4.17.2026

O Homem Trocado - Luis Fernando Veríssimo

O Homem Trocado - Luis Fernando Veríssimo


O homem acorda da anestesia e olha em volta. Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.

– Tudo perfeito - diz a enfermeira, sorrindo.

– Eu estava com medo desta operação...

– Por quê? Não havia risco nenhum.

– Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido uma série de enganos... E conta que os enganos começaram com seu nascimento.

Houve uma troca de bebês no berçário e ele foi criado até os dez anos por um casal de orientais, que nunca entenderam o fato de terem um filho claro com olhos redondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o pai abandonara a mulher depois que esta não soubera explicar o nascimento de um bebê chinês.

– E o meu nome? Outro engano.

– Seu nome não é Lírio?

– Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e... Os enganos se sucediam.

Na escola, vivia recebendo castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com sucesso, mas não conseguira entrar na universidade. O computador se enganara, seu nome não apareceu na lista.

– Há anos que a minha conta do telefone vem com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar mais de R$ 3 mil.

– O senhor não faz chamadas interurbanas?

– Eu não tenho telefone!

Conhecera sua mulher por engano. Ela o confundira com outro. Não foram felizes.

– Por quê?

– Ela me enganava.

Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia intimações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico dizer: - O senhor está desenganado. Mas também fora um engano do médico. Não era tão grave assim. Uma simples apendicite.

– Se você diz que a operação foi bem...

A enfermeira parou de sorrir.

– Apendicite? - perguntou, hesitante.

– É. A operação era para tirar o apêndice.

– Não era para trocar de sexo?

O homem trocado, de Luis Fernando Veríssimo é um exemplo de crônica de humor, um tipo de texto bem presente na obra do autor. Nela vemos uma situação improvável em que um homem realiza uma cirurgia e fica impaciente para saber se correu tudo bem. O personagem conta que durante toda a sua vida ele foi vítima de muitos enganos.

Assim, à medida que o personagem relata para a enfermeira alguns desses episódios, a curiosidade dos leitores e leitoras é aguçada, ansiosos para saber o final.

E mais uma vez o homem é acometido por um engano médico, já que a operação deveria ter sido para a retirada do apêndice, mas é feita uma troca de sexo.


Fonte: Pensador

Foto: Google

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Ciao - Carlos Drummond de Andrade

Ciao - Carlos Drummond de Andrade

    Há 64 anos, um adolescente fascinado por papel impresso notou que, no andar térreo do prédio onde morava, um placar exibia a cada manhã a primeira página de um jornal modestíssimo, porém jornal. Não teve dúvida. Entrou e ofereceu os seus serviços ao diretor, que era, sozinho, todo o pessoal da redação. O homem olhou-o, cético, e perguntou:

    - Sobre o que pretende escrever?

    - Sobre tudo. Cinema, literatura, vida urbana, moral, coisas deste mundo e de qualquer outro possível.

    O diretor, ao perceber que alguém, mesmo inepto, se dispunha a fazer o jornal para ele, praticamente de graça, topou. Nasceu aí, na velha Belo Horizonte dos anos 20, um cronista que ainda hoje, com a graça de Deus e com ou sem assunto, comete as suas croniquices.

    Comete é tempo errado de verbo. Melhor dizer: cometia. Pois chegou o momento deste contumaz rabiscador de letras pendurar as chuteiras (que na prática jamais calçou) e dizer aos leitores um ciao-adeus sem melancolia, mas oportuno.

    Creio que ele pode gabar-se de possuir um título não disputado por ninguém: o de mais velho cronista brasileiro. Assistiu, sentado e escrevendo, ao desfile de 11 presidentes da República, mais ou menos eleitos (sendo um bisado), sem contar as altas patentes militares que se atribuíram esse título. Viu de longe, mas de coração arfante, a Segunda Guerra Mundial, acompanhou a industrialização do Brasil, os movimentos populares frustrados mas renascidos, os ismos de vanguarda que ambicionavam reformular para sempre o conceito universal de poesia; anotou as catástrofes, a Lua visitada, as mulheres lutando a braço para serem entendidas pelos homens; as pequenas alegrias do cotidiano, abertas a qualquer um, que são certamente as melhores.

    Viu tudo isso, ora sorrindo ora zangado, pois a zanga tem seu lugar mesmo nos temperamentos mais aguados. Procurou extrair de cada coisa não uma lição, mas um traço que comovesse ou distraísse o leitor, fazendo-o sorrir, se não do acontecimento, pelo menos do próprio cronista, que às vezes se torna cronista do seu umbigo, ironizando-se a si mesmo antes que outros o façam.

