O segredo da
felicidade
R. Santana
"A felicidade não é ausência de conflito, mas a habilidade de lidar com eles. Uma pessoa feliz não tem o melhor de tudo, ela torna tudo melhor"
O segredo da vida é a
felicidade. O homem desde início persegue a felicidade. A felicidade não é
sempre. O homem desfruta de momentos de felicidade, assim como, ele tem
momentos de tristeza, de angústia, de desespero, de infelicidade, é que “não
existe bem que sempre dure nem mal que não se acabe”, ou, “após uma noite escura
sempre chega um lindo amanhecer”.
Os pensadores corrompem o pensamento e
o espírito do homem simples. Não se perde nada ou quase nada alguém que não leu
Karl Marx, Nietzsche, Martin Heidgger, Diderot,
Epicuro, dentre outros, negar Deus é afirmar sua existência.
A discussão do mal e do bem, existirá
enquanto houver o homem. Na Bíblia, em Gênesis, o Criador diz a Adão e Eva que,
eles poderiam comer de todos os frutos do Jardim do Éden, menos o fruto
proibido da árvore do conhecimento, com a desobediência do primeiro homem e da primeira
mulher, estabeleceu-se o “pecado original” na humanidade, aí, a dor, o sofrimento e a infelicidade.
A dor e o sofrimento são atributos da
natureza humana e servem para seu amadurecimento e evolução espiritual. Desde a barriga da mãe que o homem tem
contato com a dor e o sofrimento. A felicidade chega depois. A felicidade não
chega à galope, instantânea, ela chega devagar. Se a felicidade fosse perene,
eterna, não haveria crescimento e desenvolvimento humanos.
Nós somos as nossas circunstâncias. Nós
somos responsáveis pelas nossas boas escolhas e responsáveis pelas más escolhas. O
homem não é produto do meio, uma visão determinista, o homem tem a capacidade de
influenciar e transformar o meio.
Deus abdicou do controle absoluto de
sua criação, por isto, deu-lhe o livre arbítrio. Até o Diabo não foi extinto
para sempre, continuou com sua natureza má, mas, continuou. Não entendemos o
sofrimento dos inocentes nem os benefícios do homem mau. Às vezes, a revolta do
homem é compreensível, porém, é incompreensível os desígnios de Deus.
Quem entende os sismos, os furacões,
as tempestades, as inundações e os incêndios? Quantas vezes, populações
inteiras são sucumbidas nesses desastres naturais? Inúmeras! Por isto, a
revolta e a incompreensão de muitos nietzschianos. O ateu estriba-se em suas
teorias racionais e lógicas para negar a existência e a sabedoria de Deus.
A verdade é que quando o homem nasce é
como uma “folha em branco”, uma “tabula rasa”, o conhecimento e a conduta moral são acrescidos com a
vida. Para Reausseau, o homem nasce bom, com os mais puros instintos, contudo,
a sociedade o corrompe e o torna mau.
Há 15 anos, todos os problemas acima
inquietavam-me, mas, tive a resposta da Providência Divina, sem vangloriar-me,
elaborei um ensaio com reflexão crítica e subjetiva para responder essas
inquietações e num dos capítulos, acho que encontrei todas as respostas. O
capítulo chama-se: “O mundo das possibilidades”: Possibilidade contingencial, Real
e Necessária.
A
possibilidade contingencial é aquela
que não se enquadra o pensamento lógico. Por exemplo: o sujeito não viaja
de avião com medo de morrer, mas, um dia, o avião cai em sua casa, ele morre e
a família fica ilesa; o sujeito não sai à noite com medo de bala perdida,
porém, uma bala perdida trespassou sua parede de casa e estourou sua cabeça, ele não gosta de lotérica, mas, um dia, sua esposa insiste fazer um jogo e, ele ganha uma bolada, etc., etc.
A
possibilidade real é quando todos os
fatores concorrem para sua realização. Se o pai de um garoto é músico, ele tem
todos os instrumentos disponíveis dentro de casa para se tornar um músico se
desejar; um menino pobre, hoje, sonha ser médico, os financiamentos do governo,
possibilitarão esse sonho.
Enfim,
a possibilidade necessária é Deus.
Por isso, as coisas acontecem pela ação humana. Já pensou um Deus responsável
até pela desdita do homem? A onde está o livre arbítrio? Deus é determinista? Nenhum
pai deseja mal para seu filho, mesmo o filho mais desobediente e Jesus Cristo
deu essa resposta: ― Qual homem, do meio
de vocês, se o filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se pedir peixe, lhe
dará uma cobra? (Mateus 7 : 9 – 11). Se Deus não castiga, não intervém, a
resposta para o sucesso ou fracasso do homem está no “Mundo das Possibilidades”.
Definitivamente,
o homem nasce para ser feliz. A felicidade é um estado de espírito e não
duradouro, aqui, em nosso mundo, não existe felicidade absoluta, existem
momentos de felicidade. Porém, a felicidade está numa vida mais simples,
naquele homem sem ambição de riquezas, sem apego material, movido pela fé no
Espírito Santo e, de amor ao próximo, não, somente, o próximo que está próximo,
mas, a humanidade.
A
felicidade não está em Kant, Descartes, Nietzsche, Hegel, Jean Jacques Rousseau,
Aristóteles, Platão, sábios e filósofos, ao contrário, quanto menos se conhece
esses pensadores, essa gente privilegiada, menos intoxicada fica a mente humana. O segredo da
felicidade é a simplicidade. A felicidade está na inocência da criança, na
natureza, nos homens e mulheres abnegados e nos homens e mulheres santos.
Portanto,
a felicidade não é um privilégio de poucos é um apanágio da humanidade. Todos
trazem no nascimento esse atributo. Se alguém não é feliz, ele não nasceu para
ser infeliz, às vezes, sua conduta e más escolhas contribuíram para sua
infelicidade.
Autoria: Rilvan Batista
de Santana
Membro da Academia de Letras de Itabuna - ALITA
Imagem: Google