envelhecimento dos nervos.

5. Muitos idosos dizem: Meus braços e pernas doem em todos os lugares. É reumatismo ou hiperplasia óssea? Os ossos ficam frouxos e finos, mas 99% das "dores no corpo" não são uma doença, mas uma condução nervosa lenta, que amplifica a dor. Isso é chamado de sensibilização central, uma alteração fisiológica comum em idosos. Exercícios são a cura, em vez de tomar remédios.

6. Colesterol. Os idosos têm níveis de colesterol ligeiramente mais altos porque viveram mais. O colesterol é a matéria-prima para a síntese de hormônios e membranas celulares. Um nível muito baixo pode facilmente reduzir a imunidade. As Diretrizes para a meta de redução da pressão arterial em idosos são <150/90 mmHg, e não o padrão para jovens <140/90. Não trate o envelhecimento como doença.

7. Envelhecer não é uma doença, é um caminho necessário.

Algumas palavras devem ser ditas aos idosos e seus filhos:

1⁰ lembrem-se: nem todo desconforto é uma doença.

2⁰ muitos idosos têm medo de ficar "assustados". Não se assustem com o laudo do exame físico nem se deixem enganar por propagandas.

3⁰ o mais importante para as crianças/filhos não é levar os pais apenas ao hospital, mas acompanhá-los em caminhadas, banhos de sol, refeições, conversas e vínculos.

O envelhecimento não é o inimigo. É outra palavra para viver... mas a estagnação é o inimigo!

Mantenha-se saudável 

Um oncologista brasileiro disse:

1. A meia-idade começa aos 50 e deve terminar aos 70.

2. Os anos dourados começam aos 70 e terminam aos 80.

3. A velhice começa aos 80 e termina aos 90.

4. A longevidade começa aos 90 e termina após a morte.

5. O principal problema de uma pessoa idosa é a solidão. Geralmente, os cônjuges não morrem juntos, alguém morre primeiro. Uma viúva ou viúvo se torna um fardo para a família. Por isso é tão importante não perder o contato com os amigos, reunir-se e se comunicar com frequência, para não ser um fardo para seus filhos e netos, que provavelmente nunca o dirão.

Minha recomendação pessoal é não perder o controle da sua vida. Isso significa decidir quando e com quem sair, o que comer, como se vestir, para quem ligar, a que horas dormir, o que ler, com o que se divertir, o que comprar, onde morar, etc. Porque se você não puder fazer todas essas coisas livremente e sozinho, você se tornará uma pessoa insuportável que será um fardo para os outros.

William Shakespeare disse: "Estou sempre feliz!" Sabe por quê? Porque eu não espero nada de ninguém. Esperar é sempre angustiante. Os problemas não são eternos; eles sempre têm uma solução. Acreditamos que somos os culpados pelos nossos problemas. O único para o qual não há cura é a morte.

Antes de reagir... respire fundo; Antes de falar... ouça;

Antes de criticar... olhe para si mesmo;

Antes de escrever... pense com cuidado;

Antes de atacar... renda-se;

Antes de morrer... viva a vida mais bela que puder!

O melhor relacionamento não é com a pessoa perfeita, mas com alguém que aprendeu e está aprendendo a viver da forma mais interessante e bela possível. Observe as deficiências dos outros... mas também admire e elogie suas virtudes.

Se você quer ser feliz, precisa fazer outra pessoa feliz. Se você quer algo, precisa primeiro dar algo de si.

Você precisa se cercar de pessoas boas, amigáveis ​​e interessantes e ser uma delas.

Lembre-se: em momentos difíceis, mesmo com lágrimas nos olhos, levante-se e diga com um sorriso: "Está tudo bem, porque somos frutos de um processo evolutivo."

Teste rápido: se você não encaminhar esta mensagem para ninguém, então você é uma pessoa infeliz, solitária e sem amigos. Envie esta mensagem para as pessoas que você valoriza e você nunca se arrependerá.


Fonte: Edvaldo Pinheiro

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Comenda 2 de Julho - ALBA

 





Comenda outorgada pela ALBA ao Dr. Sílvio Porto de Oliveira - Itabuna (BA)

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