    Crônica tem essa vantagem: não obriga ao paletó-e-gravata do editorialista, forçado a definir uma posição correta diante dos grandes problemas; não exige de quem a faz o nervosismo saltitante do repórter, responsável pela apuração do fato na hora mesma em que ele acontece; dispensa a especialização suada em economia, finanças, política nacional e internacional, esporte, religião e o mais que imaginar se possa. Sei bem que existem o cronista político, o esportivo, o religioso, o econômico etc., mas a crônica de que estou falando é aquela que não precisa entender de nada ao falar de tudo. Não se exige do cronista geral a informação ou comentários precisos que cobramos dos outros. O que lhe pedimos é uma espécie de loucura mansa, que desenvolva determinado ponto de vista não ortodoxo e não trivial e desperte em nós a inclinação para o jogo da fantasia, o absurdo e a vadiação de espírito. Claro que ele deve ser um cara confiável, ainda na divagação. Não se compreende, ou não compreendo, cronista faccioso, que sirva a interesse pessoal ou de grupo, porque a crônica é território livre da imaginação, empenhada em circular entre os acontecimentos do dia, sem procurar influir neles. Fazer mais do que isso seria pretensão descabida de sua parte. Ele sabe que seu prazo de atuação é limitado: minutos no café da manhã ou à espera do coletivo.

    Com esse espírito, a tarefa do croniqueiro estreado no tempo de Epitácio Pessoa (algum de vocês já teria nascido nos anos a.C. de 1920? duvido) não foi penosa e valeu-lhe algumas doçuras. Uma delas ter aliviado a amargura de mãe que perdera a filha jovem. Em compensação alguns anônimos e inominados o desancaram, como a lhe dizerem: “É para você não ficar metido a besta, julgando que seus comentários passarão à História”. Ele sabe que não passarão. E daí? Melhor aceitar as louvações e esquecer as descalçadeiras.

    Foi o que esse outrora-rapaz fez ou tentou fazer em mais de seis décadas. Em certo período, consagrou mais tempo a tarefas burocráticas do que ao jornalismo, porém jamais deixou de ser homem de jornal, leitor implacável de jornais, interessado em seguir não apenas o desdobrar das notícias como as diferentes maneiras de apresentá-las ao público. Uma página bem diagramada causava-lhe prazer estético; a charge, a foto, a reportagem, a legenda bem feitas, o estilo particular de cada diário ou revista eram para ele (e são) motivos de alegria profissional. A duas grandes casas do jornalismo brasileiro ele se orgulha de ter pertencido ― o extinto Correio da Manhã, de valente memória, e o Jornal do Brasil, por seu conceito humanístico da função da Imprensa no mundo. Quinze anos de atividade no primeiro e mais 15, atuais, no segundo, alimentarão as melhores lembranças do velho jornalista.

    E é por admitir esta noção de velho, consciente e alegremente, que ele hoje se despede da crônica, sem se despedir do gosto de manejar a palavra escrita, sob outras modalidades, pois escrever é sua doença vital, já agora sem periodicidade e com suave preguiça. Ceda espaço aos mais novos e vá cultivar o seu jardim, pelo menos imaginário.

    Aos leitores, gratidão, essa palavra-tudo.

    A última crônica de Carlos Drummond de Andrade impressa em jornal foi Ciao. Publicado no Jornal do Brasil em 29 de setembro de 1984, o texto aborda a trajetória do escritor como cronista.

    Drummond revela ao leitor sua paixão pela notícia e também pela escrita das coisas simples, corriqueiras e, ao mesmo tempo, filosóficas. É com transparência e entusiasmo que o autor refaz seu percurso como cronista aliado aos acontecimentos do mundo.

    Assim, sua despedida dos jornais se tornou também um relato de sua história e de suas ideias sobre o gênero da crônica.


Fonte: Pensador
Foto: Google


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4.16.2026

Chapeuzinho Vermelho - Irmãos Grimm

Chapeuzinho Vermelho - Irmãos Grimm

Chapeuzinho Vermelho. Um conto de fadas dos Irmãos Grimm

Houve, uma vez uma graciosa menina; quem a via ficava logo gostando dela, assim como ela gostava de todos; particularmente, amava a avozinha, que não sabia o que dar e o que fazer pela netinha. Certa vez, presenteou-a com um chapeuzinho de veludo vermelho e, porque lhe ficava muito bem, a menina não mais quis usar outro e acabou ficando com o apelido de Chapeuzinho Vermelho. Um dia, a mãe chamou-a e disse-lhe:

- Vem cá, Chapeuzinho Vermelho; aqui tens um pedaço de bolo e uma garrafa de vinho; leva tudo para a vovó; ela está doente e fraca e com isso se restabelecerá. Põe-te a caminho antes que o sol esquente muito e, quando fores, comporta-te direito; não saias do caminho, senão cais e quebras a garrafa e a vovó ficará sem nada. Quando entrares em seu quarto, não esqueças de dizer "bom-dia, vovó," ao invés de mexericar pelos cantos.

- Farei tudo direitinho, - disse Chapeuzinho Vermelho à mãe, e despediu-se.

A avó morava à beira da floresta, a uma meia hora mais ou menos de caminho da aldeia. Quando Chapeuzinho Vermelho chegou à floresta, encontrou o lobo; não sabendo, porém, que animal perverso era ele, não sentiu medo.

- Bom dia, Chapeuzinho Vermelho, - disse o lobo todo dengoso.

- Muito obrigada, lobo.

- Aonde vais, assim tão cedo, Chapeuzinho Vermelho?

- Vou à casa da vovó.

- E que levas aí nesse cestinho?

- Levo bolo e vinho. Assamos o bolo ontem, assim a vovó, que está adoentada e muito fraca, ficará contente, tendo com que se fortificar.

- Onde mora tua vovó, Chapeuzinho Vermelho?

- Mora a um bom quarto de hora daqui, na floresta, debaixo de três grandes carvalhos; a casa está cercada de nogueiras, acho que o sabes, - disse Chapeuzinho Vermelho.

Enquanto isso, o lobo ia pensando: "Esta meninazinha delicada é um quitute delicioso, certamente mais apetitosa que a avó; devo agir com esperteza para pegar as duas." Andou um trecho de caminho ao lado de Chapeuzinho Vermelho e foi insinuando:

- Olha, Chapeuzinho Vermelho, que lindas flores! Por quê não olhas ao redor de ti? Creio que nem sequer ouves o canto mavioso dos pássaros! Andas tão ensimesmada como se fosses para a escola, ao passo que é tão divertido tudo aqui na floresta!

Chapeuzinho Vermelho ergueu os olhos e, quando viu os raios do sol dançando por entre as árvores, e à sua volta a grande quantidade de lindas flores, pensou: "Se levar para a vovó um buquê viçoso, ela certamente ficará contente; é tão cedo ainda que chegarei bem a tempo." Saiu da estrada e penetrou na floresta em busca de flores. Tendo apanhado uma, achava que mais adiante encontraria outra mais bela e, assim, ia avançando e aprofundando-se cada vez mais pela floresta a dentro.

Enquanto isso, o lobo foi correndo à casa da vovó e bateu na porta.

- Quem está batendo? - perguntou a avó.

- Sou eu, Chapeuzinho Vermelho, trago vinho e bolo, abre-me.

- Levanta a taramela, - disse-lhe a avó; - estou muito fraca e não posso levantar-me da cama.

O lobo levantou a taramela, a porta escancarou-se e, sem dizer palavra, precipitou-se para a cama da avozinha e engoliu-a. Depois, vestiu a roupa e a touca dela; deitou-se na cama e fechou o cortinado.

Entretanto, Chapeuzinho Vermelho ficara correndo de um lado para outro a colher flores. Tendo colhido tantas que quase não podia carregar, lembrou-se da avó e foi correndo para a casa dela. Lá chegando, admirou-se de estar a porta escancarada; entrou e na sala teve uma impressão tão esquisita que pensou: "Oh, meu Deus, que medo tenho hoje! Das outras vezes, sentia-me tão bem aqui com a vovó!" Então disse alto:

- Bom dia, vovó! - mas ninguém respondeu.

Acercou-se da cama e abriu o cortinado: a vovó estava deitada, com a touca caida no rosto e tinha um aspecto muito esquisito.

- Oh, vovó, que orelhas tão grandes tens!

- São para melhor te ouvir.

- Oh, vovó, que olhos tão grandes tens

- São para melhor te ver.

- Oh, vovó, que mãos enormes tens!

- São para melhor te agarrar.

- Mas vovó, que boca medonha tens!

- É para melhor te devorar.

Dizendo isso, o lobo pulou da cama e engoliu a pobre Chapeuzinho Vermelho.

Tendo assim satisfeito o apetite, voltou para a cama, ferrou no sono e começou a roncar sonoramente. Justamente, nesse momento, ia passando em frente à casa o caçador, que ouvindo aquele ronco, pensou:

"Como ronca a velha Senhora! É melhor dar uma olhadela a ver se está se sentindo mal."

Entrou no quarto e aproximou-se da cama; ao ver o lobo, disse:

- Eis-te aqui, velho impenitente! Há muito tempo, venho-te procurando!

Quis dar-lhe um tiro, mas lembrou-se de que o lobo poderia ter comido a avó e que talvez ainda fosse possível salvá-la; então pegou uma tesoura e pôs-se a cortar- lhe a barriga, cuidadosamente, enquanto ele dormia. Após o segundo corte, viu brilhar o chapeuzinho vermelho e, após mais outros cortes, a menina pulou para fora, gritando:

- Ai que medo eu tive! Como estava escuro na barriga do lobo!

Em seguida, saiu também a vovó, ainda com vida, embora respirando com dificuldade. E Chapeuzinho Vermelho correu a buscar grandes pedras e com elas encheram a barriga do lobo. Quando este acordou e tentou fugir, as pedras pesavam tanto que deu um trambolhão e morreu.

Os três alegraram-se, imensamente, com isso. O caçador esfolou o lobo e levou a pele para casa; a vovó comeu o bolo e bebeu o vinho trazidos por Chapeuzinho Vermelho e logo sentiu-se completamente reanimada; enquanto isso, Chapeuzinho Vermelho dizia de si para si: "Nunca mais sairás da estrada para correr pela floresta, quando a mamãe to proibir!"

 

Contam mais, que, certa vez, Chapeuzinho Vermelho ia levando novamente um bolo para a vovozinha e outro lobo, surgindo à sua frente, tentou induzi-la a desviar-se do caminho. Chapeuzinho Vermelho, porém, não lhe deu ouvidos e seguiu o caminho bem direitinho, contando à avó que tinha encontrado o lobo, que este a cumprimentara, olhando-a com maus olhos.

- Se não estivéssemos na estrada pública, certamente me teria devorado!

- Entra depressa, - disse a vovó; - fechemos bem a porta para que ele não entre aqui!

Com efeito, mal fecharam a porta, o lobo bateu, dizendo:

- Abre, vovó, sou Chapeuzinho Vermelho; venho trazer-te o bolo.

Mas as duas ficaram bem quietinhas, sem dizer palavra e não abriram. Então o lobo pôs-se a girar em torno da casa e, por fim, pulou em cima do telhado e ficou esperando que Chapeuzinho Vermelho, à tarde, retomasse o caminho de volta para sua casa, aí então, ele a seguiria ocultamente para comê-la no escuro.

A vovó, porém, que estava de atalaia, percebeu o que a fera estava tramando.

Lembrou-se que, na frente da casa, havia uma gamela de pedra, e disse à menina:

- Chapeuzinho, vai buscar o balde da água em que cozinhei ontem as salsichas e traz aqui, para esta gamela.

Chapeuzinho Vermelho foi buscar a água e encheu a gamela. Então o cheiro de salsicha subiu ao nariz do lobo, que se pôs a farejar e a espiar para baixo de onde provinha. Mas tanto espichou o pescoço que perdeu o equilíbrio e começou a escorregar do telhado indo cair exatamente dentro da gamela, onde morreu afogado.

Assim, Chapeuzinho Vermelho pôde voltar felizmente para casa e muito alegre, porque ninguém lhe fez o menor mal.


Fonte: Contos Irmãos Grimm

Foto: Produção

Não ao Maquiavelismo - Rick Boxx

 

Não ao Maquiavelismo

Por Rick Boxx

 

Anos atrás recebemos Michael Franzese como um dos oradores de nossos eventos. Franzese, que tinha passado nove anos na prisão, explicou que seu encarceramento foi consequência de ter seguido um código de ética. Não um código de ética social ou de outra pessoa, mas sim um código de ética próprio, um que ele adotara pessoalmente. 

 

Como ex-membro da Máfia, notório sindicato do crime, Michael acreditava e seguia um código de ética maquiavélico, até se converter. Nicolau Maquiavel foi um historiador, filósofo e escritor italiano renascentista. De seu sobrenome surgiu o termo de conotações negativas “maquiavelismo”. No livro de Maquiavel, O Príncipe, isso caracterizava fortemente os políticos extremamente inescrupulosos. Ele essencialmente ensinou que qualquer coisa é aceitável na busca de satisfazer os interesses e ganhos pessoais. 

 

Essa era a mesma perspectiva de Franzese utilizada para justificar suas ações antes de seu encontro transformador com Jesus Cristo.  Entretanto, se você tivesse sido vítima de um de seus crimes, duvido que teria qualquer apreciação pelo seu código de ética pessoal ou pela forma como ele racionalizava seus maus atos, dos quais mais tarde ele se arrependeu.

 

Infelizmente, vemos muitas crenças e comportamentos similares no mundo profissional e de negócios. Você pode aprender muito nas atuais faculdades de economia, mas uma coisa que você não pode aprender é um código de ética de concordância universal. É quase como acontecia com Israel nos tempos antigos, conforme referido em Juízes 21:25: “Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo.”

 

Embora já não ouçamos tanto nos dias atuais, os gurus de economia costumavam falar de “ética situacional”, o que equivalia a fazer o que quer que fosse apropriado para o momento e para alcançar qualquer objetivo ou meta que se desejasse. Isso não mudou muito nos dias de hoje. Muitas pessoas no mercado de trabalho acreditam que honestidade e integridade são necessárias apenas quando convenientes e servem para seus propósitos. 

 

Não surpreende o fato de quase diariamente ouvirmos e lermos notícias sobre violações éticas severas, mesmo nas esferas mais altas das empresas e corporações mais prestigiadas do mundo. Sem padrões e práticas aceitáveis de comportamento, todos se sentem livres para fazer o que parece direito aos seus próprios olhos. Por isso os ensinamentos atemporais e as verdades da Bíblia proporcionam as diretrizes mais confiáveis:

 

Maus atos serão punidos.  Como Franzese descobriu, acreditar que as ações de uma pessoa são justificáveis, não a livra das consequências. “Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte.” (Provérbios 14:12). “Saborosa é a comida que se obtém com mentiras, mas depois dá areia na boca.” (Provérbios 20:17). 

 

Deus apresenta o padrão máximo. Nossos jovens têm sido treinados para entender que a verdade é relativa, que não devem julgar os outros – e vice-versa. Se imaginarmos uma comunidade composta por “Maquiáveis” rapidamente veremos a falha de sua lógica. “Balanças e pesos honestos vêm do Senhor; todos os pesos da bolsa são feitos por Ele.” (Provérbios 16:11).

 

Honestidade e integridade proporcionam segurança.  Se nos esforçarmos para sermos honestos em todas as nossas transações, não haverá necessidade de conceber enganos. “A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói.” (Provérbios 11:3).   

 

Para Reflexão ou Discussão   

 

- Que código de ética você segue? Como chegou a ele?

- Você conhece os escritos ou o pensamento de Maquiavel? Você conhece alguém que se conduziu nos negócios usando uma filosofia similar? Se assim foi, qual foi o resultado em sua opinião?

- Você concorda com a conclusão de que é errado proceder de acordo com a crença de que tudo é aceitável na busca de interesses e ganhos pessoais?

- Como você reage ao ver outras pessoas sendo bem-sucedidas de acordo com a filosofia maquiavélica?

 

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Êxodo 20:15-17; Provérbios 11:1; 12:19, 22;  20:10, 23;  21:6;  29:4, 10;  Tiago 1:8.

15 Anos da Academia de Letras de Itabuna - ALITA - R. Santana

Foto de Fundação - ALITA

(19 de abril 2011)

15 Anos da Academia de Letras de Itabuna - ALITA - R. Santana

    O ano de 2011, mês de abril, ficará para sempre marcado na História da cultura, das artes, da música de Itabuna, em particular na História dos seus escritores e poetas. Foi o ano de consciência cultural, os amantes das letras num "insight", se deram conta que algumas cidades do interior da Bahia já tinham suas academias de artes e letras,  nos moldes da academia francesa e da Academia Brasileira de Letras - ABL, menos, a terra que já foi do cacau – Itabuna.

No dia 7 de abril, reuniu-se um grupo de intelectuais, artistas, escritores e poetas de Itabuna com o objetivo de criarem a primeira academia de letras itabunense. Porém, nessa data, houve um sentimento desfavorável entre algumas lideranças das letras da recém fundada Academia Grapiúna de Letras - AGRAL (Foto de Fundação). Então, lideranças insatisfeitas, que já povoavam em suas mentes a ideia de outra academia, numa atitude manifesta de dissidência que culminou com a criação da Academia de Letras de Itabuna – ALITA, 

A menina Alita veio ao mundo, no dia 19 de abri de 2011, às 10:30 h, nas  dependências da FICC, aconchegada nos braços femininos de Sione Porto, Sônia Maron, Marialda  Jovita, Genny Xavier, Maria Luíza Nora (Baísa) e Lurdes Bertol; do outro lado, num parto fórceps, difícil, os “obstetras” Cyro de Mattos, Marcos Bandeira, Ruy Póvoas, o saudoso Eduardo Passos, Antônio Laranjeira, Gustavo Fernandes Veloso e o filho de dona Leonor, também, estava lá. A criança, imediatamente, recebeu na pia de batismo o nome feminino de Alita e, fez-se chegar ao Cartório de Registro de Nascimento, depois de muita discussão entre os pais quem seria o padrinho, foi escolhido, o escritor Adonias Filho.

Depois dessa data, novos parentes chegaram e continuam chegando para menina Alita. Hoje, ela celebra seus 15 anos de vida. Desde sua data de nascimento, teve que conviver com muitos desencontros, parentes de egos inflados e vaidosos. Alguns reivindicam a paternidade para si, outros, consideram-na de somente importância, mas a menina Alita cresceu com desenvoltura, independência, lucidez e sabedoria.

Hoje, a menina Alita adolescente é reconhecida em sua comunidade, já produziu nesse tempo de vida breve, muitos frutos, embora, continue simples e dadivosa, sempre aberta para absorção de novas ideias, o tempo a rejuvenesce e não a envelhece.  

Às vezes, ela desentende-se com alguns parentes que querem empanar sua história de vida. Não reconhecem que, muitos sacrificaram seus interesses pessoais em prol de suas necessidades existenciais. Se não fossem mulheres e homens abnegados, sonhadores, produtores de ideias, sua vida não teria chegado ao frescor da adolescência e ideias de maturidade e velhice.

Muitos foram seus pais adotivos, gente criativa, gente que desprendeu tempo e recursos para que a menina Alita seja, hoje, uma moçoila bonita e faceira, faz muito tempo, botou sua coirmã AGRAL para trás. O primeiro pai adotivo foi Marcos Bandeira. Pai carinhoso, compreensivo, educado e de fino trato com as pessoas. Depois, foi a saudosa Sônia Maron, mulher altiva, guerreira, franca, mas, facilmente influenciável pelos tios egoístas e narcisista da menina. A gentil e doce Silmara Oliveira, pedagogicamente, ela corrigiu os desvios de conduta da menina Alita. Porém, seu pai mais pacífico e justo foi Wilson Caetano. Homem que por detrás da cara de poucos amigos, esconde um nobre coração. Sua mãe adotiva atual, é a psicóloga, Raquel Rocha, decerto, preocupa-se com seu bem-estar material e social, é uma grande mãe que será lembrada pela mulher madura Alita.

Enfim, a parentada deseja que a menina Alita cresça em conhecimento e sabedoria. Nós iremos passar, ela ficará para sempre representando o pensamento da ciência, da poesia, da ficção, da arte e da literatura do Sul da Bahia, quiçá da Bahia e do Brasil.

 

Autoria: Rilvan Batista de Santana

Membro fundador da Academia de Letras de Itabuna – ALITA

Fotos: Produção


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4.15.2026

Mais Que Apenas um Emprego - Robert Tamasy

Mais Que Apenas um Emprego

 

Por Robert Tamasy

 

Por que você vai para o trabalho? Para receber um contracheque? Todos nós fazemos isso – e é bom ter dinheiro para comprar alimentos e roupas, abastecer nosso carro, talvez investir um pouco para o futuro e, torcemos, ainda sobrar um pouco para diversão. Mas será este o único motivo para ir trabalhar?

 

Algumas pessoas responderiam que o trabalho lhes dá alguma coisa para fazer. Outras poderiam dizer que é uma  forma de preencher o tempo entre dois fins de semana. Você provavelmente poderia dar outras razões, mas anos atrás George Washington Carver abordou a questão “por que ir trabalhar?” de maneira poderosa e profunda. 

 

Carver, que morreu em 1943 aos 79 anos, foi um químico agrícola afro-americano que descobriu centenas de usos para o amendoim, soja, nozes e batata doce, entre outros. Ainda hoje nos beneficiamos de muitas de suas descobertas. Mas para ele o trabalho era mais do que “apenas um emprego” em um laboratório de ciências. Ele explicou isso da seguinte maneira: 

 

“O homem, que precisa de um propósito, uma missão para manter-se vivo, já tem um. Ele pode ser...colaborador de Deus... Meu propósito deve ser o propósito de Deus – desenvolver o bem-estar e a felicidade de Seu povo... Por que, então, deveríamos nós que cremos em Cristo ficarmos surpresos com o que Deus pode fazer com um homem disposto em um laboratório?”

 

Ele capturou a verdade que muitos de nós jamais conseguimos vislumbrar. Deus nos colocou aqui para um propósito, uma missão; se estivermos alinhados com o propósito de Deus, vamos enriquecer a vida de outros e descobrirmos um propósito duradouro que vai além dos contracheques, relógios de ponto e prazos fatais. Ao oferecer sua perspectiva sobre o trabalho, Carver citou Atos 17:28: “Pois nEle vivemos, nos movemos e existimos...”.

 

 Desde o primeiro capítulo do primeiro livro da Bíblia torna-se claro que Deus deu um significado e propósito especiais para o trabalho. “Deus os abençoou e lhes disse: ‘Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra.” (Gênesis 1:28). Deus destinou os homens para serem mordomos sobre a Sua criação. As Escrituras falam mais sobre trabalho em termos de propósito e missão: 

 

A razão primária para estarmos aqui.  O Senhor não nos planejou para sermos exibidos em Sua galeria de troféus; Ele tinha um trabalho para ser feito por nós e para Sua glória. “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.” (Efésios 2:10). 

 

Foram fornecidas diretrizes de como devemos trabalhar.  Deus não criou o trabalho simplesmente. Na Bíblia, Ele nos dá instruções sobre o que, como e porque devemos fazer. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.” (II Timóteo 3:16-17). 

 

 

Nosso trabalho será avaliado pelo Criador do trabalho.  Quando o nosso trabalho for completado, estará sujeito à inspeção divina. “...aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos Seus mandamentos, porque isso é essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau.” (Eclesiastes 12:13-14).

 

Questões Para Reflexão ou Discussão   

1.    Qual sua resposta para a pergunta: “Por que você vai para o  trabalho?”

2.    É importante encontrar propósito, senso de missão e significado no trabalho que fazemos e não simplesmente considerá-lo como fonte de renda?

3.    Que você pensa das afirmações de Carver sobre a significância do trabalho, e o esforço para vê-lo segundo a perspectiva de Deus?

4.    Você acha que a Bíblia fornece instruções e diretrizes suficientes sobre como devemos encarar o trabalho que nos é confiado todos os dias? Por quê?

Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Provérbios 10:4;  12:24;  18:11;  22:29;  I Coríntios 3:9; Efésios 6:5-9;  Colossenses 3:17, 23.  

 

 

O burro e a cobra - Esopo

O Burro e a Cobra 

Como recompensa por um serviço prestado, os homens pediram a Júpiter a eterna juventude, o que ele concedeu. Pegou na juventude, pô-la em cima de um Burro e mandou que a levasse aos homens.

Indo o Burro no seu caminho, chega a um ribeiro com sede, onde estava uma Cobra que disse que não o deixaria beber daquela água se não lhe desse o que levava às costas. O Burro, que não sabia o valor do que transportava, deu-lhe a juventude a troco da água. E assim os homens continuaram a envelhecer, e as Cobras renovando-se a cada ano.

Moral da história do burro e a cobra

A curta fábula do burro e da cobra nos ensina que devemos ser sempre precavidos e informados, nunca oferecendo aquilo que temos sem sabermos a sua real importância.

O burro foi encarregado de carregar um material precioso, embora desconhecesse a real importância dele. Caindo na chantagem de uma cobra mais malandra, o burro facilmente entregou aquilo que carregava - porque não tinha qualquer noção do quão valiosa era a juventude. A fábula fala também, portanto, da ignorância e das consequências do desconhecimento.

A cobra, nesse caso, levou a melhor, e com a eterna juventude enviada pelos deuses ganhou o privilégio de se renovar a cada ano - ao contrário dos homens, que ficaram condenados ao envelhecimento permanente.

 

Fonte: Cultura Genial 

Autoria: Esopo

Imagem: Google


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4.14.2026

SANTA CEIA - Agilson Cerqueira














Santa Ceia
Óleo Sobre Tela 
Agilson Cerqueira 


Questão de Chamado (Parte I) Por Rudolfo Dainis Smits

 
Questão de Chamado (Parte I)

Por Rudolfo Dainis Smits

 

Descobrir nossas habilidades e talentos, e ter consciência de nossos desejos profissionais são fundamentais para a realização pessoal. Deus vai usar nossa instrução, vocação, cultura, língua, dons e habilidades aprendidas para servir e abençoar a sociedade na qual vivemos. Nós não precisamos buscar meios extraordinários para descobrir e obedecer à ordenação de Deus. Os Guinness, em seu livroO Chamado, escreve que precisamos simplesmente ser quem somos e nos tornarmos o que somos em resposta ao convite gracioso de Deus. Compreender a vocação – o nosso chamado – nos mudará e servirá para tornar mais próspera a sociedade.

 

Em 1989 a Letônia ainda fazia parte da União Soviética e me foram apresentadas duas opções dignas para trabalhar e servir ali. Opção 1:  Viajar para a Letônia de barco com uma missão patrocinada por uma denominação cristã e auxiliar na distribuição de ajuda humanitária. Opção 2: Juntar-me a uma equipe de 12 carpinteiros e trabalhadores voluntários para reconstruir uma igreja. Esta segunda opção era organizada pelo Ministério de Cultura, uma organização secular, para reconstruir o dilapidado edifício de uma igreja. Sendo arquiteto, experiente em carpintaria e trabalhador da construção civil, escolhi a segunda proposta. Aquela oportunidade se enquadrava melhor em meus dons, instrução, experiência e habilidades.

 

No início dos anos 1990, a Letônia estava pronta para transmitir princípios éticos sadios e introduzir práticas justas nos negócios. O desafio de operar uma empresa ética no ambiente pós Soviético era confrontado por todo empresário e profissional que desejasse fazer diferença. Esse convite era ímpar e não se pretendia que o clero o aprovasse, e sim,  fora confiado aos homens de negócios comuns que serviam no mercado de trabalho.   

 

Não havia ninguém melhor posicionado para “ser” ou melhor equipado para “se tornar” do que aqueles empresários e profissionais ansiosos por fazer a diferença por meio de viver, demonstrar e ensinar os princípios de Deus no trabalho. Não é suficiente saber e compreender quem somos. Devemos perguntar a nós mesmos o que vamos fazer com isso. 

 

Cerca de 2.000 anos atrás Jesus disse: “Sigam-Me”. Estas palavras provavelmente contêm a afirmação mais estimulante, desconcertante e capaz de transformar a história que a humanidade já ouviu, tentou compreender e obedecer. Este comando penetrou as trevas como uma luz brilhante, ordenando transformação. “A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram.” (João 1:5). Este convite que Ele nos faz, caso atendido, vai impactar vidas, reorganizar as famílias, a sociedade, a educação e transformar o mercado de trabalho, seja na Letônia ou qualquer outro lugar do mundo. Em resposta ao extraordinário chamado de Cristo, nossas vidas comuns não serão mais as mesmas. Nem serão sem propósito. 

 

Descobrir nossa vocação nos torna livres para “ser” e “nos tornar” o que somos.  O trabalho é confuso, com problemas diários e pessoas no ambiente de trabalho que precisam de ajuda. Ninguém melhor do que o profissional ou homem de negócios, que já está no mercado de trabalho, para cumprir esse chamado. Ninguém mais comum ou menos perfeito; ninguém que precise mais de ser moldado por causa das responsabilidades e impacto potencial positivo na sociedade. Se compreendermos nossa vocação e propósito impar, poderemos contribuir, servir e glorificar a Deus com nosso trabalho. O mandamento de Deus para a raça humana é dominar – “...Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra”...” (Gênesis 1:28) para sempre. 

 

Compreender nossa vocação transforma nosso trabalho e dá lugar, visão e propósito para nosso ministério de servir.  Os Guinness escreveu: “Grandes movimentos cristãos vão surgir e desaparecer.  Grandes campanhas serão organizadas e grandes coalizões reunidas. Mas nem todos esses esforços coordenados se compararão à influência dos incontáveis seguidores de Cristo vivendo seus chamados fielmente em meio à vastidão e complexidade da sociedade moderna.” Como o rei Salomão comentou referindo-se aos benefícios decorrentes de uma pessoa praticar seus talentos, “O presente abre o caminho para aquele que o entrega e o conduz à presença dos grandes.”  (Provérbios 18:16).

 

Para Reflexão ou Discussão   

 

  • Os Guinness escreveu: “Chamado não é apenas uma questão de ser e fazer o que somos, mas também de tornarmo-nos o que ainda não somos mas fomos chamados por Deus para ser.”  Os antigos gregos fizeram a pergunta existencial: Qual é o meu propósito? Hoje fazemos a mesma pergunta sobre a nossa existência.  Que propósito eu realizo e de que maneira a minha vida faz parte do plano de Deus?  Como você responderia à pergunta: “O que devo ser e o que devo fazer?” 
  • O chamado é efetivo e conhecer seu propósito vai mudar você, seu negócio e sua família. Como você define sua vocação? Qual a diferença entre apenas trabalhar e servir com propósito por meio do nosso trabalho?
  • O que mudou em sua vida saber que você tem dons e habilidades  particulares dados por Deus? Você conhece alguém que mudou, desenvolveu ou descobriu suas habilidades e dons como resposta ao atender ao chamado de Deus em sua vida?
  • Guinness disse: “De alguma forma nós, seres humanos, nunca somos tão felizes como quando expressamos os dons profundos de verdadeiramente sermos nós mesmos.” Compreender sua vocação e propósito mudou seu trabalho e sua vida? O que motiva seu trabalho e serviço? Seu trabalho e vocação se alinham com quem você é, seu treinamento e desejo de se tornar tudo o que Deus quer que você seja?

 

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema sugerimos: Efésios 4:1; 2Tessalonicenses 1:11; 2Timóteo 1:9; II Pedro 1:3,10.

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